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sábado, 13 de abril de 2013

ONDE MORA O DESEJO

ONDE MORA O DESEJO
        Reconhecer onde mora o desejo é uma das portas para o pleno prazer, mas a maioria das mulheres ainda tem muita dificuldade. O mundo já se encarrega de colocar a mulher para baixo; se ela própria não se amar tudo fica mais difícil. O homem desde menino é estimulado a se tocar, a mulher não. 
         Conhecer o próprio corpo e localizar onde está o prazer tem sido alguns dos temas mais estimulantes para as mulheres. Desde os anos 60 a mulher busca viver sua sexualidade de forma mais plena, mas não tem tido a chance que merece porque a cultura a rotula como imitadora de mulheres liberais e até como prostituta. 
       A consciência do próprio corpo e do prazer que ele pode dar passa pelo autoconhecimento. Reserve um tempo só para você. Comece conhecendo seu corpo em todos os detalhes. Olhe para o espelho e toque-se sem pudor; sinta-se bela, sensual e irresistível; descubra as sensações que cada toque proporciona. Mesmo que seu objetivo seja o orgasmo, procure não pensar nele. Se você só pensar no gozo que terá, talvez nem o consiga. Se conseguir não será tão prazeroso, pois você não estará totalmente  preparada. O prazer vai aumentar gradativamente e o orgasmo acontecerá quando você estiver bem excitada. 
      Sinta-se através de suas roupas e toque seu corpo com texturas diversas - plumas, pele, couro, ceda - apalpando regiões diferentes e variando as posições. 
       Para muitas mulheres com parceiro fixo, a auto-satisfação dá muito mais prazer do que as relações com o companheiro. Isso é muito comum nos dias de hoje porque os maridos vivem numa eterna corrida contra o relógio e não dispensam atenções suficientes para as esposas. 

       Na frente do espelho observe-se enquanto se excita. Examine cada detalhe do seu sexo; os lábios externos são as dobras da vagina que tem pelos; os lábios internos são as dobras sem pelos e eles se encontram na parte de cima formando uma capa que cobre as glândulas clitorianas. 
        Muitas mulheres gostam de se masturbar, mas ainda são vítimas do sentimento de culpa. Um sentimento que vem depois da prática do sexo solitário; é um mal que atinge até as mulheres que se consideram livres e emancipadas, mas deve ser superado. lembre-se que ao se dar prazer você não está traindo e nem prejudicando ninguém. 
         A maioria das mulheres atinge o orgasmo estimulando o clitóris. Use uma das mãos para abrir seu genital e a outra para estimular o clitóris; coloque um ou mais dedos dentro de si mesma e sinta como é este prazer. Friccione seu clitóris tocando nos pequenos lábios ou puxe-os e friccione diretamente o clitóris; faça movimentos sobre todo o seu aparelho sexual com uma das mãos. Muitas mulheres gostam de se masturbar massageando o clitóris, mas sentem muito mais prazer quando põe a mão sobre a vagina e fica brincando com ela até atingir o gozo.  Outras gostam de utilizar alguma coisa como um pênis artificial (desses encontrados em sex shop). É muito importante que cada uma descubra o que mais lhe dá prazer. 

      Se antigamente a mulher não podia demonstrar que sentia prazer, agora tornou-se quase obrigatório ter orgasmo. Para isso é muito importante se auto-conhecer e a masturbação é o modo mais prático, seguro e inofensivo. A mulher que usa "brinquedinhos" tem mais facilidade para se auto-conhecer e aprenderá a não se preocupar tanto com a performance  na hora do sexo com o parceiro. A falta de desejo é um dos problemas das mulheres, mas o principal é que elas se sentem cobradas a dar e "sentir" prazer. Para muitos parceiros ter orgasmo vaginal com seu pênis é fundamental. Ficam patrulhando se a mulher gozou ou não. Para eles é uma forma de auto-afirmação de sua virilidade. Algumas mulheres sabem fingir muito bem, mas outras ficam angustiadas e é exatamente isso que as impede de ter qualquer prazer. Se auto-conhecer é o melhor caminho.
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Nicéas Romeo Zanchett 

A BELEZA E SENSUALIDADE DOS SEIOS

pintura a óleo 
Romeo Zanchett 
A BELEZA E SENSUALIDADE DOS SEIOS
      Os seios sempre foram a musa inspiradora de pintores, escultores e poetas. Eles são o primeiro atrativo que todos temos logo após o nascimento. 
      Desde o inicio dos tempos os homens tem olhado, medido, pintado, fotografado, esculpido e venerado os seios das mulheres. 
 Renoir    
     A beleza dos seios é a característica mais desejada tanto pelos homens como pelas mulheres. Esta zona erótica da mulher, que carrega a imagem da própria maternidade, simboliza também a fertilidade e purificação e talvez  por isso desperta um grande desejo. 
Romeo Zanchett
     A exibição do peito nu, cada vez mais frequente nos dias atuais, pode ter descaracterizado o colo da mulher, mas isto não deserotizou a beleza e nem a sensibilidade dos seios femininos. Essa relação de amor que todos temos pelos seios vem da infância quando os sugamos pela primeira vez. dede então ficamos presos a eles pelo resto de nossas vidas. Talvez por essas razões despertam, tanto no homem como na mulher, um grande desejo. 
     Os seios são, sem a menor dúvida, os mais lindos e desejados ornamentos femininos. Não é atoa que as mulheres vivem preocupadas com seu tamanho e configuração.
     
