A VIDA DEPOIS DA SEPARAÇÃO
Os motivos porque os casais se separam são muito diversificados. O processo de ruptura costuma ser doloroso, mas é mais saudável encerrar um relacionamento que está falido do que viver em atritos diante dos filhos e amigos.
O casamento tem três componentes básicos: os funcionais, os psicológicos e os emocionais. Na hora da separação, é preciso cortar esses laços.
Laços funcionais: São laços que se criam quando um casal passa muito tempo junto, mas não há amor. Geralmente esses laços são mais fáceis de serem desfeitos.
Laços psicológicos: Isso geralmente acontece quando um dos parceiros acredita que tem a companhia perfeita, enquanto o outro não se sente satisfeito com a relação. Na hora da separação o primeiro sofre mais e pode ter sérios problemas psicológicos.
Laços emocionais: Esses aços são os mais difíceis de serem desfeitos. Dizem respeito aos filhos e à vida que, mesmo com dificuldades, levam juntos.
Depois de constatado que o relacionamento chegou ao fim, o casal deve concentrar-se na questão da custódia dos filhos e de bens a serem divididos. O ideal é que se mantenha a cabeça fria e que tudo seja resolvido previamente. Assim não haverá grandes conflitos que, na prática prejudicam psicologicamente os filhos.
A saída de um casamento fica mais fácil quando se faz um planejamento sobre como será a vida que cada um terá a partir daquele momento. Nesse roteiro planejado, os filhos nunca devem ser esquecidos. Eles continuarão a fazer parte da vida dos dois. O primeiro passo é cada um concentrar-se no seu desenvolvimento pessoal e procurar alternativas para expandir seus horizontes, seja na área profissional, seja na pessoal.
Os sentimentos de mágoa, de culpa e de fracasso pessoal constituem os piores obstáculos à separação. Uma estratégia, que pode ajudar, é aprender a insensibilizar-se em relação ao medo da mudança, da raiva e da sensação de perda.
As conversas entre o casal que está em fase de separação costumam ser sempre agressivas. Nesse momento é importante que ambos deixem as armas no chão e procurem manter um diálogo de bom nível e respeito mútuo. Trata-se de um momento difícil para os dois. O sentimento de raiva e vontade de lesar um ao outro não é um bom conselheiro, principalmente quando há filhos envolvidos. A melhor atitude é conversar francamente com os filhos para evitar que seus sentimentos não os contamimem. Quando um demonstra raiva pelo outro, os filhos percebem e tendem a tomar partido. Isso pode causar severos danos emocionais. Eles não devem jamais serem utilizados como "massa de manobra". Seria o pior dos mundos.
A divisão de bens e objetos é provavelmente a etapa mais expressiva da separação. É muito dolorido limpar os armários separando as coisas que eram usufruídas em conjunto. Esse processo pode causar ressentimentos, mas não deve nunca ser adiado. Quando alguns objetos de um continuam na posse do outro é porque não houve uma separação completa.
Toda a separação tem um momento de revolta e inconformismo. Isso é natural, mas precisa ser encarado de frente. Assumir a própria tristeza é o primeiro passo para livrar-se dos ressentimentos e da raiva. Lembre-se que você é humano e que precisa tocar a vida para frente. A existência de filhos é mais uma motivação. Eles continuarão a contar com seu carinho.
Um caminho para se recompor é passar algum tempo sozinho - em casa ou fora. Esse período pode trazer bons sentimentos como de liberdade, alívio e entrada em uma nova fase. Pode até ajudar para um futuro relacionamento com menos influências sobre a carência afetiva.
O segredo para quem quer buscar um novo relacionamento é não ter pressa. Não queira alguém apenas para preencher o espaço vazio dexado pelo antigo parceiro. Há casos em que a retomada de uma identidade pessoal ou social chegam a durar dez anos, principalmente quando o relacionamento anterior era bem estruturado.
Muitos separados precisam de ajuda psicológica. Se houver dificuldade para lidar com a separação, é importante que se busque ajuda, seja de amigos para desabafo, seja de profissionais habilitados - psicólogos.
Lembre-se que a vida continua e pode até ser melhor. Depende de cada um saber encontrar o melhor caminho.
Nicéas Romeo Zanchett
LEIA TAMBÉM >> CONTOS E FÁBULAS DO ROMEO
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
SER GAY NÃO É UMA OPÇÃO
SER GAY NÃO É UMA OPÇÃO
O desejo por pessoas do mesmo sexo não é uma opção, e também não é uma doença, como já se pensou no passado não muito remoto.
A homossexualidade teve sua condenação porque toda a manifestação sexual sem fins reprodutivos sempre foi, e ainda é, severamente censurada. A religião sempre exerceu grande papel castrador no negativismo sexual.
Ainda que nossa sociedade já tenha evoluído, quando falamos sobre homossexualidade, ela se apresenta homofóbica e tende a julgar os gays como promíscuos.
Deveriamos começar a educar as crianças para aprender a respeitar a diversidade sexual. Cada um deveria fazer um mergulho dentro de si e rever conceitos e medos para tentar entender o outro. O amor nunca deveria incomodar, mas as pessoas insistem em sempre opinar e interferir negativamente. A hipocrisia, a mentira e a falta de respeito pelo próximo são mais poderosos.
Já na pré-puberdade, meninos e meninas percebem que o "normal" seria interessar-se pelo sexo oposto, mas muitos se veem diferentes e ficam infelizes, sem saber ao certo o que está acontecendo. É uma fase da vida em que o corpo sofre grandes transfomações e muitos se sentem sozinhos e regeitados, sem forças para enfrentar a avalanche de preconceitos. Os pais deveriam aprender a ouvir os filhos e estarem sempre por perto para ajudá-los nessa difícil caminhada. Deveriam olhar para eles como indivíduos singulares que vivem numa sociedade em permanente evolução e transformação. Não deveriam sentir medo de que seu filho se torne gay só porque é amigo de gays. Alguém pode até se espelhar no outro para contar sua verdadeira orientação sexual, mas isso é algo que no seu intimo sempre existiu.
Às vezes o próprio homossexual é homofóbico. Isto geralmente acontece pela dificuldade que temos de extinguir anos de negativismo. Muitos, pelo medo de perder o amor e respeito das pessoas, acabam tendo uma vida dupla. Mas, ainda que haja grande medo da revelação, viver dessa forma é viver uma mentira que não faz bem a ninguém. A coragem de contar que é gay mostra que não aceita viver mentindo. As reações dependem do ambiente, da história de vida e de como a própria pessoa se aceitou.
