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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

EJACULAÇÃO PRECOCE

EJACULAÇÃO PRECOCE




O fenômeno da ejaculação precoce não tem nenhuma relação com o orgasmo feminino. Esta disfunção sexual masculina se caracteriza pela emissão de esperma antes do momento desejado durante o coito.
Em relação à velocidade da emissão do sêmem, a ejaculação pode ser superprematura (antes mesmo da penetração), prematura simples (entre 10 segundos e dois minutos após o início do coito) e instável (dependente da circunstância psicológica do indivíduo). De modo geral, este problema transforma a relação sexual em verdadeira angústia, eliminando a situação do prazer. A medicina não identificou nenhuma doença física responsável pelo fenômeno. As pesquisas indicam que a ansiedade, o temor de um mau desempenho e o medo de fracaçar com a mulher podem gerar o mal. Também pode ser resultado de um verdadeiro condicionamento do indivíduo: homens que desempenham a atividade sexual sob pressão ou em situações de pressa e estresse. Não há um tratamento específico, já que as origens do mal podem ser várias. Somente o andrologista pode detectar a raíz do problema e prescrever desde manobras de compressão do pênis durante o ato sexual, autocontrole para ser praticado com masturbação, a drogas que equilibram os estados de ansiedade. Contrariamente ao que se divulga, a ejaculação precoce não é devida à hipersensibilidade da glande. Por isso, de nada adianta besuntá-la com pomadas, ungüentos ou géis analgésicos. Esses produtos acabam tendo efeito indesejado, pois ao anestesiarem a mucosa altamente erógena da glande, transformam o sexo num vai e vem mecânico sem nenhuma qualidade erótica.


Muitos homens chegam ao absurdo de culpar a companheira por seu problema. Isto pode desequilibrar totalmente o relacionamento e causar enorme infelicidade ao casal. Na verdade a mulher é a mais prejudicada, uma vez que não conseguirá obter nenhum prazer com a rápida relação.



Não se deve, de forma alguma, guiar-se por propagandas que prometem verdadeiros milagres. O que pode mesmo resolver o problema é a orientação de um bom profissional - o andrologista.


Nicéas Romeo Zanchett


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AMOR E ÓDIO

Escultura de Romeo Zanchett


AMOR E ÓDIO

                Como Nelson Mandela, precisamos aprender perdoar sempre. Como São Francisco de Assis, que tanto amava, protegia e se compadecia dos animais, precisamos de mais compaixão.

               Todas as paixões podem ser excitadas em nós sem que, de maneira alguma, percebamos se o objeto que as origina é bom ou mau. Temos amor pelas coisas que se nos apresentam como boas e convenientes para nós. Todavia, aquelas coisas que se nos afiguram prejudiciais aos nossos interesses, nos levam a considerá-las como más e nos excitam o ódio.

                Os remorsos são frutos de nossas ações impensadas. Tal como precedentes paixões, não dizem respeito ao futuro, mas sim ao presente e ao passado.

                A glória nasce da opinião favorável que os outros possam fazer do bem que em nós existe, tal como a vergonha é a censura que possam fazer-nos pelo mal que tivermos praticado.

                 O bem que os outros praticam desperta em nós a estima, embora não sejamos os favorecidos. Entretanto, quando este bem é para nós, além da estima, desperta a nossa gratidão.

                  O mal feito por alguém para alguém que não sejamos nós, apenas excita a nossa indignação, enquanto que aquele que nos é feito, além da indignação, desperta em nós a cólera e o ódio.

Nicéas Romeo Zanchett


domingo, 10 de julho de 2011

PRIAPISMO - EREÇÃO PROLONGADA

PRIAPISMO - EREÇÃO PROLONGADA
O priapismo é uma ereção intensa, prolongada e persistente que independe de excitação. Pode perdurar por mais de 4 horas e muitas vezes é acompanhada de dor. Ela pode ser desencadeada ou não pela atividade sexual. O pênis se torna ereto sem a participação da grande (cabeça do pênis) e dos corpos esponjosos que envolvem a uretra. Trata-se, portanto, de uma ereção exclusivamente dos corpos cavernosos.
As causas do priapismo são pouco compreendidas, mas envolvem complexos fatores neurológicos e vasculares.
Por incrível que pareça, ela acomete homens que, normalmente, têm dificuldades em conseguir um pouco de ereção. É muito comum que, nos primeiros instantes, o homem sinta-se orgulhoso de seu estado, pois pode transar duas, três, quatro vezes seguidas sem esforço. Quando isto acontece, devido à irritação provocada pela fricção, a ereção torna-se mais intensa a cada investida. Depois da quarta ou quinta vez, ele percebe que está com um grande problema. A ejaculação torna-se impossível, pois não há mais o que ejacular. O êxtase do orgasmo é substituido pela dor e o simples pensamento de mais uma cópula torna-se insuportável. Depois de 6 horas, se não revertida, pode levar a um quadro de impotência sexual pelo resto da vida. Quando o homem desconhece o assunto, muitas vezes, procura resolvê-lo copulando ou masturbando-se seguidamente. Só quando percebe que nada soluciona é que procura um médico.

