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domingo, 24 de novembro de 2013

QUANDO O DINHEIRO PREJUDICA O AMOR


QUANDO O DINHEIRO PREJUDICA O AMOR 
Nicéas Romeo Zanchett 
                 Não são poucas a vezes em que o dinheiro prejudica o amor. 
               A mulher moderna ganhou muito espaço profissional e hoje muitas ganham mais do que os homens. Foi uma maravilhosa conquista, mas tem prejudicado o relacionamento de muitos casais.  Muitas mulheres ganham o dobro do salário de seu marido e aí surgem as desavenças. No princípio vem uma natural satisfação, mas aos poucos, esta diferença salarial torna-se motivo de irritação. É muito comum que o marido, sabedor da condição financeira da mulher, já nem queira mais dividir as contas do condomínio, do colégio das crianças, do supermercado. O sucesso profissional da mulher acaba arruinando o casamento. A mulher vai percebendo que, no lugar do marido, ela tem agora mais um filho, um dependente adulto. E isso é terrível. 
               A mulher que ganha mais do que o marido subverte a regra estabelecida, preconceituosa, de que cabe ao homem prover financeiramente a família, e à mulher cabe prover afetivamente. Trata-se de um velho conceito maniqueísta, que acaba por colocar o homem como antagônico à mulher. 
             O dinheiro sempre foi um símbolo de poder, tanto entre pessoas quanto entre nações. Quando é utilizado para exercer o poder sobre o outro, dominar e subverter o parceiro, a relação se torna perversa. A competição e a disputa também pertencem a este mesmo terreno, já que implicam em vencedor e vencido, um vitorioso e outro derrotado, dois rivais numa luta esterilizante. 
               No caso de casais empresários a relação é ainda mais interessante. Quando cada um tem seus negócios à parte pode surgir uma espécie de competição empresarial. Neste caso é muito comum trocarem opiniões sobre os negócios um do outro, mas jamais devem competir para saber quem ganha mais. Isso acontecendo atingiria toda a família e fatalmente levaria o casamento para o mundo da infelicidade. 
                 Um homem nunca deixa de ser o chefe da família simplesmente porque está ganhando menos do que sua mulher. Uma boa solução seria dividir as despesas naturalmente, sem definir quem é o responsável por esta ou aquela conta. Quando um gasta alguma coisa a mais para a própria satisfação pessoal não pode ser motivo de questionamentos. As mulheres costumam ter muitas despesas pessoais que podem ser com sua beleza, médicos, sua roupa e até com coisas íntimas e isto deve ser feito naturalmente, sem que se sinta no dever de comentar com o parceiro. O casal precisa descobrir que o dinheiro é apenas um acessório que trás conforto. 
                  Muitos casais, racionais, são objetivos e práticos: quem ganha mais paga mais.  Eles simplesmente somam os salários para sustentar a casa e os filhos. Vem daí o nome "renda familiar". 
              Sovinices e mesquinharia são responsáveis pela maioria dos divórcios nos Estados Unidos, símbolo do capitalismo selvagem. 
                 Os homens se acostumaram usar o dinheiro como sua bandeira, não sabem o que fazer desde que as mulheres conquistaram a liberdade sexual e independência financeira. Eles se sentem humilhados , com baixa auto-estima, deprimidos, como se tivessem perdido a única coisa importante que pudessem fazer no casamento. Muito sofrimento poderia ser evitado se as pessoas aprendessem a não confundir amor com dinheiro. Geralmente não é dinheiro que está faltando, mas afeto. A moeda que vale no casamento é o do companheirismo, da cumplicidade, do carinho, do colo nos momentos difíceis.
                 É muito grande o número de mulheres ricas que simplesmente ficam sozinhas por medo de que o homem que lhe demonstra interesse só o faz devido ao seu dinheiro.  Muitas passam a vida toda sozinhas com medo do tal "golpe do baú". Ora, vamos ser felizes que a vida passa rapidamente; hoje existem muitos artifícios jurídicos que podem proteger o patrimônio de possíveis aventureiros. Por outro lado, existem "homens"  e "homens"!  Portanto, não fique numa redoma que a vida lá fora pode ser maravilhosa. 
                 Muitas mulheres que ganham mais do que o marido se sentem mal por terem que pagar tudo. Não é que estejam querendo economizar, mas isto as leva a uma sensação de desamparo e de abandono; é como se o marido não lhe service para nada e elas estivessem profundamente sozinhas. Nesse caso nenhum dinheiro do mundo conseguirá preencher este vazio afetivo. A conjuntura do seu casamento serve apenas para representar sua estrutura emocional frágil. 
               Marido de mulher que ganha mais também tem problemas. Existem casos de homens que agridem não apenas com palavras, mas fisicamente sua companheira porque ela ganha mais.
                 A mulher de nossos dias se tornou muito competitiva e é natural que tenha promoções profissionais. Aí, de uma hora para outra surge um excesso de críticas por parte do parceiro, geralmente sem o menor fundamento. A primeira impressão que ela tem é de que seu marido não a ama mais. Depois de um certo tempo fica claro que a relação começou a se deteriorar a partir de uma determinada promoção. Nesse momento a mulher precisa fazer uso de sua inteligência privilegiada, começar a escutar suas queixas e aproveitar a oportunidade para fazê-lo entender que seu afeto por ele não mudou em nada. Com o tempo e paciência os dois aprenderão conviver com a nova situação. 
                 Por outro lado, é preciso considerar que nem sempre os desajustes matrimoniais são consequências diretas do fato de a mulher ganhar mais do que o homem. Pode ser um fator adicional à desestabilização já existente, já que despertam sentimentos de frustração profissional e pessoal. 
                  Duas pessoas que criam algo juntas estão se dispondo a somar os recursos que possuem. O prazer do casamento é a parceria, o compartilhar de projetos e da criação dos filhos e, acima de tudo, lembrar sempre que casamento não é uma competição. 
Nicéas Romeo Zanchett 