Existe grande dificuldade para escolher o melhor momento da revelação. Na maioria das vezes a própria pessoa precisa de um tempo para se auto-aceitar. Os pais, mesmo que tenham bom nível cultural, também podem não conseguir aceitar tudo de uma hora para outra. Muitos se chocam com a revelação, e passam por um momento de grande desgaste emocional. Eles precisarão aprender com os filhos o que acontece com eles. É muito natural que os pais tenham seu sonho de ser avós e uma revelação repentina como essa representa a perda definitiva das projeções que fizeram durante anos a fio. É preciso paciência pois o processo de assimilação pode demorar muito tempo. Mas, sempre, a melhor maneira de fazer isso é despir-se de conceitos pré-estabelecidos e ir em frente sem medo.
Muitos pais se sentem culpados imaginando que fracassaram na educação. É comum ouvir a pergunta: onde foi que erramos? Ora, não há culpados, como também não há erros. Ninguém escolhe ser gay. Trata-se de uma formação hormonal diferente, cujas origens remontam à formação que cada um teve ainda no útero. Portanto, não é lógico procurar culpados.
Muitos pais assimilam a orientação sexual dos filhos, mas se preocupam com o preconceito social que possam vir a sofrer, já que ser minoria, numa sociedade cheia de mentiras e hipocrisia, é se sentir marginalizado. Outros optam por negar tal condição como uma forma de proteger-se das mudanças. Há também aqueles que entram em pânico e vão logo procurar apoio psicoterápico. Nesse caso a psicologia é direcionada para auxiliar no caminho para auto-estima e a auto-afirmação.
É importante que os pais saibam que a orientação sexual de seus filhos não é uma forma de afrontá-los. Que nunca existem culpados e que ninguém fez nada de errado. Precisam perceber que seus filhos continuam sendo os mesmos, que nada mudou em relação ao seu amor. Só agindo assim é que conseguirão continuar participando da vida deles. Nunca se deve esquecer que o amor é a mais poderosa arma que existe. Sempre sai vencerdor.
Nicéas Romeo Zanchett
http://aprendaconquistarasmulheres.blogspot.com.br
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
ATRAÇÃO SEXUAL
Desenho de Romeo Zanchett
ATRAÇÃO SEXUAL
A atração sexual entre pessoas, sejam elas do mesmo sexo ou do sexo oposto, depende principalmente do visual e do odor, mas também do que sentem ou pensam um do outro.
Com muita freqüência, ambos os sexos confundem o que cada um acha que o outro tem de atrativo. Os homens costumam achar que as mulheres gostam de braços e ombros musculosos, além de um pênis grande. Mas quando essa mesma pergunta é feita para as mulheres, quatro entre dez dizem que nádegas sexy e bem feitas são a parte mais atraente de um homem, seguidas de um ventre magro e liso e de olhos bonitos. Para a maioria delas, o tamanho do pênis é um detalhe menos importante. Quanto a braços musculosos elas nem sequer falam a respeito.
Além do visual, há toda uma outra linguagem de atração da qual mal temos idéia. O odor ocupa um papel importante para ambos os sexos. Eles são portadores de importantes mensagens químicas que são absorvidas e imediatamente transmitidas ao cérebro. Quando não agrada, o possível relacionamento fica de antemão comprometido e dificilmente irá adiante.
As pessoas costumam usar perfumes com o objetivo de atrair pelo odor. A indústria de cosméticos está sempre à procura de uma fórmula mágica para atrair o sexo oposto. Muitos dos estudos e pesquisas são baseados no comportamento dos animais. Em aguns animais, o odor é um atrativo sexual muito desenvolvido. As mariposas produzem odores capazes de atrair machos a quase dois quilômetros de distância. Os gatos também produzem substâncias altamente atrativas para o sexo oposto. Tais substâncias entram na composição de perfumes para aumentar a atração sexual entre humanos, mas não há evidência positiva de seu resultado para garantir que funcionam com a mesma eficiência entre as pessoas.
Os macacos também produzem esse tipo de sinal. Quando estão sexualmente receptivas, algumas fêmeas secretam substâncias em seu fluído vaginal. Elas são moléculas de estrutura química muito simples e tem o nome de "copulinas".
As mulheres aparentemente produzem substâncias similares nas suas secreções vaginais. Os especialistas concluiram que isso significa que elas estão mais receptivas para o sexo em determinados períodos. Partindo dessas pesquisas foram produzidos alguns aromas para serem utilizados pelas mulheres com o objetivo de atrair os homens. Mas é preciso considerar que a mulher vai atrair artificialmente qualquer homem e nem sempre é o que ela deseja.
Os milhões de gastos pela indústria de cosmético em perfumes e loções são, provavelmente, bastante incidentais para a questão de quem se aproxima de quem e como.
Alguns biólogos acham que os homens estão geneticamente programados para uma ampla variedade de mulheres atraentes e gostariam de levá-las para a cama; que sua missão ancestral em relação à espécie é espalhar seus genes. Quanto às mulheres, por tradição ancestral, parecem desejar um parceiro que protegerá suas crianças recem-nascidas, alguém responsável e competente. Portanto, para elas, a atração sexual tende a ser mais do que uma simples questão de nádegas durinhas e barriga lisa. Talvez tenha muito mais com o fato de um homem ser gentil, atencioso e dedicado, tanto quanto forte e confiável.
Mais do que atrair para o sexo o relacionamento pressupõe uma partilha de vida porque o sexo é apenas uma parcela do relacionamento entre duas pessoas. É daí que vem a idéia de companheirismo, cumplicidade e amor fraterno que unem pessoas nos mesmos objetivos formando almas gêmeas.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br
ATRAÇÃO SEXUAL
A atração sexual entre pessoas, sejam elas do mesmo sexo ou do sexo oposto, depende principalmente do visual e do odor, mas também do que sentem ou pensam um do outro.
Com muita freqüência, ambos os sexos confundem o que cada um acha que o outro tem de atrativo. Os homens costumam achar que as mulheres gostam de braços e ombros musculosos, além de um pênis grande. Mas quando essa mesma pergunta é feita para as mulheres, quatro entre dez dizem que nádegas sexy e bem feitas são a parte mais atraente de um homem, seguidas de um ventre magro e liso e de olhos bonitos. Para a maioria delas, o tamanho do pênis é um detalhe menos importante. Quanto a braços musculosos elas nem sequer falam a respeito.
