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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

> O ABORTO À LUZ DA CIÊNCIA


O ABORTO À LUZ DA CIÊNCIA 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                   Será que nós realmente sabemos quando começa a vida? 
                   Embora proibido pela lei brasileira, o aborto é muito praticado. Algumas estatísticas bem confiáveis concluíram que metade das mulheres em idade fértil já recorreu ao aborto para interromper uma gravidez indesejada. 
                O amor está maravilhoso, mas de repente a menstruação não vem. O pânico toma conta do dia a dia da mulher. 
                    Se os testes confirmaram uma gravidez indesejada, e se você etá considerando seriamente a possibilidade de abortar, há três opções que devem nortear dua decisão que precisa ser rápida: 
                    a) continuar a gravidez e ter o bebê; 
                    b) continuar a gravidez, ter o bebê e doá-lo a uma família para que o crie ou para que o adote como filho;
                     c) interromper a gravidez com um aborto médico legal. 
                     São muitas as causas que levam as mulheres a provocar o aborto, mas as mais comuns são:
                     a) a idade, quando se trata de mocinhas muito novas que se envolveram com rapazes também jovens demais; 
                     b) as finanças, quando o casal acredita que não terá dinheiro suficiente para alimentar e dar educação à criança; 
                     c) a idade já avançada, quando a mulher corre riscos tanto pela própria saúde como pela possibilidade de gerar um filho com problemas. 
                  A questão do aborto sempre foi cercada de polêmicas e tabus. Há um grande número de pessoas que acha errado - moral, religiosa e biologicamente - interromper a gravidez. Outras defendem o aborto com plena firmeza. A maioria, entretanto, fica entre esses dois extremos, envolta em sentimentos muito confusos sobre como agir ante a gravidez indesejada. 
                A polêmica é tão intensa que mesmo a ciência não conseguiu chegar a uma resposta definitiva sobre o real início da vida no útero. Alguns cientistas estão convencidos de que tudo começa no período entre 12 e 48 horas após a relação sexual. Para outros cientistas a vida humana começa por volta da quarta semana da gestação, quando se inicia a atividade cardíaca, ou seja quando o coração começa a bater.  Um terceiro grupo de cientistas considera o início da vida quando o embrião começa movimentos involuntários. Isto acontece quando se inicia a atividade do sistema nervoso.  
                Muitos pesquisadores apontam como início da vida o instante em que as ondas cerebrais começam entrar em ação que é por volta da oitava semana. Esta posição é baseada no fato de que uma pessoa é considerada clinicamente morta no momento em que o seu cérebro para de trabalhar.  
                 Temos ainda cientistas que tomam como base o momento em que o embrião se firma na parede do útero - a nidação ou implantação.
                   Este processo começa no quinquagésimo dia da gravidez. É a partir deste período que se iniciam os movimentos celulares que farão surgir todos os órgãos do corpo, dando-lhe forma humana. 
                Um grande número de estudiosos defende a ideia de que a vida humana se inicia na nona semana de gestação. Nesta faze o embrião evolui a feto com a formação básica dos órgãos e, a partir de então, só aumentará de tamanho. 
                  Em países onde a lei permite o aborto, a mulher começa por fazer um exame de urina. Confirmada a gravidez, ela procura o médico para saber se está em condições clinicas para o procedimento. O médico, por sua vez, verifica se o tamanho do útero de sua paciente corresponde à última vez em que ela menstruou. Esse exame é muito importante porque há casos em que a mulher tem uma ligeira menstruação, logo no início da gravidez. Nesses casos a preocupação  do médico está focada na saúde da paciente e não do feto. Se ainda não atingiu o terceiro mês, é possível provocar o aborto com maior segurança.Mesmo nesses países, antes de provocar o aborto, os médicos mais sérios e conscienciosos discutem com suas pacientes as razões delas para não levar a gravidez adiante. Nessas discussões é muito comum as mulheres mudarem de opinião, pois o normal é levar a gravidez até o parto. 

                   O aborto é um momento muito difícil para a mulher. Diferentemente do homem, ela tem o instinto maternal e isto faz com que a grande maioria acabe se arrependendo ou guardando más lembranças dessa decisão.
                   No Brasil o aborto só é permitido nos casos previstos em leis específicas. Com muita frequência as pessoas procuram clinicas clandestinas onde a prática é feita em condições precárias e com sérios risco para a mulher. 
                   O assunto é muito complexo porque envolve sentimentos pessoais, morais e religiosos. O mais importante é que o aborto não continue sendo utilizado como se fosse um método contraceptivo. Estamos no século XXI e inúmeros são os métodos que podem ser utilizados para um bom planejamento familiar. O ideal seria uma educação de qualidade, mas com os políticos  que nos governam este é um sonho ainda muito distante. As pessoas, principalmente de baixa renda, tem muita dificuldade para construir uma família de forma planejada. Por questões financeiras não tem acesso a laqueadura ou vasectomia.  Além disso os adolescentes entregam-se ao prazer sexual sem nenhum conhecimento e isto só tem agravado a situação econômica e social. Não só nas comunidades (favelas), mas também em toda a sociedade  onde vivem. 
                     Antes de encerrar este artigo é importante falar sobre o aborto espontâneo.  
                      Considera-se aborto espontâneo a perda natural, não provocada, de um feto que não atingiu idade para sobreviver fora do útero. A idade mínima para o bebê ser dado à luz ocorre no sétimo mês da gravidez. 
                Os abortos espontâneos são muito comuns, embora seja difícil manter uma estatística sobre eles. Ocorrem mais com mulheres depois dos 35 anos. São mais frequentes na primeira gravidez (calcula-se que pelo menos um terço das primeiras gestações não vinga). É como se o útero precisasse de um treinamento para então funcionar bem. Portanto, o aborto na primeira gestação não é motivo para maiores preocupações, uma vez que a segunda gestação costuma ser bem sucedida. 
                 A causa mais comum dos abortos espontâneos é a má formação do feto, que pode ser em consequência de anormalidade em seus cromossomas. Nesses casos, a sábia natureza age e o corpo rejeita aquele feto que se transformaria em bebê defeituoso. São igualmente frequentes os abortos espontâneos em mulheres que sofrem de febre alta ou esgotamento psicológico e isto ocorre logo no inicio da gravidez. Quando isto acontece a mulher nem nota que perdeu o bebê. Imagina que foi apenas uma menstruação mais intensa. Seja qual for o motivo, os médicos consideram que esse tipo de aborto precoce é benéfico por evitar o surgimento de um embrião com alguma anomalia que o impediria de sobreviver.
 
UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE 
Este artigo tem a finalidade única de ajudá-los a compreender melhor esta polêmica que tanto sofrimento traz para as pessoas, principalmente às menos informadas. O mais importante é que as mulheres se conscientizem da necessidade do acompanhamento de um médico para a boa saúde sexual.  Sexo é muito bom, mas quando praticado de forma inconsequente pode tornar-se um grande pesadelo. 

MINHAS OBSERVAÇÕES FINAIS
Todos nós, animais e plantas somos energia pura. Aquilo que chamamos de corpo é apenas uma misteriosa e engenhosa formação de água e minerais. O sol é a fonte de energia (cósmica) que permite a vida (energia vital). Se ele apagasse toda a vida deixaria de existir. 
Podemos dizer que o sol é uma usina que possui imensa quantidade de energia em seu núcleo. Está em permanente erupção e projeta  "faíscas" que se expandem pelo espaço até o limite de seu poder ou domínio.
Estas "faíscas" formaram os planetas que o circundam. Entre estes planetas está a terra, cuja formação com diversos minerais e água, permite a existência de vida. 
Se pusermos uma semente saudável sobre a terra e a cobrirmos para não receber a luz solar ela não germinará, simplesmente de desintegrará. Mas se permitirmos que receba a energia solar (cósmica) ela germinará e se transformará uma bela planta ou até uma frondosa árvore. 
O mesmo acontece com os seres animais, entre eles o ser humano.
Todo o ser animal se forma pela engenhosa combinação do DNA do seu gerador. Dessa forma um besouro gerará outro besouro, uma vaca gerará um bezerro e a mulher gerará um bebê, sua imagem e semelhança.
A energia cósmica vinda do sol está dispersa e ocupando todos os espaços. No momento em que um ser nasce recebe parte dessa "energia pura" que então se transforma em "energia vital". Enquanto este ser estiver ligado (cordão umbilical) ao corpo que o gerou, estará recebendo energia vital desse corpo; e no momento da separação passa imediatamente a ter sua própria energia que é autônoma e independente. Aí começa uma nova vida independente. Essa vida durará o tempo que esse corpo tiver condições de se manter. No momento que esse corpo adoecer gravemente, envelhecer ou simplesmente tiver algum órgão inutilizado, a energia que lhe deu vida se retirará e o corpo se desintegrará, voltando a ser água e minerais. É o que chamamos de morte. 
Quanto à energia pura, voltará ao seu estado anterior. E assim o siclo de nascimento e morte continuará até o dia que o sol apagar para sempre. 
Nicéas Romeo Zanchett 


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domingo, 12 de janeiro de 2014

> A PAIXÃO ALTERA A QUÍMICA DO CORPO


A PAIXÃO ALTERA A QUÍMICA DO CORPO
Por Nicéas Romeo Zanchett 
               A paixão pode ser uma perigosa fronteira entre o amor e a loucura. Ela sensibiliza todo o corpo e altera seu funcionamento neuroquímico.  Esse desequilíbrio, quando muito acentuado, leva o apaixonado a um estado de loucura muito perigoso. O corpo sofre alterações orgânicas pelo poder irresistível dos hormônios sexuais. É tão poderoso que altera até mesmo a aparência física, transformando-se tanto num tratamento de beleza, quando num destruidor de belas feições. A origem da pele é a mesma do sistema nervoso, a "crista neural". Tanto que nos casos de estresse e de infelicidade aparecem micoses, eczemas, psoríases e até queda dos cabelos. 
             O apaixonado nem percebe que está à beira do abismo. Ele se anula, investe tudo na pessoa amada e não consegue ver mais ninguém ao seu redor. Trata-se de um doente de paixão que vive obcecado pelo medo de perder a pessoa amada. É capaz de verdadeiras loucuras para agradar o outro e muitas vezes nem pode se concentrar naquilo que quer falar ou fazer.  
                 É quando uma das partes resolve romper o relacionamento que os maiores problemas afloram com grande intensidade. O ciume e a desconfiança de traições desarticulam totalmente o ego do apaixonado. Seu primeiro pensamento é que foi traído. Isto se torna ainda pior quando acompanhado pela vergonha e pelo sentimento de culpa pelo fato de ser ciumento. Esses sentimentos gerados pelo ciume são tão primitivos que muitas vezes o arrastam a atitudes completamente fora do seu padrão habitual. Portanto, amor com paixão desenfreada é muito perigoso e muitas vezes acabam em bárbaros crimes. 
                 Paixão todos nós sentimos em algum momento ou algum dia, mas é importante que seja transformado em amor sublime o quanto antes. Com um amor sublime tudo se modifica e nos sentimos felizes e radiantes. 
             Já a paixão equilibrada é maravilhosa para todo o corpo e o sistema emocional. É a paixão estruturada que gera felicidade e é o melhor cosmético que a própria natureza produz para a beleza. Quando a pessoa está apaixonada a pele fica mais bonita, os olhos brilham, os cabelos ficam mais sedosos. 
                A relação amorosa verdadeira sempre cria laços único, talvez os mais intensos que somos capazes de formar. Além do envolvimento sexual, há a união, a cumplicidade e a entrega sem limites.
Nicéas Romeo Zanchett 

