Minha lista de blogs

quinta-feira, 25 de julho de 2013

DIREITOS DAS MULHERES JAPONESAS E CHINESAS


DIREITOS DAS MULHERES JAPONESAS E CHINESAS 
Nicéas Romeo Zanchett 
                   Em 1868. era do "meji" ou da paz esclarecida, teve início no Japão a reforma legislativa que proclamou a igualdade de direitos dos dois sexos, mas ainda por vários anos se conservou a estrutura patriarcal da família.  Só a partir de 1944 tiveram as japonesas o direito de voto e, em 1947 foi-lhes permitida instrução  no mesmo nível dos rapazes. Já em 1954 uma mulher ensinava na Faculdade de Direito de Tóquio. 
                   Nos nossos dias, a mulher japonesa participa do progresso econômico do país, trabalhando em todas as profissões. Hoje elas circulam nas ruas vestidas em roupas ocidentais, inclusive  calças esporte. Mas, de vez em quando, ainda se vê passar na rua uma figura nobre nos trajes típicos do passado, a máscara do rosto pálida e imóvel, o sorriso delicado das damas antigas, quando o leque permite que se possa vislumbrá-lo. Em casa, em geral, todas as mulheres ainda vestem quimonos. No fundo elas gostam da tradição. 
                     Já na China o movimento de libertação feminino só desencadeou-se em 1931, quando a revolução nacionalista proclamou o "Código da Família" e conferiu às mulheres o direito de terem bens; estabeleceu idade para o casamento de livre escolha; aos 15 anos para as moças e 17 anos para os rapazes; assegurou a "penalidade" do divórcio e a proteção dos filhos. Como restante da soberania masculina ficou apenas o privilégio da cláusula das crianças nos casos de separação dos casais. Vetou-se aos maridos o direito de terem concubinas como o consentimento tácito das esposas. 
                       A revolução sexual do século XX atingiu o país chines, desmantelando a estrutura secular da família patriarcal, escravagista do sexo feminino. 
                       A participação da mulher na produção do país garante-lhes hoje, independência civil. 
Nicéas Romeo Zanchett 
http://mitologiaparacriancas.blogspot.com.br 

                   

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O SEXO E A GRAVIDEZ - Nicéas Romeo Zanchett




O SEXO E A GRAVIDEZ 
Nicéas Romeo Zanchett 
                 Durante o período de gravidez, a sexualidade e o relacionamento de um casal podem ser perturbados por diversos fatores físicos e psicológicos. Se o relacionamento não for de boa qualidade, a vida amorosa tende a ficar temporariamente prejudicada. 
                 Muitas pessoas imaginam que a mulher grávida não sente vontade de sexo. As atenções de parentes e amigos são todas dirigidas para a criança que vai nascer e isto pode afetar, emocionalmente e sexualmente, tanto a mãe como o seu parceiro. É importante salientar que durante a gravidez, a mãe transmite todos os sentimentos ao embrião que está crescendo em seu útero e, portanto, se ela estiver infeliz, a criança absorverá essa tristeza.  Quando existe o receio de um aborto nos primeiros meses de gravidez - principalmente quando isso já ocorreu antes - a mulher fica psicologicamente perturbada e sem disposição para o sexo.  Com essa preocupação, ela não consegue descontrair o suficiente para entregar-se ao amor. Por sua vez, o homem pode absorver essa preocupação e achar que o ato sexual representa um perigo para o andamento natural da gravidez. Quando isto acontece, o casal evita até uma simples carícia, temendo que isso provoque excitação sexual. 
                   A mulher grávida geralmente engorda muito e perde, temporariamente, parte de seus encantos. Daí surge uma espécie de medo de rejeição por parte do marido. Algumas, apesar de ficarem enormes, ainda conservam a beleza e o charme originais. Os peitos crescem, ficam volumosos e os mamilos escurecem e isto é uma forma de erotismo que atrai muitos homens. Está comprovado que a maioria dos homens acha suas parceiras ainda mais atraentes quando estão grávidas, principalmente quando eles participam e acompanham ativamente o desenvolvimento do feto. 
                    Durante a gravidez o desejo sexual da mulher varia tanto quanto seu humor. Isto precisa ser compreendido e respeitado pelo parceiro. 
                    Na primeira gravidez, em geral, as mulheres sentem-se menos interessadas em fazer sexo nos primeiros três meses.  É uma faze de ajustamentos psicológicos com certa ansiedade sobre o nascimento do primeiro filho. Nesse período acontecem os conhecidos enjoos, cansaços e insônias que a deixam sem disposição para a prática sexual. Entretanto, quem já teve filhos consegue passar por esta faze com naturalidade e raramente sente indisposições ou falta de desejo.  Muitas vezes os afazeres domésticos e/ou o trabalho externo a deixam muito cansada e, portanto, sem vontade de fazer amor. É importante que o parceiro colabore para que ela não fique sobrecarregada de afazeres. 
                     Em gral, no segundo semestre da gravidez o impulso sexual da mulher aumenta. Algumas chegam a ter maior interesse por sexo do que antes da gravidez. Por outro lado, existem mulheres que no final da gravidez sentem fortes dores nas costas e tem muita azia que, naturalmente, afastam qualquer desejo. 
                       Tanto para a futura mamãe como para o futuro papai, é importante que haja envolvimento conjunto desde o início da gravidez. O homem deve participar das diversas etapas e acompanhar as transformações do corpo de sua parceira, levando com ela uma vida normal, tal como faziam antes, inclusive tendo relações sexuais até quando isso for confortável para ambos. 
                        Na maioria dos casos não existe restrição alguma em manter relações sexuais, mas é sempre conveniente conversar com o médico para receber orientações adequadas. Cada caso tem suas próprias características que justificam a importância dessas orientações. 
                       Os períodos que compreendem os primeiros três meses e os três últimos devem receber mais atenção. Observar se existe algum sangramento e sempre comunicar ao médico. Nos últimos meses é preciso mais cuidados, pois podem ocorrer sangramentos ocasionais pela pressão do pênis sobre o bebê que estará com a cabeça na altura da pélvis e voltada para a saída. 
                       Algumas vezes, apos o nascimento  do bebê, a vagina perde seu tônus muscular. Isso é facilmente resolvido com orientação médica e com exercícios que consiste em tencionar a bacia e os músculos da região. 
                      O retorno à atividade sexual costumeira deve ser gradativo e suave. O homem precisa ter sensibilidade para perceber o quanto é possível avançar. 
                       Se a mulher foi submetida a uma episiotomia (incisão na região do períneo, entre o ânus e a vagina), sofreu algum rasgão ou se sente muito dolorida, podem optar por fazer amor sem penetração, pelo menos nas primeiras vezes. Também é aconselhável o uso de géis lubrificantes. A escolha da posição mais adequada, também pode ajudar, principalmente aquelas em que possibilitam menor penetração. 
                       O corpo humano tem enorme capacidade de recuperação e logo tudo volta ao normal, permitindo que o casal retome suas relações como antes. 
Nicéas Romeo Zanchett 
  