Em geral o priapismo é sintoma de uma séria doença que afeta todo o corpo e que resulta da irritação da medula espinal e dos nervos que controlam a ereção. Às vezes, pode ser provocado por anormalidades dos vasos sangüíneos relacionados ao pênis. Também pode ser causado por medicamentos usados de forma errada; o uso de injeções penianas de drogas vasoativas (para provocar ereção), ou até com o uso abusivo de medicamentos via oral para ereção. Os mais comuns são os de tratamento de disfunção erétil. Há casos de priapismo causados por picadas de aranha "armadeira".
O priapismo pode se apresentar de duas formas: o de baixo fluxo (venoclusivo), que é mais freqüente e esta associado à dificuldade do retorno venoso. Este é doloroso porque dificulta a oxigenação do pênis. Já o priapismo de alto fluxo (arterial) é menos freqüente e indolor. Geralmente é causado por trauma peniano.
O tratamento pode ser feito de diversas formas. Cada caso é detalhadamente analisado pelo médico que diagosticará e fará o que melhor convier. Pode ser com drenagem do corpo cavernso; aspiração e lavagem do corpo cavernoso; injeção de drogas vasoativas (vasoconstritores) e aspiração do corpo cavernoso. Há casos em que é necessário a intervenção cirúrgica a fim de criar comunicações entre o corpo esponjoso e o cavernoso.
Sua ocorrência é baixa, mas sempre é uma emergência médica e o recomendado é procurar atendimento imediatamente.
O nome priapismo vem da mitologia grega. Priapo era um deus da fertilidade, filho de Afrodite, conhecido pelo seu longo e ereto falo.
Nicéas Romeo Zanchett
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

SEXO SEM PRAZER E AMOR SEM SEXO






SEXO SEM PRAZER E AMOR SEM SEXO




Fazer sexo com amor é maravilhoso. Más há pessoas que fazem sexo sem amor e outras que amam sem sexo.




No começo, o fascínio da paixão encobre as dificuldades que os parceiros eventualmente têm para gozar. Mais tarde, porém, o problema se evidencia e aos poucos o casal vai espaçando seus encontros sexuais até chegarem à abstinência total. No entanto, isto nem sempre acontece com os dois parceiros. Quando um deles continua interessado em praticar sexo pode acontecer que o outro apenas o faça para satisfazê-lo.




Muitos casais confundem o desisteresse pelo sexo com frigidez. Na maioria das vezes a mulher ama seu parceiro, mas não sente prazer com o sexo que praticam. Ela sabe que não é frígida, pois sempre teve bons orgasmos e agora só faz sexo com ele por amor. Este é um evidente caso de inabilidade do homem que está totalmente despreocupado com o prazer da sua mulher. É um egoísmo inaceitável.




Não são poucos os homens que tendem a orientar o ato sexual segundo suas necessidades, deixando as mulheres excluidas do prazer. Este sintoma é sério e tende a se agravar, se não forem tomadas as medidas necessárias. Muitas mulheres se adaptam a essa situação, mas algumas ficam muito carentes, cheias de desejo e vulneráveis. Quando isto acontece, tanto o amor como o próprio relacionamento do casal está em perigo.


O gozo feminino é um dos maiores mistérios humanos. Trata-se de uma questão sigilosa, sobre a qual as mulheres se calam ou mentem. O habitual é que elas ocultem seus verdadeiros desejos dos homens.


No início do romance os homens se mostram sensíveis e com real desejo de agradar a parceira. Com o passar do tempo, para muitos, o sexo em casa se torna uma prática maneira para aliviar suas tensões do dia a dia. Na hora de fazer amor são brutos e rápidos. Seu objetivo é apenas gozar e relaxar. A mulher vira um objeto sexual, cujos sentimentos não lhe interessam.


