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domingo, 9 de março de 2014

> BEIJOS E MORDIDELAS - Por Nicéas Romeo Zanchett


Esculturas de  Romeo Zanchett 

BEIJOS E MORDIDELAS 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                  O Kama Sutra lista trinta tipos de beijos e mordidinhas eróticas. 

BEIJO DE LADO
É quando as cabeças das duas pessoas se inclinam de lado. É uma das formas mais comuns de se beijar. Com as cabeças inclinadas há maior facilidade de contato dos lábios e melhor penetração de língua. 

BEIJO INCLINADO 
É quando um dos parceiros coloca a cabeça para trás e a outra pessoa a beija segurando-a pelo queixo. É um beijo que transmite doçura e afeto. Muito utilizado nas preliminares. 

BEIJO DIRETO 
Quando os lábios dos dois se unem diretamente e se chupam. É um tipo de beijo que, além de serem chupados, os lábios são mordiscados e acariciados levemente com a língua e podem fazer parte das preliminares com grande sucesso. É um beijo que pode ser demorado e excitar os amantes até mais que os beijos de língua. 

BEIJO DE PRESSÃO
Os lábios são pressionados fortemente com a boca fechada. É muito usado para iniciar uma relação. 

BEIJO SUPERIOR

É quando um dos parceiros pega o lábio superior
do outro com seus dentes e este lhe devolve o carinho beijando-lhe o lábio. Segundo o Kama Sutra, uma das pessoas deve tomar a iniciativa e a outra limitar-se a corresponder às carícias. Mas é preciso considerar que ele foi escrito exclusivamente para os homens e numa época que se exigia a passividade das parceiras. Em nossos dias os casais tem mais liberdade e podem deixar a imaginação guiar seus passos, não se limitando apenas a responder à iniciativa do outro. 

BEIJO BROCHE
Quando um dos parceiros se prende aos lábios do amante. Se o beijo tocar os dentes, a gengiva ou o céu da boca com a língua, então chama-se "luta de língua". 

BEIJO PALPITANTE 
Quando um dos parceiros deposita muitos beijinhos por toda a boca da parceira.

BEIJO CONTATO 
Quando se toca ligeiramente com a língua a boca do outro e faz apenas contato com os lábios.
BEIJO PARA ACENDER A CHAMA 
É o beijo na junção dos lábios e, segundo o Kama Sutra, deve ser dado no meio da noite para incendiar a paixão entre os amantes. Mas esta modalidade pode ser utilizada a qualquer hora; entretanto, para maior prazer é melhor que seja em local privado. 

BEIJO PARA DISTRAIR 
É o beijo ideal para todos os momentos. Não se trata de um beijo na boca e sim apenas demonstrar carinho e chamar a atenção do parceiro. Segundo o Kama Sutra, pode ser dado na testa, nos olhos, nas bochechas, na nuca, no peito, nos seios, no pescoço, nas mãos, etc. 

BEIJO NORMAL 
Quando o parceiro, depois de beijá-la, toca sua boca com os dedos. 

BEIJO COM OS CÍLIOS 
Quando se percorre os lábios ou o rosto e se acaricia os cílios com beijos rápidos.

BEIJO COM UM DEDO 


Quando o amante percorre a boca da amada por dentro e por fora fazendo uma leve pressão com um ou dois dedos ligeiramente molhados em sua boca. 

BEIJO QUE DESPERTA 

O beijo que se dá nas têmporas, próximo da raiz do cabelo, para despertar com suavidade a parceira que está dormindo. 

BEIJO QUE DEMONSTRA 
Costumam ser dados à noite e em lugares públicos. Um dos dois se aproxima do outro e o beija suavemente na na mão ou no pescoço. 

BEIJO DA LEMBRANÇA 
É dado quando os amantes estão descansando após a satisfação sexual. Um dos dois coloca a cabeça sobre a coxa do outro e deixa-a cair, como se estivesse com sono, beijando-la na coxa ou nos dedos do pé.

BEIJO TRANSFERIDO 
É quando, na presença da amada, o amante beija no rosto de alguém que esteja próximo dele. Deve ser dado olhando para sua parceira como se o beijo fosse para ela. Pode ser usada uma foto ou outra coisa qualquer.

BEIJO CHOROSO 
Quando sentira falta do parceiro que está ausente e a saudade apertar, beijo o seu retrato.

