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domingo, 8 de dezembro de 2013

A MASTURBAÇÃO TAMBÉM É FONTE DE PRAZER


A MASTURBAÇÃO TAMBÉM É FONTE DE PRAZER 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                    A masturbação é uma prática solitária que muitas vezes acontece por absoluta falta de parceiro. Mas também existem homens e mulheres que preferem a masturbação ao sexo com parceiro. Algumas mulheres que tem dificuldade de chegar ao orgasmo com o parceiro busca na masturbação o prazer desejado. 
                     Recentemente muitos autores de sexologia envolviam a masturbação com um verdadeiro manto de perigos e danos, tanto ao corpo quando à mente. Isso aconteceu muito pela influência religiosa, que coibia as práticas sexuais desvinculadas da finalidade reprodutiva. Como sabemos, as religiões usam muitos artifícios para dominar o intelecto de seus seguidores e a sexualidade, até hoje, é vista como prejudicial por muitos líderes religiosos que não conseguiram evoluir com a ciência. Essa ignorância tem trazido muito sofrimento e frustração às pessoas. 
                    Primeiramente é preciso deixar bem claro que, independente da idade, homens e mulheres se masturbam. Muitos pensam que essa é uma prática apenas de adolescentes, mas não é verdade. Mesmo os adultos idosos se masturbam e só deixam de fazê-lo quando a sua sexualidade decai pela sua condição física, o que é absolutamente natural. O próprio "Relatório Kinsey" (a bíblia do sexo dos anos 50), revelou num estudo que 94% dos homens entrevistados admitiram se masturbar regularmente. 
                   Nada no mundo imaginário pode ser controlado ou eliminado. A fantasia é parte inseparável da sexualidade humana. Ela ajuda o imaginário das pessoas a viver decentemente e, em muitos casos, evita violência contra mulheres indefesas. Hoje, a masturbação já está sendo considerada e até recomendado por médicos e psicólogos como forma, também, de diminuir o stress e a ansiedade. 
                  A psicologia já confirmou que masturbar-se é um ato que exercemos desde bebês.  Bebês de cinco, seis meses, que já tenham alguma coordenação motora, manipulam  os genitais.   É óbvio que essa masturbação não tem fins semelhantes à masturbação de um adolescente ou adulto. Mas, independente do conhecimento da função, os órgãos genitais constituem áreas erógenas e, portanto, proporcionam prazer. A masturbação vai se tornar uma atividade intensificada a partir de três, quatro anos de idade. Nesse primeiro estágio, a masturbação é simplesmente a manipulação do órgão de prazer. Mas, ainda hoje, na maioria dos casos, a criança é imediatamente  proibida pelos pais, porque essa região é vivida  como algo absolutamente proibido, sujo, impróprio e desqualificado para manipulação e investimento afetivo. O conhecimento do próprio corpo, dos nossos limites e do prazer são fundamentais para uma vida sexual satisfatória. Tudo isso surge com a masturbação. Portanto, carregar de preconceitos esta busca de satisfação é um equívoco. Não existe mais dúvida de que se trata de um exercício saudável da sexualidade. 
                    Quando uma criança é proibida  de manipular seus genitais, essa proibição não se dá em função dela mesma, mas sim da imaginação do adulto que está proibindo a criança que existe dentro dele mesmo de mexer nos próprios genitais, visto que na infância também foi proibido. Esse adulto, na verdade, carrega a culpa de uma prática que é absolutamente natural, sadia e inofensiva. A psicologia, em seus profundos estudos, tem mostrado que não há dificuldades ou proibições da vida sexual adulta que não tenham origem na infância. 
                   Por volta do final do quinto ou sexto ano de vida, a criança começa a moralizar o mundo. Ao fazer isso ela vai lançar mão das proibições originárias da masturbação infantil e dar a elas uma interpretação moral. A partir daí, pode ocorrer desde o aumento excessivo da masturbação, até o abandono total, dependendo de como a criança vivenciou o seu meio familiar e, principalmente, viveu na sua imaginação a vida sexual permitida pela família. É justamente essa vivência que terá consequências para o adulto, quando a masturbação pode se tornar uma alternativa casual ou um processo complementar na vida sexual e, em muitos casos, até uma atividade doentia. Nos neuróticos  vai acarretar um exagerado sentimento de culpa; nos perversos pode se tornar a única forma de atividade sexual; e, nos psicóticos, a masturbação é igual à da criança: absolutamente isenta de proibição, podendo ocorrer em qualquer ambiente ou situação. 
                  Muitas vezes, a masturbação é abolida da vida adulta como se fosse algo dispensável e depreciativo. É mais comum do que se pensa encontrar mulheres que nunca conseguiram se masturbar ou, quando se masturbam , são acompanhadas de profundos sentimentos de culpa. Esse sentimento negativo faz com que muitas abandonem completamente sua sexualidade. Para elas simplesmente não há vida sexual, nem masturbatória, nem genital.  Já outras fazem dela uma verdadeira vergonha. São poucas as mulheres, por exemplo, que quando não conseguem encontrar satisfação numa relação sexual, se masturbam na frente do companheiro. Para elas isso seria uma grande afronta  ao parceiro, porque, na verdade, vêem o ato sexual como uma afronta a elas mesmas. Ora, é normal e adequado que ela busque uma forma alternativa, como a masturbação, se a satisfação não foi obtida no ato sexual. Muitos homens são machistas, só se preocupam com próprio gozo e não estão nem aí para os sentimentos da parceiro que lhe deu prazer.  