Na maioria das vezes o homem tem consciência de que não está permitindo que sua parceira atinja o orgasmo. Mas prefere se omitir porque se acha incompetente para solucionar o problema. Se ele conversar vai perceber que os problemas sexuais são simples de resolver. Fica tudo complicado quando, por machismo ou ignorância, ele nega o problema e a solução é sempre adiada. É preciso convencê-lo a abandonar a vaidade e a arrogância e tratar a questão com honestidade. Não há nenhum motivo para que ele sinta vergonha ou humilhação por não satisfazer a companheira. Ignorar a situação faz com que uma simples dificuldade transitória se torne um problema crônico ou até definitivo.


Uma falha na mecânica do ato sexual não é algo grave. A maioria das pessoas passa por alguma dificuldade em relação ao gozo mútuo. Para que ambos possam usufruir do sexo com prazer basta um pouco de sinceridade dizendo, por exemplo, qual é a sua posição sexual preferida. Assim os dois poderão caminhar em direção ao que mais lhes agrada. Se continuar tudo como está, é certo que, principalmente a mulher, não terá acesso ao prazer e não é nada justo passar o resto da vida sem sexo ou com sexo pela metade - sem prazer - apenas por amor ao parceiro.


Os homens precisam saber que as emoções femininas são como uma plantinha sensível que precisa ser constantemente irrigada. Passado algum tempo sem irrigação ela poderá murchar e até secar.


Muitas mulheres se queixam de que, no início da relação, tinham orgasmos intensos e que hoje só o conseguem raramente; que antes faziam amor em diversas posições e que hoje até as carícias e preliminares são quase inexistentes. Ora, as respostas estão nas próprias perguntas. Por que não voltar a inovar como faziam nos bons tempos?


Mesmo um homem bruto e insensível, se observar atentamente, perceberá que o corpo da sua amada está repleto de demandas por carícias, seus lábios guardam uma enorme quantidade de beijos e seu sexo está sedento de prazer. Se nada fizer, o tempo se encarregará de torná-la uma espécie de deserto árido e sem vida, ou então ela irá buscar fora de casa o prazer que lhe está sendo negado.


O sexo é o termômetro que mede o amor entre dois parceiros. Quanto maior o entrosamento, mais prazerosa será a relação.


