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quinta-feira, 4 de julho de 2013

MULHER OBJETO X HOMEM OBJETO


MULHER OBJETO x HOMEM OBJETO 
                      Durante muitos séculos a mulher foi educada para o amor e para cumprir sua função biológica e perpetuar uma tendência social de cada época. O maior sonho dos pais sempre foi que a filha arranjasse um bom homem para casar. É claro que isto ainda persiste em nossos dias, mas é de maneira diferente, onde a mulher tem novas funções de domínio sobre o homem. 
                      Com a educação voltada para o amor, cada mulher, ao longo do tempo, aprendeu a manejar seu homem de acordo com seus interesses. O amor se transformou num sistema de controle, condicionando o parceiro numa espécie de objeto teleguiado para trazer do mundo tudo o que ela precisava. Toda a mulher, quando quer, é uma especialista convencer seu homem a fazer sua vontade. É por isso que se diz que o homem é quem dá a ultima palavra: que é sempre sim!
                      Todo o homem quer se mostrar dominador, mostrando sua superioridade, criando imposições intencionais de acordo: ""Não gosto que você ande sozinha; quero que seja mais carinhosa comigo; não estou aqui apenas para pagar suas contas; não admito que você use saia curta e decote provocativo, além de muitos outros artifícios. Diante dessas atitudes, muitas mulheres até se sentem valorizadas, imaginando ser apenas ciúme do companheiro, mas também pode trazer consequências dolorosas, que muitas vezes acabam com o amor.  A mulher é inteligente e sabe usar as mais diferentes táticas, até a submissão. O controle, então, passa a substituir o amor, o sentimento ou qualquer outra coisa agradável. 
                      Uma perfeita dona de casa e uma amante maravilhosa é o sonho da maioria dos homens quando resolvem casar. Cada homem tem sua própria razão para casar ou simplesmente ir viver com uma mulher, mas geralmente a decisão é  motivada pelo amor. 
                      O homem sempre foi considerado o sexo forte; lidava com coisas ligadas à produção industrial, escritórios, terras, etc. Já, para a mulher ficava a responsabilidade com os filhos, a casa , e muitas vezes a vida social do casal. 
O homem ou o casamento podiam, e ainda pode, proporcionar proteção "status" e dinheiro. Nessas circunstâncias a relação amorosa tende a se transformar num truque bio-social de subsistência. 
                       É preciso ter consciência de que o amor é mutável pela própria natureza ancestral. O namoro é a fase colorida do encantamento, de se deixar impressionar pelo outro, compartilhando qualidades e defeitos, numa verdadeira troca interpessoal. Depois, a própria estrutura social leva as pessoas a afirmarem coisas, confirmar e estabelecer tudo, como se fosse um contrato.  O melhor do amor é aprender como sustentá-lo quando ele se manifesta. No momento em que se começa a criar normas para eternizá-lo ele se evapora e se transforma numa prisão sem grades. Mesmo em nome do amor, ninguém tem o direito de renunciar a si próprio, pois, agindo assim, estará se fazendo objeto do outro. 
                        O ideal é quando, homens e mulheres, aprendem uma nova espécie de amor: o amor do momento. Isso é possível quando simplesmente se vive a hora de estarem juntos, o amor do momento, sem regulamentação exagerada, sem exigências constantes e sem aquela procura desesperada de estabilidade. Manter a individualidade significa preencher as próprias necessidades, às vezes sem a presença do outro. A mulher moderna não deve concentrar todo seu potencial humano no amor, vendo-o como a principal coisa de sua vida. Quando isso acontece, ela acaba descuidando do seu próprio desenvolvimento, passando a agir com muita irresponsabilidade. É muito fácil simplesmente dizer: eu sou assim porque meu marido quer; não respondo por mim, mas por ele que determina o que é melhor; eu não decido nada sem antes falar com meu marido. Atitudes como essas podem ser definidas como renúncia ao próprio "eu";  falta de vontade própria; significa jogar tudo nas costas do outro, até mesmo a própria capacidade de expandir-se socialmente. 
                         Ainda hoje, toda a educação de uma mulher se faz no sentido de que ela seja uma boa mãe, boa esposa, um complemento da vida do homem, um instrumentos para facilitar seus objetivos. Mas não se pode dizer que por isso ela foi transformada em mulher objeto. Isto só acontece quando ela mesma quer e se faz objeto.  A mulher que passa seus dias só pensando no amor acaba cristalizando esse sentimento também no casamento. Nessas condições, ela se deixa  influenciar facilmente, esquecendo de si mesma para ser o que o outro deseja.
                        O verdadeiro amor deve servir para que cada um cresça, permitindo um desenvolvimento a dois. Do contrário ele não existe de verdade. Ninguém pode ficar parado aceitando sempre as imposições do outro, ou do próprio amor. Desenvolvimento implica em permanentes mudanças.  Já dizia Aristóteles: "O tempo é o número do desenvolvimento". Isso quer dizer que se o tempo passou e não houve mudança, não houve tempo. 
                         Tanto no amor como na vida, quando há mudanças existe a sensação de estar vivo e é esta sensação que permite sentir o outro ou a própria relação.  Se alguém quer amar de verdade, deve estar preparado para enfrentar mudanças e surpresas para que o amor se renove sempre. 
                        Não é verdade que só as horas amorosas são as mais felizes. Existem momentos em que, mesmo a pessoa mais apaixonada, deseja respirar sozinha e isto serve tanto para o homem como para a mulher. O amor é feito de episódios facultativos e, por isso mesmo, surpreendentes. Mesmo num estado genérico de namoro, exitem horas frias e indiferentes, onde o maior prazer pode ser o de estar sozinho. 
                        O maior amor do mundo está sujeito ao momento. Somos pessoas humanas e, portanto, passíveis de mudanças comportamentais. Quando acordamos de mau humor, o melhor é conter as expressões verbais para que não venhamos magoar a pessoa amada. O tempo é o melhor remédio, até para o amor. O mais importante é aprender o equilíbrio que pode existir entre dois seres que vivem juntos. Cada um percebe as limitações do outro e no exato momento do amor, voltam a ser inteiros, são dois em um. 
Nicéas Romeo Zanchett 