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domingo, 3 de novembro de 2013

GRANDES AMORES DA LITERATURA PARA O CINEMA

GRANDES AMORES DA LITERATURA PARA O CINEMA
Por Nicéas Romeo Zanchett 


Romeu e Julieta
               O amor entre Adão e Eva é sem dúvida o mais divulgado de todos os tempos, mas o amor entre Romeu e Julieta também é tão conhecido que pode rivalizar com o primeiro casal da fábula bíblica. 
                    O casal apaixonado da história de Shakespeare acabou sendo considerado o próprio símbolo do amor absoluto. Morreram um pelo outro. A morte dos dois deixou uma dúvida e uma pergunta que não temos como responder: Se eles tivessem vivido muitos anos juntos, esse amor teria sido tão absoluto como conta a história? 
                     Shakespeare, não sem razão, tornou-se o maior dramaturgo de todos os tempos. Além de Romeu e Julieta, ele criou vários outros casais amorosos, por coincidência ou não, todos eles com final trágico. Um exemplo bem ilustrativo de sua forma trágica de escrever temos Hamlet, o Príncipe da Dinamarca, cuja Ofélia  enlouqueceu de tanta paixão, porque o príncipe se preocupava mais com os problemas do reino  do que propriamente com ela. Othelo e Desdêmona é outra paixão famosa. O mouro de Veneza não suportou a suspeita, instigado pelo "amigo" Iago, de que a fiel apaixonada o traía entrou em desespero e acabou estrangulando-a. Podemos dizer que Othelo é a personificação do ciúme levado ás últimas consequências. Se o príncipe tivesse uma cabeça mais aberta, como acontece em nossos dias, teria aceito o imaginário ménage-à-trois, e tudo teria acontecido de forma diferente. 
                     Outro amor famoso e trágico foi o de Fausto e Margarida. Conta tudo sobre a paixão do soldado Don José pela volúvel cigana Carmen. Aquela linda mulher tinha como passatempo predileto criar intimidades com todos os homens que via. Isso foi por demais doloroso para o valente soldado Don José, que não viu outra solução senão matá-la. 
                    A Dama das Camélias: Marguerite Gauthier e Armand Duval,  formaram outro casal trágico e romântico criado pela imaginação do grande escritor Alexandre Dumas Filho. A desesperadora paixão de Armand Duval  era uma prostituta de luxo que acabou morrendo de tuberculose, deixando-o inconsolável. 
                     Também a feiura de um homem romântico e misterioso, mas inteligente, pode despertar o amor de uma bela mulher. Foi o caso de Cyrano de Bergerac, feio e com um nariz maior que o do Pinóquio, apaixonou-se perdidamente pela bela Roxane, mas não queria que ela o visse. Declarou seu amor por correspondência, fazendo com que Roxane viesse a amá-lo por suas cartas. Inteligentemente escrito para o teatro por Edmond Rostand. O autor mostra como o poder das palavras bem escritas podem despertar o amor de uma mulher, mesmo por alguém que ela, na realidade, não conhece. 