RESERVE TEMPO PARA O AMOR - Nicéas Romeo Zanchett


RESERVE TEMPO PARA O AMOR 
Nicéas Romeo Zanchett 
                  Vivemos dias de muita agitação, medo e angustias. Fica difícil estabelecer um equilíbrio entre o que damos e o que recebemos. O tempo passa e não aproveitamos. Se casamos, temos filhos, tédio e a pergunta inevitável: será que é isso mesmo que deveríamos ter feito? Nessas ocasiões sonhamos com outra vida e até com outro parceiro. Se não casamos, vivemos insatisfeitos com a nossa solidão. Imaginamos que o casamento poderia resolver tudo, mas o medo sempre está presente e fazendo perguntas que não sabemos responder. 
                   A verdade é que não sabemos aproveitar o que a inúmeras possibilidades de viver nos oferecem. Temos medo de nos entregar, do ridículo, da rejeição, do arrependimento e assim ficamos sofrendo por antecipação. 
                    Amar pode ser muito simples e ao mesmo tempo muito complicado. 
                    Se construímos uma vida cheia de obrigações, acaberemos tendo um comportamento amoroso ao nível do necessário e do dever, e isto é péssimo. 
                     Precisamos perder o medo de ter prazer. O prazer da vida a dois é um direito que temos de redescobrir a tempo.
                     A vida sexual se ressente muito com os deveres do dia-a-dia. Sem sentir, caminhamos para a mediocridade e o tédio. Aos poucos desaprendemos a qualidade de ter vontades; de fazer coisas que gostamos pelo simples prazer, e não pelo que elas representam a longo prazo. 
                     Ser feliz é, antes de tudo, saber amar para ser amado. Deixar de se preocupar com o medo de ser ridículo, infantil e fazer tudo o que dá prazer e que, muitas vezes, ficou esquecido no tempo. Vamos juntos sentir o sol, a natureza, o perfume das flores e o som do mar. 
                     O relacionamento amoroso é uma permanente descoberta. Mas para que as melhores descobertas aconteçam precisamos perder o medo de julgamentos e até do que pensa o próprio parceiro. É esse receio que nos faz permanecer parados, imobilizados na rotina. A rotina de anos iguais nos faz esquecer as nossas vontades. Chega um momento em que é preciso mudar para voltar a viver. Nunca devemos nos convencer de que nossos desejos secretos são criancices que devemos manter apenas na fantasia. 
                      Muitas vezes é preciso um choque radical para redescobrirmos as paixões adormecidas. Parar a rotina e reencontrar a vontade de descobrir novos caminhos. Aquela capacidade que todos perdemos na medida em que nos tornamos adultos e somos engolidos pelas responsabilidades. O novo sempre exige ousadia.  É preciso ser explorador do mundo e da vida, em casa ou fora dela. No amor, no trabalho e até no relacionamento com os outros existem  possibilidades de viver que nunca se esgotam. Cada um deve descobrir o que é melhor para si e, porque não, para seu parceiro ou parceira. Não existem bulas padronizadas, e só você poderá descobrir novas maneiras de viver o amor que é só seu.  
Nicéas Romeo Zanchett 
http://gotasdeliteraturabrasileira.blogspot.com.br