Além do visual, há toda uma outra linguagem de atração da qual mal temos idéia. O odor ocupa um papel importante para ambos os sexos. Eles são portadores de importantes mensagens químicas que são absorvidas e imediatamente transmitidas ao cérebro. Quando não agrada, o possível relacionamento fica de antemão comprometido e dificilmente irá adiante.
As pessoas costumam usar perfumes com o objetivo de atrair pelo odor. A indústria de cosméticos está sempre à procura de uma fórmula mágica para atrair o sexo oposto. Muitos dos estudos e pesquisas são baseados no comportamento dos animais. Em aguns animais, o odor é um atrativo sexual muito desenvolvido. As mariposas produzem odores capazes de atrair machos a quase dois quilômetros de distância. Os gatos também produzem substâncias altamente atrativas para o sexo oposto. Tais substâncias entram na composição de perfumes para aumentar a atração sexual entre humanos, mas não há evidência positiva de seu resultado para garantir que funcionam com a mesma eficiência entre as pessoas.
Os macacos também produzem esse tipo de sinal. Quando estão sexualmente receptivas, algumas fêmeas secretam substâncias em seu fluído vaginal. Elas são moléculas de estrutura química muito simples e tem o nome de "copulinas".
As mulheres aparentemente produzem substâncias similares nas suas secreções vaginais. Os especialistas concluiram que isso significa que elas estão mais receptivas para o sexo em determinados períodos. Partindo dessas pesquisas foram produzidos alguns aromas para serem utilizados pelas mulheres com o objetivo de atrair os homens. Mas é preciso considerar que a mulher vai atrair artificialmente qualquer homem e nem sempre é o que ela deseja.
Os milhões de gastos pela indústria de cosmético em perfumes e loções são, provavelmente, bastante incidentais para a questão de quem se aproxima de quem e como.
Alguns biólogos acham que os homens estão geneticamente programados para uma ampla variedade de mulheres atraentes e gostariam de levá-las para a cama; que sua missão ancestral em relação à espécie é espalhar seus genes. Quanto às mulheres, por tradição ancestral, parecem desejar um parceiro que protegerá suas crianças recem-nascidas, alguém responsável e competente. Portanto, para elas, a atração sexual tende a ser mais do que uma simples questão de nádegas durinhas e barriga lisa. Talvez tenha muito mais com o fato de um homem ser gentil, atencioso e dedicado, tanto quanto forte e confiável.
Mais do que atrair para o sexo o relacionamento pressupõe uma partilha de vida porque o sexo é apenas uma parcela do relacionamento entre duas pessoas. É daí que vem a idéia de companheirismo, cumplicidade e amor fraterno que unem pessoas nos mesmos objetivos formando almas gêmeas.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br
domingo, 20 de janeiro de 2013
O SONHO DE SER MULHER
O SONHO DE SER MULHER
A identidade diz que ela nasceu homem, mas o coração só reconhece a mulher que existe naquele belo corpo feminino.
"A anatomia dita o destino". Esta frase de Freud é uma verdade incontestável. Com ela o velho sábio queria nos explicar que todos nós, homens e mulheres, somos dependentes de nossa fisiologia; que tendências e propensões inatas tinham efeito sobre nosso comportamento e que essas propriedades eram diferentes em cada um dos dois sexos.
Já na puberdade afloram os traços femininos e ela passa a se identificar intimamente como menina. É um momento muito difícil, tanto para ela como para os pais. A mãe, a princípio pode não aceitar, mas acaba sendo vencida pelo amor maternal e o sentimento feminino que nunca lhe nega a realidade. O pai não aceita, prefere ignorá-la ou até mesmo considerá-la como um filho que morreu.
O tempo passa e aquela menina se torna uma bela mulher. A identidade não mudou, mas é hora de enfrentar a vida como ela é.
Os primeiros constrangimentos começam na pré-escola. Os colegas a olham com desconfiança e quando o estudo é sobre biologia - especialmente na questão da sexualidade - tudo fica extremamente difícil. Muitas nem conseguem assistir a aula e fogem assustadas para casa. Ela sabe que é diferente, mas não entende o motivo. Para ela seu sexo parece uma aberração. Não consegue entender porque uma mulher pode possuir um pênis. Mas é chegado o momento de decisão que determinará seu futuro.
Quando os pais não toleram, a filha acaba fugindo para as ruas e aí começa o grande sofrimento. Sem um teto para abrigo e uma mesa farta, o que lhe resta e viver como mendiga, cobrindo-se com jornais, papelões e catando alimento nas lixeiras em fente as lanchonetes. Na hora da higiene, sente falta do chuveiro quente de casa que é substituido pelo chafaris da praça ou alguma bica disponível. Voltar aos estudos é um sonho muito distante. O próximo passo é a prostituição e as drogas.
Mas existe também as meninas transexuais nascidas em famílias abastadas e liberais, cujos pais tem formação suficiente para entender o problema hormonal da filha e lhe dão todo o apoio. Essas meninas, mesmo sendo portadoras de um pênis, crescem lindas, estudam normalmente com suas colegas de classe e chegam à faculdade. O segredo é só seu, vive seu enigma sexual e todos imaginam que trata-se de uma menina ainda virgem, que de certa forma é verdade. Da faculdade saem formadas arquitetas, médicas, advogadas, professoras, artistas. Muitas, com o apoio da família, já fizeram a operação para mudança de sexo, mas a identidade continua sendo a grande barreira a ser vencida.
Na idade adulta, além das dificuldades para vencer numa profissão digna, a mulher que nasceu homem enfrenta uma luta ainda maior: provar que é mulher e mudar a identidade (RG). A justiça é o símbolo da lentidão que todos conhecem. É preciso não esmorecer, afinal esta é talvez a última barreira para ser plenamente feliz e realizada.
Na questão amorosa tudo pode acontecer. Os homens, na sua grande maioria, nem sob tortura confessarão, mas gostariam de sair com um travesti ou transxesual. E não é raro acontecer que se apaixonem perdidamente. Mas a menina que nasceu menino quer ser mulher e quer ser tratada como tal. Ela é do "sexo frágil" e tem os mesmos sonhos de toda a menina: algum dia, casar vestida de véu e grinalda, mesmo que não seja numa igreja, com um príncipe que vai lhe proteger pelo resto da vida.