                     O genial escritor Victor Hugo também imortalizou um relacionamento amoroso de impacto. Em O Corcunda de Notre Dame, ele descreve como o Quasímodo apaixonado esconde a cigana Esmeralda na famosa Catedral de Paris. 
                    Um dos grandes épicos de todos os tempos é, sem dúvida, representado pelo casal  Scarlet O'Hara  e Rett Butler de E o Vento Levou. A orgulhosa beldade do sul dos Estados Unidos, durante a guerra, apaixonou-se por um aventureiro, mas depois de muitas idas e vindas, no final se separam. Considerado o clássico dos clássicos, é a história adaptada do livro da escritora Margaret Michell para o cinema, onde fez enorme sucesso. A dupla amorosa tinha um apelo tão grande que se transformou no filme mais famoso da história do cinema, com Vivien Leigh e Clark Gable. 
                     
                    Outra famosa história criada pelo dramaturgo Tennessee Williams foi Um Bonde Chamado Desejo. Ele conta o relacionamento entre a solitária e neurótica Blanche Du Bois que vive uma grande atração pelo cunhado, o rude Stanley Kowalski . Na tela a dupla foi vivida, também, por Viviem Leigh, desta vez acompanhada por Marlon Brando .
                 Mas em matéria de amor nem sempre as coisas são complicadas. A fantasia ficcionista de  um escritor é capaz de coisas simples e complicadas, mas, quando ele é bom, sempre encontra uma forma de dar grandiosidade  à sua história.  
                  Temos a dupla amorosa de Tarzan e Jane que formaram um casal muito especial. Levavam uma vida muito simples e saudável ao ar livre, supostamente praticando atos amorosos (nunca explícitos) em modos e climas paradisíacos.  
                   Em matéria de amor e sexo, mesmo de forma subjetiva, sempre a imaginação humana viaja pela fantasia erótica. Quem já não ouviu falar do amor homossexual entre Robin e Batman, de Mandrake e Lothar? É típico do ser humano inventar histórias e contá-las como verdadeiras. Já se falou de amor homossexual entre Stan Laurel e Oliver Hardy (de O Gordo e o Magro) e até do gatinho Tom com o ratinho Jerry.  
                  
                   Hollywood, criação dos inteligentes americanos, sempre soube como acertar o alvo do sucesso. Logo  em seus primeiros tempos compreendeu que casal romântico era uma fórmula  certa para ganhar dinheiro.  Desde sempre percebeu que determinados atores combinavam melhor com determinadas atrizes. E, como não poderia ser diferente, procurou juntá-los em vários filmes. A primeira dupla de atores, que fez par constante  nas telas, ainda nos tempos do cinema mudo, foi Janet Gaynor e Charles Farrel, cujo maior sucesso foi Sétimo Céu. Ela era símbolo da inocência; ele, do bom moço de família. Mas algum tempo depois  explodiu um casal bem mais quente: Greta Garbo e John Gilbert. O amor fictício acabou passando para a vida real, mas ao que tudo indica unilateralmente, uma vez que a divina Garbo esnobou o galã, como aliás costumava fazer com seus admiradores em geral. Essa condição deu muito o que falar e a língua do povo nunca perdoa. Logo surgiram fofocas de que ela não tinha um gosto muito chegado ao sexo oposto. 
                  Os negócios de Hollywood continuaram dando certo e a literatura teve sua oportunidade de ser levada a um grande número de apreciadores de cinema. Ao longo dos anos, muitos outros pares amorosos surgiram estrelando um filme atrás do outro, como Clark Gable e Carole Lombard, Spencer Tracy e Katherine Hepburn,  Humphrey Bogart e Lauren Bacall, Elizabeth Taylor e Richard Burton. Esses casais, possuidores de uma química explosiva nas telas, também se apaixonaram na vida real. Clark Gable casou-se com a loura Carole Lombard, que morreu cedo num trágico desastre de avião. Spencer Tracy e Katherine Hepburn, de tanto trabalharem juntos, acabaram se acostumando irem sempre para a cama. Mesmo considerando que Tracy era casado com outra, o costume adquirido nas cenas do cinema foi por eles mantido até a morte do ator. 
Humphrey Bogart e Bacall
                   Humphrey Bogart consagrou-se como ídolo dos filmes de gangster. Aos 40 anos de idade foi chamado para trabalhar com a estreante Lauren Bacal, que tinha apenas 19 anos e ainda era virgem. Iriam filmar Uma Aventura na Martinica. As ardentes cenas  de amor do roteiro viraram realidade e Bacal logo perdeu a virgindade. Bogart, apaixonado,  teve de enfrentar uma batalha com a esposa alcoólatra, mas acabou por divorciar-se, casando em seguida com Bacal. Para ambos foi o grande e definitivo amor.  