quarta-feira, 26 de junho de 2013

MITOS, TABUS E SUPERSTIÇÕES SEXUAIS

Escultura: Romeo Zanchett
                      MITOS, TABUS E SUPERSTIÇÕES SEXUAIS
                      Mesmo com todo o avanço da ciência, da medicina moderna e do desenvolvimento cultural disseminado através dos mais diversos meios de comunicação, muitos mitos tabus e superstições persistem. E não raras vezes eles produzem resultados extremamente prejudiciais aos seres humanos.
                      Os tabus (palavra de origem polinésia) são objetos, coisas, maneiras de falar, atos julgados perigosos em si mesmos que precisam ser evitados para que a pessoas não sejam castigadas ou prejudicadas. Trata-se de uma proibição que não são impostas por leis ou sanções religiões,  mas que são passadas de pais para filhos e se incorporam à vida das pessoas.
                      Mesmo nas sociedades mais avançadas, os tabus exercem  poderosas funções sociais. São uma espécie de freios para práticas socialmente não desejadas, paradigmas de comportamento.
                      Há uma ignorância generalizada em assuntos que há muito tempo já foram esclarecidos pelos cientistas. A própria Sexologia, em muitos lugares, sofre proibição, ou tabu cultural. Ainda hoje, em muitas escolas brasileiras a educação sexual é tratada como um tabu e os professores de biologia são impedidos até de falar sobre a reprodução humana. Isso é lamentável porque as crianças são obrigadas a buscar o aprendizado na rua com colegas ou desconhecidos que também não sabem informar com seriedade. Alguns vão à procura de publicações que nem sempre são orientadoras. Geralmente nestas publicações o sexo é tratado de forma burlesca e popular com o único  objetivo de obter  lucro.
                      É necessário e urgente ministrar instrução sexual direta em nossas escolas, inclusive educação matrimonial para alunos que já atingiram a adolescência.
                      Quando ouvimos alguns jovens falando sobre sexo é possível ver claramente sua ignorância sobre o tema. Os rapazes, principalmente, se acham verdadeiros doutores na arte sexual, mas suas informações, na realidade, são muito limitadas. 
                       No Brasil e em muitos outros países há profundos estudos sobre a transformação dos costumes. Trata-se de um processo sociológico de longa data que hoje, pela facilidade dos meios de comunicação, torna-se cada vez mais veloz.
                       A televisão e o cinema moderno, com suas chanchadas pornográficas ou semi-pornográficas, vem alterando radicalmente o comportamento sexual das novas gerações. No entanto, educação sexual de qualidade ainda é coisa rara. Os tabus continuam impedindo que esta se faça presente nos currículos escolares.
                      Ao que parece , os tabus sexuais da nossa civilização ocidental remontam aos tempos de "Adão e Eva. Sabe-se que Adão comeu o fruto de certa árvore proibida, mas não se explica o porque da proibição e o aprendiz tem de deduzir por sua própria imaginação e conceito. A metáfora da árvore proibida, de que fala a Bíblia, é apenas o símbolo de um tabu.
                      A força que tem os tabus foi  profundamente analisada pelo cientista Frazer, nos costumes de diversas sociedades ao redor do mundo. Verificou ele que no Congo, quando o chefe dos sacerdotes ia viajar para distribuir justiça  (o sacerdote era também o juiz), todas as pessoas casadas deviam se abster de relações sexuais, pois caso contrário o sacerdote sofreria algum desastre... Este, é um perfeito exemplo de como a religiosidade sempre interferiu na vida sexual das pessoas criando tabus absurdos.
                      Na Birmânia, a mulher que preparava levedura para a cerveja deveria manter-se casta, porque caso contrário, a cerveja seria muito amarga. Também os caçadores e pescadores deveriam se abster de relações sexuais antes de empreender suas expedições. Em Roma a proibição dos casamentos entre pessoas aparentadas foi decorrente do tabu de que o incesto provocava carestias, deformações e doenças...
                      Hoje sabemos que os tabus sexuais originaram-se paralelamente aos tabus e ritos místicos. Por isso, em muitas sociedades (as anti-sexuais), sexo passou a ser sinônimo de pecado, pouca vergonha, imundice; Houve tempo, no Ocidente, em que as meninas e os meninos eram educados para verem com horror os seus próprios órgãos sexuais. As classes esclarecidas, mesmo hoje em dia, desconhecem isso e, como consequência,  a educação continua falha, incompleta, ou inexistente.  
                      A nossa sociedade continua criando mitos e tabus que dificultam e até prejudicam o relacionamento afetivo e sexual entre as pessoas. Essas inverdades conseguem criar enorme sofrimento, principalmente entre os jovens. 
                      Veja abaixo os absurdos criados pela crendice popular.
                      1 - Que sexualmente o homem é sempre ativo e a mulher é passiva. 
                      2 - Que a masturbação pode deformar os genitais e prejudicar a saúde; que é uma prática masculina e poucas são as mulheres se masturbam, e estas sempre se sentem culpadas; que quem se masturba perde a energia de que precisará no seu futuro. 
                      3 - Que depois de casado o homem deixa de se masturbar.
                      4  - Que o homem que faz sexo oral na mulher tem tendências homossexuais. 
                      5 - Que o homem é o responsável  pelo orgasmo da mulher.
                      6 - Que quanto maior a frequência sexual, maior será o desgaste físico e psicológico; imaginam que os que não praticam sexo são os que tem mais saúde. Alguns chegam a pensar que as práticas sexuais excessivas ou fora do comum podem causar  colapsos mentais. 
                      7 - Que todos as pessoas ou são totalmente heterossexuais ou totalmente homossexuais. 
                      8 - Que os homossexuais são diferentes  e não será possível sua integração na sociedade. 
                      9 - Que quando um homem sente prazer com carícias em seus mamilos ou em suas nádegas é porque reprimiu seu desejo homossexual. 
                    10  - Que o homem deve sempre estar disposto à prática sexual; que uma ereção indica a necessidade de relações sexuais imediatas; que todo o contato físico deve necessariamente terminar numa relação sexual. 
                    11 - Que o tamanho do pênis é que determina o maior ou menor prazer da mulher. 
                    12  - Que as emissões de sêmen durante o sono são sintomas de distúrbios sexuais.
                    13 - Que uma atuação desportiva é prejudicada pela relação sexual ocorrida na noite anterior. 
                    14  - Que um verdadeiro macho não falha nunca; que só a mulher deve sentar-se para usar o vaso na hora de urinar.
                    15- Que o homem nunca deve expressar seus sentimentos. 
                    16 - Que pessoas de raça negra tem maior impulso sexual que os de raças brancas.
                    17 - Que o álcool é um estimulante sexual. Esta questão é bem mais complexa, porque depende da quantidade e do estado de saúde do indivíduo. O álcool, consumido até certa quantidade é um desinibidor e por isso se criou esse tabu. 
                    18 - Que a vasectomia diminui ou acaba completamente com o impulso sexual.
                    19  - Que a mulher só deve transar por amor. 
                    20 - Que só as mulheres jovens se masturbam, e que, agindo assim, não conseguirão gozar numa relação sexual com um parceiro.
                    21 - Que o orgasmo da mulher deve sempre ser simultâneo ao do homem que a está penetrando. 
                    22 - Que cabe à mulher o dever de entregar-se ao homem para satisfazer seu desejo sempre que ele quiser; que ela nunca deve ter a iniciativa para o ato sexual.
                    23 - Que a mulher não deve falar das suas preferências sexuais para não magoar seu parceiro.
                    24 - Que a única forma da mulher chegar ao orgasmo deve ser através da penetração masculina, porque essa é a forma correta.
                    25 - Que a mulher não deve ter relações sexuais durante a menstruação; que a relação sexual durante este período traz riscos de infecção para ela.
                   26 -  Que a mulher deve dar por finalizado o ato sexual tão logo o homem tenha ejaculado.
                    27 - Que a menopausa assinala o fim da vida sexual da mulher. 
                    28 - Que a mulher não deve participar de nenhuma atividade sexual em que a vagina não seja diretamente estimulada.
                    29 - Que o hímen  é a prova da virgindade; que a virgindade é como se fosse um tesouro da mulher.
                    30 - Que as mulheres não sentem desejo sexual durante a gestação. 
                    31 - Que a mulher tem menos necessidade de sexo do que o homem. Que nela o gozo é mais espiritual do que corporal. 
                    32 - Que existem mulheres frígidas e que estas jamais conseguirão chegar ao orgasmo. 
                    Como podemos observar, as mulheres são as maiores vitimas dos tabus, superstições e preconceitos. Somente com uma educação sexual séria poderemos orientar não apenas aos jovens, mas a todas as pessoas. Muitos não foram educados ou foram de forma errada. 
Nicéas Romeo Zanchett 
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br

                          