Nicéas Romeo Zanchett






domingo, 3 de julho de 2011

O CIÚME E SUAS VÍTIMAS



O CIÚME E SUAS VÍTIMAS

              Sentir ciúme é basicamente sofrer por uma situação hipotética, decorrente de interpretações distorcidas que o ciumento faz dos sinais que percebe. 
               Todos nós conhecemos o ciúme desde quando éramos crianças. Ainda bebês, sentíamos ciúmes de qualquer pessoa que nos afastasse de nossa mãe ou de sua substituta. É um sentimento normal da infância, quando a criança tem medo de perder a protetora.
                O parceiro ciumento é abusivo e pode destruir o amor e a confiança da outra pessoa. Torna-se muito difícil estar num relacionamento no qual tenha que se manter sempre na defensiva e constantemente culpado por tudo o que acontece à sua volta. Tudo é muito cansativo e nenhuma explicação parece satisfazer o ciumento. Esse permanente estado de atenção gera stress e muitas vezes o ciumento se torna dependente dos esforços que seu parceiro faz para não provocar suas suspeitas. A vítima do ciumento também pode ficar dependente das incessantes exigências que ele faz. Um relacionamento assim, geralmente não tem futuro, pois o ciumento não muda, a não ser diante de um ultimato. Ele precisa de terapia para se livrar das ansiedades que motivam seus ciúmes exagerados, mas dificilmente reconhece a realidade para buscar ajuda.    
                 O ciumento costuma acusar seu parceiro de infidelidade, geralmente em momentos inoportunos, quando este têm dificuldade de provar o contrário. Cobra explicações sobre fatos passados e procura provocar incêndio onde nem há fogo. Constantemente atacando, desvia a atenção quanto à sua própria conduta. Isolam o objeto amado de amigos e parentes, mostrando-se sempre preocupado em acusá-lo para receber garantia de fidelidade. Essa insegurança enfraquece o relacionamento e diminui sua própria imagem diante do parceiro.
                  A tendência do ciúme doentio tem origem na infância. Quem teve na sua historia pessoal experiências de abandono é mais susceptível a sentir ciúme. Mas só precisa de ajuda terapêutica quem faz uma construção fantasiosa da realidade que está gerando seu ciúme. Com terapia específica o ciumento consegue mudar seu modo de pensar percebendo quanto a fantasia o está prejudicando.
                  Sentir ciume de vez em quando é normal. No entanto, quando a pessoa guarda o sentimento começa a imaginar situações e fazer perguntas capciosas para pegar o outro em falso. O ciumento crônico distorce a realidade e acredita em suas fantasias. Para ele, tudo prova que está sendo enganado ou rejeitado. Portanto, ter ciúme é sempre perigoso.
                   Ao contrário do que muitos pensam, o ciúme não é prova cabal de amor, mas de insegurança e falta de confiança no parceiro por quem está apaixonado.
                   A fronteira entre o saudável e o patológico é muito tênue. Não se pode classificar todo o ciúme como patológico. É preciso uma análise detalhada, feita por um especialista experiente, para classificar uma conduta como tal. Caso contrário, ninguém mais poderia ter ciúme que, quando saudável, é parte integrante do amor. O que torna o ciúme um sentimento patológico é sua intensidade e freqüência, podendo tornar-se até delirante. Nesse caso é comum gerar taquicardia, frieza nas mãos e nos pés, contraturas musculares, etc. São sintomas semelhantes ao pânico. Com a freqüência das crises de ciúme, podem surgir dores musculares e nas articulações, sintomas alérgicos e insônia crônica, que tornam o ciumento um forte candidato ao infarto. 
                     Se você é um ciumento patológico e quer se livrar desse sentimento, comece por desconfiar, em primeiro lugar, de si mesmo. Procure preencher seu tempo livre com atividades tipo ginástica, cursos, leituras, passeios, etc. Seja você mesmo e não queira se mostrar como uma pessoa aberta e segura. Isso evitará que a sua ansiedade aumente e que as brigas, pela tentativa de culpabilizar o parceiro, se intensifiquem.
                     Se você é a vítima de ciumento saiba que a melhor maneira de lidar com ele é não deixá-lo com dúvidas. Responda suas perguntas de forma direta e sem meias palavras. A indiferença só o estimula. Se ele tenta esticar a conversa, procure encerrar o assunto. A melhor estratégia para esfriar a cabeça é adiar a conversa para um momento mais oportuno, quando os dois estiverem calmos. Para elevar sua auto-estima, faça uma lista de suas qualidades e leia para você mesma todos os dias.
                    É muito difícil abandonar velhos hábitos e estabelecer um novo relacionamento baseado em confiança e interesse comuns. Geralmente as pessoas que estão num relacionamento como esse terminam perdendo a espernça de conter a incessante ansiedade e acabam se separando. Lembre-se sempre de que um amor verdadeiro é, acima de tudo, baseado na confiança mútua. Quando esta confiança deixa de existir o melhor caminho é a separação, pois o ciúme pode se tornar destruidor e perigoso.

Nicéas Romeo Zanchett

terça-feira, 28 de junho de 2011

CELIBATO CLERICAL - ABSTINÊNCIA SEXUAL



CELIBATO CLERICAL - ABSTINÊNCIA SEXUAL

O celibato clerical já existia no século I, entre os eremitas e o monges. Naquela época era considerado um estilo de vida opcional, alternativo. Foram os políticos medievais que deram origem à disciplina do celibato clerical obrigatório.

O primeiro celibato obrigatório da Igreja Católica foi decretado pelo Concílio de Elvira (295 x 302). Elvira era uma simples província romana e por isso essa decisão não foi cumprida por toda a Igreja. Já o Concílio de Nicéia (323), do Imperador Constantino, decretou que "todos os membros do clero estão proibidos de morar com qualquer mulher, com exceção da mãe, irmã ou tia".

Foi no ano 313 d.C. que o Imperador Constantino legalizou o cristianismo dentro do Império Romano e, dando continuidade a seu plano de poder, construiu muitos templos e igrejas, permitindo o seu crescimento em grande escala. Com a legalização, no ano 380 d.C. , sob o governo de Teodósio, a igreja primitica mudou de um grupo de pequenas comunidades perseguidas na fé para um poder mundial.