BEIJO VIAJANTE
É o beijo dado em qualquer parte do corpo da parceira. É uma forma de excitação e convite para o amor.

BEIJO NO PEITO 

Os beijos mais afetivos nos seios são os que se aplicam primeiro com os lábios, suavemente e com um pouco de saliva. Depois intensifica-se a pressão e, se perceber que a parceira o deseja e gosta pode pegar os seios com os dentes e pressionar ligeiramente. Algumas gostam de sentir um pouco de dor nos seios quando estão prestes a ter orgasmo. 

BEIJO SEM PRESSA
O segredo é ficar atento aos sinais da parceira. Quanto mais controle você tiver e mais se concentrar em acariciar e beijar cada centímetro do corpo de sua parceira, mais intensa será a sensação de prazer para ambos. 

BEIJO DOCE 
O ponto alto é a suavidade dos lábios e a ternura dos movimentos que são a principal estratégia. As carícias na face e na nuca também são extremamente importantes. 

O BEIJO DERRETEDOR
É um beijo suave, parecendo uma mordida lenta nos lábios. As mãos acariciam a nuca e depois a língua vai das uma volta na área das orelhas. Este tipo de beijo exige um clima romântico. É adequado para momentos cheios de ternura e magia. Preste atenção aos sinais da pessoa que estiver beijando para não ultrapassar os limites que ela permite.

BEIJO APAIXONADO

 São adequados para momentos mais quentes da relação. Começam por selinhos carinhosos e aos poucos o clima vai esquentando. Na sequência vem os beijos de língua que fatalmente poderão levá-los a outras coisas...  
É importante que se observe o lugar e o momento adequados, e que se utilize as mãos para acariciar outras partes enquanto os beijos ardentes acontecem.

CONSELHOS DO KAMA-SUTRA PARA AS MORDIDAS
Em primeiro lugar deve-se considerar que são mordidas de amor e portanto não devem machucar. 
Segundo a tradição erótica da Índia, a mordida é um elemento muito importante e o Kama-Sutra dá uma boa lista de mordidas. 
As mordidas costumam ser dadas em quase todas as partes do corpo e vão desde a mordida brincalhona, mais provocativa do que erótica, até o forte apertão com os dentes que costuma ser dado no calor da paixão e faz com que os orgasmos sejam mais duradouros. No entanto, muitos costumam evitar este tipo de mordida porque é difícil de controlar e costuma deixar marcas muito evidentes. 

MORDIDA DE JAVALI
É uma mordida que deixa marcas e costuma ser feita no ombro do parceiro. Daí o nome "mordida de javali". Tome cuidado para não marcar lugares que normalmente ficam expostos e pode ser constrangedor para sua parceira. Muitas até gostam de exibir as pegadas do amor, mas tomar cuidado é preciso.

A NUVEM QUEBRADA 
O Kama-Sutra especifica que este tipo de mordida deve ser dado no peito. Consiste  em levantamentos desiguais da pele em círculo, produzidos pelos espaços que há entre os dentes.

MORDIDA ESCONDIDA
 É a mordida que deixa uma marca vermelha e deve ser dada no lábio inferior.

MORDIDA CLÁSSICA 
 
É quando se pega uma grande quantidade de pele com os dentes. 

A MORDIDA DO PONTO
 É quando se pega uma pequena quantidade de pele com os dentes deixando apenas uma marca como um ponto vermelho.

A MORDIDA DOS DOIS PONTOS 
É a mordida que deve ser dada na coxa. Uma pequena porção de pele é mordida com todos os dentes dianteiros e todos de forma que todos deixem sua marca. 

A MORDIDA DO CORAL E A JOIA 
É uma mordida resultante da junção dos dentes e dos lábios. Os lábios são o coral e os dentes são a joia. 