                    A masturbação é parte integrante da sexualidade . Não há porque  fazer dela algo diferente na vida sexual normal de uma pessoa, onde é importante o beijo, o abraço, os toques, o de olhar o parceiro, o ser olhado e, inclusive, o manipular dos genitais. Não há porque ter medo do prazer, de experimentar o prazer só seu - uma alternativa sadia e tão natural quanto o beijo. É preciso ficar bem claro que sexo não é apenas penetração.
                    As mulheres são privilegiadas. Na verdade, elas não precisam do homem para obter o prazer que desejam. Afinal de contas, um homem tem apenas uma zona erógena sexual principal, um só órgão sexual, ao passo que a mulher tem duas: a vagina, o órgão genital propriamente dito, e o clitóris, análogo ao órgão masculino." 
                   Não há estatísticas precisas à respeito, mas, ao que tudo indica, os meninos (homens) se masturbam mais do que as meninas (mulheres). Em geral a masturbação feminina é mais carregada de culpa, mas isso também está mudando; elas estão aprendendo conhecer melhor o próprio corpo e isso é muito bom.  
Nicéas Romeo Zanchett 
EDUCAR É O MELHOR CAMINHO 
Nicéas Romeo Zanchett 




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O BOM ORGASMO NÃO DEPENDE DO PÊNIS


O BOM ORGASMO NÃO DEPENDE DO PÊNIS
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                   O orgasmo é o ponto culminante do sexo. Trata-se de um fluxo de intenso prazer, a sensação de estar fora de controle. As mulheres reagem de maneiras diferentes. Algumas gritam de prazer, outras apenas tem uma quieta sensação de conforto. 
                    Muitas mulheres não se preocupam com o orgasmo no momento do ato sexual com um parceiro; algumas até preferem o prazer do ato em si e nem fazem questão de ter orgasmo naquele momento. Acredita-se que cerca de 50% das mulheres não tem orgasmo durante o intercurso e outras acham que só podem ter orgasmo com a estimulação direta do clitóris e não apenas com o intercurso. Algumas, mesmo gostando muito de fazer sexo,  ficam preocupadas em não gozar  porque acham que isso perturba seus parceiros. 
                    A maioria dos homens se preocupa muito mais com o tamanho do próprio pênis do que as mulheres. Evidentemente que se trata de desconhecimento da verdadeira anatomia da vagina das mulheres; é nos cinco primeiros centímetros que a vagina tem terminais nervosos. É bom lembrar, também, que as mulheres tem muito mais prazer sexual com o clitóris do que com a vagina.  
                     Há pênis de todos os tipos e tamanhos, mas, normalmente, as diferenças não são tão evidentes durante a ereção. Os comprimentos, nesse caso, variam entre 12 e 18 centímetros, em geral. A ideia de que as mulheres preferem um pênis grande é tolice. Muitas até tem medo do tamanho, pois acham que podem machucar. Para estas é bom lembrar que a vagina é o canal elástico por onde nascem os bebês. Portanto, não tem dificuldade alguma em se adaptar a qualquer tamanho de Pênis. Entretanto, em alguns casos, quando é exageradamente comprido, podem causar desconforto. As preliminares, principalmente o sexo oral, são importantes porque excitam e relaxam os músculos.  Normalmente a vagina fica lubrificada  na excitação do sexo, mas, se você sofre de secura e dor, há lubrificantes artificiais para solucionar o problema, especialmente os gelatinosos.  Na menopausa, quando isso acontece, o médico pode receitar tratamento com hormônios. 
                    Não existe vagina pequena. Se parece muito pequena ou tensa antes do sexo, é porque a mulher pode estar com vaginismo. O vaginismo é uma incapacitação para fazer sexo e ocorre muito comumente. Há casos em que os músculos da vagina ficam tão tensos que a penetração do pênis é praticamente impossível.  Os motivos são invariavelmente psicológicos. Geralmente devido à repressões, à ideia de que o sexo é sujo, um medo patológico da gravidez.   Nesse caso é bom consultar um ginecologista e pedir orientações. Aquelas que procuram ajuda médica mais depressa são curadas mais facilmente. 
                      A parte mais sensível da vagina está nos primeiros cinco centímetros. Entretanto, a área de prazer para a mulher, fica um pouco fora - é o clitóris. Por essa razão não há mulher que não se renda a um suave toque de língua em seu clitóris.
                      Algumas vezes a vagina perde seu tônus muscular - frequentemente após o nascimento de bebês.  Você pode rejuvenescê-la  tensionando a bacia pélvica e os músculos da região tanto quanto puder. O charme desses exercícios é que você pode fazê-los onde estiver - na rua ou no trabalho - e ninguém notará. Mas é preciso que sejam feitos com a intensidade necessária, até darem resultado. 
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Nicéas Romeo Zanchett 

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