domingo, 12 de maio de 2013

O SENSÍVEL CORPO DA MULHER - Por Nicéas R. Zanchett

O SENSÍVEL CORPO DA MULHER 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                  Um corpo de mulher se ilumina de desejo ao toque das mãos, a um leve contato, a um roçar dos lábios... 
                  As mulheres se preocupam muito com o próprio corpo e sabem que os homens também tem as mesmas preocupações. A cútis aveludada é sempre uma das características sexuais da mulher. Uma pele suave, flexível e juvenil é muito mais sensível ao contato de uma carícia do que uma seca e áspera. Os grandes mestres da pintura conseguem, por meio de um pincel e uma camada de tinta sem asperezas, dar aos seus nus artísticos esse efeito sensual.
                 Vinícius de Moraes, no seu poema "Receita de Mulher", assim disse: "Que ela, acariciada no fundo  de si mesma, transforma-se em fera sem perder sua graça de ave".  
                  A suavidade e beleza, quase transparente da cútis feminina, são devidas a um hormônio sexual chamado estrógeno. Ele faz com que o tecido gorduroso subcutâneo acumule uma quantidade de água maior do que no homem, tornando a  cútis feminina, além de mais bonita, mais sensível a qualquer estímulo. 
                  A pele da mulher é mais delgada nas axilas, nos lábios e nas pálpebras, apresentando nesses pontos espessura inferior a meio milímetro. Por isso, tais lugares reagem com maior intensidade aos contatos dolorosos ou sensuais. 
                  Ao cruzarmos com uma bela mulher, nós homens, olhamos primeiro para os olhos, em seguida olhamos para os lábios e cabelos, e quando ela já passou por nós ficamos olhando seu bumbum. 
                  Em relação ao tamanho do corpo, a cabeça da mulher é menor do que a do homem. Mas o mesmo não se dá com os olhos e por isso eles parecem maiores.  
                  Os lábios são um dos pontos mais sensíveis do corpo da mulher, isto porque em nenhum outro lugar a pele é tão delgada e favorecida pela presença de filamentos nervosos; isto os tornam capazes de transformar cada beijo em um choque elétrico que mobiliza o corpo inteiro. Henriqueta Lisboa disse em seu poema: "Meus lábios ficarão imóveis. Mas haverá em todo o meu ser tanto abandono, tanta adoração nos meus olhos, tanta afinidade da minha atitude com teu ambiente, que sentirás meu coração bater dentro de tuas mãos". 
                   Sem dúvida, a boca tem grande significado erótico. A forma da boca têm íntimas relações com o temperamento, a sensibilidade e a inteligência da mulher. Um lábio superior exuberante é indício de predomínio da inteligência; um lábio inferior protuberante é indício de forte carga erótica; lábios retraídos expressam dureza psíquica, uma certa frieza; os lábios grossos e sensuais podem ser um espelho dos grandes lábios que estão escondidos. 
                   Os olhos de uma mulher é um livro aberto a uma maravilhosa leitura. Ao ver alguma coisa reagem diferentemente dos olhos masculinos. Elas tem maior capacidade de observar detalhes que passam desapercebidos pelos homens. Olhos brilhantes são indício frequente de um alto índice de produção de hormônios pela tireoide, e isto significa que ela é facilmente excitável. Quando os sentimentos de uma mulher repelem um homem, as suas pupilas se estreitam; ao contrário, quando ela se sente atraída as pupilas se dilatam.  
                    As orelhas são formadas por milhões de terminais nervosos e, portanto,extremamente excitáveis. Um simples toque de língua pode trazer à tona a explosão de um "vulcão adormecido". Além disso, é através  delas que os sons chegam ao cérebro; palavras carinhosas são fundamentais. É por essa razão que os poetas sempre se deram bem com elas. O poeta Luiz de Camões assim se expressou: "Farei que o amor a todos ovivente (eterno), / pitando mil segredos delicados,/ brandas iras, suspiros magoados".
                   O nariz tem importância fundamental. A perda do olfato significa também a perda gradativa do instinto sexual. Já se comprovou, com várias experiências, que a perda do olfato, tanto em homens quanto em mulheres, provoca atrofia dos órgãos sexuais. A questão do olfato é essencial; entre os animais é o instrumento mais utilizado para a localização e conquista de parceiros. O cheiro natural tem muita importância na hora do amor; por isso não se deve nunca exagerar no uso de perfumes, porque pode produzir efeito contrário ao desejado. 
                   Os cabelos da mulher tem cheiro peculiar que é excitante. Elas tem em média 120 mil fios e cada um deles termina em um centro nervoso que favorece à excitação. As mulheres adoram carícias nos cabelos e ficam muito felizes e acesas quando os elogiamos. De todos os tipos de cabelos, os mais excitáveis são os ruivos, porque, além de ricos em pigmentos, eles contém uma certa quantidade de ferro que é bom condutor de eletricidade. Mas antes mesmo desta descoberta, os ginecologistas já sabiam que a cor dos cabelos mantém íntima relação com o desenvolvimento sexual. As louras amadurecem mais cedo do que as morenas. É bom lembrar que estou falando de cores naturais de cabelos. 
                   Quanto às mãos temos que considerar o seguinte: o tamanho das mãos também é influenciado pela quantidade de hormônios masculinos ou femininos presentes no sangue; de forma que a mulher com menor dosagem de hormônio masculino terá mãos mais delicadas. A partir dos 16 anos de vida, os hormônios sexuais femininos detém o crescimento dos ossos; é graças a isso que as mãos de uma mulher adulta continua tão graciosa e delicada quanto antes.
                    Os seios são atrativos tanto para homens como para mulheres. É através deles que, logo apos o nascimento, temos nosso primeiro contato sexual. Seja um pintor, escultor ou poeta, qualquer homem ou mulher,  se rende de admiração por um busto firme e bem proporcionado. A excitação do seio não é determinada pelo tamanho da glândula mamária, mas sim da auréola mamilar, onde se situam os corpúsculos de Keisfer, terminais nervosos hipersensíveis, intimamente relacionados com o restante do mecanismo erótico. Até a Bíblia faz referência a eles: no Cântico dos Cânticos - Salomão - diz: "Os seios da amada são como os filhotes gêmeos  da cabra montesa, que se apascentam entre as açucenas". Entretanto, é preciso saber que ouso de silicones e outros artifícios podem excitar os olhares, mas também podem prejudicar a excitabilidade da mulher que o usa. 
                    O ventre é a parte mais elástica do corpo feminino. A natureza o fez assim por motivos óbvios; durante a gravidez, o útero chega a atingir um volume vinte vezes maior do que o normal e os músculos do ventre tem que se adaptar a esta enorme sobrecarga para não deixar marcas após o nascimento da criança.  Já no homem os músculos são extremamente rígidos. O maior poeta português, Luiz de Camões, era apaixonado por todas as partes da mulher e vivia a exaltá-la. Ele disse: "Entre as armas são com o que me rende/ mas não que possa/ despojar-me da glória de rendido". 
                     O púbis, alguns peludos e outros depilados, é um vale de encantamento; seu poder de sedução provocou muitas guerras e derrubou vários impérios. Este triângulo do amor esconde a mais cobiçada gruta feminina. Assim falou Vinícius de Moraes: "Quisera que te visse como eu via/ depois, à luz da lâmpada macia/ o púbis negro sobre o corpo branco"- "Teus pelos leves são relva boa/ fresca, macia".  - Muitas mulheres de hoje estão depilando totalmente seus púbis; elas imaginam que isso as torna mais sensuais, mas estão enganadas; a depilação, além de facilitar a entrada de germes via poros dilatados, elimina uma das mais importantes fontes de excitação. 
                     As nádegas são uma reserva de gordura que a natureza providenciou para todos os seres humanos. Parece que a mulher brasileira foi presenteada pela natureza nesta parte que é a preferida dos brasileiros. Há milhões de anos, quando a espécie humana achava-se em formação, a natureza começou a acumular gordura na região glútea; tinha a finalidade de dotar a nova criatura - especialmente do sexo feminino - de uma reserva alimentícia para o corpo dispor durante os períodos de escassez. Completada a evolução, a primitiva necessidade foi reduzida e as nádegas passaram a desempenhar funções eróticas. As curvas das nádegas tem grande poder de sedução para ambos os sexos. O peotinha Vinícius de Moraes assim se expressou sobre esta delicada parte feminina: "No lombo morno dos gatos/ aprendi muita carícia.../ para fazer-te a delícia só terei gestos exatos". 
                     As pernas da mulher tem algo de curioso; todas elas tem pernas tortas; é verdade e eu explico porque: a mulher tem a bacia mais longa e o fêmur mais curto do que o homem, de forma que as pernas se encontram na altura dos joelhos, num ângulo mais obtuso do que ocorre com o sexo oposto. Para alguns desavisados isto poderia  ser visto com um defeito, mas  é exatamente esta condição que lhe permite o andar bamboleante que tanta graça dá à mulher.  Foi este andar bamboleante "a caminho do mar" que deu ao poeta a inspiração para compor a "Garota de Ipanema". 
                     Há uma estreita relação entre a feminilidade e a sensibilidade da pele que nas mulheres nunca ultrapassa um milímetro de espessura, enquanto nos homens chega a quase dois milímetros. Nelas o número de corpúsculos do tato é também mais elevado. Toda a superfície  cutânea está preparada para o afago e não apenas par recebê-lo, mas também para respondê-lo. Se ela realmente experimentar a satisfação com o carinho de alguém, a sua pele se tornará ligeiramente avermelhada e úmida, pois as glândulas trabalharão com mais intensidade. Pela mesma razão se tornará mais intenso seu perfume natural. A forma pela qual o casal reage a este detalhe, vale por uma autêntica profecia sobre a sua futura vida em comum. 
                    O sistema neurovegetativo da mulher é muito mais sensível do que o do homem; se alguma coisa a desequilibra, seu sistema reage com muito mais rapidez; quando sente prazer os pequenos vasos sanguíneos se dilatam, a cútis é melhor irrigada e seu rosto ruboriza. Se ela se aborrece, ocorre o contrário, os vasos sanguíneos se contraem, a pele é menos irrigada e pode se tornar branca como uma parede caiada. 
                    O cérebro da mulher está construído de tal maneira que nele a parte mais desenvolvida é o lóbulo central, sede da afetividade, da ternura, da compaixão e das disposições para o sacrifício. Estas qualidades, menores no homem, são justamente as que se exige dela como mulher, como mãe e esposa.  E, se ela chora, quando contrariada, é antes de tudo por uma questão de educação. Ela cresceu  sendo informada que tem o direito de chorar, enquanto o homem foi educado para não mostrar os verdadeiros sentimentos. As mulheres, chorando com naturalidade, descarregam as suas tensões psíquicas e por isso vivem mais do que os homens. Portanto, a verdadeira força da mulher está justamente na sensibilidade e nas suas lágrimas. 
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Nicéas Romeo Zanchett
http://artesplasticasliteraturaefilosofia.blogspot.com.br  