A LINHA DA JOIA 
 
É quando se dá uma mordida com todos os dentes. 
Para evitar futuros constrangimentos, deve-se sempre dar mordidas que marcam apenas em lugares que não ficam expostos. 
Nicéas Romeo Zanchett 


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sábado, 8 de março de 2014

> O TAMANHO DO CLITÓRIS NÃO É IMPORTANTE PARA O PRAZER



O TAMANHO DO CLITÓRIS NÃO É IMPORTANTE PARA O PRAZER 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                  A preocupação com o tamanho do órgão sexual não é só dos homens.  Basta verificar os meninos fazendo xixi para perceber a preocupação com o tamanho do seu pênis. 
               Também as mulheres se preocupam com o tamanho do clitóris que possuem. Geralmente tem dúvidas se o tamanho pode ter alguma importância para o prazer que sentirão na pratica sexual. Muitas, com clitóris avantajado, se sentem constrangidas e, na hora do sexo, só tiram a calcinha quando as luzes permitem mais discrição. O que elas não sabem é que os homens adoram o clitóris, seja ele do tamanho que for. Muitos são aficionados por clitóris grande, mas a maioria não tem nenhuma preocupação sobre isto. 

           Tanto o prazer quanto a intensidade do orgasmo feminino não dependem, de forma alguma, do tamanho desse maravilhoso órgão feminino.
                  
                   O clitóris é uma zona erógena e parte integrante do aparelho sexual feminino.  Torna--se entumecido quando excitado durante os jogos amorosos. Nessas horas, como consequência de sua ativação, provoca sensações de prazer, que podem inclusive levar ao orgasmo que é muito comum quando a mulher é tocada pela língua do parceiro ou parceira. Entretanto esta resposta sensorial independe de sua constituição; mesmo um clitóris pequeno será capaz de provocar um enorme prazer. O importante é que as condições psicossomáticas da mulher sejam favoráveis.

                  Hoje é muito comum ver mulheres com pírcingue no clitóris, o que não é aconselhável, do ponto de vista médico. Eles podem interferir prejudicialmente, tanto no prazer como na saúde sexual. Com os movimentos do coito pode haver sangramento e isto é um grande fator para contaminação de DST- doenças sexualmente transmissíveis.
                 O clitóris é um órgão muito semelhante ao pênis, mas não tem uretra e alguns outros elementos encontrados no pênis.
                 Existem várias formas de clitóris, mas todos funcionam da mesma forma e com a mesma eficiência. 


              É oportuno lembrar que o mais importante para levar uma mulher ao prazer é nunca dispensar as preliminares, que devem ser  feitas sem pressa e com muito carinho, lembrando que este pequeno ou grande órgão é muito sensível ao toque.


 

 NOTA IMPORTANTE: Este blog tem finalidade educativa e, por essa razão, procuro sempre incluir diversas fotos para melhor orientar os interessados, principalmente adolescentes, que querem saber e muitas vezes aprendem de forma errada nas ruas.
Nicéas Romeo Zanchett 

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> SEXO ORAL É UMA REALIDADE - Por Nicéas



SEXO ORAL É UMA REALIDADE
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                       Por incrível que possa parecer, muitas pessoas se mostram chocadas quando se fala em sexo oral. Naturalmente trata-se de uma hipocrisia; só não o pratica quem tem algum preconceito ou problemas emocionais não resolvidos, muitas vezes trazidos da infância. É uma realidade não apenas do nosso tempo, mas desde que o ser humano habita a terra. 
                       Até bem pouco tempo os homens eram os privilegiados com esse prazer, mas, com a libertação das mulheres, elas passaram a exigir os mesmos direitos. 
              As palavras cunnilingus (do latim cunnus -vulva- e lingus - lingere, lamber - é a estimulação sexual da mulher com o uso da língua em seu órgão genital)  ou felação (Palavra originada do latim - fellatione, que significa sugar, mamar) tem o objetivo de estimular e dar satisfação ao homem. São modalidades que mutos consideram uma grande prova de amor e maturidade erótica dos parceiros. 
                     A verdade é que o estímulo buco-lingual do órgão sexual tanto do homem como da mulher ainda é um grande tabu. Mesmo entre os que admitem o sexo oral há restrições quanto à ejaculação no ato. É um tabu de origem religiosa, sem dúvida: O Papa Pio V condenava à morte os culpados, que também eram deserdados de seus emblemas civis e da sucessão segundo o direito romano. A igreja nunca perdia uma oportunidade de matar e faturar com os tais "pecados". Tabu de ordem moral também, pois era considerado mau exemplo dado por prostitutas e homossexuais. Na prática a questão é vista de outra forma: muitas pessoas sentem repulsa pelas secreções de uma outra pele; pelas mucosidades de um outro corpo. Mas a verdade é que o erotismo é capaz de vencer a repugnância, fazendo com que os parceiros descubram a poesia que há na troca de substâncias de um corpo para outro. Tanto a felação como o cunnilingus é a vitória do amor sobre a repulsa. A maturidade erótica, nada mais é do que a adaptação perfeita aos gostos do parceiro. Assim sendo, se uma mulher rejeita essa prática, deve ser respeitada. A harmonia sexual de um casal acontece de forma natural e aos poucos. O amor é um jogo sutil, que não admite pressões nem exige bravuras. Não há porque alguém sentir-se rejeitado ou exigir provas de amor e maturidade erótica: quando há amor e harmonia, o sexo sempre acaba acontecendo como se deseja. 
                   Em nossos dias, os homens vem perdendo, cada vez mais, espaço para as mulheres; elas descobriram que este prazer, muitas vezes negado pelos seus parceiros, pode facilmente ser conseguido com as amigas. Além disso uma mulher sabe exatamente o que pode ou não dar prazer à outra. E essa é uma competição desigual. Já vai longe o tempo em que elas davam todo o prazer que seus parceiros exigiam e depois tinham que se contentar com uma rápida penetração, que nada mais era do que o complemento do prazer do "machão".
                      O conselho que posso dar aos homens é praticar, sempre que tiver oportunidade, pois talvez assim possam ser páreos para as novas rivais. Não há como negar que as mulheres definitivamente descobriram que não precisam de um pênis para sentir o prazer que desejam. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