Com o cristianismo sendo a religião oficial do Império Romano, muitas coisas mudaram para os cristãos. Seus líderes deixaram de se esconder e passaram a receber pagamento pelos seus trabalhos eclesiásticos com privilégios especiais na sociedade romana. Esses privilégios atrairam os membros da elite que eram homens treinados na vida política. Foi então que surgiram os primeiros padres sem nenhum embasamento bíblico. Com a elite política usufruindo das benesses da igreja institucional, emergiu uma espécie de imitação do governo romano dentro da Igreja católica. Governantes e súditos começaram a substituir as pequenas comunidades embasadas na família, as quais eram servidas por um sacerdócio local casado. Com o passar dos anos, os novos padres romanos agiram nas comunidades no sentido de retirar a autoridade dos padres que eram casados a fim de consolidar o poder político ao seu redor. Com a assistência do império romano, a liderança da igreja tornou-se uma hierarquia afastada das origens familiares. Criou-se a mentalidade de que essa classe governante estava acima do povo e que eram representantes oficiais de Deus na terra.

Com o passar dos anos, diversas mudanças aconteceram retirando os direitos do povo em favor dos políticos romanos. Instituiu-se a prática de que somente homens tivessem autoridade institucional. A Igreja Romana desviou-se dos costumes incentivados pelo Senhor Jesus Cristo, que sempre exaltava o papel da mulher na família e na sociedade. Elas tiveram sua condição rebaixada e assim criou-se o celibato clerical. O celibato passou a ser defendido como essencial, uma vez que os celibatários eram mais livres e disponíveis. Com o tempo, o novo clero regular foi se destacando em relação ao clero secular familiar. Mas nas "Sagradas Escrituras" não há nenhuma determinação a esse respeito.

Ao longo do tempo, para ampliar poderes políticos e econômicos, o celibato adquiriu o status de espiritualidade especial, começando por denegrir a santidade matrimonial e a vida familiar. A antiga prática romana de abster-se das relações conjugais para conservar energia antes de uma batalha ou de um evento esportivo, encontrou seu caminho na prática litúrgica. Aos padres casados foi ordenado absterem-se de intimidade sexual com suas esposas na véspera da celebração das missas. O celibato tornou-se outra oportunidade política nas mãos dos padres e bispos ambiciosos. Os oportunistas, que eram celibatários, usavam sua condição como ferramenta no sentido de diminuir a influência dos padres casados criando desconfianças sobre suas reais abstinências sexuais. Com essa nova atitude negativa em direção às mulheres, a abstinência sexual começou a emergir na hierarquia, a qual se colocou em árduo constraste á saudável perspetiva familiar pregada por Cristo, que era objetivo central da igreja primitiva. O celibato foi então estabelecido como o mais elevado estado de santidade e conseqënte supressão do sacerdócio casado.

No ano 366, o Papa Damásio começou a perseguir o sacerdócio casado quando declarou que os padres podiam continuar a casar, porém ficavam proibidos de fazer amor com suas esposas. Tanto os padres como o povo regeitaram essa nova lei.

No ano 385, o Papa Sirício abandounou a própria esposa e os filhos a fim de ascender à posição papal. Ao subir ao poder, imediatamente decretou que nenhum padre poderia continuar casado, porém, até hoje, não conseguiu obediência à sua lei.

Essa preocupação desmedida com a sexualidade clerical sempre foi contrária às relações normais do ser humano e fora do andamento natural da vida, conforme reconhecido por todas as religiões e seitas como algo estabelecido por Deus.

No ano 401, Santo Agostinho escreveu: "Nada tão poderoso para neutralizar o espírito de um homem como a carícia de uma mulher".

A crescente atitude contra a sexualidade e as mulheres foi a odiosa forma encontrada para controlar os aspectos íntimos da vida das pessoas, e essa prática prossegue até os nossos dias.

Não foi por obediência às "Escrituras", mas por conveniência política que a Igreja Católica Romana se colocou contra o divórcio. A hierarquia da igreja medieval estava em luta com muitas monarquias e famílias reais através da Europa. Com a capacidade de controlar os casamentos reais, a igreja percebeu que poderia influenciar as alianças políticas e manipular os assuntos de Estado. Proibiu o divórcio e um segundo casamento, e quem não observasse suas novas ordens seria punido com a privação de sacramentos da instiuição.

No século XI, os ataques contra os padres casados aumentaram de intensidade. Em 1074, o Papa Gregório VII legislou que qualquer homem que fosse ordenado padre deveria, antes, declarar o celibato. Prosseguindo seus ataques contra as mulheres e à sexualidade, Gregório declarou publicamente que "a Igreja não pode escapar das garras do laicato, a não ser que os padres escapem das garras de suas esposas".