                     Elizabeth Taylor e Richard Burton foi, sem duvida, o casal mais badalado de todos os ídolos de Hollywood.  Fizeram muitos filmes juntos. Entre eles vale citar Cleópatra, Gente Muito importante, Adeus às ilusões, A Megera Domada, etc. Na vida real viviam entre tapas e beijos. Casaram e se divorciaram duas vezes, tiveram brigas homéricas. Os dois eram alcoólatras  e durante seus pileques costumavam quebrar todos os móveis e utensílios dos quartos dos hotéis cinco estrelas em que se hospedavam, mas eram apaixonados. E esta paixão só terminou com a morte de Burton. Liz Taylor entrou em profunda depressão. 
                     Além dos casais tradicionais, o cinema teve outros pares que ficaram na memória do público. Entre eles Tyrone  Pouwer e Errol Flym que teriam formado um par, fora dos filmes, mas nunca apareceram juntos na tela. 
 
Tyrone Power - No Filme Zorro
Errol Flynn 
                  Nos anos 70, a dupla romântica que estourava bilheterias era, nada mais, nada menos, do que  Paul Newman e Robert Redford. Só que, ao contrário de Tyrone Power e Errol Flynn, apareceram juntos na tela. 




                   Na literatura brasileira temos grandes amores que ficaram imortalizados. 
                   Um caso de grande rumor foi a paixão de Dom Pedro I pela amante Domitila de Castro (a Marquesa de Santos). Podemos imaginar o quanto essa paixão abalou a Corte. 
                   O nosso grande escritor Castro Alves, foi também um grande paquerador. Pode-se dizer que, em matéria de mulher, empatou com Pedro I. Teve um caso famoso com a atriz portuguesa Eugênia Câmara. O relacionamento amoroso foi longo, até a morte de Castro que, como se sabe, ocorreu por tuberculose. Pode-se dizer que é estranho, mas naquela época muitos poetas morreram com esta doença. 
                    José de Alencar nos legou a maravilhosa história de Peri e Ceci em O Guarani, que foi imortalizada e mundialmente famosa pelo nosso grande maestro Carlos Gomes. Sua genialidade concebeu uma história em que um índio chamado Peri se apaixonou por uma jovem branca, Ceci, e por ela foi correspondido.  
                  Com muito cravo e canela, Jorge Amado criou a inesquecível Gabriela. A voluptuosa Gabriela seduziu o turco Nacib com sua natural espontaneidade e principalmente sua sensualidade irresistível.   Com a atriz  Sônia Braga no papel de Gabriela, essa história de amor passou do livro para a televisão e o cinema. 


                    Maria Bonita e Lampião foi um toque de amor na secura do sertão que, com muita sexualidade, explodiu em toda a sua plenitude. 
                    A história se baseia na vida íntima de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Uma mini-série escrita por Agnaldo Silva e produzida pela Rede Globo. Maria Bonita era uma mulher sertaneja que tinha inocência e simplicidade; era casada, sem instrução alguma e, ao conhecer Lampião apaixonou-se perdidamente; foi embora com ele para levar uma vida errante, cheia de riscos, mas também de intensa paixão e aventuras.

Amor e paixão são os dois pilares que sustentam a vida e não podem ser julgados. 
A felicidade de um casal depende desse conjunto. 
O amor não pode ser aprisionado e nem monopolizado porque ninguém é dono de ninguém.
 Quem ama de verdade  é capaz até de dividir a pessoa amada e saberá encontrar a felicidade  no amor que lhe sobrar. 
O importante é o momento  em que as duas almas se entregam mutuamente. Aí está a verdadeira felicidade que só o amor pode proporcionar. 
Desistir de um amor por ciume ou preconceito é o mesmo que desistir de ser feliz. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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domingo, 27 de outubro de 2013