> UM TOQUE DE AMOR Por Nicéas Romeo Zanchett

UM TOQUE DE AMOR 
Por Nicéas Romeo Zanchett 




TOQUE DE AMOR 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                      A busca do amor inicia-se como uma jornada ao nosso íntimo e depois se mantém em nossas demonstrações exteriores. 
                      Em nossas relações interpessoais, demonstramos o amor por meio de gestos ternos, gentis e afetuosos. Revelamos o amor usando palavras positivas, solidárias e encorajadoras, mas confiamos mais nas expressões de amor manifestadas por contato físico. 
                       Infelizmente nossa cultura ocidental impõe rígidos limites ao nosso comportamento nesse aspecto. Dessa forma, nossa consciência social limita o contato físico a ocasiões simbólicas e socialmente aceitáveis. Um exemplo de comportamento limitado quanto a contatos físicos são as demonstrações públicas de afeto. Algumas pessoas as dão e outras não. 
                    Muitas vezes os espectadores rejeitam os contatos físicos porque, em nossa sociedade, tudo o que vai além do aperto de mão ou do tapinha nas costas tem implicações sexuais. É bem verdade que em certos casos há implicações sexuais, e então os espectadores, percebendo que não se trata de um mero contato amigável e afetuoso, tem a impressão de estar diante de um show de voyeurismo.

                O amor é uma força motriz por trás da vida. Como, naturalmente, somos seres desprovidos de amor, nós o buscamos desesperadamente ou lamentamos o fato de ele nos  haver escapado. Entretanto, contemos aquela parte do amor que é a mais confiável, mais satisfatória, mais confortadora a outro ser. Não nos fechamos, guardamos nossas mãos e o nosso corpo para nós mesmos. Para nós humanos, tocar é extremamente difícil, ainda que reconheçamos a enorme necessidade que temos de fazê-lo e, mesmo quando tocamos, é de modo insatisfatório. Existem muitas maneiras de amar. Para ser realmente feliz é preciso alinhar os sentimentos com a própria sexualidade. Negar ou esconder o amor, seja sexual ou fraternal, é uma fórmula certa para a construção da infelicidade. 