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

> IOGA DO SEXO - A ARTE MILENAR DA ÍNDIA


MAITHUNA - O IOGA DO SEXO 
A ARTE MILENAR DA ÍNDIA 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
A Índia é um país que nos desperta fascínio, mistério e misticismo.
                     A história da Índia começa com Alexandre Magno, no ano 326 a.C. Entretanto, antes dele existiu ali uma civilização tri-milenar avançadíssima chamada de Proto-História que os especialistas vem pacientemente reconstruindo. 
                     A Índia moderna que conhecemos se divide em duas fases: a de dominação inglesa e a Índia independente que se iniciou em 1948, quando Nehru assumiu a presidência do país. 
Templo de Khajuraho
                     Em Elora estão algumas das grutas mais bonitas do mundo, transformadas  em colossais santuários. São 34 grutas, sendo 12 Budistas e 22 Bramânicas. Ali existe também um impressionante templo dedicado a Shiva. 
                        A Índia é um verdadeiro Museu de Arte Milenar. 
Templo de Ajanta 
                     Em Khajuraho se encontram os famosos templos com estátuas representando o amor sexual.  Porque foram construídos é um mistério que perdura ao longo dos séculos. Ainda hoje, nossa cultura ocidental não conseguiu entender a sexualidade ali representada em esculturas tão exóticas que a princípio eram vistas como pornográficas. Felizmente, na medida em que os mistérios vão sendo desvendados, vamos compreendendo e podemos finalmente perceber que a pornografia estava apenas nos olhos de quem as via. 
              Apesar da destruição promovida pelos invasores, ainda hoje existem 22 templos dedicados ao amor. 
                    O Ioga sexual ou Maithuna  é um tema frequente nas esculturas Hindus. As figuras Maithuna não podem ser vistas como orgias rituais; na verdade, representam a eterna união do espírito com a natureza. A sexualidade é espiritualizada, onde homem e mulher se complementam. O amor sexual é uma forma de adoração, onde os parceiros representam, um para o outro, a reencarnação da divindade. Meditar sobre o assunto nos leva a perceber que somos seres em correlação e não em separação. O amor físico implica na verdadeira descoberta do parceiro. 
                      A união entre homem e mulher é o casamento entre o céu e a terra. A energia sexual do casal manifesta-se como energia espiritual com o poder divino de procriar. 
                      A semente unida à terra fecunda o campo, tal como o sêmen unido ao óvulo fecunda o ventre que produz o milagre de uma nova vida. 
Nicéas Romeo Zanchett 

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domingo, 8 de dezembro de 2013