A MULHER MADURA E SEDUTORA - Por Nicéas Romeo Zanchett


A MULHER MADURA E SEDUTORA 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                 A mulher madura é mais completa sexualmente, a começar pelos toques mais íntimos que conduz com maestria. Sua experiência proporciona um prazer maior ao homem porque sabe transmitir exatamente o que sente, e transa como se estivesse ensaiada com o parceiro. Ela se entrega ao máximo, proporcionando um orgasmo mais intenso e gostoso. 
                 Com o passar dos anos, a mulher se sente mais segura de suas próprias paixões e dá mais espaço à sua criatividade. Ela aprendeu a ter plena sabedoria sobre seu corpo e consegue oferecer um repertório amoroso especial. A própria modificação do seu corpo cria uma sensualidade peculiar. Os anos de experiência fazem muito bem em todos os sentidos. Ela tem autoconfiança, sabe exatamente o que lhe dá prazer  e transa da maneira que deseja, sem se preocupar em descobrir o que é bom ou ruim no sexo. 
                 É bem verdade que existem mulheres maduras com dificuldades de entregar-se plenamente ao amor. Na maioria das vezes isto ocorre devido a relacionamentos anteriores mal sucedidos. Nesses casos a experiência da mulher foi prejudicada pelos relacionamentos infelizes e nada tem a ver com a sua idade.  Muitos homens costumam ser extremamente machistas na cama e acabam inibindo as habilidades criativas da parceira. 
                 Toda a mulher madura tem sua própria forma de sedução e sabe que o bom sexo é uma via de mão dupla onde, para receber é preciso dar. O sexo mais prazeroso vem da troca de carícias e afagos, sem a preocupação com medos e pudores que só prejudicam e até podem inviabilizar o prazer. 
                 Ao contrário da mulher madura, as ninfetinhas de nossos dias estão mais preocupadas com o exibicionismo de seus corpinhos malhados do que com o prazer que o sexo pode proporcionar. Basta dar um giro pelas praias, bares, boates e shoppings para encontrá-las com umbiguinhos de fora, calças apertadas na bunda e sacudindo os peitos cheios de silicone. São adoradoras de etiquetas; qualquer uma serve, desde que esteja na moda e seja comentada nas rodas de amigos. A preocupação com o exibicionismo é tanta que chegam a descambar para o perigoso terreno da cafonice. 
                 Os mais prejudicados com essa onda de ninfetas impostas pela mídia são os homens que se deixam levar pela publicidade. Não é difícil encontrá-los por aí se vangloriando de ter saído com uma badalada gatinha, que muitas vezes até foi comprada. Esses coitados são tão massacrados pelo próprio narcisismo que talvez já nem sejam mais capazes de identificar uma fêmea com "F" maiúsculo. Essas estão reservadas para aqueles que sabem apreciar muito carinho, entrega total e sexo realmente satisfatório. 
Nicéas Romeo Zanchett 

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

CONSUMISMO DESENFREADO E TRANSTORNOS AFETIVOS

CONSUMISMO DESENFREADO E TRANSTORNOS AFETIVOS 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
Antes de comprar alguma coisa, pergunte se você não pode viver sem ela. 


                  Por trás dos problemas financeiros pessoais, sempre existe algum transtorno emocional ou afetivo. 

                   Não são poucas as pessoas que, quando estão deprimidas ou com raiva, lançam-se à compras desenfreadas. Mas quanto mais gastam menos se sentem preenchidas afetivamente e mais necessidade elas tem de gastar.  Por tal razão, apesar de ganhar o suficiente para arcar com as despesas básicas, muitas estão constantemente endividadas. E essa situação gera uma série de outros transtornos, inclusive na própria saúde, que  podem  leva-las ao desespero. 
                   O perdulário que se endivida e gasta demais está sempre na lista de devedores de bancos e cartões de crédito. Mas por trás disso está um problema muito mais grave que provavelmente tem sua origem na infância. Atitudes perdulárias podem expressar uma personalidade insaciável, com dificuldades emocionais e afetivas. Este tipo de pessoa  faz da compensação consumista e do acúmulo de coisas desnecessárias um meio para não se confrontar com os outros. Para escapar da sensação de vazio e de que não pode nada, precisa acreditar que pode cada vez mais, que nada é impossível para ela; e comprar é a forma que encontrou para alternar sentimentos de impotência com onipotência e assim vai da depressão à euforia. 
                    Um bom começo em busca da verdadeira satisfação afetiva é evitar as explosões consumistas que certamente vão trazer muitas dores de cabeça na hora de pagar a conta e pouca satisfação pessoal. "Olhe para as coisas que já comprou e que não lhe servem para nada."   



                    Mas não é apenas o perdulário que tem problemas. Existe o sovina, rico e avarento que nunca se satisfaz com o que já conseguiu comprar. Para este o dinheiro assume uma função de expressão de força, de poder, para compensar a fragilidade interna. As principais características observadas nesse tipo de comportamento é uma personalidade  que apresenta uma estrutura interna extremamente fragilizada, insegura, agressiva, onde a auto-estima é quase nula. O recurso utilizado para mascarar estes sentimentos se dá através de explosões internas de ódio, no trabalho, em casa e também com os amigos.  São pessoas que vivem aterrorizadas em perder tudo o que tem, embora sua fonte de renda seja estável e segura. Quanto mais retem, mais angústia é gerada porque mais se tem para perder.  