domingo, 7 de julho de 2013

CIRURGIA PLÁSTICA- A BELEZA IDEALIZADA


CIRURGIA PLÁSTICA 
A BELEZA IDEALIZADA 
                        Os ideias de beleza tem variado em verdadeiros movimento cíclicos. Períodos diferentes tem adotado  conceitos de beleza de outros períodos, com formas e ideias em cada tipo de cultura. Isso é facilmente  reconhecível na beleza da mulher de Creta, que tem a cintura bem fina e cabelo crespo; na dignidade austera e beleza artificial da egípcia antiga e na delicadeza e sutileza das orientais 
                     A cultura greco-romana deu ênfase à beleza clássica, com proporções perfeitas e simplicidade natural. 
                     Na Idade Média, o doce e suave gênero da Madona tornou-se parte integral do expressionismo religioso. É nesse contexto que artistas, a serviço de religiões, criaram belíssimas obras tendo a beleza da mulher  como musa inspiradora. 
Catherine Deneuve
                     A França contribui não só com o tipo elaborado e ao mesmo tempo superficial da cortesã do século XVII, mas fez com que a mulher francesa fosse sinônimo de beleza copiado em várias partes do mundo.
                     A verdade é que desde a pré-história o homem aprendeu modificar sua imagem a seu gosto. A documentação a esse respeito é vasta, tanto escrita quanto nas descobertas arqueológicas que datam de 7.000 a.C. Para adornar orelhas, lábios e narizes, os povos primitivos perfuravam e sacrificavam o próprio corpo. 
                   Essa compulsão humana de tentar melhorar a natureza tem tido modulações com a história do homem, passando por pressões autoritárias, guerras, revoluções, pressões religiosas e fanáticas, além de graves períodos de austeridade. Desabrochou nas época das monarquias e impérios, em tempos de paz e prosperidade, nas sociedades sofisticadas e onde existiam as classes mais privilegiadas. Os fenômenos de estética, com suas várias correntes, são dramaticamente ilustradas pelos anos que antecedem e pelos que seguem a Revolução Francesa. 
                   Durante o período de Luiz XVI, a extravagância era uma constante, e os cuidados com a beleza física eram considerados uma arte. O ódio à aristocracia, durante e depois da Revolução, era tão grande que as perucas, os perfumes e tudo que fosse sensual eram enormemente desprezados. 
                       O apogeu do culto à beleza se deu no final do século XX, quando foi ajudada pela democracia, através liberdade individual de expressão, influenciada enormemente pelos efeitos da propaganda, pelas facilidade de novos produtos, pelos simbolismos do "status", e pela economia sadia.  Em algumas sociedades, com forte conceito de moral, foram feitas publicações contra o excesso de atenção dado à estética. Paralelamente, nas sociedades mais liberais e algumas até mundanas, vários apelos tem sido feitos no sentido de que as pessoas precisam dar mais atenção a seu aspecto físico. 
                        O ser humano é constituído pela relação entre a sua personalidade (imagem interior) e a aparência física (imagem exterior). A unidade dessas imagens ajuda o homem na busca da felicidade. Por isso mesmo, a preocupação com a beleza nasceu com o próprio homem.  Ele aperfeiçoou  suas técnicas, de acordo com ideais estéticos que variam com o tempo. 
                         A cirurgia plástica que, como vimos, já era praticada a mais de 6.000 anos vem constantemente sendo aperfeiçoada. Ela tornou-se um dos setores cirúrgicos mais desenvolvido, pois, em suas modalidades - a reparadora e a embelezadora - consegue preservar, corrigir ou ajudar a natureza, tornando o ser humano mais belo e confiante em si próprio. 
                         Devido ao grande progresso científico, a cirurgia plástica tornou-se uma indústria altamente lucrativa. Como consequência, surgiram milhares de médicos dedicados e responsáveis, mas também os milagreiros  (geralmente despreparados), cujo objetivo é apenas o lucro fácil. A própria  indústria de cosméticos e acessórios facilitou o acesso de charlatões aos diversos produtos que deveriam ser  utilizado apenas por especialistas.  Diariamente, em todo o mundo, as páginas policiais estampam notícias sobre graves problemas e até mortes em virtude do mau uso de técnicas e produtos que hoje são facilmente encontrados.
Priscilla Presley 
                       A história da beleza e sua filosofia no mundo continua, e a operação plastica é apenas um pequeno fragmento do complexo mosaico das práticas de beleza que tem moldado nossos hábitos e costumes. Essa filosofia, por definição, tem como base a qualidade de dar prazer aos sentidos e à mente. Suas raízes, necessariamente, voltam aos princípios da civilização, emaranhados na grande dimensão da experiência humana que é associada com os prazeres sensoriais e intelectuais. O significado e a extensão dessa experiência  desafiam uma análise específica, e, sem dúvida, marcam um profundo padrão instrutivo de necessidade e reações que se refletem na plástica facial e nas ilimitadas ramificações da estética em geral. 
Nicéas Romeo Zanchett 