A MASTURBAÇÃO TAMBÉM É FONTE DE PRAZER


A MASTURBAÇÃO TAMBÉM É FONTE DE PRAZER 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                    A masturbação é uma prática solitária que muitas vezes acontece por absoluta falta de parceiro. Mas também existem homens e mulheres que preferem a masturbação ao sexo com parceiro. Algumas mulheres que tem dificuldade de chegar ao orgasmo com o parceiro busca na masturbação o prazer desejado. 
                Recentemente muitos autores de sexologia envolviam a masturbação com um verdadeiro manto de perigos e danos, tanto ao corpo quando à mente. Isso aconteceu muito pela influência religiosa, que coibia as práticas sexuais desvinculadas da finalidade reprodutiva. Como sabemos, as religiões usam muitos artifícios para dominar o intelecto de seus seguidores e a sexualidade, até hoje, é vista como prejudicial por muitos líderes religiosos que não conseguiram evoluir com a ciência. Essa ignorância tem trazido muito sofrimento e frustração às pessoas. 
              Primeiramente é preciso deixar bem claro que, independente da idade, homens e mulheres se masturbam. Muitos pensam que essa é uma prática apenas de adolescentes, mas não é verdade. Mesmo os adultos idosos se masturbam e só deixam de fazê-lo quando a sua sexualidade decai pela sua condição física, o que é absolutamente natural. O próprio "Relatório Kinsey" (a bíblia do sexo dos anos 50), revelou num estudo que 94% dos homens entrevistados admitiram se masturbar regularmente. 
             Nada no mundo imaginário pode ser controlado ou eliminado. A fantasia é parte inseparável da sexualidade humana. Ela ajuda o imaginário das pessoas a viver decentemente e, em muitos casos, evita violência contra mulheres indefesas. Hoje, a masturbação já está sendo considerada e até recomendado por médicos e psicólogos como forma, também, de diminuir o stress e a ansiedade. 
                A psicologia já confirmou que masturbar-se é um ato que exercemos desde bebês.  Bebês de cinco, seis meses, que já tenham alguma coordenação motora, manipulam  os genitais.   É óbvio que essa masturbação não tem fins semelhantes à masturbação de um adolescente ou adulto. Mas, independente do conhecimento da função, os órgãos genitais constituem áreas erógenas e, portanto, proporcionam prazer. A masturbação vai se tornar uma atividade intensificada a partir de três, quatro anos de idade. Nesse primeiro estágio, a masturbação é simplesmente a manipulação do órgão de prazer. Mas, ainda hoje, na maioria dos casos, a criança é imediatamente  proibida pelos pais, porque essa região é vivida  como algo absolutamente proibido, sujo, impróprio e desqualificado para manipulação e investimento afetivo. O conhecimento do próprio corpo, dos nossos limites e do prazer são fundamentais para uma vida sexual satisfatória. Tudo isso surge com a masturbação. Portanto, carregar de preconceitos esta busca de satisfação é um equívoco. Não existe mais dúvida de que se trata de um exercício saudável da sexualidade. 
                Quando uma criança é proibida  de manipular seus genitais, essa proibição não se dá em função dela mesma, mas sim da imaginação do adulto que está proibindo a criança que existe dentro dele mesmo de mexer nos próprios genitais, visto que na infância também foi proibido. Esse adulto, na verdade, carrega a culpa de uma prática que é absolutamente natural, sadia e inofensiva. A psicologia, em seus profundos estudos, tem mostrado que não há dificuldades ou proibições da vida sexual adulta que não tenham origem na infância. 
                Por volta do final do quinto ou sexto ano de vida, a criança começa a moralizar o mundo. Ao fazer isso ela vai lançar mão das proibições originárias da masturbação infantil e dar a elas uma interpretação moral. A partir daí, pode ocorrer desde o aumento excessivo da masturbação, até o abandono total, dependendo de como a criança vivenciou o seu meio familiar e, principalmente, viveu na sua imaginação a vida sexual permitida pela família. É justamente essa vivência que terá consequências para o adulto, quando a masturbação pode se tornar uma alternativa casual ou um processo complementar na vida sexual e, em muitos casos, até uma atividade doentia. Nos neuróticos  vai acarretar um exagerado sentimento de culpa; nos perversos pode se tornar a única forma de atividade sexual; e, nos psicóticos, a masturbação é igual à da criança: absolutamente isenta de proibição, podendo ocorrer em qualquer ambiente ou situação. 
                  Muitas vezes, a masturbação é abolida da vida adulta como se fosse algo dispensável e depreciativo. É mais comum do que se pensa encontrar mulheres que nunca conseguiram se masturbar ou, quando se masturbam , são acompanhadas de profundos sentimentos de culpa. Esse sentimento negativo faz com que muitas abandonem completamente sua sexualidade. Para elas simplesmente não há vida sexual, nem masturbatória, nem genital.  Já outras fazem dela uma verdadeira vergonha. São poucas as mulheres, por exemplo, que quando não conseguem encontrar satisfação numa relação sexual, se masturbam na frente do companheiro. Para elas isso seria uma grande afronta  ao parceiro, porque, na verdade, vêem o ato sexual como uma afronta a elas mesmas. Ora, é normal e adequado que ela busque uma forma alternativa, como a masturbação, se a satisfação não foi obtida no ato sexual. Muitos homens são machistas, só se preocupam com próprio gozo e não estão nem aí para os sentimentos da parceiro que lhe deu prazer.  

                  A masturbação é parte integrante da sexualidade . Não há porque  fazer dela algo diferente na vida sexual normal de uma pessoa, onde é importante o beijo, o abraço, os toques, o de olhar o parceiro, o ser olhado e, inclusive, o manipular dos genitais. Não há porque ter medo do prazer, de experimentar o prazer só seu - uma alternativa sadia e tão natural quanto o beijo. É preciso ficar bem claro que sexo não é apenas penetração.
                    As mulheres são privilegiadas. Na verdade, elas não precisam do homem para obter o prazer que desejam. Afinal de contas, um homem tem apenas uma zona erógena sexual principal, um só órgão sexual, ao passo que a mulher tem duas: a vagina, o órgão genital propriamente dito, e o clitóris, análogo ao órgão masculino." 
                   Não há estatísticas precisas à respeito, mas, ao que tudo indica, os meninos (homens) se masturbam mais do que as meninas (mulheres). Em geral a masturbação feminina é mais carregada de culpa, mas isso também está mudando; elas estão aprendendo conhecer melhor o próprio corpo e isso é muito bom.  
Nicéas Romeo Zanchett 
EDUCAR É O MELHOR CAMINHO 
Nicéas Romeo Zanchett 




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O BOM ORGASMO NÃO DEPENDE DO PÊNIS