sábado, 4 de maio de 2013

AMOR E BISSEXUALIDADE

AMOR E BISSEXUALIDADE 

                A finalidade do amor não é a procriação. Uma mulher pode ter muita tesão pelo marido e com ele chegar a múltiplos orgasmos, mas ao mesmo tempo ter um profundo sentimento de amor por uma amiga. O amor é algo muito especial e profundo, devendo sempre ser respeitado e compreendido. 
                O fenômeno erótico é antecessor da sexualidade. Ele é fruto da origem da vida que teve sua primeira forma unicelular. A sexualização é apenas uma das formas de dualização da vida. A união sexual é uma das maneiras de compensar a dualidade e de reconstituir a unidade. Esta análise nos leva a perceber que o amor não se confunde com a sexualidade e nem com o instinto de procriação. A atração dos sexos opostos é apenas uma das modalidade de algo bem mais amplo, uma forma de se liberar de toda a diferenciação, particularização e fragmentação, para reconstruir uma indistinção perdida ao longo de bilhões de anos.
                 Freud em sua última definição do ato sexual disse: "Uma agressão que busca a união mais íntima". Ele já considerava a bissexualidade como algo natural do homem quando disse: "Habituo-me a considerar todo o ato sexual como um acontecimento envolvendo quatro pessoas".  Também Jung identifica no psiquismo humano uma tendência a reconstruir um estado de coexistência do masculino e do feminino. Ambos apontavam o tema da bissexualidade como algo de caráter científico. De forma que temos  de pensar na bissexualidade pela perspectiva evolucionista. O homem se sente incompleto e busca no oposto sua forma original. Este é, portanto, um instinto físico e não amoroso. A sexualidade é separação e união, antagonismo e atração. Aí está todo o mistério da atração dos opostos. 
                Para compreendermos  melhor a bissexualidade devemos, necessariamente, voltar às primeira fase da vida embrionária. O embrião conhece a princípio um estado de indiferenciação sexual com um único órgão que lembra o ovotéstis. Ao assumir o sexo masculino ou feminino,este órgão desenvolve a parte central chamada medular ou sua zona periférica chamada cortical. A direção dada a esta diferenciação é feita sob controle dos hormônios. Durante todo o seu crescimento, o embrião desenvolve uns e não os outros, resultando nas formas sexuais masculina  ou femininas. Entretanto, mesmo ao final de sua formação e definição sexual, ficam as atrofias dos órgãos do sexo sacrificado. Esta admirável metamorfose do aparelho genital pouco-a-pouco se sexualiza desenvolvendo no homem uma espécie de botão (pênis) e na mulher um orifício (vagina). Assim podemos dizer que a mulher é o prolongamento do homem e vice-versa. 
                 A teoria dos hormônios dá uma base científica à hipótese de uma bissexualidade permanente, embora flutuante, da espécie humana. As secreções que asseguram a sexualização do embrião são as mesmas que determinam a do adulto. Todo o indivíduo segrega ao mesmo tempo hormônios masculinos e femininos. O que se pode dizer é que os machos produzem mais andrógenos do que estrógenos, mas esta proporção está  sujeita a variações. Além disso, a estrutura química dos hormônios é susceptível a mudanças. Mesmo no indivíduo adulto, os hormônios apresentam uma certa flutuação entre os sexos. É esta função reguladora dos hormônios que gera uma potencialidade sexual dupla e comprova, de maneira evidente, a bissexualidade do homem. Sabemos que os hormônios não apenas controlam o desenvolvimento e o comportamento fisiológico dos sexos, como também o comportamento psicológico. O psiquismo humano depende intimamente do equilíbrio hormonal. Uma simples injeção de hormônios femininos desenvolve glândulas mamárias e amor materno no homem. 
                Quando falamos da união entre homem e mulher nos vem logo a ideia de procriação, mas na maioria dos casos ela é evitada utilizando-se dos mais diversos meios contraceptivos hoje existentes. São incontáveis os casais que se unem sem o objetivo de fecundação. Seria um grave erro considerar estas uniões como desprovidas de sentido. Existem casos  - excepcionais - em que elas significam uma verdadeira fecundação espiritual que, neste caso, substitui plenamente a outra. Para compreender  e interpretar essas uniões devemos recorrer ao esquema biológico, a partir do esquema celular. Os hormônios são uma prova de que a união se realiza em níveis diferentes. Esta escala comporta virtualidades infinitas que vão desde a simples fecundação ovular à fecundação do coração, da imaginação e das fantasias da mente. Do cego apetite sexual à consciência da união edificante pelo amor. 
                 A descoberta dos hormônios justifica a interpretação do amor sexual. Estas secreções sustentam a hipótese de uma continuidade entre o físico e o moral, mas também entre o corpo e a alma, a matéria e o espírito. 
                A representação do sexo como um simples conflito entre campos de força masculina e feminina é a mesma da bipolaridade que, de certa forma, consiste na dualização de nossa natureza. 
                O amor é um fenômeno da indução e do magnetismo. Tanto o sexo como o amor não perdem seu mistério pelo fato de o analisarmos sob os olhos da química e da biologia; ao contrário, nos leva a meditar sobre a verdadeira noção deste mistério. O tabu das religiões tradicionais está, aos poucos, sendo substituído pela ideia do mistério que pode ser aproximado. A evolução procede às custas de um certo romantismo e a ciência procura seguir o caminho mais exemplar pata explicar o sexo e o amor, tendo consciência de que muito ainda é inexplicável.
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Nicéas Romeo Zanchett 



terça-feira, 30 de abril de 2013

CASAMENTO CELIBATÁRIO

CASAMENTO CELIBATÁRIO

O casamento celibatário é quele onde o casal, mesmo sentindo amor e atração, já não sente mais a necessidade de sexo. 
     Freud sempre considerou o homem como um animal sexual. Em seus livros, ele prega que o sexo é vital e que ninguém pode sobreviver sem ele. É evidente que essa afirmação é exagerada, pois o número de casais que vivem felizes e sem sexo é muito grande. 
     Do ponto de vista biológico, o casamento é uma necessidade para a reprodução da espécie. (Quando falo a palavra "casamento" estou me referindo à vida conjugal de um casal - homem e mulher-) . Por outro lado, a reprodução sexual trouxe consigo a necessidade evolutiva da morte. É a clássica renovação que se dá para que o idoso ceda  seu lugar a um jovem com capacidade para reproduzir.  Sem considerar as implicações metafísicas ou religiosas do tema, há clara visão das razões naturais da morte e a necessidade para unir os sexos e garantir a continuidade das especies.
      O seres unicelulares -não sexuados- que povoaram os mares primitivos da Terra não tinham necessidade de morrer. Morriam apenas por razões acidentais, como mudanças nas condições ambientais ou falta de alimento. Os parentes mais próximos desses seres, que ainda hoje sobrevivem, são as bactérias que, de certa forma, são virtualmente imortais, uma vez que nunca envelhecem. Já as células humanas saudáveis cultivadas em laboratório não apresentam a mesma vitalidade. Reproduzem-se algumas vezes e depois param e morrem.  A diferença está no fato de que a bactéria é sua própria célula reprodutiva. Ela não precisa de sexo para passar seu DNA às próximas gerações: basta realizar uma divisão celular para produzir outra bactéria, exatamente idêntica a ela. Entretanto os seres pluricelulares  que se reproduzem por meio do sexo como os humanos são um tanto mais complicados. Seus corpos são constituídos de trilhões de células, com especializações distintas, que compõem diferentes tecidos e órgãos. Toda essa complicada máquina está a serviço de umas poucas células especiais, chamadas germinativas - os óvulos e espermatozoides  que conjugados produzem uma nova vida, garantindo que o DNA seja transmitido adiante. 
        Na medida em que envelhecemos, a manutenção do corpo saudável torna-se cara, biologicamente falando. As células reprodutivas já cumpriram, ou pelo menos tiveram a chance de cumprir sua missão e não há mais sentido em se conservar e deixam de se renovar. As células velhas acabam morrendo, em um processo chamado "apoptose" - morte programada, uma espécie de suicídio celular. Aos poucos, o corpo como um todo vai envelhecendo e também morre. 
         Do ponto de vista afetivo tudo é mais simples e fácil de entender. Ao envelhecermos, os hormônios reprodutivos tendem a se acalmar. Há uma quietude natural que desvia as atenções para outros prazeres da vida. Tomemos como exemplo a mulher; o envelhecimento produz uma diminuição gradual da resposta sexual,  embora mulheres em idade avançada sejam capazes de ter orgasmos. Pouco antes da menopausa começa a lenta redução dos níveis de estrógeno, afinando os tecidos da vulva - que demora mais a ficar lubrificada para a penetração. Ao parar de menstruar, o nível da testosterona, hormônio responsável diretamente pelo desejo, reduz em cerca de dois terços.  O amor, antes forjado pelo intenso desejo, agora se torna fraternal, mas muito mais intenso. Nessas condições os parceiros podem tornarem-se celibatários e continuarem juntos e muito felizes. 
         Quando somos jovens nossos pensamentos estão sempre ocupados com a sexualidade. É natural porque estamos na fase reprodutiva. Nesse período da vida, um casamento de muito tédio e pouco sexo, transforma o leito conjugal num templo de monotonia.
         Pesquisas recentes, apontam o sexo - heterossexual ou homossexual - como a área de maior atrito entre os casais.  Mais de 90% das separações acontece porque não há mais entendimento na cama. As mulheres culpam os homens de as tratarem como objetos e esses se queixam da frieza de suas parceiras. Quando um casal - não interessa se homo ou heterossexual - tem relações, o que acontece na maioria das vezes é que cada um se preocupa com seu prazer sem pensar no parceiro. No fundo cada um considera que o outro lhe pertence. Trata aquela pessoa como se fosse sua propriedade e não quer dividi-la com ninguém.  Gera ciúme, irritação e brigas. Muitas delas extremamente violentas. 
          Depois do evento da pílula anticoncepcional, o sexo liberou os instintos individuais e passou a ser mais uma forma de lazer. Essa forma se transformou numa grande indústria sexual que envolve bilhões de dólares em todo o mundo. 
         Todos envelhecemos e, portanto, todos seremos celibatários. Alguns mais cedo, outros mais tarde. O foco das prioridades muda radicalmente e o sexo, que antes era prioridade,  entra para as estatísticas como um prazer eventual e muito mais movido pelo amor fraternal do que pelo sexual. O importante, para ser feliz, é saber aproveitar cada fase da vida. Manter a vitalidade durante toda a vida significa estar disposto a reavaliar constantemente seu modo de pensar sobre as coisas que fazem parte do seu dia-a-dia. E isto começa, por exemplo, desde o perfume e o sabonete que usa a seu casamento.  Implica em permanecer aberto a novas experiências, enfrentar novos desafios, preocupar-se mais em aprender do que em estar certo. Não importa se você está com 20, 50 ou 80 anos, a chave para pensar a vida está na flexibilidade. Manter-se envolvido e entusiasmado - em vez de deixar ser levado monotonamente ao sabor da correnteza; o caminho mais curto para embotar o cérebro é sepultar-se noite e dia em frente da TV. O que nos mantém jovens e atraentes à medida que vamos ficando mais velhos são os nossos interesses - ler, escrever, cozinhar, cuidar de plantas e animais, ficar às voltas com as crianças e qualquer outra atividade de que  se goste. 
        Até recentemente, os cientistas acreditavam  que as células do cérebro, ao contrário das outras do corpo, perdiam a capacidade de se regenerar - e milhares eram perdidas todos os dias. Isso significa que o cérebro, como o corpo, ia perdendo a eficiência com a idade. Estudos recentes realizados por especialistas em envelhecimento, provaram que as células do cérebro e os neurônios podem regenerar-se sim. Cérebros continuamente expostos  a um ambiente  rico em estímulos - companhia inteligente, novos desafios, novas idéias - tem um desempenho melhor até do que cérebros mais jovens. Mantendo-nos ativos e pensantes, podemos conseguir que nossos cérebros continuem brilhantes e jovens até o último dia de nossas vidas. 
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Nicéas Romeo Zanchett 
http://artesplasticasliteraturaefilosofia.blogspot.com.br 