LEIA TAMBÉM >>> A SEDUÇÃO DA LINGERIES


quinta-feira, 4 de julho de 2013

MULHER OBJETO X HOMEM OBJETO


MULHER OBJETO x HOMEM OBJETO 
                      Durante muitos séculos a mulher foi educada para o amor e para cumprir sua função biológica e perpetuar uma tendência social de cada época. O maior sonho dos pais sempre foi que a filha arranjasse um bom homem para casar. É claro que isto ainda persiste em nossos dias, mas é de maneira diferente, onde a mulher tem novas funções de domínio sobre o homem. 
                      Com a educação voltada para o amor, cada mulher, ao longo do tempo, aprendeu a manejar seu homem de acordo com seus interesses. O amor se transformou num sistema de controle, condicionando o parceiro numa espécie de objeto teleguiado para trazer do mundo tudo o que ela precisava. Toda a mulher, quando quer, é uma especialista convencer seu homem a fazer sua vontade. É por isso que se diz que o homem é quem dá a ultima palavra: que é sempre sim!
                      Todo o homem quer se mostrar dominador, mostrando sua superioridade, criando imposições intencionais de acordo: ""Não gosto que você ande sozinha; quero que seja mais carinhosa comigo; não estou aqui apenas para pagar suas contas; não admito que você use saia curta e decote provocativo, além de muitos outros artifícios. Diante dessas atitudes, muitas mulheres até se sentem valorizadas, imaginando ser apenas ciúme do companheiro, mas também pode trazer consequências dolorosas, que muitas vezes acabam com o amor.  A mulher é inteligente e sabe usar as mais diferentes táticas, até a submissão. O controle, então, passa a substituir o amor, o sentimento ou qualquer outra coisa agradável. 
                      Uma perfeita dona de casa e uma amante maravilhosa é o sonho da maioria dos homens quando resolvem casar. Cada homem tem sua própria razão para casar ou simplesmente ir viver com uma mulher, mas geralmente a decisão é  motivada pelo amor. 
                      O homem sempre foi considerado o sexo forte; lidava com coisas ligadas à produção industrial, escritórios, terras, etc. Já, para a mulher ficava a responsabilidade com os filhos, a casa , e muitas vezes a vida social do casal. 
O homem ou o casamento podiam, e ainda pode, proporcionar proteção "status" e dinheiro. Nessas circunstâncias a relação amorosa tende a se transformar num truque bio-social de subsistência. 
                       É preciso ter consciência de que o amor é mutável pela própria natureza ancestral. O namoro é a fase colorida do encantamento, de se deixar impressionar pelo outro, compartilhando qualidades e defeitos, numa verdadeira troca interpessoal. Depois, a própria estrutura social leva as pessoas a afirmarem coisas, confirmar e estabelecer tudo, como se fosse um contrato.  O melhor do amor é aprender como sustentá-lo quando ele se manifesta. No momento em que se começa a criar normas para eternizá-lo ele se evapora e se transforma numa prisão sem grades. Mesmo em nome do amor, ninguém tem o direito de renunciar a si próprio, pois, agindo assim, estará se fazendo objeto do outro. 
                        O ideal é quando, homens e mulheres, aprendem uma nova espécie de amor: o amor do momento. Isso é possível quando simplesmente se vive a hora de estarem juntos, o amor do momento, sem regulamentação exagerada, sem exigências constantes e sem aquela procura desesperada de estabilidade. Manter a individualidade significa preencher as próprias necessidades, às vezes sem a presença do outro. A mulher moderna não deve concentrar todo seu potencial humano no amor, vendo-o como a principal coisa de sua vida. Quando isso acontece, ela acaba descuidando do seu próprio desenvolvimento, passando a agir com muita irresponsabilidade. É muito fácil simplesmente dizer: eu sou assim porque meu marido quer; não respondo por mim, mas por ele que determina o que é melhor; eu não decido nada sem antes falar com meu marido. Atitudes como essas podem ser definidas como renúncia ao próprio "eu";  falta de vontade própria; significa jogar tudo nas costas do outro, até mesmo a própria capacidade de expandir-se socialmente. 
                         Ainda hoje, toda a educação de uma mulher se faz no sentido de que ela seja uma boa mãe, boa esposa, um complemento da vida do homem, um instrumentos para facilitar seus objetivos. Mas não se pode dizer que por isso ela foi transformada em mulher objeto. Isto só acontece quando ela mesma quer e se faz objeto.  A mulher que passa seus dias só pensando no amor acaba cristalizando esse sentimento também no casamento. Nessas condições, ela se deixa  influenciar facilmente, esquecendo de si mesma para ser o que o outro deseja.
                        O verdadeiro amor deve servir para que cada um cresça, permitindo um desenvolvimento a dois. Do contrário ele não existe de verdade. Ninguém pode ficar parado aceitando sempre as imposições do outro, ou do próprio amor. Desenvolvimento implica em permanentes mudanças.  Já dizia Aristóteles: "O tempo é o número do desenvolvimento". Isso quer dizer que se o tempo passou e não houve mudança, não houve tempo. 
                         Tanto no amor como na vida, quando há mudanças existe a sensação de estar vivo e é esta sensação que permite sentir o outro ou a própria relação.  Se alguém quer amar de verdade, deve estar preparado para enfrentar mudanças e surpresas para que o amor se renove sempre. 
                        Não é verdade que só as horas amorosas são as mais felizes. Existem momentos em que, mesmo a pessoa mais apaixonada, deseja respirar sozinha e isto serve tanto para o homem como para a mulher. O amor é feito de episódios facultativos e, por isso mesmo, surpreendentes. Mesmo num estado genérico de namoro, exitem horas frias e indiferentes, onde o maior prazer pode ser o de estar sozinho. 
                        O maior amor do mundo está sujeito ao momento. Somos pessoas humanas e, portanto, passíveis de mudanças comportamentais. Quando acordamos de mau humor, o melhor é conter as expressões verbais para que não venhamos magoar a pessoa amada. O tempo é o melhor remédio, até para o amor. O mais importante é aprender o equilíbrio que pode existir entre dois seres que vivem juntos. Cada um percebe as limitações do outro e no exato momento do amor, voltam a ser inteiros, são dois em um. 
Nicéas Romeo Zanchett 