O BOM ORGASMO NÃO DEPENDE DO PÊNIS
Por Nicéas Romeo Zanchett 
               O orgasmo é o ponto culminante do sexo. Trata-se de um fluxo de intenso prazer, a sensação de estar fora de controle. As mulheres reagem de maneiras diferentes. Algumas gritam de prazer, outras apenas tem uma quieta sensação de conforto. 
                  Muitas mulheres não se preocupam com o orgasmo no momento do ato sexual com um parceiro; algumas até preferem o prazer do ato em si e nem fazem questão de ter orgasmo naquele momento. Acredita-se que cerca de 50% das mulheres não tem orgasmo durante o intercurso e outras acham que só podem ter orgasmo com a estimulação direta do clitóris e não apenas com o intercurso. Algumas, mesmo gostando muito de fazer sexo,  ficam preocupadas em não gozar  porque acham que isso perturba seus parceiros. 
                 A maioria dos homens se preocupa muito mais com o tamanho do próprio pênis do que as mulheres. Evidentemente que se trata de desconhecimento da verdadeira anatomia da vagina das mulheres; é nos cinco primeiros centímetros que a vagina tem terminais nervosos. É bom lembrar, também, que as mulheres tem muito mais prazer sexual com o clitóris do que com a vagina.  
              Há pênis de todos os tipos e tamanhos, mas, normalmente, as diferenças não são tão evidentes durante a ereção. Os comprimentos, nesse caso, variam entre 12 e 18 centímetros, em geral. A ideia de que as mulheres preferem um pênis grande é tolice. Muitas até tem medo do tamanho, pois acham que podem machucar. Para estas é bom lembrar que a vagina é o canal elástico por onde nascem os bebês. Portanto, não tem dificuldade alguma em se adaptar a qualquer tamanho de Pênis. Entretanto, em alguns casos, quando é exageradamente comprido, podem causar desconforto. As preliminares, principalmente o sexo oral, são importantes porque excitam e relaxam os músculos.  Normalmente a vagina fica lubrificada  na excitação do sexo, mas, se você sofre de secura e dor, há lubrificantes artificiais para solucionar o problema, especialmente os gelatinosos.  Na menopausa, quando isso acontece, o médico pode receitar tratamento com hormônios. 
                    Não existe vagina pequena. Se parece muito pequena ou tensa antes do sexo, é porque a mulher pode estar com vaginismo. O vaginismo é uma incapacitação para fazer sexo e ocorre muito comumente. Há casos em que os músculos da vagina ficam tão tensos que a penetração do pênis é praticamente impossível.  Os motivos são invariavelmente psicológicos. Geralmente devido à repressões, à ideia de que o sexo é sujo, um medo patológico da gravidez.   Nesse caso é bom consultar um ginecologista e pedir orientações. Aquelas que procuram ajuda médica mais depressa são curadas mais facilmente. 
                 A parte mais sensível da vagina está nos primeiros cinco centímetros. Entretanto, a área de prazer para a mulher, fica um pouco fora - é o clitóris. Por essa razão não há mulher que não se renda a um suave toque de língua em seu clitóris.
                Algumas vezes a vagina perde seu tônus muscular - frequentemente após o nascimento de bebês.  Você pode rejuvenescê-la  tensionando a bacia pélvica e os músculos da região tanto quanto puder. O charme desses exercícios é que você pode fazê-los onde estiver - na rua ou no trabalho - e ninguém notará. Mas é preciso que sejam feitos com a intensidade necessária, até darem resultado. 
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Nicéas Romeo Zanchett 