                  Cada um de nós nasce com necessidades diversas. Uma delas é a necessidade de contato físico. Portanto, o contato físico não é apenas um estímulo agradável, mas uma necessidade biológica.
                     O toque revela o verdadeiro sentimento em relação a determinada pessoa. Trata-se de uma atitude que não permite escondermos com facilidade o que sentimos. Na troca de palavras, podemos disfarçar nossas intenções por meias verdades, por ambiguidades; pode-se dizer uma coisa sugerindo-se outra bem diferente. Já o contato físico, não. Ele é tangível e fala diretamente ao coração. Não se pode disfarçar uma emoção ao tocar alguém, a menos que a pessoa queira ser enganada. Quando paramos de amar ou retemos nosso amor, enraivecido ou para castigar, é quando espontaneamente transmitimos nossos verdadeiros sentimentos estabelecendo ou evitando contatos físicos. 
             Para alguém que esteja tendo um mau dia, um abraço apertado pode ser mais confortador do que todas as palavras de apoio que conseguíssemos externar. Receber uma pessoa com um abraço afetuoso é o mesmo que dizer: estou muito feliz em vê-la! 
                     Do coração vem o amor e, o do amor o contato físico flui naturalmente. 
                Certamente há muitas maneiras de amar e se relacionar com as pessoas. Como, também, há muitas barreiras à nossa liberdade de expressão na forma de consciência social.
Da novela da Globo
                   O contato físico expressa-se sem palavras. É uma expressão física de nossa postura em relação ao mundo. Podemos dizer  "não" se nos tocarem de forma imprópria e indesejada naquele momento especial. Portanto, é mais importante podermos aprender a tocar com consciência e ternura. 
                  Quando, ainda feto, vivemos durante nove meses no útero materno, e a nossa pele foi constantemente estimulada por impactos rítmicos transmitidos através do líquido amniótico. foi aí que tivemos nossa primeira experiência com a estimulação tátil. 
                       O bebê aprende a respeito do amor e do conto físico ao ser tocado. Ele sente falta do calor, do suave movimento de embalo e da segurança que teve por nove meses. Só aos seis meses seus sentidos da visão, da audição e do tato separam-se. O contato físico acarreta muitos benefícios à criança. Conforme começa a se distinguir do mundo que a cerca, ela expande seu conhecimento. Ao ser tocada, tocar objetos e explorar o próprio corpo as crianças descobrem as dimensões espaciais, os tamanhos, as formas, as texturas, o prazer e o amor. Os bebês reagem ao mundo através dos seus sentidos. Já no primeiro ano de vida seu cérebro desenvolve 70 por cento de seu peso adulto. Quando estimulamos o seu sentido do tato, estimulamos seu cérebro.
                   Ao tocar o próprio corpo, uma criança contribui para sua imagem corporal. Essa auto-exploração liga-se à sensação do corpo e às reações dos outros a tal iniciativa. Os pais que desencorajam o filho quanto à auto-exploração estão eliminando uma parte importante do seu aprendizado. O contato físico proporciona à criança um forte senso de segurança psicológica, confiança, aconchego e bem-estar. Além disso ajuda a superar o medo e a sensação de isolamento. 
                  Na tumultuada adolescência ocorre muita confusão a respeito de amor e sexo, toques e afeto. A necessidade básica de tocar e ser tocado, reprimida e desprezada por muitos anos, torna-se não apenas uma busca impessoal da satisfação sensorial, mas também uma busca simbólica de amor, de intimidade, de segurança, de aceitação, de aconchego e de confiança. O adolescente, encontrando geralmente bloqueadas as principais vias de satisfação tátil por contato físico junto com os pais e amigos, aprende buscar a satisfação por meio da exploração sexual. Faz experiências consigo mesmo e com os outros e, falhando, passa a evitar totalmente o contato com o grupo. Além do medo do prazer e outros de origem freudiana, o medo do homossexualismo também restringe o comportamento no que se refere aos contatos físicos. Fora do domínio da atividade sexual, permite-se que as mulheres toquem outras mulheres mais do que homens a outros homens. Os homens evitam tocar pessoas do seu sexo.  Dada a força crescente do movimento "gay", os outros segmentos da sociedade cada vez proíbem e condenam mais o contato físico entre pessoas do  mesmo sexo, principalmente entre homens. Muitos jovens simplesmente recolhem-se à concha pessoal que é seu corpo, outros se satisfazem através de esportes, muitas vezes violentos, mas que permitem e são aceitos com naturalidade como é o caso de lutas corporais. O que podemos observar é que a busca desesperada por sexo não se deve tanto ao ato em si, mas a uma necessidade de ser abraçado, ser tocado, ser tranquilizado de uma forma mais fundamental, de mergulhar no próprio corpo e encontrar gentileza, ternura e compreensão.  
                     É natural  que um jovem com os hormônios superativados tenha necessidade de sexo, mas os toques e os abraços é o que mais importa. Muitos jovens do sexo masculino sentem medo de que as garotas os considerem "maricas", se ao menos não tentarem pressioná-las a fazer sexo. 
                 Ao nos tornarmos adultos, perdemos muitas oportunidades de tocar. No geral, há menos contato com os pais, incluindo o físico, e sobram poucos amigos com os quais interagir. Nossa comunicação física passa a ser feita por palavras. O tipo e a qualidade de contatos na vida adulta varia de pessoa para pessoa e depende da idade, do sexo, da situação e do relacionamento entre os envolvidos. 
                      Alguns casais gozam de um pouco de contato físico, ainda que apenas no intercurso sexual. Nossa sociedade volta-se cada vez mais para o contato pago ou licenciado. Pode haver muitos motivos para a procura dos serviços pagos, mas certamente o contato corporal, um subproduto, sem dúvida pode servir para aumentar a frequência do uso. Muitas mulheres vão ao médico apenas para ser tocada, mesmo que tudo seja de maneira estritamente profissional. 
                  Nossa sociedade dispõe de massagistas, tanto das terapeutas quanto das mais suspeitas, de cabeleireiros e barbeiros, de quiropráticos, de médicos especializados, de grupos de encontro e trabalho corporal e de conselheiros. 