quarta-feira, 26 de junho de 2013

MITOS, TABUS E SUPERSTIÇÕES SEXUAIS

Escultura: Romeo Zanchett
                      MITOS, TABUS E SUPERSTIÇÕES SEXUAIS
                      Mesmo com todo o avanço da ciência, da medicina moderna e do desenvolvimento cultural disseminado através dos mais diversos meios de comunicação, muitos mitos tabus e superstições persistem. E não raras vezes eles produzem resultados extremamente prejudiciais aos seres humanos.
                      Os tabus (palavra de origem polinésia) são objetos, coisas, maneiras de falar, atos julgados perigosos em si mesmos que precisam ser evitados para que a pessoas não sejam castigadas ou prejudicadas. Trata-se de uma proibição que não são impostas por leis ou sanções religiões,  mas que são passadas de pais para filhos e se incorporam à vida das pessoas.
                      Mesmo nas sociedades mais avançadas, os tabus exercem  poderosas funções sociais. São uma espécie de freios para práticas socialmente não desejadas, paradigmas de comportamento.
                      Há uma ignorância generalizada em assuntos que há muito tempo já foram esclarecidos pelos cientistas. A própria Sexologia, em muitos lugares, sofre proibição, ou tabu cultural. Ainda hoje, em muitas escolas brasileiras a educação sexual é tratada como um tabu e os professores de biologia são impedidos até de falar sobre a reprodução humana. Isso é lamentável porque as crianças são obrigadas a buscar o aprendizado na rua com colegas ou desconhecidos que também não sabem informar com seriedade. Alguns vão à procura de publicações que nem sempre são orientadoras. Geralmente nestas publicações o sexo é tratado de forma burlesca e popular com o único  objetivo de obter  lucro.
                      É necessário e urgente ministrar instrução sexual direta em nossas escolas, inclusive educação matrimonial para alunos que já atingiram a adolescência.
                      Quando ouvimos alguns jovens falando sobre sexo é possível ver claramente sua ignorância sobre o tema. Os rapazes, principalmente, se acham verdadeiros doutores na arte sexual, mas suas informações, na realidade, são muito limitadas. 
                       No Brasil e em muitos outros países há profundos estudos sobre a transformação dos costumes. Trata-se de um processo sociológico de longa data que hoje, pela facilidade dos meios de comunicação, torna-se cada vez mais veloz.
                       A televisão e o cinema moderno, com suas chanchadas pornográficas ou semi-pornográficas, vem alterando radicalmente o comportamento sexual das novas gerações. No entanto, educação sexual de qualidade ainda é coisa rara. Os tabus continuam impedindo que esta se faça presente nos currículos escolares.
                      Ao que parece , os tabus sexuais da nossa civilização ocidental remontam aos tempos de "Adão e Eva. Sabe-se que Adão comeu o fruto de certa árvore proibida, mas não se explica o porque da proibição e o aprendiz tem de deduzir por sua própria imaginação e conceito. A metáfora da árvore proibida, de que fala a Bíblia, é apenas o símbolo de um tabu.
                      A força que tem os tabus foi  profundamente analisada pelo cientista Frazer, nos costumes de diversas sociedades ao redor do mundo. Verificou ele que no Congo, quando o chefe dos sacerdotes ia viajar para distribuir justiça  (o sacerdote era também o juiz), todas as pessoas casadas deviam se abster de relações sexuais, pois caso contrário o sacerdote sofreria algum desastre... Este, é um perfeito exemplo de como a religiosidade sempre interferiu na vida sexual das pessoas criando tabus absurdos.
                      Na Birmânia, a mulher que preparava levedura para a cerveja deveria manter-se casta, porque caso contrário, a cerveja seria muito amarga. Também os caçadores e pescadores deveriam se abster de relações sexuais antes de empreender suas expedições. Em Roma a proibição dos casamentos entre pessoas aparentadas foi decorrente do tabu de que o incesto provocava carestias, deformações e doenças...
                      Hoje sabemos que os tabus sexuais originaram-se paralelamente aos tabus e ritos místicos. Por isso, em muitas sociedades (as anti-sexuais), sexo passou a ser sinônimo de pecado, pouca vergonha, imundice; Houve tempo, no Ocidente, em que as meninas e os meninos eram educados para verem com horror os seus próprios órgãos sexuais. As classes esclarecidas, mesmo hoje em dia, desconhecem isso e, como consequência,  a educação continua falha, incompleta, ou inexistente.  
                      A nossa sociedade continua criando mitos e tabus que dificultam e até prejudicam o relacionamento afetivo e sexual entre as pessoas. Essas inverdades conseguem criar enorme sofrimento, principalmente entre os jovens. 