Os estudos sobre o papel dos hormônios do sexo indicam que eles não apenas determinam e diferenciação dos órgãos sexuais (masculino ou feminino), mas também programam o cérebro durante o desenvolvimento do feto, para que o futuro ser venha demonstrar um comportamento masculino ou feminino, independente da formação do seu orgão sexual.
Os principais hormônios do sexo são segregados nos testículos do homem (testosterona) ou nos ovários da mulher (progesterona e estrógeno). As glândulas suprarenais também segregam hormônios do sexo, inclusive pequenas quantidades de testosterona e androstenedione - outro hormônio masculino-, bem como uma série de outros hormônios importantes como cortisol, cortisona e adrenalina.
Quando mais os estudiosos avançam seus conhecimentos sobre as influências dos hormônios na vida, mais claro fica sua complexidade.
A verdade é que ambos os sexos produzem também hormônios do sexo oposto. Assim como o poderoso "beta-estradiol 17" - hormônio tipicamente feminino - pode ser encontrado na corrente sangüínea dos homens, também a testosterona - hormônio tipicamente masculino - pode ser encontrado na corrente sangüínea das mulheres. O que determina o comportamento de homem não é a ausência de estrógeno, mas sim, o elevado nível de testosterona que anula os efeitos dos hormônios femininos. Da mesma forma o comportamento tipicamente feminino é devido à prevalência de progesterona e estrógeno que anulam a quantidade de testosterona presente naquele ser.
Tanto nos homens como nas mulheres é a testosterona que parece ser o hormônio que têm maior influência sobre o instinto sexual. Pode até parecer absurdo que seja um hormônio masculino o responsável pelo instinto sexual das mulheres, mas a verdade é que várias pesquisas levam a essa conclusão.
Por muito tempo se pensou que o comportamento sexual tivesse razões meramente genéticas. Isto é, o macho age como macho porque é geneticamente um macho. Os estudos dos hormônios indicam que não é bem por aí.
A importância dos hormônios do sexo não se limita ao período em que o ser atinge a puberdade. As pesquisas demonstram que os hormônios sexuais estão presentes no corpo desde o período de desenvolvimento pré-natal. As quantidades nas quais eles aparecem no útero são fundamentais não apenas para a diferenciação do sexo - isto é, para produzir um menino ou menina -, mas também para a diferenciação dos tecidos do sistema nervoso, que regulará o comportamento masculino ou feminino na vida adulta. São exatamente essas quantidades que, quando estão em desequilíbrio, irão produzir um homem com comportamento feminino ou uma mulher com comportamento masculino. Diante desse fato, fica bem claro que o comportamento sexual de cada um é herança hormonal que vem desde a concepção e desenvolvimento no útero da mãe. Portanto, nenhum pai ou mãe tem direito de maltratar ou rejeitar o filho por essa razão. A criança que nasce bem feminina, mas com um pênis é a maior vítima do desequlíbrio hormanal e precisa de todo o apoio - dos pais e da sociedade - para superar as dificuldades e ser feliz.
O avanço da ciência neste campo taz consigo profundas mudanças na vida das pessoas. A química do sexo é muito poderosa e pode alterar a forma de vida sexual de qualquer um.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br
A identidade diz que ela nasceu homem, mas o coração só reconhece a mulher que existe naquele belo corpo feminino.
"A anatomia dita o destino". Esta frase de Freud é uma verdade incontestável. Com ela o velho sábio queria nos explicar que todos nós, homens e mulheres, somos dependentes de nossa fisiologia; que tendências e propensões inatas tinham efeito sobre nosso comportamento e que essas propriedades eram diferentes em cada um dos dois sexos.
Já na puberdade afloram os traços femininos e ela passa a se identificar intimamente como menina. É um momento muito difícil, tanto para ela como para os pais. A mãe, a princípio pode não aceitar, mas acaba sendo vencida pelo amor maternal e o sentimento feminino que nunca lhe nega a realidade. O pai não aceita, prefere ignorá-la ou até mesmo considerá-la como um filho que morreu.
O tempo passa e aquela menina se torna uma bela mulher. A identidade não mudou, mas é hora de enfrentar a vida como ela é.
Os primeiros constrangimentos começam na pré-escola. Os colegas a olham com desconfiança e quando o estudo é sobre biologia - especialmente na questão da sexualidade - tudo fica extremamente difícil. Muitas nem conseguem assistir a aula e fogem assustadas para casa. Ela sabe que é diferente, mas não entende o motivo. Para ela seu sexo parece uma aberração. Não consegue entender porque uma mulher pode possuir um pênis. Mas é chegado o momento de decisão que determinará seu futuro.
Quando os pais não toleram, a filha acaba fugindo para as ruas e aí começa o grande sofrimento. Sem um teto para abrigo e uma mesa farta, o que lhe resta e viver como mendiga, cobrindo-se com jornais, papelões e catando alimento nas lixeiras em fente as lanchonetes. Na hora da higiene, sente falta do chuveiro quente de casa que é substituido pelo chafaris da praça ou alguma bica disponível. Voltar aos estudos é um sonho muito distante. O próximo passo é a prostituição e as drogas.
Mas existe também as meninas transexuais nascidas em famílias abastadas e liberais, cujos pais tem formação suficiente para entender o problema hormonal da filha e lhe dão todo o apoio. Essas meninas, mesmo sendo portadoras de um pênis, crescem lindas, estudam normalmente com suas colegas de classe e chegam à faculdade. O segredo é só seu, vive seu enigma sexual e todos imaginam que trata-se de uma menina ainda virgem, que de certa forma é verdade. Da faculdade saem formadas arquitetas, médicas, advogadas, professoras, artistas. Muitas, com o apoio da família, já fizeram a operação para mudança de sexo, mas a identidade continua sendo a grande barreira a ser vencida.
Na idade adulta, além das dificuldades para vencer numa profissão digna, a mulher que nasceu homem enfrenta uma luta ainda maior: provar que é mulher e mudar a identidade (RG). A justiça é o símbolo da lentidão que todos conhecem. É preciso não esmorecer, afinal esta é talvez a última barreira para ser plenamente feliz e realizada.