domingo, 14 de abril de 2013

O DESRESPEITO À VIRGINDADE DA MULHER

O DESRESPEITO À VIRGINDADE DA MULHER
       O desrespeito à mulher é secular e mesmo nos dias atuais, em muitos lugares, elas ainda são consideradas propriedade dos homens.
        Muitas das populações primitivas, semibárbaras e até mesmo totalmente selvagens, valorizam a condição virginal da mulher, chegando a exigi-la para o casamento, ou pelo menos a festeja-la quando encontrada. 
        Certos povos africanos tinham o costume bárbaro de costurar os lábios da vulva das virgens (infibulação) a fim de fechar o orifício da vagina até o matrimônio, momento de desfazer por incisão a ligadura ou acolamento dos tecidos. Esta era também a providência usada por beduínos da planície Bejuda, ao norte de Chartum.  Fatos como esses aconteceram também em múltiplas regiões da Rússia, Lituânia, Finlândia, Portugal e outros países antigos.
          Entre os povos africanos da Núbia, Abissínia, Angola, Africa Ocidental, podia o marido repudiar a esposa não virgem ou, nesse caso, receber uma espécie de indenização sob forma de haveres, principalmente gado (bois e vacas).
           Por outro lado, também levados pela selvageria e ignorância, muitos povos tinham o costume de contratar estranhos para o defloramento de suas virgens que eram conhecidos como "perfuradores" experientes. Assim era entre os visayas ou bisayas, na Filipinas e na Nova Caledônia. Eles consideravam que as mulheres não desvirginadas eram indesejáveis por algum motivo oculto, qualquer defeito ou má qualidade que faziam com que não fossem desejadas por ninguém.  Visava, pois, o desvirginamento pré-matrimonial ao preparo da esposa para poder dar prazer ao marido. Outros povos interpretavam  o defloramento das virgens como oferenda da sua condição aos deuses através de seus representantes, os sacerdotes ou feiticeiros. Assim procediam certos povos negros da Senegâmbia, os acowaschen e kumares na América, os índios na Nicarágua e também grupos indianos e habitantes de Malabar. 
         No Camboja o defloramento era feito pelo sacerdote com o dedo mergulhado em vinho, com o qual, depois, praticava unção na fronte, seguindo-se a sua ingestão pelos pais e parentes da noiva. No Egito havia também este mesmo costume, mas o defloramento da noiva era praticado pelo marido e com o dedo envolto em lenço de musseline branco, seguindo-se a sua exibição aos pais e convidados.  O mesmo ainda acontecia na ilha Samoa, segundo testemunho de Stübel e de Kramer em obras de 1896 e 1903 respectivamente. 
        A exposição de roupas ensanguentadas da noiva ou dos lençóis, após a primeira noite nupcial, como prova do defloramento pelo coito, dominou muitos povos primitivos até o século 16. 
        Certas tribos índias do Canadá: iroquezes, hurons, algonquins tinham um costume que consistia na obrigação do casal de jovens permanecer sem contato sexual durante um ano, ou mais, apesar de regularmente unidos pelo ritual do casamento. Já as raparigas do Tibé tinham ostensivo brio sexual e usavam no pescoço tantos colares quantos amantes tivessem tido e isto para elas era motivo de muito orgulho. 
       São inúmeros os grupamentos humanos não civilizados, no passado ou no presente, estimando ou não a castidade pré-matrimonial das mulheres. Entretanto, nada ultrapassa a maravilhosa inventiva das "mil e Uma Noites" de Sheherazade  e Shahrigar, o sultão que, para ter certeza de que não seria traído, mandava matar no dia seguinte toda aquela com a qual passasse a noite. Conta-se que Sheherazade, a bela filha do seu grão-vizir, a fim de escapar à morte, entreteve o sultão mil e uma noites com suas atraentes histórias. Sabe-se hoje que se trata de coletânea de lendas de origem pérsia e hindu. Retrata a luxuriosa vivência com as mulheres o ardoroso poema "Jardim Perfumado"que, à semelhança do Kama-Sutra, indiano, recomendava nada menos que vinte e cinco posições para o coito perfeito. 
       Em várias regiões arábicas era praxe que o marido realizasse o defloramento da esposa na noite nupcial enquanto convidados e parentes conversavam no quarto ao lado. Legislava também neste sentido o Alcorão, livro sagrado: "Quando possuirdes uma virgem, fazei reunir na câmara vizinha os vossos amigos..."  Também era costume o marido, apos a noite de núpcias (geralmente em 7 noites de ritual), levar a roupa ensanguentada da cama aos pais da moça, proclamando com orgulho e satisfação: "Que alá purifique as vossas faces. Vós, de fato, mantiveram pura a vossa filha..." Caso, entretanto a jovem não fosse presumida virgem, poderia o noivo repudiá-la, ou pelo menos receber de volta a soma do seu pagamento feito à família. 
      No mundo árabe, geralmente por motivos religiosos, a vida das mulheres continua complicada. Não obstante dominados pelas delícias do convívio sexual, os homens arábicos jamais se libertaram do mau juízo que fazem das mulheres, atribuindo-lhes inclinação inata para a mentira, infidelidade, cupidez e astúcia. Daí adotarem a reclusão rigorosa e sua permanente vigilância. Reza neste sentido o Alcorão, a Bíblia islâmica onisciente, atribuindo aos próprios maridos a responsabilidade da escolha das esposas: "Mulheres honradas devem ser sempre obedientes, leais e reservadas. A condição essencial das moças árabes para o casamento ou separação por venda é a virgindade. A jovem desde cedo sabe que deve guardar seu "tesouro da castidade" e quando encontra seu pretendente proclama ameaçadoramente: "Sou virgem por Alá!".  Não escapou, entretanto, a sabedoria do Alcorão que, certas vezes, pode-se relevar a fraqueza de uma virgem incauta: "Se quiserdes perdoar a uma rapariga que vos enganou com uma falsa virgindade, eu o permito..." ou, mais especificadamente ainda: "Se for uma mulher com a qual tiverdes contratado casamento, repudiai-a imediatamente; mas, se for um rapariga que vós tiverdes comprado à sua família, ou a um mercador, ou ainda adquirido na guerra, fechai-a sozinha  nos seus aposentos durante o espaço de duas luas. Que ela não possa ver ninguém, nem comunicar-se com qualquer pessoa durante esse tempo. Perdoai-lhe em seguida não voltando nunca mais a falar no assunto..."
        Quando o defloramento de filha solteira ou sua gravidez se tornava conhecido do pai, (no passado) poderia o fato levá-la à morte; mais comumente nos nossos dias, provoca sua exclusão de casa, seguida de inexorável vingança da família sobre o sedutor ou a um membro feminino de sua família. A violência não poupava ninguém. Basta pensar que poderia consistir em decepar-lhe as mãos. 
         Ainda hoje, donzelas árabes devem sempre conservar os olhos baixos na presença de homens. Proíbe o Alcorão que as mulheres exibam a sua beleza física, determinando que as vestes recubram todo o seu corpo, ou melhor, "tudo o que se acha acima dos joelhos e abaixo do umbigo..."  Belos cabelos ou longas tranças constituem, para os pretendentes, os maiores atrativos das jovens, cujos rostos e bocas devem também sempre permanecer ocultos por véus. Resultado disto é que "a revelação de qualquer pequena parte do corpo torna-se repleta de significação erótica" inclusive as mãos, cujo simples contato, ao serem seguradas, têm expressivo significado sensual. Também a circuncisão masculina era obrigatória e recomendada no Alcorão antes do casamento Em certas tribos de beduínos, como prova de bravura, os jovens praticavam o sacrifício de verdadeiro escorchamento da pele, abrangendo o ventre, a partir do umbigo, incluindo o escroto e faces internas das coxas. Atualmente este costume já não existem; foi proibido pelo governo da Arábia Saudita. Quanto ás mulheres, em certas tribos, praticava-se também a excisão do clitóris e grandes lábios vulvares, como se fazia no Egito, Núbia, Abissínia, em algumas áreas do Sudão e múltiplos agrupamentos selvagens africanos. Ainda hoje, em alguns lugares, esse horror continua acontecendo. 
        Tudo isso decorre da afirmativa de propriedade  da mulher pelo homem, aliada à satisfação de sua vontade quanto a não ser comparada com antecessores no primado sexual de sua virgindade. Enquanto o ser humano permanecer ignorante, respeitando e praticando religiões com pregações absurdas, esses crimes contra as mulheres, em maior ou menor grau, continuarão acontecendo. Felizmente muito dessa ignorância secular está sendo revista e abolida em várias partes do nosso pequeno mundo. Cada um de nós tem o dever de informar esses fatos seculares, mas tão recentes, à todas as pessoas. Só assim poderemos vislumbrar a completa libertação das mulheres.
Nicéas Romeo Zanchett 