                        Ao envelhecermos as oportunidades de contato físico diminuem ainda mais. Para um cônjuge viúvo o contato físico pode cessar quase totalmente. 
                   Independente da idade, todos precisamos de contato físico, em especial quando estamos assustados, deprimidos, solitários ou cansados. Nada mais pode expressar tanto, oferecer tanto alívio e segurança, tanta ternura e conforto quanto um toque afetuoso. 
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Nicéas Romeo Zanchett 
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

> AS MULHERES QUE PROCURAM UM AMOR VERDADEIRO

Catherine Zeta Jones 

Grace Kelly

AS MULHERES QUE PROCURAM UM AMOR VERDADEIRO
 
                Geralmente as pessoas imaginam que uma mulher bonita e sensual não tem dificuldade de encontrar um amor para sua vida. Na verdade, diante de uma beleza exuberante, a maioria dos homens se sentem inferiorizados, rebaixados, perdem a coragem e ficam sem saber como agir. Muitos homens , mesmo sem nenhuma tentativa de abordagem, sentem-se rejeitados, insignificantes e com medo de não serem bem sucedidos. Imaginam que aquela linda mulher é um ser intocável,  uma espécie de deusa que está muito aquém de suas possibilidades.  Não sabem como começar uma conversa e reagem com verdadeira servilidade diante de uma mulher muito bonita. Quando cria alguma coragem e se aproxima da "deusa", imagina que ela o está escutando apenas por educação ou porque quer alguma outra coisa além de sua simples companhia. Pensando assim, procura alguma desculpa para dar por encerrada uma boa conversa e afasta-se. 
 Sofia Loren
Catherine Deneuve

                Para elas os homens interessantes, que povoam suas fantasias e sonhos, parecem estarem sempre com outras mulheres menos atraentes. Pode acreditar, isto é mais comum do que se imagina. 
                  Para mulheres muito bonitas, seus atributos que deveriam atrair se transformam numa verdadeira blindagem diante dos homens que lhe interessam. Vários experimentos conduzidos por cientistas sociais mostram que as mulheres extremamente lindas, com raríssimas exceções, sempre tem essa espécie de dificuldade. 
Catherine Zeta Jones
                   O homem é por natureza orgulhoso e tem muita dificuldade em lidar com um "não" da mulher desejada. Um sentimento de inferioridade, receio de concorrência e a antevisão de ser rejeitado faz com que a maioria deles desista de conquistar a linda mulher que todos admiram. Aquele que se aproxima já está de antemão preparado para receber uma rejeição e por isso muitas vezes nem toma uma iniciativa. 
Brigite Bardot