Na questão amorosa tudo pode acontecer. Os homens, na sua grande maioria, nem sob tortura confessarão, mas gostariam de sair com um travesti ou transxesual. E não é raro acontecer que se apaixonem perdidamente. Mas a menina que nasceu menino quer ser mulher e quer ser tratada como tal. Ela é do "sexo frágil" e tem os mesmos sonhos de toda a menina: algum dia, casar vestida de véu e grinalda, mesmo que não seja numa igreja, com um príncipe que vai lhe proteger pelo resto da vida.
Os estudos sobre o papel dos hormônios do sexo indicam que eles não apenas determinam e diferenciação dos órgãos sexuais (masculino ou feminino), mas também programam o cérebro durante o desenvolvimento do feto, para que o futuro ser venha demonstrar um comportamento masculino ou feminino, independente da formação do seu orgão sexual.
Os principais hormônios do sexo são segregados nos testículos do homem (testosterona) ou nos ovários da mulher (progesterona e estrógeno). As glândulas suprarenais também segregam hormônios do sexo, inclusive pequenas quantidades de testosterona e androstenedione - outro hormônio masculino-, bem como uma série de outros hormônios importantes como cortisol, cortisona e adrenalina.
Quando mais os estudiosos avançam seus conhecimentos sobre as influências dos hormônios na vida, mais claro fica sua complexidade.
A verdade é que ambos os sexos produzem também hormônios do sexo oposto. Assim como o poderoso "beta-estradiol 17" - hormônio tipicamente feminino - pode ser encontrado na corrente sangüínea dos homens, também a testosterona - hormônio tipicamente masculino - pode ser encontrado na corrente sangüínea das mulheres. O que determina o comportamento de homem não é a ausência de estrógeno, mas sim, o elevado nível de testosterona que anula os efeitos dos hormônios femininos. Da mesma forma o comportamento tipicamente feminino é devido à prevalência de progesterona e estrógeno que anulam a quantidade de testosterona presente naquele ser.
Tanto nos homens como nas mulheres é a testosterona que parece ser o hormônio que têm maior influência sobre o instinto sexual. Pode até parecer absurdo que seja um hormônio masculino o responsável pelo instinto sexual das mulheres, mas a verdade é que várias pesquisas levam a essa conclusão.
Por muito tempo se pensou que o comportamento sexual tivesse razões meramente genéticas. Isto é, o macho age como macho porque é geneticamente um macho. Os estudos dos hormônios indicam que não é bem por aí.
A importância dos hormônios do sexo não se limita ao período em que o ser atinge a puberdade. As pesquisas demonstram que os hormônios sexuais estão presentes no corpo desde o período de desenvolvimento pré-natal. As quantidades nas quais eles aparecem no útero são fundamentais não apenas para a diferenciação do sexo - isto é, para produzir um menino ou menina -, mas também para a diferenciação dos tecidos do sistema nervoso, que regulará o comportamento masculino ou feminino na vida adulta. São exatamente essas quantidades que, quando estão em desequilíbrio, irão produzir um homem com comportamento feminino ou uma mulher com comportamento masculino. Diante desse fato, fica bem claro que o comportamento sexual de cada um é herança hormonal que vem desde a concepção e desenvolvimento no útero da mãe. Portanto, nenhum pai ou mãe tem direito de maltratar ou rejeitar o filho por essa razão. A criança que nasce bem feminina, mas com um pênis é a maior vítima do desequlíbrio hormanal e precisa de todo o apoio - dos pais e da sociedade - para superar as dificuldades e ser feliz.
O avanço da ciência neste campo taz consigo profundas mudanças na vida das pessoas. A química do sexo é muito poderosa e pode alterar a forma de vida sexual de qualquer um.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br
sábado, 19 de janeiro de 2013
A SEXUALIDADE NA CLEPTOMANIA
A SEXUALIDADE NA CLEPTOMANIA
Todo o desejo, ao ser reprimido, se vê recalcado no inconsciente a ponto de não mais poder ser identificado pelo consciente. Esse desejo não satisfeito se manifsta por tenções intoleráveis enquanto não forem expandidas em forma de satisfação. O cleptomaniaco vive um permanente conflito entre o seu consciente e o inconsciente. O consciente manifesta sua ação de resistência, que pode ser de ordem moral, gerado pelo superego que a educação organizou em seu íntimo. O ego consciente se opõe a manifestações cujas conseqüências ele teme.
A pressão do desejo pode procurar satisfazer-se por outras vias. Para o inconsciente, atos simbólicos possuem tanto valor quanto uma satisfação real e, particularmente a posse de um objeto carregado de um potencial afetivo, tomado de empréstimo ao objeto real do verdadeiro desejo reprimido.
A diferença anatômica entre os sexos, centrada na existência ou ausência do pênis, independente de todo o seu papel erótico ou genital, parece conferir poderes mágicos ao seu detentor. Fisicamente os meninos são mais fortes que as meninas; não engravidam; gozam de maior liberdade e quando adultos serão a maior autoridade da família. Além disso o pai desvia em proveito próprio o amor da mãe, que a criança desejaria monopolizar. Diante disso, ela imagina o falo como sendo o símbolo do poder concretizado no pênis.
A partir daí, nascem poderosos fantasma, cuja sorte será jogada através da fase "edipiana", tão determinante para a construção da imagem de si mesmo e da relação com outrem. É nessa fase que a criança, menino ou menina, vai tentar interferir no amor conjugal dos pais para derivá-lo para si, mesmo sentindo a culpabilidade pelo desejo de amor que ela cobiça.
A menina que sofreu, sentindo-se injustiçada por ser privada do pênis precisa descobrir o poder de seus encantos específicos, da possibilidade de conquistá-lo na realização sexual e, finalmente de acender à maternidade. Se isto não bastar para preencher seu sentimento inicial de carência, permanecerá obsecada pela primitiva inveja do pênis. Esses desejos serão tanto mais fortemente recalcados quando organizados em torno da imagem paterna. Esse complexo repercutirá de diversas maneiras sobre o destino sexual da mulher que por ele foi atingida. Profundamente impressionada pela obsessão secreta de uma falta essensial e torturada pelo desejo de se apoderar do que o outro tem e ela não tem, a cleptômana sentir-se-á irresistivelmente impelida a furtar para satisfazer essa necessidade imperiosa, que ela não mais compreende.