O CIUME PATOLÓGICO

O CIUME PATOLÓGICO 
      A paixão pode ser uma perigosa fronteira entre o amor e a loucura. Quando estamos apaixonados temos nosso equilíbrio orgânico alterado pelo poder irresistível dos hormônios sexuais. É tão poderoso que afeta até mesmo a nossa aparência física, transformando-se tanto num tratamento de beleza quanto num destruidor de belas feições. A origem da nossa pele é a  mesma do sistema nervoso, a crista neural. Tanto que nos casos de estresse e de infelicidade, aparecem micoses, eczemas e até queda de cabelos. O ciúme patológico sensibiliza todo o corpo e altera seu funcionamento neuroquímico. Quanto muito acentuado, esse desequilíbrio, leva o apaixonado a um estado de loucura muito perigoso. Ele se anula, investe tudo na pessoa amada e não consegue ver mais ninguém a seu redor. O doente apaixonado vive obcecado pelo medo de perder sua amada. É capaz de verdadeiras loucuras para agradar ao outro e muitas vezes perde a capacidade de se concentrar em suas rotineiras atividades. O pior é que geralmente nem percebe que está à beira do abismo.
      Sentir ciúmes é basicamente sofrer por uma situação hipotética, decorrente de interpretações distorcidas que o cimento faz dos sinais que percebe. Os sentimentos gerados por ele são tão primitivos que muitas vezes nos arrastam a atitudes completamente fora do nosso padrão de comportamento. 
      A relação amorosa cria laços únicos, talvez os mais intenso que somos capazes de formar. Além do envolvimento sexual há a união, cumplicidade e entrega. Quando uma traição vem romper esses laços, a raiva que sentimos é proporcional ao afeto anterior. Portanto, quanto maior o amor mais perigoso é o ciúme.

      A reação ao sentimento de ciúme por uma traição é diferente entre os sexos. A mulher ciumenta busca desesperadamente uma forma de salvar a relação. Já o homem, na mesma situação, fica mais enraivecido, mas a maior preocupação é proteger sua auto-estima. Com a entrada em cena de uma rival, algumas mulheres se encolhem, enquanto outras ficam tão tomadas pela disputa que "vencer" se torna a questão principal. Essas reações estão ligadas à infância e são explicadas pela psicanálise como fantasias relacionadas ao complexo de Electra. ( aquela idade entre os 4 e 7 anos que as meninas competem com a mãe na conquista do pai). Com a chegada da idade adulta, qualquer rival que ameace o equilíbrio de uma relação amorosa reaviva esses sentimentos reprimidos. 
      Em geral quando estamos com ciúmes reagimos com gritos, choro, acusações ou até mesmo com um silêncio ressentido. Nesse contexto, nem apresentamos nossos sentimentos de forma clara, nem criamos um clima propício para discutir o assunto amigavelmente. Basta imaginar que a pessoa amada está interessada por alguém para que nossos dias se encham de sofrimento. E tanto mais sofremos quanto mais somos desconfiados, vendo ameaças onde não existem. 
       Os ciumentos mais violentos são as pessoas possessivas e inseguras. Para elas o amor sempre se  transforma em armadilha, pois estão certas de que, se não controlarem a pessoa amada, ela irá trair ou até sair de sua vida. Por serem dessa forma não conseguiram desenvolver a própria autonomia e com essa atitude tentam fabricar uma identidade para si através da "fusão" com o parceiro, de quem ficam dependentes. Diante de uma desconfiança entram em pânico e com medo de que sua metade possa deixá-lo. Não são raros os casos extremos que levam ao crime.  
        O sofrimento causado pelo ciume sempre vem acompanhado da vergonha e da culpa por sermos ciumento. Melhor seria se, em vez de ficarmos horrorizados com nossos sentimentos, tentar entendê-los e aceitá-los. Às vezes a sexualidade desenfreada que atribuímos ao nosso parceiro é apenas aquela que nós mesmos gostaríamos de estar vivendo.
        Ao contrário do que muitos pensam, o ciúme exagerado não é  prova cabal de amor, mas de insegurança e falta de confiança no parceiro por quem está apaixonado. O ciumento é abusivo e pode destruir o amor e a confiança da outra pessoa. Torna-se muito difícil estar num relacionamento no qual tenha que se manter sempre na defensiva e constantemente culpado por tudo o que acontece à sua volta. Tudo é muito cansativo e nenhuma explicação parece satisfazer o ciumento. Esse permanente estado de atenção gera estresse e muitas vezes o ciumento se torna dependente dos esforços que seu parceiro faz para não provocar suas suspeitas. A vítima do ciumento também pode ficar dependente das incessantes exigências que ele faz. Um relacionamento assim geralmente não tem futuro, pois o ciumento não muda a não ser diante de um ultimato. Ele precisa de terapia para se livrar das ansiedades que motivam seus ciúmes exagerados, mas dificilmente reconhece a realidade para buscar ajuda. 
       A diferença entre o ciúme normal e o patológico se confundem. Em sua forma normal pode ter uma função biológica ancestral. De acordo com os antropólogos, se não fosse necessário para evolução da espécie, esse sentimento já teria desaparecido. A paixão equilibrada é aquela cujo amor é estrutural, que gera felicidade e é o melhor cosmético que a natureza criou para manter a beleza. Quando a pessoa está apaixonada a pele fica mais bonita, os olhos brilham, os cabelos ficam mais sedosos. 
         Como tudo na vida, o amor e a paixão também precisam ser equilibrados.
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Nicéas Romeo Zanchett 

sábado, 13 de abril de 2013

O SEXO DURANTE A MENSTRUAÇÃO


O SEXO DURANTE A MENSTRUAÇÃO 
      A menstruação não é um obstáculo à vida sexual da mulher.
      Embora alguns casais não vejam com bons olhos as relações sexuais mantidas durante o período menstrual, isso não passa de um tabu. Nem a mulher está indisposta nessas ocasiões, nem a sua capacidade de sentir prazer é menor; ao contrário, muitas se tornam até mais exitáveis. Dores de cabeça, cólicas, etc. são passageiras e nem sempre acontecem. A ideia de associar as regras femininas à impureza  tem origem numa moral religiosa que não procede. Homem e mulher devem viver sua relação amorosa sempre que sentir vontade. Quando ao que pode ou não pode ser feito em tais situações, depende do gosto pessoal de cada um.
       A ideia de que as mulheres tem mais desejo quando termina a menstruação não tem fundamento. Para as mulheres, existem períodos distintos: o anterior e o posterior à ovulação.  Uma mulher que não esteja na menopausa e nem sob efeito de pilulas anticoncepcionais, segrega o hormônio conhecido como progesterona após a ovulação, o que pode motivá-la sexualmente.  Mas este apetite sexual, comum a partir do quinto dia da menstruação, é sentido por muitas na segunda metade do ciclo. O mecanismo do desejo é complexo e não permite uma simplificação ginecológica; os hormônios são mensageiros entre os órgãos e as zonas de decisão da libido. Uma coisa é certa: a primeira metade do ciclo, geradora do estrogênio, tem como função assegurar o amadurecimento do óvulo e preparar confortavelmente a chegada dos espermatozoides até o útero. Isso pode gerar a necessidade mais intensa de fazer amor. 
        Na verdade o desejo das mulheres é imprevisível e cada caso é um caso. Não podemos analisa-as  apenas pelo lado científico porque existem outros fatores  gerados pelos sentimentos pessoais. 
        COMO É VISTA A MENSTRUAÇÃO EM CERTAS CULTURAS.
         Algumas culturas e religiões consideram que a mulher quando está  menstruada é impura para praticar o sexo. O Alcorão, Bíblia muçulmana, impõe rigorosa restrição às mulheres quanto à pratica do ato sexual neste período.  Igualmente abstêmio de contato sexual com a mulher deve ser o marido no curso dos dias de jejum religioso, bem como durante três semanas quando, por acaso, regressa de longa viagem.  Curiosamente, não permite o Código do Direito Civil muçulmano que o marido se divorcie da mulher (processo geralmente sumário) no decorrer do período menstrual.  Por outro lado, o Alcorão autoriza que os devotos de Alá tenham até quatro esposas, embora também numerosas concubinas  O próprio Maomé, que era monógamo até os 50 anos, por amor à sua opulenta e idolatrada esposa Khadidja, apos sua morte teve nove esposas e duas concubinas.  
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Nicéas Romeo Zanchett 
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br 
     

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O SEXO NA ANTIGA CHINA

          
O SEXO NA ANTIGA CHINA  
      Em nossos dias ainda existe muita repressão sexual na China, mas, comparando com tempos antigos podemos observar a rápida evolução  que os meios de comunicação e a influência ocidental tiveram sobre a sexualidade das mulheres. 
       Por longos séculos as mulheres chinesas sofreram a tirania patriarcal na qual eram simples mercadorias de troca ou venda nos matrimônios agenciados pelos pais. Principalmente as sogras e as concubinas martirizavam as esposas com suas exigências de servitude ou rivalidades. 