                      Veja abaixo os absurdos criados pela crendice popular.
                      1 - Que sexualmente o homem é sempre ativo e a mulher é passiva. 
                      2 - Que a masturbação pode deformar os genitais e prejudicar a saúde; que é uma prática masculina e poucas são as mulheres se masturbam, e estas sempre se sentem culpadas; que quem se masturba perde a energia de que precisará no seu futuro. 
                      3 - Que depois de casado o homem deixa de se masturbar.
                      4  - Que o homem que faz sexo oral na mulher tem tendências homossexuais. 
                      5 - Que o homem é o responsável  pelo orgasmo da mulher.
                      6 - Que quanto maior a frequência sexual, maior será o desgaste físico e psicológico; imaginam que os que não praticam sexo são os que tem mais saúde. Alguns chegam a pensar que as práticas sexuais excessivas ou fora do comum podem causar  colapsos mentais. 
                      7 - Que todos as pessoas ou são totalmente heterossexuais ou totalmente homossexuais. 
                      8 - Que os homossexuais são diferentes  e não será possível sua integração na sociedade. 
                      9 - Que quando um homem sente prazer com carícias em seus mamilos ou em suas nádegas é porque reprimiu seu desejo homossexual. 
                    10  - Que o homem deve sempre estar disposto à prática sexual; que uma ereção indica a necessidade de relações sexuais imediatas; que todo o contato físico deve necessariamente terminar numa relação sexual. 
                    11 - Que o tamanho do pênis é que determina o maior ou menor prazer da mulher. 
                    12  - Que as emissões de sêmen durante o sono são sintomas de distúrbios sexuais.
                    13 - Que uma atuação desportiva é prejudicada pela relação sexual ocorrida na noite anterior. 
                    14  - Que um verdadeiro macho não falha nunca; que só a mulher deve sentar-se para usar o vaso na hora de urinar.
                    15- Que o homem nunca deve expressar seus sentimentos. 
                    16 - Que pessoas de raça negra tem maior impulso sexual que os de raças brancas.
                    17 - Que o álcool é um estimulante sexual. Esta questão é bem mais complexa, porque depende da quantidade e do estado de saúde do indivíduo. O álcool, consumido até certa quantidade é um desinibidor e por isso se criou esse tabu. 
                    18 - Que a vasectomia diminui ou acaba completamente com o impulso sexual.
                    19  - Que a mulher só deve transar por amor. 
                    20 - Que só as mulheres jovens se masturbam, e que, agindo assim, não conseguirão gozar numa relação sexual com um parceiro.
                    21 - Que o orgasmo da mulher deve sempre ser simultâneo ao do homem que a está penetrando. 
                    22 - Que cabe à mulher o dever de entregar-se ao homem para satisfazer seu desejo sempre que ele quiser; que ela nunca deve ter a iniciativa para o ato sexual.
                    23 - Que a mulher não deve falar das suas preferências sexuais para não magoar seu parceiro.
                    24 - Que a única forma da mulher chegar ao orgasmo deve ser através da penetração masculina, porque essa é a forma correta.
                    25 - Que a mulher não deve ter relações sexuais durante a menstruação; que a relação sexual durante este período traz riscos de infecção para ela.
                   26 -  Que a mulher deve dar por finalizado o ato sexual tão logo o homem tenha ejaculado.
                    27 - Que a menopausa assinala o fim da vida sexual da mulher. 
                    28 - Que a mulher não deve participar de nenhuma atividade sexual em que a vagina não seja diretamente estimulada.
                    29 - Que o hímen  é a prova da virgindade; que a virgindade é como se fosse um tesouro da mulher.
                    30 - Que as mulheres não sentem desejo sexual durante a gestação. 
                    31 - Que a mulher tem menos necessidade de sexo do que o homem. Que nela o gozo é mais espiritual do que corporal. 
                    32 - Que existem mulheres frígidas e que estas jamais conseguirão chegar ao orgasmo. 
                    Como podemos observar, as mulheres são as maiores vitimas dos tabus, superstições e preconceitos. Somente com uma educação sexual séria poderemos orientar não apenas aos jovens, mas a todas as pessoas. Muitos não foram educados ou foram de forma errada. 
Nicéas Romeo Zanchett 
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br