                    Todos nós conhecemos alguma pessoa que quer ser dona do mundo. Tenta encontrar no dinheiro a segurança para sua fragilidade emocional. Pode ser alguém muito bem estruturado, mas cuja segurança emocional só se dá com o acúmulo de riquezas. Costuma sempre conter suas emoções com um rígido controle das trocas que estabelece com o mundo através do dinheiro.  Ele acumula riqueza e bens para negar o seu desamparo e a falta que sente do contato afetivamente verdadeiro com os outros. 
                     Relacionamentos onde o dinheiro  define tudo é uma das formas de transformar seus semelhantes em objeto sem valor para provar seu poder sobre eles. Não são poucas as pessoas que usam o dinheiro para controlar o parceiro (ou a parceira), aquela pessoa que escolheu para dividir a própria vida.  O sovina exita em romper um relacionamento ruim primordialmente porque tem medo de dividir os bens e, portanto, perder parte daquilo que conquistou. 

                     A consciência é o juiz divinal que existe em cada ser humano. E é ela que muitas vezes desperta o sentimento de culpa e leva o acumulador de riquezas abrir mão de alguma coisa para se auto-aliviar. Precisa mostrar a todos que é generoso e bom porque internamente se sente ruim, hostil, que faz mal aos outros. Nessa busca desesperada por reconhecimento, ele insiste com regularidade  em pagar jantares, emprestar dinheiro ou comprar presentes caros, porque acredita que assim as pessoas irão gostar dele e admirá-lo mais.  Embora esteja sendo pródica com os outros, sente-se culpado ou ansioso em  gastar dinheiro consigo mesmo. Uma das causas desse tipo de comportamento pode ser resultado de uma situação sutil de abandono, de rejeição, que ela viveu na infância com os pais. Portanto, até o generoso pode ser um problemático. Se por um lado ser generoso significa um real crescimento pessoal , por outro pode ser uma forma de aplacar sentimentos de culpa. Um bom exercício de generosidade consigo mesmo é repartir não o dinheiro, mas suas emoções com os amigos.  Valores que não sejam dinheiro ou equivalente, geram mais autoconfiança e segurança e logo as reações de agressividade diminuem, porque o indivíduo passa a ser ele mesmo e não um vazio.  
                      A necessidade de se exibir e ostentar seu poder econômico o tempo todo indica um estado grave de isolamento afetivo. Fora isto, vai se envolver num círculo de relações superficiais e interesseiras para mascarar a fragilidade  de sua  autoestima.
                      No momento em que os conflitos com o dinheiro estão sendo agravados por conflitos emocionais ou psicológicos, é hora de parar e procurar ajuda.  Mais do que tudo, é indispensável buscar a valorização de si mesmo através de outros sentimentos que não estejam ligados ao dinheiro. O poder que dá o "vil metal" não pode ser a única fonte de prazer, de comunicação e de expressão.  
Nicéas Romeo Zanchett 
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domingo, 13 de outubro de 2013