     Em certas famílias nobres a  castidade das moças eram resguardadas a fim de valorizá-las para o himeneu. Entretanto, os pais ensinavam-nas como se comportarem sexualmente depois de casadas. Para tanto se utilizavam do instrutivo livro Hua-Yung-Chien-Chen e também o Kama-Sutra indiano que eram mostrados e explicados detalhadamente todas as posições no coito. 
      Nas classes pobres e remediadas, as filhas eram impelidas pelos pais à prostituição, embora temporária, e com nomes trocados. Eram alugadas às casas azuis (Tsing Lao) ou aos barcos floridos (Hoc Thing), especie de cassinos flutuantes, onde acumulavam dinheiro obtido de figurões políticos ou ricos comerciantes. Estes haveres eram destinados a servirem de dote para futuro casamento e fixação no lar. 
      Em 1861, na pequena cidade chinesa litorânea Arnavy, com 300.000 habitantes, havia nada menos que 3.600 bordéis. Abundavam, sobretudo em Cantão e Xangai, as casas "singson" ou prostíbulos com luz vermelha na porta. 
      Muitos imperadores chineses notabilizaram-se pela sua desenfreada paixão por mulheres. O veneziano Marco Polo, ao voltar de sua viagem, contou que o grande Imperador Kublah Khan  não só tinha 4 esposas legítimas como ainda possuía centenas de concubinas que anualmente mandava recrutar nos seus vastos domínios, a fim de o servirem por turnos de 5 cada vez, todas as noites. O Imperador Wu-Di, para facilitar a escolha, costumava percorrer os jardins do palácio em charrete puxada por uma cabra e, quando o animal espontaneamente parava em frente à porta de um alojamento de mulher, ele a elegia como a escolhida para aquela noite. Conta-se que todas as mulheres passaram a agradar a cabra do Imperador oferecendo-lhe alimentos, e, a partir de então quem passou a ficar indecisa foi a cabra... 
      Na cronografia das dinastias chinesas é comum encontrarmos figuras de imperadores devassos como, por exemplo, o Imperador Zhou, o malígno, que costumava dar festas com florestas de carnes e piscinas de vinho, nos quais os convidados de sexos opostos acabavam perseguindo-se nus como também, à  maneira de Nero, decidiu incendiar o palácio.

      Uma das provas do requinte e egoísmo sexual doas antigos homens chineses é o tradicional hábito de amarrar os pés das meninas desde os 7 anos para reduzir a sua superfície ao ponto de quase imobilizá-los e transformando assim as criaturas em bonecas que, no seu entender, ficavam graciosas e excitantes para o sexo.  Este costume é atribuído à bailarina Yiau Niang, chamada de "andorinha que voa", e cujos pés atados por faixa de seda, quando dançava sobre um lotus de ouro, faziam-na parecer áurea e atraente aos olhos do Imperador Li-Hen-Zen. 
       Ainda estamos longe de ver o fim das maldades e repressões sexuais contra as mulheres, mas, com a globalização  e as facilidades dos meios de comunicação, é certo que teremos grandes  progressos.
Nicéas Romeo Zanchett  

sábado, 19 de janeiro de 2013

A SEXUALIDADE NA CLEPTOMANIA

                                          A SEXUALIDADE NA CLEPTOMANIA
Todo o desejo, ao ser reprimido, se vê recalcado  no inconsciente a ponto de não mais poder ser identificado pelo consciente. Esse desejo não satisfeito se manifsta por tenções intoleráveis enquanto não forem expandidas em forma de satisfação. O cleptomaniaco vive um permanente conflito entre o seu consciente e o inconsciente. O consciente manifesta sua ação de resistência, que pode ser de ordem moral, gerado pelo superego que a educação organizou em seu íntimo. O ego consciente  se opõe a manifestações cujas conseqüências ele teme. 
A pressão do desejo pode procurar satisfazer-se por outras vias. Para o inconsciente, atos simbólicos  possuem tanto valor quanto uma satisfação real e, particularmente  a posse de um objeto carregado de um potencial afetivo, tomado de empréstimo ao objeto real  do verdadeiro desejo reprimido. 
A diferença anatômica entre os sexos, centrada na existência ou ausência do pênis, independente de todo o seu papel erótico ou genital, parece conferir poderes mágicos ao seu detentor. Fisicamente os meninos são mais fortes que as meninas; não engravidam; gozam de maior liberdade e quando adultos serão a maior autoridade da família. Além disso o pai desvia em proveito próprio o amor da mãe, que a criança desejaria monopolizar. Diante disso, ela imagina o falo como sendo o símbolo  do poder concretizado no pênis. 
A partir daí, nascem poderosos fantasma, cuja sorte será jogada através da fase "edipiana", tão determinante para a construção da imagem de si mesmo e da relação com outrem. É nessa fase que a criança, menino ou menina, vai tentar interferir no amor conjugal dos pais para derivá-lo para si, mesmo sentindo a culpabilidade  pelo desejo de amor que ela cobiça. 
A menina que sofreu, sentindo-se injustiçada por ser privada do pênis precisa descobrir o poder de seus encantos específicos, da possibilidade de conquistá-lo na realização sexual e, finalmente de acender à maternidade. Se isto não bastar para preencher seu sentimento inicial de carência, permanecerá obsecada  pela primitiva inveja do pênis.  Esses desejos serão tanto mais fortemente recalcados quando organizados em torno da imagem paterna. Esse complexo repercutirá de diversas maneiras  sobre o destino sexual da mulher que por ele foi atingida. Profundamente  impressionada pela obsessão secreta de uma falta essensial e torturada pelo desejo de se apoderar do que o outro tem e ela não tem, a cleptômana sentir-se-á irresistivelmente  impelida a furtar para satisfazer essa necessidade imperiosa, que ela não mais compreende.

A ligação erótica  subjacente entre o furto e a realização sexual, por vezes, aflorará à consciência. Para algumas a compulsão, o ato de roubar  e sua seqüência  são conscientemente percebidos como erotizados. Aqui é o próprio ato de tirar algo de alguém  que produz a satisfação. Mas a cleptomania  pode se organizar também em torno de objetos que simbolizam, com maior ou menor evidência, aquilo que aparentemente lhe tiraram. Na base de tudo está o desejo de roubar aquilo que ela imagina que seu pai  recusou dar-lhe na infância.  Geralmente são objetos viris  como armas de fogo, bengalas, canivetes, ou objetos que o pai dava à sua mãe como lingerie, vestidos elegantes, bolsas e jóias valiosas que se acrescentavam ostensivamente a seu corpo. Muitas só conseguem se sentir satisfeitas furtando em lojas vigiadas por fiscais masculinos. Ela se sente triunfante em furtar os objetos diante dos vigias que ali estão para impedí-la. 
Uma pergunta que frequentemente se houve é por que furtar, quando se poderia, por exemplo, comprar? É que essa satisfação "legítima" não basta para a mulher obsecada por uma carência injustificada. Comprar  é dar dinheiro em troca, enquanto que a reivindicação implica tomar  aquilo que a frustrou e tirá-lo àquele que o açambarca de maneira abusiva. Só o furto, com seu duplo caráter de  "agressão"  e "transgressão", pode apaziguar sua insatisfação fundamental. Náo é, pois, supreendente constatar  que os cleptomaníacos tenham meios para comprar aquilo que furtam com riscos e perigos. Esses objetos, quase sempre, apresentam um valor aparentemente irrisório. Outro fator interessante a se observar é que as crises de cleptomania coincidem frequentemente com as regras menstruais que a cada mes trás à toma a prova intolerável da não -virilidade. Os bens pessoais da cleptômana, como móveis outros objetos, costumam estar intimante ligados  à esfera sexual, tanto que a excitação que acompanha suas manifestações pode ser considerada um substituto do prazer erótico que desencadeia em seu autor uma reação quase orgástica.
O termo cleptomania reserva-se  aos furtos compulsivos, cujas ressonâncias sexuais estão tão profundamente recalcadas que não se deixam transparecer. Nessas condições, a cleptomania seria uma afecção exclusivamente  feminina. Está é a opinião da maioria dos estudiosos. Entretanto, muitos casos de furtos obsessionais, com caráter compulsivo e forte componente erótico, foram observados em homens, mas são raros e o diagnóstico de cleptomania  é muito discutível.
Nicéas Romeo Zanchett 
http://asfabulasdeesopo.blogspot.com.br
 