A ligação erótica subjacente entre o furto e a realização sexual, por vezes, aflorará à consciência. Para algumas a compulsão, o ato de roubar e sua seqüência são conscientemente percebidos como erotizados. Aqui é o próprio ato de tirar algo de alguém que produz a satisfação. Mas a cleptomania pode se organizar também em torno de objetos que simbolizam, com maior ou menor evidência, aquilo que aparentemente lhe tiraram. Na base de tudo está o desejo de roubar aquilo que ela imagina que seu pai recusou dar-lhe na infância. Geralmente são objetos viris como armas de fogo, bengalas, canivetes, ou objetos que o pai dava à sua mãe como lingerie, vestidos elegantes, bolsas e jóias valiosas que se acrescentavam ostensivamente a seu corpo. Muitas só conseguem se sentir satisfeitas furtando em lojas vigiadas por fiscais masculinos. Ela se sente triunfante em furtar os objetos diante dos vigias que ali estão para impedí-la.
Uma pergunta que frequentemente se houve é por que furtar, quando se poderia, por exemplo, comprar? É que essa satisfação "legítima" não basta para a mulher obsecada por uma carência injustificada. Comprar é dar dinheiro em troca, enquanto que a reivindicação implica tomar aquilo que a frustrou e tirá-lo àquele que o açambarca de maneira abusiva. Só o furto, com seu duplo caráter de "agressão" e "transgressão", pode apaziguar sua insatisfação fundamental. Náo é, pois, supreendente constatar que os cleptomaníacos tenham meios para comprar aquilo que furtam com riscos e perigos. Esses objetos, quase sempre, apresentam um valor aparentemente irrisório. Outro fator interessante a se observar é que as crises de cleptomania coincidem frequentemente com as regras menstruais que a cada mes trás à toma a prova intolerável da não -virilidade. Os bens pessoais da cleptômana, como móveis outros objetos, costumam estar intimante ligados à esfera sexual, tanto que a excitação que acompanha suas manifestações pode ser considerada um substituto do prazer erótico que desencadeia em seu autor uma reação quase orgástica.
O termo cleptomania reserva-se aos furtos compulsivos, cujas ressonâncias sexuais estão tão profundamente recalcadas que não se deixam transparecer. Nessas condições, a cleptomania seria uma afecção exclusivamente feminina. Está é a opinião da maioria dos estudiosos. Entretanto, muitos casos de furtos obsessionais, com caráter compulsivo e forte componente erótico, foram observados em homens, mas são raros e o diagnóstico de cleptomania é muito discutível.
Nicéas Romeo Zanchett
http://asfabulasdeesopo.blogspot.com.br
Todo o desejo, ao ser reprimido, se vê recalcado no inconsciente a ponto de não mais poder ser identificado pelo consciente. Esse desejo não satisfeito se manifsta por tenções intoleráveis enquanto não forem expandidas em forma de satisfação. O cleptomaniaco vive um permanente conflito entre o seu consciente e o inconsciente. O consciente manifesta sua ação de resistência, que pode ser de ordem moral, gerado pelo superego que a educação organizou em seu íntimo. O ego consciente se opõe a manifestações cujas conseqüências ele teme.
A pressão do desejo pode procurar satisfazer-se por outras vias. Para o inconsciente, atos simbólicos possuem tanto valor quanto uma satisfação real e, particularmente a posse de um objeto carregado de um potencial afetivo, tomado de empréstimo ao objeto real do verdadeiro desejo reprimido.
A diferença anatômica entre os sexos, centrada na existência ou ausência do pênis, independente de todo o seu papel erótico ou genital, parece conferir poderes mágicos ao seu detentor. Fisicamente os meninos são mais fortes que as meninas; não engravidam; gozam de maior liberdade e quando adultos serão a maior autoridade da família. Além disso o pai desvia em proveito próprio o amor da mãe, que a criança desejaria monopolizar. Diante disso, ela imagina o falo como sendo o símbolo do poder concretizado no pênis.
A partir daí, nascem poderosos fantasma, cuja sorte será jogada através da fase "edipiana", tão determinante para a construção da imagem de si mesmo e da relação com outrem. É nessa fase que a criança, menino ou menina, vai tentar interferir no amor conjugal dos pais para derivá-lo para si, mesmo sentindo a culpabilidade pelo desejo de amor que ela cobiça.
A menina que sofreu, sentindo-se injustiçada por ser privada do pênis precisa descobrir o poder de seus encantos específicos, da possibilidade de conquistá-lo na realização sexual e, finalmente de acender à maternidade. Se isto não bastar para preencher seu sentimento inicial de carência, permanecerá obsecada pela primitiva inveja do pênis. Esses desejos serão tanto mais fortemente recalcados quando organizados em torno da imagem paterna. Esse complexo repercutirá de diversas maneiras sobre o destino sexual da mulher que por ele foi atingida. Profundamente impressionada pela obsessão secreta de uma falta essensial e torturada pelo desejo de se apoderar do que o outro tem e ela não tem, a cleptômana sentir-se-á irresistivelmente impelida a furtar para satisfazer essa necessidade imperiosa, que ela não mais compreende.
A ligação erótica subjacente entre o furto e a realização sexual, por vezes, aflorará à consciência. Para algumas a compulsão, o ato de roubar e sua seqüência são conscientemente percebidos como erotizados. Aqui é o próprio ato de tirar algo de alguém que produz a satisfação. Mas a cleptomania pode se organizar também em torno de objetos que simbolizam, com maior ou menor evidência, aquilo que aparentemente lhe tiraram. Na base de tudo está o desejo de roubar aquilo que ela imagina que seu pai recusou dar-lhe na infância. Geralmente são objetos viris como armas de fogo, bengalas, canivetes, ou objetos que o pai dava à sua mãe como lingerie, vestidos elegantes, bolsas e jóias valiosas que se acrescentavam ostensivamente a seu corpo. Muitas só conseguem se sentir satisfeitas furtando em lojas vigiadas por fiscais masculinos. Ela se sente triunfante em furtar os objetos diante dos vigias que ali estão para impedí-la.