                          

sábado, 25 de maio de 2013

O LADO FEMININO DO HOMEM por Nicéas Romeo Zanchett

O LADO FEMININO DO HOMEM 
Por 
Nicéas Romeo Zanchett 

                     Em seu "Banquete", há 25 séculos, Platão já dizia que em tempos que a memória pouco podia alcançar houve uma espécie humana estranha, denominada andrógina, nem homem nem mulher. Eles, ou elas, existem e estão por aí. 
                     Entre os romanos, o andrógino era considerado o ser perfeito. 
                     O mito grego, com profundas raízes na verdadeira natureza humana, o andrógino participa de ambos os sexos. Freud já tinha vislumbrado essa verdade ao declarar: "Todo o ato sexual é um acontecimento que envolve quatro pessoas". Esse tema foi aprofundado por Jung e confirmado pela biologia; graças à química moderna e à teoria dos hormônios, hoje sabemos ser impossível falar em sexo (masculino ou feminino) puro. 
                     Há no amor sexual uma contradição que desafia a lógica. A sexualidade é separação e união, antagonismo e atração. Como sugere Freud em sua última definição do ato sexual: "Uma agressão que busca a união mais íntima". O sexo é apenas uma das formas do dualismo universal. O andrógino é, ao mesmo tempo, o símbolo da indistinção primordial e divina e de toda experiência que leva o homem a reintegrá-la. Esta é a doutrina do mito iniciático que figura na maior parte das grandes tradições sagradas do Ocidente  e do Oriente; nelas encontramos algumas variantes, mas sobretudo, com elementos constantes. 
                     O andrógino é o símbolo da identidade suprema na maioria dos sitemas religiosos. Representa o nível do ser "não metafísico", a fonte da manifestação, que corresponde ao zero - a soma dos dois aspectos da Unidade +1 - 1 = 0. O zero, como ponto de início da numeração, simboliza a androginia, a divisibilidade e a multiplicidade. Assim, os espíritos libertos das leis dos mortais, com facilidade assumem o sexo e a forma que lhe aprouver. Na sua tragetória para a transcendência total, os místicos atravessam experiências alucinógenas de amor e matrimônio, nas quais se tornam cônjuges apaixonados do seu deus.
                     - "Como dizes que Deus possui os dois sexos, ó Trismegisto?" - "Sim, Asclépio, e não apenas Deus, como todos os seres animais e vegetais". No princípio havia um ser (ou vários) que possuía os dois sexos. Ele se dividiu ou se deixou dividir  em duas metades: uma masculina, a outra feminina. Mas com a separação, com o corte, dirá Platão, surge o desejo de reconstituir a indistinção. O tema que é antigo (ver em "Banquete" de Platão) foi inteiramente revolucionado por Jung em sua "Psicologia do Inconsciente". A contradição interna do mecanismo sexual e o aspecto profundo das coisas, se revela sob a forma de uma síntese dos contrários. Nesse aspecto, os canais eróticos deixam transparecer o esquema biológico. A transferência da célula doadora, masculina, para a receptora, feminina, se dá pela violação sofrida pela segunda. Todos esses aspectos se refletem fielmente no comportamento normal do homem, com suas tendências poligâmicas, possessivas, conquistadoras e dominadoras e da mulher, na sua condição de monogâmica e fiel, mas também muitas vezes possessiva. Todas as aberrações humanas, encontram seu modelo na evolução extraordinária do seu amor animal. É uma espécie de condicionamento biológico da imaginação, onde inexiste solução de continuidade entre o comportamento animal e o comportamento humano; assim, podemos dizer que o homem, na sua essência, é um animal sexual.