A VIDA SEXUAL DO CADEIRANTE - Por Nicéas Romeo Zanchett


A VIDA SEXUAL DO CADEIRANTE 
 Por Nicéas Romeo Zanchett 
               Falar da vida sexual de pessoas com deficiência física, em muitos sentidos, ainda  é um grande tabu. Mas ultimamente o tema tem sido muito discutido na sociedade e por especialista. 
               A pessoa com deficiência física precisa reaprender a ativar sua sexualidade que ficou adormecida, mas que está em algum lugar esperando para ser descoberta.  
               Não existe uma forma única para orientação no sentido de reencontrar a satisfação sexual e isto deve ser trabalhado individualmente. Cada pessoa tem sua própria forma de pensar o sexo e quando, por algum motivo, tem sua vida sexual interrompida, precisa redescobrir o prazer que sentia.  
               A palavra recomeçar pode ser o marco inicial para, a partir daí, descobrir sua própria sensibilidade erótica.
                A pele é nosso maior órgão sexual e se houve perda de sensibilidade em certos pontos é preciso encontrar outras formas para estimular o cérebro.  A melhor maneira para se descobrir uma zona erógena é exercitando, buscando a sensibilidade possível nos mais variados pontos do corpo. 
                Cada deficiência implica em variações de possibilidades e percepção do próprio corpo e também do parceiro. O sexo pode ser satisfatório se existir vontade e delicadeza de ambas as partes. A pessoa com deficiência pode, sem rodeios, conduzir o parceiro para posições possíveis  e mais agradáveis. De modo geral as posições mais confortáveis para o cadeirante são aquelas em que fica por baixo, de lado e também com as pernas abertas e a barriga para cima. Se a deficiência já não permite mexer a cintura, uma boa solução é um travesseiro embaixo do quadril. O conforto e a sensibilidade devem dosar a relação; quanto mais confortável estiverem, melhores serão as chances de satisfação para ambos.  
                  Antes de iniciar a excitação é importante que o deficiente se sinta bem e seguro. Para tanto não devem ser esquecidos alguns cuidados básicos como:  esvaziar a bexiga e estar com o intestino limpo. Isso evitará que aconteçam acidentes desagradáveis. 
                Muitos imaginam que um deficiente só pode manter relação com quem também tenha deficiência porque assim haverá entendimento, mas isto não é necessariamente verdadeiro. É muito importante que a outra pessoa tenha conhecimento básico sobre sua deficiência e como agora funciona seu corpo.  Isso ajudará evitar constrangimentos e até possíveis danos a algum membro sem sensibilidade. Antes da relação devem falar abertamente do que gostam e como gostam que faça. A troca dessas informações pode garantir o sucesso ou o fracasso na hora do ato. 
                Uma relação com pessoa deficiente requer uma ação mais longa de cuidados, carinhos e preliminares. Como sempre falei, sexo não é apenas penetração, mas sim um conjunto de possibilidades que podem levar ambos ao pleno prazer.  Massagens com óleos perfumados, talcos e outros produtos especiais, com toques localizados, podem despertar a satisfação e prazer por outras janelas sensoriais (visão, olfato, audição, tato, paladar, podem potencializar o prazer para ambos.) 
                 É comum a pessoa sem deficiência física ficar perdida e com medo de machucar seu parceiro deficiente. Quem não tem deficiência, na prática, fica mais fácil conduzir a relação com o deficiente, desde que o conheça bem e saiba suas limitações e medos. 
                Recomeçar a vida sexual após um acidente é sempre difícil, mesmo para quem não perdeu a maior parte dos movimentos. Poucas pessoas sabem o básico sobre a sexualidade dos lesados. Os deficientes que tiveram lesão medular, por exemplo, que resulta na diminuição da sensibilidade genital, podem ter sua sexualidade dirigida para outras áreas do corpo e obter grande prazer. O cérebro é um importante aliado. Ele continua sendo estimulado, muitas vezes em sonhos eróticos. Isto quer dizer que sua capacidade de sentir excitação continua como antes. O parceiro do deficiente precisa ser orientado para esta percepção e assim, juntos, conseguirão tirar o maior prazer de áreas do corpo que muitas vezes ficam esquecidas. 
                Na relação sexual de um cadeirante com outro com as mesmas deficiências, não dá para inventar muito, mas mesmo assim tudo pode ser maravilhoso. Basta que ambos entendam e aceitem suas próprias limitações, e assim, a potência sexual fluirá naturalmente. 
                 Uma pessoa com paralisia cerebral pode ter as mesmas habilidades e sensibilidades que outra pessoa sem a lesão. 
                 Com todos os cuidados necessários, qualquer pessoa deficiente pode ter uma vida sexual ativa e prazerosa. Basta que nunca desista de buscar qualquer possibilidade de uma vida totalmente integrada. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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You needed me

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NÃO ENFRENTE O MUNDO SOZINHA.
Tudo é mais fácil quando se tem alguém ao seu lado.
Dividir os momentos difíceis também é amar.
Nicéas Romeo Zanchett

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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ORGASMO E EJACULAÇÃO -