IMPOTÊNCIA SEXUAL - A DISFUNÇÃO ORGÂNICA

                       IMPOTÊNCIA SEXUAL - A DISFUNÇÃO ORGÂNICA
Estudos da Andrologia (especialidade que trata das disfunções no mecanismo de ereção) indicam que quase 90% dos casos de impotência são devidos à causas físicas, como diabetes, problemas circulatórios, bloqueios neurológicos ou fibrose nos corpos cavernosos do pênis. Com o avanço da ciência, a impotência foi vencida. Portanto, se você  está com algum problema nesse sentido, não se preocupe e vá ao médico. Seu caso pode não ser psicológico e sim orgânico. Nunca tome remédios sem orientação que tudo pode se agravar e até causar efeitos colaterais graves. É preciso esclarecer que quase todos os machos têm períodos de impotência que simplesmente desaparecem com o tempo. 
Por questões puramente culturais, a maioria dos homens tem vergonha de falar a respeito, e o resultado disso é que a preocupação cria um círculo vicioso. É absurdo pensar que se trata de perda da masculinidade. 
A impotência, temporária ou não, pode levar a parceira a sentir-se regeitada ou até enganada.  A mulher tem imaginação muito fértil e logo irá pensar  que existe outra em sua vida. Portanto, a primeira coisa a fazer é conversar com ela sobre o seu problema. Frequentemente as ansiedades e tensões do dia-a-dia provocam a chamada "impotência temporária". Estresse no trabalho, medo de doenças, problemas financeiros, medo de uma gravidez indesejada da parceira, são causas muito comuns. Se você abrir seu coração as preocupações irão embora mais depressa. O estresse é um mecanismo natural de defesa do organismo que é automaticamente acionado quando algum problema está prejudicando a saúde. 

Entretanto, é preciso considerar que o problema pode ser de causa orgânica. Quando os homens ficam mais velhos a circulação do sangue na região pélvica é afetada e então o pênis deixa de ser tão firme. As pessoas que fumam ou bebem muito prejudicam o fígado e os pulmões, alterando os hormônios a tal ponto que a ereção se torna difícil ou até impossível.  O diabetes pode danificar pequenos vasos sangüíneos e nervos da pélvis. A depressão é a causa mais comum para a perda do apetite sexual. Na área médica temos ainda o reumatismo, a osteoporose, o câncer, a coluna, as doenças do coração, problemas renais, esclerose múltipla, anemia crônica, desordens de tireóide, hipertenção, dor de cabeça, derrame cerebral, asma, anginas e outras doenças que só o médico poderá diagnosticar corretamente. Portanto, jamais tome remédio por conta própria porque poderá estar agravando sua saúde. 
Algumas drogas também podem causar problemas, como os tranqüilizantes, os esteróides, alguns anti-hipertenssivos, diuréticos e remédios para angina.  Se seu médico lhe indicou alguma  dessas drogas e está lhe dando efeitos colaterais, procure-o que certamente ele irá trocar o medicamento por outro que não lhe afetará. 
Em resumo, a potência sexual depende literalmente de uma boa saúde. Tomar drogas apenas para provocar uma ereção é a atitude mais perigosa. Não fumar, não beber em excesso e uma boa alimentação garante o perfeito funcionamento do organismo e, consequentemente, uma vida sexual longa e satisfatória. 
Nicéas Romeo Zanchett
http:/amoresexo-volume1.blogspot.com.br

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

NA CAMA, SOB O COMANDO DAS MULHERES.


                                          NA CAMA, SOB O COMANDO DAS MULHERES
Sob pressão social e religiosa, a maioria das mulheres cresceu acreditando  que eram frias, que moça direita não pensava em prazer sexual, que só as ninfomaníacas e as prostitutas cogitavam de tomar iniciativas durante o ato. Até hoje, na verdade, fortes marcas dessa crença tomam grande parte do tempo nas consultas de psicólogos, analistas, psiquiatras, sexólogos e terapeutas em geral. Mesmo mulheres jovens e modernas costumam revelar, no consultório, que ainda se escandalizam com a própria sexualidade. 
Felizmente, hoje, os adultos não mais reforçam a velha ideia de que o papel das meninas é ser cortejada pelos meninos. Em consequência, as novas gerações  já vão se acostumando com a id eia de que também as meninas têm perfeitas condições de declarar o que sentem, de fazer a proposta de namoro. O passo seguinte se dá na cama, onde a mulher decide o que deseja de seu homem. Essa nova mentalidade vai se consolidando, contornando os obstáculos ainda existentes e firmando a nova mulher com posição mais ativa para o amor. 
Já vai longe o tempo em que todas as mulheres - ou quase todas - se limitavam a deitar, abrir as pernas e deixar toda a ação amorosa por conta dos homens. Elas, asustadas e ingênuas, pouco ou quase nada sabiam e simplesmente procuravam não atrapalhar o prazer do parceiro.
Hoje, a relação sexual pressupõe que a mulher também tome a iniciativa. Tanto na hora da conquista como no momento do ato sexual, um número cada vez maior de "belas e frágeis" se recusa ao antigo papel de passividade completa, automática. Embora ainda existam os machistas atrasados no tempo, a maioria dos homens não se queixa. Pelo contrário, até preferem essa divertida divisão de tarefas na hora do sexo. 
 Os que reclamam, na verdade, sentem alguma nostalgia dos tempos em que a mulher simplesmente pertencia e servia  ao homem. Por incrível que pareça, em certas regiões, mulheres e homens de mentalidade atrasada vivem assim, acomodados a uma rotina cujo prazer é apenas o gozo final que ele consegue o mais rápido possível. 
A revolução sexual das últimas décadas, especialmente nas cidades  e entre pessoas mais bem informadas, conseguiu sepultar os conceitos desumanos que prevaleciam na vida dos casais. Durante longo tempo não se supunha que a mulher pudesse ter alguma satisfação. Era exatamente o oposto: estava preestabelecido  que o jogo do sexo reservava alegrias e gozos só para o homem. A mulher, se quisesse atingir um orgasmo, tinha que recorrer a outros métodos como a masturbação ou com alguma amiga na mesma situação.

Algumas, mais ousadas, até conseguiam desafiar a sociedade nos braços de um amante secreto. 
Durante séculos e séculos, milhões de mulheres passaram a vida inteira sem conhecer a menor alegria nos seus contatos sexuais. Muitas passaram grávidas toda a vida sexualmente ativa. Eram verdadeiras escravas mantidas para o prazer dos homens e a procriação. Não sem razão, essas mulheres simplesmente odiavam qualquer ideia relacionada com o sexo. Para elas era uma atividade que, na prática, só significava mais bebês e mais trabalho. 
Ainda hoje, existem homens perplexos com a nova mulher que o tempo fez surgir. Imaginam que tudo é de sua responsabilidade, pois ele é quem tem o pênis e a ereção depende de sua vontade. Logo, não se pode ter uma relação sexual apenas quando e como a mulher deseja. Muitos até se sentem pressionados e impossibilitados de cumprir sua parte diante de uma mulher ativa. 
Tanto para o homem como para as mulher, a manifestação recíproca da sexualidade só faz aumentar a auto-estima e a autoconfiança.

O homem moderno, com mente aberta, sente-se feliz em perceber que sua mulher - ou noiva, ou namorada - demonstra a atração física que tem por ele. Por sua vez, a mulher sente-se livre e sem barreiras para manifestar sua sexualidade.
Para a mulher, muito provavelmente, a maior vantagem em assumir o controle do ato sexual está em poder criar o cenário mais satisfatório para ambos desfrutarem do prazer que o sexo pode proporcionar. Mesmo quando a mulher está feliz com sua vida amorosa, surgem ocasiões em que ela deseja um tipo específico de estímulo erótico - ainda que isso signifique  usar seu parceiro como objeto sexual.  
Ao contrário do que se poderia supor, os homens adoram servir como objeto dos prazeres de suas parceiras. Nessas situações em que a mulher assume o comando da ação, elas acabam escolhendo a posição que mais lhes agrada. Por cima, por baixo, de lado, pela frente ou por trás, cada mulher - assim como qualquer homem - tem a posição  que mais lhe dá prazer. Para o homem, que deseja sempre agradar sua parceira, essas ocasiões até permitem liberar, sem nenhuma diminuição em sua virilidade, fantasias passivas - um certo prazer oculto, nunca confessado, em desempenhar o papel passivo do ato sexual, sem receio de parecer efeminado ou homossexual.
Quando são levadas a abrir a alma, as mulheres, começam falando do prazer e excitação que sentem ao comandar a relação sexual. Sentem-se poderosas e com forte sensação de dominadoras, de poderem até estuprar os seus parceiros. 

Não se pode negar  que muitos homens ocultam a fantasia de serem possuídos, e também mulheres  que ocultam a fantasia de estuprar seus parceiros. Esses exemplares, naturalmente, contituem extemos, embora existam em proporções significativas. 
Para o prazer total, sem culpas nem barreiras, vale a regra geral da sensatez. Juntos devem abrir caminhos para descobrir o que mais dá prazer e o que mais desagrada a cada um. 
Nicéas Romeo Zanchett
http://amoresexo-volume1.blogspot.com.br