                   O fato de uma mulher ser muito bonita e sensual não quer dizer que está ali apenas para ser vista e apreciada. A maioria delas quer um relacionamento sério, mas sua beleza impede a iniciativa dos homens bem intencionados. Diante disso sobra a oportunidade para os playboys bonitinhos, uma espécie de "Don Juans modernos" que querem apenas levá-la para a cama e, o que é pior, sem nenhum compromisso. Para esses indivíduos, conquistar mais uma mulher bonita é como ganhar mais um troféu para sua coleção. 
                   Se este for seu caso, não fique ai parada, esperando a iniciativa do seu eleito e vá à luta. Aproxime-se dele e mostre claramente suas intenções. Provavelmente ele também está sonhando com você, mas não tem coragem para se aproximar. 
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Nicéas Romeo Zanchett .
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> O TOQUE MAIS ÍNTIMO DA MULHER

                                             O TOQUE MAIS ÍNTIMO DA MULHER
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                Ainda bebê, a criança descobre a sensibilidade existente em seu aparelho sexual. Faz isso de forma inocente, sem nenhum desejo de buscar prazer.  Muitos meninos e meninas descobrem o orgasmo sem saber do que se trata. Em suas brincadeiras, começam manipular seus órgãos genitais e o prazer acontece naturalmente. Muitos pais se desesperam e ficam alarmados quando se dão conta destas artes e, não raro, punem seus filhos. Por ignorância, chegam a acreditar que "este vício solitário" pode trazer futuros problemas de saúde.  Quando eles descobriram o sexo ouviam seus pais e outros adultos dizerem que a masturbação  pode provocar surdez, miopia, debilidade nervosa e outras perturbações físicas. 
               Com os avanços da moderna sexologia, já se tomou conhecimento de que  a masturbação é uma prática sexual normal. Tanto na adolescência como na vida adulta o auto-erotismo ajuda conhecer o próprio corpo, preparando para uma vida sexual plena e gratificante. Quando a pessoa que pratica tem um parceiro fixo e uma vida a dois saudável e satisfatória, o habito pode ser encarado como uma forma alternativa de prazer. É tão válida quanto a relação sexual entre dois amantes. 
          É muito comum que as mulheres, mesmo casadas, se masturbem e não há nenhum problema nisso. A masturbação deve ser entendida como um exercício das fantasias vividas individualmente, sejam elas mulheres solteiras ou casadas. 
              Quase todas as mulheres, tal como os homens, acabam descobrindo essa forma de prazer  sexual por meio do toque ou da movimentação do corpo de determinada maneira. E, ainda que algumas possivelmente não tenham conseguido chegar ao orgasmo, a maioria pode ter grande prazer por saber do que gosta.
               Com o conhecimento  do seu corpo, adquiridos com a masturbação, a mulher tem o que sugerir ao seu parceiro sexual e guiá-lo de forma que lhe proporcione o orgasmo satisfatório. 
A masturbação é um direito que a mulher tem e, ao mesmo tempo uma forma de extravasar suas fantasias e compreender melhor as possibilidades de sua sexualidade. 
              A maior parte da mulheres que se masturbam  tem orgasmo naturalmente e estas são em maior número que aquelas que o atingem na sua relação com o parceiro. Mas é muito comum que a mulher possa ter múltiplos orgasmos com a masturbação e o mesmo não ocorra na relação com o parceiro. O fato de haver a necessidade imediata da outra pessoa - o parceiro - pode inibir-lhe o prazer que só sente quando o provoca sozinha, sem a pressão do tempo.  
          Com a prática rotineira, o orgasmo solitário torna-se extremamente prazeroso e pode acontecer com maior rapidez que o  ato sexual com o parceiro.  
             Quando uma mulher se sente culpada por praticar a masturbação, isto está ligado a outros aspectos de sua experiência sexual e à imagem negativa que faz do seu corpo. Ainda hoje, a sexualidade individual feminina é, com freqüência, vista como algo inconveniente e impróprio para as relações homem/mulher. 
                 Algumas mulheres só se masturbam quando lhes faltam outras formas de prazer sexual, quando o relacionamento com o paceiro está em crise ou este está ausente. Outras o fazem em momentos nos quais o impulso sexual está forte, como acontece em certos períodos do ciclo menstrual.  Há ainda mulheres que a praticam como recurso contra a tristeza, a solidão ou a tensão. Muitas gostam de masturbar-se  para adormecer mais facilmente, mas a maior parte delas o faz apenas por gostar.  
                A verdade é que as mulheres mais satisfeitas com a vida sexual são as que aproveitam  essa experiência para enriquecer a relação com o parceiro que amam, seja do sexo masculino ou feminino.  
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Nicéas Romeo Zanchett
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