Em 1095 houve uma escalada de violência contra os padres casados e suas famílias. O Papa Urbano II ordenou que os padres casados que ignorassem a lei do celibato fossem aprisionados para o bem de suas almas. Em seguida, ordenou que as esposas e seus filhos fossem vendidos como escravos, que os obens dessas famílias fossem desapropriados, e que o dinheiro apurado fosse levado aos cofres da Igreja. Os esforços para consolidar o poder na hierarquia medieval com as despropriações dos bens e das terras das famílias dos padres casados alcançaram o ápice em 1139.

O celibato clerical foi definitivamente oficializado, com legislação específica, no Concílio de Latrão, sob o papado de Inocêncio II. A motivação das leis foi adquirir terrar, com desapropriações, em toda a Europa, fortalecendo assim o poder do papado e da Igreja.

Usando uma linguagem convincente, a lei do celibato falava em pureza e santidade, mas o seu verdadeiro objetivo era consolidar o controle sobre o clero mais baixo e eliminar qualquer confrontação aos objetivos políticos na hierarquia medieval. Com isso a respeitável tradição do sacerdócio casado foi virtualmente diluida pelo celibato forçado.

A maioria dos atuais problemas em relação à vida sexual dos padres e bispos, casados ou não, tem origem no passado histórico da Igreja. Nos últimos anos, mais de 100.000 padres católicos, no mundo inteiro, casaram e continuam a praticar discretamente o sacerdócio. Nos Estados Unidos, atualmente, em cada três padres um é casado, e esse número continua crescendo.

É interessante observar que esses novos padres praticam um sacerdócio com uma compaixão mais profunda pelas pessoas e não as consideram seres inferiores ao clero. Os padres casados entendem as necessidades especiais dos católicos divorsiados que desejam contrair um segundo matrimônio com cerimônias cristãs. Principalmente as mulheres se mostram profundamente comovidas pela honestidade e respeito demonstrado por esses padres às suas esposas e pela sensibilidade que demonstram diante dos problemas femininos.

Uma pesquisa recente, feita nos Estados Unidos, indicou que 70% dos americanos aprovam o casamento dos padres. Entretanto, o Vaticano continua irreversível. Quando um padre celibatário resolve casar, não lhe é dada opção alguma que não seja a de assinar enorme quantidade de papeis dizendo que não tem vocação para o sacerdócio, que é psicologicamente instável e moralmente fraco. Um verdadeiro retrocesso aos hábitos medievais.

Cada lei celibatária é referida como Cânon. O Cânon 290 determina a indissolubilidade do sacerdócio quando diz: "Após ter sido recebeido validamente a ordenação, ela jamais poderá ser invalidada". Portanto, para os cristãos, esta lei confirma que os sacramentos dados aos fiéis pelos padres casados são tão válidos como os dos celibatários.

O celibato obrigatório é uma lei feita pelo homem medieval que tem trazido enormes problemas, com relação ao sexo, para as igrejas católicas no mundo todo. O corajoso bispo Ulrich de Ímola argumentou que a igreja não tinha o direito de proibir o casamento dos padres e aconselhou os bispos a não abandonarem suas famílias. Ele disse: "Quando o celibato é imposto, os padres cometem pecados muito maiores do que fornicação". O grande número de padres envolvidos em má conduta sexual, principalmente a pedofilia, tem comprovado o quanto ele estava certo. As evidências criminais comprovam que o celibato obrigatório está diretamente ligado aos diversos abusos sexuauis cometidos pelos padres.

As saudáveis origens da família, do amor entre homem e mulher, pregado por Cristo, foram desperdiçados com a supressão do sacerdócio casado, principalmente com a desvalorização da mulheres pela igreja.

O recente Papa João Paulo II declarou que o celibato não é essencial ao sacerdócio. O movimento começa a ganhar espaço entre os fiéis mais conscientes, e algumas mudanças na igreja têm acontecido através de iniciativas do povo.