 ORGASMO E JACULAÇÃO

               O orgasmo é um processo que ocorre no cérebro; é a liberação de morfina natural do próprio corpo - sinônimo de prazer. Essa morfina é uma substância  natural, sem nenhum para-efeito. Ainda não existe em nenhuma substância química sintética com poderes de integração do circuito cerebral ou com poder de aumentar a capacidade elaborativa do ser humano. A ejaculação é um outro processo, um fenômeno periférico, é a expulsão de um líquido pelo pênis. 
               É muito comum encontrar mulheres poli-orgásmicas que desenvolveram essa capacidade intuitivamente. Essas mulheres, depois de vários orgasmos, alcançam naturalmente o êxtase. Isso ocorre porque a concentração de morfina no cérebro e na circulação sanguínea é tão grande que vai aumentar o nível da superconsciência. Já com os homens é um caso muito mais raro. O homem tem, pela própria natureza, o desejo de penetrar e ejacular para sentir prazer. É por isso que se diz que o homem é mais apressado que a mulher. 
                Entretanto, o homem também pode ter vários orgasmos para depois ejacular. A maioria nem sabe que isso é possível, desde que desenvolva a capacidade de introspecção  para obter esse tipo de satisfação. O primeiro passo para desenvolver essa capacidade é saber ativar as contrações espasmódicas das vias que expulsam o líquido, que irão ativar os núcleos do cérebro e liberar a morfina, desencadeando o prazer. No momento em que o homem desenvolve essa capacidade (ativar a contração das vias espasmódicas sem ejacular) vai desenvolver também a capacidade de ter orgasmo muito mais prazeroso. Mas,  o importante é sempre falar com seu médico, que lhe dará as orientações de que precisa para melhorar sua vida sexual. 
                Os homens, ao contrário das mulheres, normalmente não precisam de preliminares para ter orgasmo e ejaculação. Mas, ao habituarem-se a esta prática só terão a ganhar com um prazer muito maior. É que durante as preliminares, também o homem  tem aumentada a quantidade de morfina endógena (produzida pelo corpo), que atinge o cérebro e circula no sistema sanguíneo.  
                No momento do encontro sexual, um desempenho satisfatório é a mola propulsora para uma vida  feliz e a plena satisfação pessoal. Portanto, uma boa orientação de um especialista é fator fundamental, que pode mudar a vida de um casal. 
                 Na primeira faze da ejaculação normal, os músculos de cada "epidídimo" e de cada "canal deferente" contraem-se para impelir os espermatozoides até a próstata e a uretra. Até então os espermatozoides são inertes, por causa do meio ácido e da insuficiência de oxigênio. Na próstata e pouco adiante, eles se misturam a vários líquidos constituintes do sêmen: secreções prostáticas, dos dutos ejaculatórios, das vesículas seminais e das glândulas de Cowper (bulbo-uretrais). A alcalinidade de alguns desses fluídos anima os espermatozoides, mas só na vagina é que eles irão adquirir plena mobilidade. 
                 Na segunda fase da ejaculação o esperma é ejetado por efeito de contrações espasmódicas da próstata e de outras estruturas, principalmente os músculos bulbo-cavernosos que envolvem o "corpo esponjoso" (pênis), ao longo do qual passa a uretra. As três ou quatro primeiras contrações uretrais expulsam o esperma em outras tantas golfadas, com intervalos de menos de um segundo.  Seguem-se outras contrações, mais débeis e irregulares, que fazem fluir mais algumas gotas de sêmen. 
                 A ejaculação precoce, ou prematura, é um tormento para muitos homens. Pode ocorrer antes da introdução do pênis na vagina ou, se já introduzido, antes que a mulher tenha tido pelo menos um orgasmo. O conceito é reconhecidamente vago, pois não se aplica ao caso de mulher incapaz de orgasmo, nem à que tem dificuldade anormal de obtê-lo no coito. Ninguém sabe precisar  qual o prazo "normal" ou "razoável" para que a mulher tenha o seu orgasmo. Daí a importância de nunca ter pressa e não economizar em carinhos preliminares para que a mulher tenha tempo de preparação para o orgasmo. Masters e Johnson, arbitrariamente, consideraram que o homem  sofre de ejaculação precoce quando não consegue levar a mulher ao orgasmo em pelo menos 50% dos coitos. 
                   Entre homens jovens a ejaculação precoce é uma aflição comum, tanto pelo efeito da impetuosidade natural da idade como pela inexperiência. A dificuldade decorre essencialmente da incapacidade de o homem controlar o reflexo ejaculatório. Mas está demonstrado que um grau satisfatório de controle pode ser obtido mediante aprendizagem. 
                    Entre os diversos tipos de ejaculação destacam-se também a "retardada", e  "a retrógrada".
                    A ejaculação retardada é uma disfunção que  a dupla Masters e Johnson chamou de "incompetência ejaculatória" e consiste em persistente inibição do reflexo ejaculatório, apesar de a capacidade de ereção ser normal. Alguns portadores da disfunção só a experimentam  no coito, ou em determinada mulher, ou ainda em certas situações e assim por diante.
                    A causa desse tipo de ejaculação é quase sempre de ordem psicológica: sentimentos de culpa associados ao sexo, timidez, particularidades afetivas do relacionamento e outros fatores do mesmo tipo.  É, portanto,  indispensável  consultar um bom médico para determinar o caminho certo a seguir, que pode ser o de um psicólogo especializado.  
                     A ejaculação retrógrada é uma anormalidade pela qual o esperma não é expelido, mas descarregado na bexiga, de onde mais tarde é eliminado junto com a urina, na micção normal. Ela ocorre espontaneamente em alguns homens, mas é mais comum nos que tiveram a próstata extirpada por cirurgia ou afetada por acidente. Para entender melhor: Na ejaculação normal, a contração de um esfincter (válvula muscular) interrompe a comunicação da bexiga com a uretra, o que não apenas previne a mistura  de urina com o sêmen, mas também o recuo do esperma. A destruição desse esfíncter faz o esperma desviar-se para trás, na momento do orgasmo, e cair na bexiga. Aqui, mais uma vez, fica evidente a importância de um médico especializado para orientação precisa. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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