Uma pergunta que frequentemente se houve é por que furtar, quando se poderia, por exemplo, comprar? É que essa satisfação "legítima" não basta para a mulher obsecada por uma carência injustificada. Comprar é dar dinheiro em troca, enquanto que a reivindicação implica tomar aquilo que a frustrou e tirá-lo àquele que o açambarca de maneira abusiva. Só o furto, com seu duplo caráter de "agressão" e "transgressão", pode apaziguar sua insatisfação fundamental. Náo é, pois, supreendente constatar que os cleptomaníacos tenham meios para comprar aquilo que furtam com riscos e perigos. Esses objetos, quase sempre, apresentam um valor aparentemente irrisório. Outro fator interessante a se observar é que as crises de cleptomania coincidem frequentemente com as regras menstruais que a cada mes trás à toma a prova intolerável da não -virilidade. Os bens pessoais da cleptômana, como móveis outros objetos, costumam estar intimante ligados à esfera sexual, tanto que a excitação que acompanha suas manifestações pode ser considerada um substituto do prazer erótico que desencadeia em seu autor uma reação quase orgástica.
O termo cleptomania reserva-se aos furtos compulsivos, cujas ressonâncias sexuais estão tão profundamente recalcadas que não se deixam transparecer. Nessas condições, a cleptomania seria uma afecção exclusivamente feminina. Está é a opinião da maioria dos estudiosos. Entretanto, muitos casos de furtos obsessionais, com caráter compulsivo e forte componente erótico, foram observados em homens, mas são raros e o diagnóstico de cleptomania é muito discutível.
Nicéas Romeo Zanchett
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ADÃO E EVA E O SEXO NA BÍBLIA
ADÃO E EVA E O SEXO NA BÍBLIA
A lenda bíblica de Adão e Eva, pais da humanidade segundo o cristianismo e, conforme seu sentido primitivo, uma afirmação da importância e necessidade da união sexual. Ela é entendida da mesma maneira, pelo antigo e pelo atual judaísmo. Devido à influência da filosofia grega, o texto do Velho Testamento sofreu novas interpretações, convertendo-se aquele primeiro ato sexual do homem num "Pecado Original". Entretanto, essa concepção não coresponde à da Bíblia e sim da filosofia helênica.
Por sentimento de culpa, depois de ter cometido o primeiro pecado sexual - ou Pecado Original -, eles passaram a cobrir o sexo e, segundo a lenda sentiram vergonha de estarem nus.
De maneira geral, pode-se afirmar que a hostilidade observada no cristinismo contra o sexo não provém da Bíblia e sim da filosofia helênica. A interpretação errônea dos textos sagrados originou certa afirmação de Santo Agostinho, na qual êle descreve a geração no paraíso como um ato sem prazer físico. Também não se encontra na Bíblia qualquer passagem que justifique o desprezo à mulher, tanto pela igreja como pelo cristinismo, mesmo se considerarmos a culpa e participação de Eva no tal "Pecado Original". Na verdade o desprezo à mulher começa no Banquete de Platão, onde o filósofo grego declara que a mulher é mais fraca e menos perfeita que o homem porque possui "menos alma". Essa foi a grande burrice de Platão. Em seu banquete, perdeu a oportunidade de não dizer bobagens.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br
A lenda bíblica de Adão e Eva, pais da humanidade segundo o cristianismo e, conforme seu sentido primitivo, uma afirmação da importância e necessidade da união sexual. Ela é entendida da mesma maneira, pelo antigo e pelo atual judaísmo. Devido à influência da filosofia grega, o texto do Velho Testamento sofreu novas interpretações, convertendo-se aquele primeiro ato sexual do homem num "Pecado Original". Entretanto, essa concepção não coresponde à da Bíblia e sim da filosofia helênica.
Por sentimento de culpa, depois de ter cometido o primeiro pecado sexual - ou Pecado Original -, eles passaram a cobrir o sexo e, segundo a lenda sentiram vergonha de estarem nus.
De maneira geral, pode-se afirmar que a hostilidade observada no cristinismo contra o sexo não provém da Bíblia e sim da filosofia helênica. A interpretação errônea dos textos sagrados originou certa afirmação de Santo Agostinho, na qual êle descreve a geração no paraíso como um ato sem prazer físico. Também não se encontra na Bíblia qualquer passagem que justifique o desprezo à mulher, tanto pela igreja como pelo cristinismo, mesmo se considerarmos a culpa e participação de Eva no tal "Pecado Original". Na verdade o desprezo à mulher começa no Banquete de Platão, onde o filósofo grego declara que a mulher é mais fraca e menos perfeita que o homem porque possui "menos alma". Essa foi a grande burrice de Platão. Em seu banquete, perdeu a oportunidade de não dizer bobagens.
Nicéas Romeo Zanchett
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AS PRÁTICAS DE CIRCUNCISÃO
AS PRÁTICAS DE CIRCUNCISÃO
A circuncisão significa literalmente "cortar em volta". A circuncisão masculina é o corte do prepúcio da ponta do pênis, deixando a glande exposta.
Nas décadas de 20 e 30 quase todos os meninos nascidos em áreas urbanas da Inglaterra e dos EUA eram circuncidados no nascimento, como resultado de uma crença generalizada de que era higiênico e saudável. Em nossos dias essa espécie de "circuncisão social" está fora de moda. Vivemos num tempo em que poucos médicos já fizeram este tipo de operação que, a cincoenta anos atrás, era considerado parte de qualquer repertório cirúrgico. A principal mudança se deu pelas mortes ocasionais de garotinhos por causa de hemorragias. É que nem sempre as circuncisões eram feitas por médicos habilitados e isso, muitas vezes, causava graves danos à saúde dos meninos.
Hoje a circuncisão ainda é praticada em rituais religiosos e, raramente, por motivos médicos.
Um dos principais motivos para a circuncisão dos bebês meninos era a equivocada idéia de higiene e prevenção de doenças.
Muitas mães, devido a conselhos desavisados, manipulam o prepúcio do bebê para trás repetidas vezes. A idéia é provocar uma dilatação para que, no futuro, haja maior facilidade na exposição da glande. Entretanto isso pode provocar pequenas fissuras que, embora se curem facilmente, são doloridas e algumas vezes pode provocar infecções que precisarão intervenção médica. O ideal é sempre conversar com o pediatra sobre este polêmico assunto.
Muitas vezes o prepúcio de um adulto, por não ser suficientemente desenvolvido, não se retrai facilmente para permitir a exposição da glande. Êsse é o caso mais comum de cirurgia (circuncisão) na idade adulta de muitos homens. Muito raramente o prepúcio é tão apertado que atrapalhe na hora de urinar, mas, algumas vezes, dificulta na pratica sexual que pode se tornar dolorosa devido à pressão exercida sobre a pele do pênis ereto. Esta é a única razão médica para a cirurgia.