LEIA TAMBÉM >>> AMOR E SEXO - VOLUME 1





domingo, 24 de novembro de 2013

QUANDO O DINHEIRO PREJUDICA O AMOR


QUANDO O DINHEIRO PREJUDICA O AMOR 
Nicéas Romeo Zanchett 
                 Não são poucas a vezes em que o dinheiro prejudica o amor. 
               A mulher moderna ganhou muito espaço profissional e hoje muitas ganham mais do que os homens. Foi uma maravilhosa conquista, mas tem prejudicado o relacionamento de muitos casais.  Muitas mulheres ganham o dobro do salário de seu marido e aí surgem as desavenças. No princípio vem uma natural satisfação, mas aos poucos, esta diferença salarial torna-se motivo de irritação. É muito comum que o marido, sabedor da condição financeira da mulher, já nem queira mais dividir as contas do condomínio, do colégio das crianças, do supermercado. O sucesso profissional da mulher acaba arruinando o casamento. A mulher vai percebendo que, no lugar do marido, ela tem agora mais um filho, um dependente adulto. E isso é terrível. 
               A mulher que ganha mais do que o marido subverte a regra estabelecida, preconceituosa, de que cabe ao homem prover financeiramente a família, e à mulher cabe prover afetivamente. Trata-se de um velho conceito maniqueísta, que acaba por colocar o homem como antagônico à mulher. 
             O dinheiro sempre foi um símbolo de poder, tanto entre pessoas quanto entre nações. Quando é utilizado para exercer o poder sobre o outro, dominar e subverter o parceiro, a relação se torna perversa. A competição e a disputa também pertencem a este mesmo terreno, já que implicam em vencedor e vencido, um vitorioso e outro derrotado, dois rivais numa luta esterilizante. 
               No caso de casais empresários a relação é ainda mais interessante. Quando cada um tem seus negócios à parte pode surgir uma espécie de competição empresarial. Neste caso é muito comum trocarem opiniões sobre os negócios um do outro, mas jamais devem competir para saber quem ganha mais. Isso acontecendo atingiria toda a família e fatalmente levaria o casamento para o mundo da infelicidade. 
                 Um homem nunca deixa de ser o chefe da família simplesmente porque está ganhando menos do que sua mulher. Uma boa solução seria dividir as despesas naturalmente, sem definir quem é o responsável por esta ou aquela conta. Quando um gasta alguma coisa a mais para a própria satisfação pessoal não pode ser motivo de questionamentos. As mulheres costumam ter muitas despesas pessoais que podem ser com sua beleza, médicos, sua roupa e até com coisas íntimas e isto deve ser feito naturalmente, sem que se sinta no dever de comentar com o parceiro. O casal precisa descobrir que o dinheiro é apenas um acessório que trás conforto. 
                  Muitos casais, racionais, são objetivos e práticos: quem ganha mais paga mais.  Eles simplesmente somam os salários para sustentar a casa e os filhos. Vem daí o nome "renda familiar". 
              Sovinices e mesquinharia são responsáveis pela maioria dos divórcios nos Estados Unidos, símbolo do capitalismo selvagem. 
                 Os homens se acostumaram usar o dinheiro como sua bandeira, não sabem o que fazer desde que as mulheres conquistaram a liberdade sexual e independência financeira. Eles se sentem humilhados , com baixa auto-estima, deprimidos, como se tivessem perdido a única coisa importante que pudessem fazer no casamento. Muito sofrimento poderia ser evitado se as pessoas aprendessem a não confundir amor com dinheiro. Geralmente não é dinheiro que está faltando, mas afeto. A moeda que vale no casamento é o do companheirismo, da cumplicidade, do carinho, do colo nos momentos difíceis.
                 É muito grande o número de mulheres ricas que simplesmente ficam sozinhas por medo de que o homem que lhe demonstra interesse só o faz devido ao seu dinheiro.  Muitas passam a vida toda sozinhas com medo do tal "golpe do baú". Ora, vamos ser felizes que a vida passa rapidamente; hoje existem muitos artifícios jurídicos que podem proteger o patrimônio de possíveis aventureiros. Por outro lado, existem "homens"  e "homens"!  Portanto, não fique numa redoma que a vida lá fora pode ser maravilhosa. 
                 Muitas mulheres que ganham mais do que o marido se sentem mal por terem que pagar tudo. Não é que estejam querendo economizar, mas isto as leva a uma sensação de desamparo e de abandono; é como se o marido não lhe service para nada e elas estivessem profundamente sozinhas. Nesse caso nenhum dinheiro do mundo conseguirá preencher este vazio afetivo. A conjuntura do seu casamento serve apenas para representar sua estrutura emocional frágil. 
               Marido de mulher que ganha mais também tem problemas. Existem casos de homens que agridem não apenas com palavras, mas fisicamente sua companheira porque ela ganha mais.
                 A mulher de nossos dias se tornou muito competitiva e é natural que tenha promoções profissionais. Aí, de uma hora para outra surge um excesso de críticas por parte do parceiro, geralmente sem o menor fundamento. A primeira impressão que ela tem é de que seu marido não a ama mais. Depois de um certo tempo fica claro que a relação começou a se deteriorar a partir de uma determinada promoção. Nesse momento a mulher precisa fazer uso de sua inteligência privilegiada, começar a escutar suas queixas e aproveitar a oportunidade para fazê-lo entender que seu afeto por ele não mudou em nada. Com o tempo e paciência os dois aprenderão conviver com a nova situação. 
                 Por outro lado, é preciso considerar que nem sempre os desajustes matrimoniais são consequências diretas do fato de a mulher ganhar mais do que o homem. Pode ser um fator adicional à desestabilização já existente, já que despertam sentimentos de frustração profissional e pessoal. 
                  Duas pessoas que criam algo juntas estão se dispondo a somar os recursos que possuem. O prazer do casamento é a parceria, o compartilhar de projetos e da criação dos filhos e, acima de tudo, lembrar sempre que casamento não é uma competição. 
Nicéas Romeo Zanchett 