                   Anima, que significa "alma" em latim, é o termo que o psicólogo Carl Gustav Jung escolheu para designar o componente feminino que existe na psique masculina. para ele, toda a aventura espelha, simbolicamente, o encontro necessário  que todo o homem deve ter com a sua própria "anima", a sua alma, para poder trilhar com êxito o caminho da "individualização" - o encontro consigo mesmo, com seu "Self". 
                    Hoje, mais do que nunca, vivemos a necessidade urgente de redefinições importantes, como aquelas que dizem respeito ao sentido real do masculino e do feminino e as das identidades de homem e de mulher no mundo contemporâneo. Precisamos descobrir quais são as novas imagens do homem e da mulher no atual momento histórico. O que é ser homem ou mulher e seus reais papéis no contexto constantemente mutável da nossa sociedade multicultural? É impossível encontrar a si mesmo ou descobrir qual é sua função no mundo enquanto  não definir, pelo menos em grau razoável, os traços reais dessa identidade. Todo esse processo de autodescoberta passa, necessariamente, pela conscientização e pelo aprendizado das nossas dualidade internas.  Carl Jung dizia: " o homem é masculino por fora e feminino por dentro; a mulher é feminina por fora e masculina por dentro". Em outras palavras, a anima, o componente feminino que existe na psique do homem; e a animus, o componente masculino  que existe na psique da mulher. Ele sabia muito bem que esse "tipo" que expressa a anima é um complexo de opostos. 
                     Há um "tipo" definido de mulher que sempre reaparece e Jung tomou a si a tarefa de descrever alguns de seus traços básicos, servindo-se para tanto de suas próprias vivências da anima, daquelas de seus pacientes e dos registros da literatura, da pintura, da mitologia e do folclore   Segundo sua teoria, a anima é o componente feminino instalado  no interior da psique masculina e a ela corresponde  uma imagem que a expressa. Essa imagem de mulher que os homens carregam é supra-individual, ou seja, possui características comuns em homens distintos, mesmo de épocas ou culturas diversas. 
                     A anima é bipolar e portanto pode aparecer como positiva num momento e negativa no outro; ora jovem, ora velha; ora mãe, ora donzela; ora uma fada boa, ora uma bruxa; ora santa, ora prostituta. Além dessa ambivalência, a anima também tem conexões "ocultas" com "mistérios"; com o mundo da escuridão em geral, e por essa razão costuma ter uma aura religiosa. Via de regra ela é mais ou menos imortal, por estar fora do tempo; sempre que emerge com algum grau de clareza, se relaciona de modo peculiar ao tempo. 
                     A sabedoria hindu nos ensina: "A união dos sexos é a única realidade; a existência separada deles é uma ilusão". É a descoberta dos hormônios que justifica esta interpretação do amor sexual. Cada vez mais se impõe à nossa atenção o fato de  existir uma tendência complementar, comum talvez à matéria animada e inanimada, a fundir, reagrupar, retrogradar e reintegrar seu estado original, voltar à unidade; a atração dos sexos poderia ser apenas uma das modalidades, a oportunidade oferecida ao casal para compensar a divisão dos sexos, para remediar a dualidade do amor.  

                             "Coração desgastado, num tempo desgastado,
                                   Liberta-te das redes do bem e do mal: 
                            Sorri outra vez, coração, no cinzento crepúsculo
                         Suspira, coração, de novo com o orvalho da manhã! "
                                                                .
                               (Transcrito de Poemas Escolhidos, Londres, 1950)
Nicéas Romeo Zanchett
LEIA TMBÉM >>> POESIAS SELECIONADAS