Com a queda do Império Romano, a Igreja Católica Cristã cresceu muito em poder econômico e político, tornando-se uma poderosa organização milenar que congrega fiéis em todo o mundo. Mas, em pleno século XXI, ela não poderá continuar parada no tempo medieval, sob pena de ver seu poder minguar. A escassez de padres celibatários está causando o fechamento de paróquias e ameaçando a disponbilidade de missas e outros sacramentos da instituição, que são atividades essenciais para comunidade cristã. Os estudos feitos sobre o assunto, inclusive pela própria igreja, sobre essa crise - falta de padres ativos - demonstra que vai piorar nos próximos anos. A maioria dos atuais padres celibatários é idosa e não tem condições de atender aos crescente número de católicos e, portanto, está em estado de emergência.

O sexo é uma necessidade biológica e um instinto natural de todos os seres vivos. O homem moderno evoluiu muito, mas seus hormônios continuam na era ancestral.

Nicéas Romeo Zanchett


quinta-feira, 9 de junho de 2011

FAZER AMOR NÃO É COMPETIR

FAZER AMOR NÃO É COMPETIR
A freqüência da atividade sexual tem enorme variação de casal para casal. Se a quantidade valesse só por ser quantidade, muitos casais estariam vivendo no melhor dos mundos. Mas não é isso que de fato acontece.
No mundo moderno, onde muitas vezes os dois parceiros trabalham a semana toda, fica difícil manter uma grande atividade sexual. Muitos chegam cansados e é natural que acabem deixando este prazer para os finais de semana. Hora de amar, amar! Hora de descansar, descansar! Hora de dormir, dormir! O amor não precisa obedecer ao relógio.
O ajustamento de parceiros amorosos, variando no tempo de casal para casal, boa parte das vezes, cresce com a intimidade e vivência ao longo da relação. Uma relação rica e profunda pede um rítmo de aproximações e respostas baseado não só nas necessidades dos parceiros, mas também em suas limitações, se elas existem. Às vezes muita freqüência é a forma de trocar qualidade por quantidade. Querer exibir um bom desempenho pode levar ao medo de fracassar e ao fracasso. Isso vale tanto para homens como para mulheres.
A vontade de amar não precisa ser escondida. Ninguém pode sempre adivinhar que o outro quer amor, por isso demonstre seu desejo ao parceiro.
Nem só de ternura vive o amor. Mas quem de fato ama, não ousa usar a pessoa amada como se fosse um objeto. É proibido o que o outro não gosta ou não quer. Fazer amor forçado é a maior prova de desamor que alguém pode manifestar. Fazer o que agrada a ambos pode ser o início de um mergulho para o céu. É preciso querer dar ou receber.
As necessidades de cada indivíduo variam muito e ainda dependem da fase de vida que estão atravessando. Por exemplo: diante deum trabalho apaixonante pode haver, em certos casos, uma temporária queda na freqüência da atividade sexual. O mesmo pode acontecer quando surgem problemas sérios na vida profissional de certas pessoas. A experiência tem demonstrado que pessoas habituadas a atividade sexual se mostram mais nervosas ou irritadas quando, por qualquer razão, são forçadas a interromper essa rotina.
Para milhares de pessoas a freqüência é zero. Entre essas pessoas estão não apenas os que fizeram voto de castidade, como padres e freiras, mas também solteiros de ambos os sexos, sendo principalmente as mulheres. Para muitos pode até parecer estranho, mas, ainda hoje, existe um grande número de solteiros que só aceitam fazer amor no casamento.
Na história da humanidade, a tentativa de levar pessoas à abstenção sexual raramente deu certo. A Igreja Católica, por exemplo, só proibiu os padres de se casarem duas vezes no ano 925. Até então era permitido casamento mais de uma vez. Mais tarde, como conseqüência do voto de castidade, então obrigatório, epidemias de alucinações e histeria atacaram conventos e monastérios. Entretanto, nem todos sofrem ao evitar relações sexuais, vivendo normalmente sem chegar a manifestar perturbações psicológicas ou fisiológicas. Ainda hoje não se sabe com certeza os motivos da variação de capacidade sexual maiores em uns e menores em outros. Acredita-se que isso se deva aos hormônios sexuais que tem grande variação tanto nos homens como nas mulheres. É bom lembrar que a produção de hormônios depende, em parte, de fatores psicológicos.
Apesar de tudo a ciência não pode afirmar que o sexo é necessário para todos, Não se pode dizer que o ser humano tenha prejuízo, do ponto de vista fisiológico e psicológico por voluntariamente não praticar a atividade sexual. Milhares e milhares de seres humanos passam a vida inteira sem conhecer o encontro amoros sexual.
Nicéas Romeo Zanchett
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