LEIA TAMBÉM >>> AMOR E SEXO - VOLUME 1
                   

domingo, 3 de novembro de 2013

GRANDES AMORES DA LITERATURA PARA O CINEMA

GRANDES AMORES DA LITERATURA PARA O CINEMA
Por Nicéas Romeo Zanchett 


Romeu e Julieta
               O amor entre Adão e Eva é sem dúvida o mais divulgado de todos os tempos, mas o amor entre Romeu e Julieta também é tão conhecido que pode rivalizar com o primeiro casal da fábula bíblica. 
                    O casal apaixonado da história de Shakespeare acabou sendo considerado o próprio símbolo do amor absoluto. Morreram um pelo outro. A morte dos dois deixou uma dúvida e uma pergunta que não temos como responder: Se eles tivessem vivido muitos anos juntos, esse amor teria sido tão absoluto como conta a história? 
                     Shakespeare, não sem razão, tornou-se o maior dramaturgo de todos os tempos. Além de Romeu e Julieta, ele criou vários outros casais amorosos, por coincidência ou não, todos eles com final trágico. Um exemplo bem ilustrativo de sua forma trágica de escrever temos Hamlet, o Príncipe da Dinamarca, cuja Ofélia  enlouqueceu de tanta paixão, porque o príncipe se preocupava mais com os problemas do reino  do que propriamente com ela. Othelo e Desdêmona é outra paixão famosa. O mouro de Veneza não suportou a suspeita, instigado pelo "amigo" Iago, de que a fiel apaixonada o traía entrou em desespero e acabou estrangulando-a. Podemos dizer que Othelo é a personificação do ciúme levado ás últimas consequências. Se o príncipe tivesse uma cabeça mais aberta, como acontece em nossos dias, teria aceito o imaginário ménage-à-trois, e tudo teria acontecido de forma diferente. 
                     Outro amor famoso e trágico foi o de Fausto e Margarida. Conta tudo sobre a paixão do soldado Don José pela volúvel cigana Carmen. Aquela linda mulher tinha como passatempo predileto criar intimidades com todos os homens que via. Isso foi por demais doloroso para o valente soldado Don José, que não viu outra solução senão matá-la. 
                    A Dama das Camélias: Marguerite Gauthier e Armand Duval,  formaram outro casal trágico e romântico criado pela imaginação do grande escritor Alexandre Dumas Filho. A desesperadora paixão de Armand Duval  era uma prostituta de luxo que acabou morrendo de tuberculose, deixando-o inconsolável. 
                     Também a feiura de um homem romântico e misterioso, mas inteligente, pode despertar o amor de uma bela mulher. Foi o caso de Cyrano de Bergerac, feio e com um nariz maior que o do Pinóquio, apaixonou-se perdidamente pela bela Roxane, mas não queria que ela o visse. Declarou seu amor por correspondência, fazendo com que Roxane viesse a amá-lo por suas cartas. Inteligentemente escrito para o teatro por Edmond Rostand. O autor mostra como o poder das palavras bem escritas podem despertar o amor de uma mulher, mesmo por alguém que ela, na realidade, não conhece. 

                     O genial escritor Victor Hugo também imortalizou um relacionamento amoroso de impacto. Em O Corcunda de Notre Dame, ele descreve como o Quasímodo apaixonado esconde a cigana Esmeralda na famosa Catedral de Paris. 
                    Um dos grandes épicos de todos os tempos é, sem dúvida, representado pelo casal  Scarlet O'Hara  e Rett Butler de E o Vento Levou. A orgulhosa beldade do sul dos Estados Unidos, durante a guerra, apaixonou-se por um aventureiro, mas depois de muitas idas e vindas, no final se separam. Considerado o clássico dos clássicos, é a história adaptada do livro da escritora Margaret Michell para o cinema, onde fez enorme sucesso. A dupla amorosa tinha um apelo tão grande que se transformou no filme mais famoso da história do cinema, com Vivien Leigh e Clark Gable. 
                     
                    Outra famosa história criada pelo dramaturgo Tennessee Williams foi Um Bonde Chamado Desejo. Ele conta o relacionamento entre a solitária e neurótica Blanche Du Bois que vive uma grande atração pelo cunhado, o rude Stanley Kowalski . Na tela a dupla foi vivida, também, por Viviem Leigh, desta vez acompanhada por Marlon Brando .
                 Mas em matéria de amor nem sempre as coisas são complicadas. A fantasia ficcionista de  um escritor é capaz de coisas simples e complicadas, mas, quando ele é bom, sempre encontra uma forma de dar grandiosidade  à sua história.  
                  Temos a dupla amorosa de Tarzan e Jane que formaram um casal muito especial. Levavam uma vida muito simples e saudável ao ar livre, supostamente praticando atos amorosos (nunca explícitos) em modos e climas paradisíacos.  
                   Em matéria de amor e sexo, mesmo de forma subjetiva, sempre a imaginação humana viaja pela fantasia erótica. Quem já não ouviu falar do amor homossexual entre Robin e Batman, de Mandrake e Lothar? É típico do ser humano inventar histórias e contá-las como verdadeiras. Já se falou de amor homossexual entre Stan Laurel e Oliver Hardy (de O Gordo e o Magro) e até do gatinho Tom com o ratinho Jerry.  
                  