A rotina da circuncisão em recem-nascidos significa, obviamente, que diminui o número de operações entre os maiores e há certa evidência de que, entre aqueles que foram submetidos à circuncisão, algumas doenças sexualmente transmissíveis são menos comuns. Existe uma substância chamada esmegma - do grego, sabão - que é pegajosa e se forma debaixo do prepúcio de quem não se lava correta e regularmente. O esmegma tem sido notícia nos meios médicos porque algumas pesquisas cietíficas indicam que, especialmente o esmegma de fumantes, pode ser causa do desenvolvimento de câncer nas mulheres. É claro que quem não tem prepúcio não forma esmegma. O câncer de pênis é muito raro e não costuma ocorrer entre homens circuncidados. Há certa evidência de que algumas doenças sexualmente transmissíveis são menos comuns entre os que foram submetidos à cirurgia. Mas a verdadeira causa dessa transmissão de doenças é a falta de higiene por parte dos homens não circuncidados.
Em algumas culturas a circuncisão dos homens, assim como a "ablação do clitóris" das mulheres, fazem parte de um rito de iniciação que anuncia a passagem da infância e o começo da vida sexual. Garotos judeus são circundados pelos rabinos e os muçulmanos consideram os não circundados como infiéis.
O equivalente rito feminino, bárbaro e doloroso, ainda é praticado em algumas culturas, especialmente no Sudão. Nesses casos, todos os órgãos externos femininos, incluindo o clitóris, são cortados quando a garota atinge a puberdade. Essa violência não é feita por motivos religiosos, mas para garantir a fidelidade das futuras esposas. Os órgãos são removidos para que as garotas não desenvolvam desejos sexuais ao atingir a maturidade. Dessa forma, garantem os bárbaros, elas permanecerão fiéis aos seus maridos. Essa prática de excisão do clitóris e grandes lábios vulvares é uma ignorância secular que já foi muito praticada no Egito, Núbia, Abssínia, em áreas do Sudão e multiplos agrupamentos de africanos selvagens.
Felizmente, para alívio da indefesas adolescentes, esta prática selvagem está com seu fim muito próximo.
Nicéas Romeo Zanchett
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A circuncisão significa literalmente "cortar em volta". A circuncisão masculina é o corte do prepúcio da ponta do pênis, deixando a glande exposta.
Nas décadas de 20 e 30 quase todos os meninos nascidos em áreas urbanas da Inglaterra e dos EUA eram circuncidados no nascimento, como resultado de uma crença generalizada de que era higiênico e saudável. Em nossos dias essa espécie de "circuncisão social" está fora de moda. Vivemos num tempo em que poucos médicos já fizeram este tipo de operação que, a cincoenta anos atrás, era considerado parte de qualquer repertório cirúrgico. A principal mudança se deu pelas mortes ocasionais de garotinhos por causa de hemorragias. É que nem sempre as circuncisões eram feitas por médicos habilitados e isso, muitas vezes, causava graves danos à saúde dos meninos.
Hoje a circuncisão ainda é praticada em rituais religiosos e, raramente, por motivos médicos.
Um dos principais motivos para a circuncisão dos bebês meninos era a equivocada idéia de higiene e prevenção de doenças.
Muitas mães, devido a conselhos desavisados, manipulam o prepúcio do bebê para trás repetidas vezes. A idéia é provocar uma dilatação para que, no futuro, haja maior facilidade na exposição da glande. Entretanto isso pode provocar pequenas fissuras que, embora se curem facilmente, são doloridas e algumas vezes pode provocar infecções que precisarão intervenção médica. O ideal é sempre conversar com o pediatra sobre este polêmico assunto.
Muitas vezes o prepúcio de um adulto, por não ser suficientemente desenvolvido, não se retrai facilmente para permitir a exposição da glande. Êsse é o caso mais comum de cirurgia (circuncisão) na idade adulta de muitos homens. Muito raramente o prepúcio é tão apertado que atrapalhe na hora de urinar, mas, algumas vezes, dificulta na pratica sexual que pode se tornar dolorosa devido à pressão exercida sobre a pele do pênis ereto. Esta é a única razão médica para a cirurgia.
A rotina da circuncisão em recem-nascidos significa, obviamente, que diminui o número de operações entre os maiores e há certa evidência de que, entre aqueles que foram submetidos à circuncisão, algumas doenças sexualmente transmissíveis são menos comuns. Existe uma substância chamada esmegma - do grego, sabão - que é pegajosa e se forma debaixo do prepúcio de quem não se lava correta e regularmente. O esmegma tem sido notícia nos meios médicos porque algumas pesquisas cietíficas indicam que, especialmente o esmegma de fumantes, pode ser causa do desenvolvimento de câncer nas mulheres. É claro que quem não tem prepúcio não forma esmegma. O câncer de pênis é muito raro e não costuma ocorrer entre homens circuncidados. Há certa evidência de que algumas doenças sexualmente transmissíveis são menos comuns entre os que foram submetidos à cirurgia. Mas a verdadeira causa dessa transmissão de doenças é a falta de higiene por parte dos homens não circuncidados.
Em algumas culturas a circuncisão dos homens, assim como a "ablação do clitóris" das mulheres, fazem parte de um rito de iniciação que anuncia a passagem da infância e o começo da vida sexual. Garotos judeus são circundados pelos rabinos e os muçulmanos consideram os não circundados como infiéis.
O equivalente rito feminino, bárbaro e doloroso, ainda é praticado em algumas culturas, especialmente no Sudão. Nesses casos, todos os órgãos externos femininos, incluindo o clitóris, são cortados quando a garota atinge a puberdade. Essa violência não é feita por motivos religiosos, mas para garantir a fidelidade das futuras esposas. Os órgãos são removidos para que as garotas não desenvolvam desejos sexuais ao atingir a maturidade. Dessa forma, garantem os bárbaros, elas permanecerão fiéis aos seus maridos. Essa prática de excisão do clitóris e grandes lábios vulvares é uma ignorância secular que já foi muito praticada no Egito, Núbia, Abssínia, em áreas do Sudão e multiplos agrupamentos de africanos selvagens.
Felizmente, para alívio da indefesas adolescentes, esta prática selvagem está com seu fim muito próximo.
Nicéas Romeo Zanchett
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