                   Hollywood, criação dos inteligentes americanos, sempre soube como acertar o alvo do sucesso. Logo  em seus primeiros tempos compreendeu que casal romântico era uma fórmula  certa para ganhar dinheiro.  Desde sempre percebeu que determinados atores combinavam melhor com determinadas atrizes. E, como não poderia ser diferente, procurou juntá-los em vários filmes. A primeira dupla de atores, que fez par constante  nas telas, ainda nos tempos do cinema mudo, foi Janet Gaynor e Charles Farrel, cujo maior sucesso foi Sétimo Céu. Ela era símbolo da inocência; ele, do bom moço de família. Mas algum tempo depois  explodiu um casal bem mais quente: Greta Garbo e John Gilbert. O amor fictício acabou passando para a vida real, mas ao que tudo indica unilateralmente, uma vez que a divina Garbo esnobou o galã, como aliás costumava fazer com seus admiradores em geral. Essa condição deu muito o que falar e a língua do povo nunca perdoa. Logo surgiram fofocas de que ela não tinha um gosto muito chegado ao sexo oposto. 
                  Os negócios de Hollywood continuaram dando certo e a literatura teve sua oportunidade de ser levada a um grande número de apreciadores de cinema. Ao longo dos anos, muitos outros pares amorosos surgiram estrelando um filme atrás do outro, como Clark Gable e Carole Lombard, Spencer Tracy e Katherine Hepburn,  Humphrey Bogart e Lauren Bacall, Elizabeth Taylor e Richard Burton. Esses casais, possuidores de uma química explosiva nas telas, também se apaixonaram na vida real. Clark Gable casou-se com a loura Carole Lombard, que morreu cedo num trágico desastre de avião. Spencer Tracy e Katherine Hepburn, de tanto trabalharem juntos, acabaram se acostumando irem sempre para a cama. Mesmo considerando que Tracy era casado com outra, o costume adquirido nas cenas do cinema foi por eles mantido até a morte do ator. 
Humphrey Bogart e Bacall
                   Humphrey Bogart consagrou-se como ídolo dos filmes de gangster. Aos 40 anos de idade foi chamado para trabalhar com a estreante Lauren Bacal, que tinha apenas 19 anos e ainda era virgem. Iriam filmar Uma Aventura na Martinica. As ardentes cenas  de amor do roteiro viraram realidade e Bacal logo perdeu a virgindade. Bogart, apaixonado,  teve de enfrentar uma batalha com a esposa alcoólatra, mas acabou por divorciar-se, casando em seguida com Bacal. Para ambos foi o grande e definitivo amor.  



                     Elizabeth Taylor e Richard Burton foi, sem duvida, o casal mais badalado de todos os ídolos de Hollywood.  Fizeram muitos filmes juntos. Entre eles vale citar Cleópatra, Gente Muito importante, Adeus às ilusões, A Megera Domada, etc. Na vida real viviam entre tapas e beijos. Casaram e se divorciaram duas vezes, tiveram brigas homéricas. Os dois eram alcoólatras  e durante seus pileques costumavam quebrar todos os móveis e utensílios dos quartos dos hotéis cinco estrelas em que se hospedavam, mas eram apaixonados. E esta paixão só terminou com a morte de Burton. Liz Taylor entrou em profunda depressão. 
                     Além dos casais tradicionais, o cinema teve outros pares que ficaram na memória do público. Entre eles Tyrone  Pouwer e Errol Flym que teriam formado um par, fora dos filmes, mas nunca apareceram juntos na tela. 
 
Tyrone Power - No Filme Zorro
Errol Flynn 
                  Nos anos 70, a dupla romântica que estourava bilheterias era, nada mais, nada menos, do que  Paul Newman e Robert Redford. Só que, ao contrário de Tyrone Power e Errol Flynn, apareceram juntos na tela. 




                   Na literatura brasileira temos grandes amores que ficaram imortalizados. 
                   Um caso de grande rumor foi a paixão de Dom Pedro I pela amante Domitila de Castro (a Marquesa de Santos). Podemos imaginar o quanto essa paixão abalou a Corte. 
                   O nosso grande escritor Castro Alves, foi também um grande paquerador. Pode-se dizer que, em matéria de mulher, empatou com Pedro I. Teve um caso famoso com a atriz portuguesa Eugênia Câmara. O relacionamento amoroso foi longo, até a morte de Castro que, como se sabe, ocorreu por tuberculose. Pode-se dizer que é estranho, mas naquela época muitos poetas morreram com esta doença. 
                    José de Alencar nos legou a maravilhosa história de Peri e Ceci em O Guarani, que foi imortalizada e mundialmente famosa pelo nosso grande maestro Carlos Gomes. Sua genialidade concebeu uma história em que um índio chamado Peri se apaixonou por uma jovem branca, Ceci, e por ela foi correspondido.  
                  Com muito cravo e canela, Jorge Amado criou a inesquecível Gabriela. A voluptuosa Gabriela seduziu o turco Nacib com sua natural espontaneidade e principalmente sua sensualidade irresistível.   Com a atriz  Sônia Braga no papel de Gabriela, essa história de amor passou do livro para a televisão e o cinema. 


                    Maria Bonita e Lampião foi um toque de amor na secura do sertão que, com muita sexualidade, explodiu em toda a sua plenitude. 
                    A história se baseia na vida íntima de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Uma mini-série escrita por Agnaldo Silva e produzida pela Rede Globo. Maria Bonita era uma mulher sertaneja que tinha inocência e simplicidade; era casada, sem instrução alguma e, ao conhecer Lampião apaixonou-se perdidamente; foi embora com ele para levar uma vida errante, cheia de riscos, mas também de intensa paixão e aventuras.

Amor e paixão são os dois pilares que sustentam a vida e não podem ser julgados. 
A felicidade de um casal depende desse conjunto. 
O amor não pode ser aprisionado e nem monopolizado porque ninguém é dono de ninguém.
 Quem ama de verdade  é capaz até de dividir a pessoa amada e saberá encontrar a felicidade  no amor que lhe sobrar. 
O importante é o momento  em que as duas almas se entregam mutuamente. Aí está a verdadeira felicidade que só o amor pode proporcionar. 
Desistir de um amor por ciume ou preconceito é o mesmo que desistir de ser feliz. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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