Renoir
      Nos jogos amorosos a mulher encontra enorme prazer  quando seus mamilos são tocados, beijados ou sugados pelo parceiro ou parceira. Durante a atividade sexual, os estímulos táteis transformam-se em sexuais potencializados por importantes fatores secundários que são o envolvimento emocional e a intensidade daquele momento. O prazer que os amantes sentem no contato com os corpos é para a mulher o maior estímulo que ela pode receber. Talvez  porque foram feitos para amamentação e amor maternal elas sentem grande prazer nesta região do corpo.  Todas adoram ser tocadas, manipuladas e sugadas, mas tudo deve ser feito com a maior delicadeza. 
 Renoir
      Algumas mulheres não possuem sensibilidade nos seios, mas a maioria são tão receptivas que ao serem habilmente manipuladas chegam facilmente ao orgasmo. Há casos de mulheres que tem orgasmo ao amamentarem seus bebês. Uma coisa é certa: nenhuma mulher gosta que seus seios sejam manipulados com rudeza. É uma região erógena extremamente sensível. Por essa razão elas tem tanto medo de ter seus seios maltratados como os homens de receber um pontapé nos testículos. Durante o período de menstruação os seios de muitas mulheres ficam tão sensíveis e delicados que elas não suportam qualquer tipo de carícia. 
        Vamos continuar pintando, desenhando, esculpindo, acariciando e sugando, não apenas os seios, mas tudo o que elas tem de tão sensual e belo. A mulher é um templo de amor e prazer.
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Nicéas Romeo Zanchett
http://artesplasticasliteraturaefilosofia.blogspot.com.br 







O SEXO DURANTE A MENSTRUAÇÃO


O SEXO DURANTE A MENSTRUAÇÃO 
      A menstruação não é um obstáculo à vida sexual da mulher.
      Embora alguns casais não vejam com bons olhos as relações sexuais mantidas durante o período menstrual, isso não passa de um tabu. Nem a mulher está indisposta nessas ocasiões, nem a sua capacidade de sentir prazer é menor; ao contrário, muitas se tornam até mais exitáveis. Dores de cabeça, cólicas, etc. são passageiras e nem sempre acontecem. A ideia de associar as regras femininas à impureza  tem origem numa moral religiosa que não procede. Homem e mulher devem viver sua relação amorosa sempre que sentir vontade. Quando ao que pode ou não pode ser feito em tais situações, depende do gosto pessoal de cada um.
       A ideia de que as mulheres tem mais desejo quando termina a menstruação não tem fundamento. Para as mulheres, existem períodos distintos: o anterior e o posterior à ovulação.  Uma mulher que não esteja na menopausa e nem sob efeito de pilulas anticoncepcionais, segrega o hormônio conhecido como progesterona após a ovulação, o que pode motivá-la sexualmente.  Mas este apetite sexual, comum a partir do quinto dia da menstruação, é sentido por muitas na segunda metade do ciclo. O mecanismo do desejo é complexo e não permite uma simplificação ginecológica; os hormônios são mensageiros entre os órgãos e as zonas de decisão da libido. Uma coisa é certa: a primeira metade do ciclo, geradora do estrogênio, tem como função assegurar o amadurecimento do óvulo e preparar confortavelmente a chegada dos espermatozoides até o útero. Isso pode gerar a necessidade mais intensa de fazer amor. 
        Na verdade o desejo das mulheres é imprevisível e cada caso é um caso. Não podemos analisa-as  apenas pelo lado científico porque existem outros fatores  gerados pelos sentimentos pessoais. 
        COMO É VISTA A MENSTRUAÇÃO EM CERTAS CULTURAS.
         Algumas culturas e religiões consideram que a mulher quando está  menstruada é impura para praticar o sexo. O Alcorão, Bíblia muçulmana, impõe rigorosa restrição às mulheres quanto à pratica do ato sexual neste período.  Igualmente abstêmio de contato sexual com a mulher deve ser o marido no curso dos dias de jejum religioso, bem como durante três semanas quando, por acaso, regressa de longa viagem.  Curiosamente, não permite o Código do Direito Civil muçulmano que o marido se divorcie da mulher (processo geralmente sumário) no decorrer do período menstrual.  Por outro lado, o Alcorão autoriza que os devotos de Alá tenham até quatro esposas, embora também numerosas concubinas  O próprio Maomé, que era monógamo até os 50 anos, por amor à sua opulenta e idolatrada esposa Khadidja, apos sua morte teve nove esposas e duas concubinas.  
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Nicéas Romeo Zanchett 
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br 
     

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O SEXO NA ANTIGA CHINA

          
O SEXO NA ANTIGA CHINA  
      Em nossos dias ainda existe muita repressão sexual na China, mas, comparando com tempos antigos podemos observar a rápida evolução  que os meios de comunicação e a influência ocidental tiveram sobre a sexualidade das mulheres. 
       Por longos séculos as mulheres chinesas sofreram a tirania patriarcal na qual eram simples mercadorias de troca ou venda nos matrimônios agenciados pelos pais. Principalmente as sogras e as concubinas martirizavam as esposas com suas exigências de servitude ou rivalidades. 

     Em certas famílias nobres a  castidade das moças eram resguardadas a fim de valorizá-las para o himeneu. Entretanto, os pais ensinavam-nas como se comportarem sexualmente depois de casadas. Para tanto se utilizavam do instrutivo livro Hua-Yung-Chien-Chen e também o Kama-Sutra indiano que eram mostrados e explicados detalhadamente todas as posições no coito. 
      Nas classes pobres e remediadas, as filhas eram impelidas pelos pais à prostituição, embora temporária, e com nomes trocados. Eram alugadas às casas azuis (Tsing Lao) ou aos barcos floridos (Hoc Thing), especie de cassinos flutuantes, onde acumulavam dinheiro obtido de figurões políticos ou ricos comerciantes. Estes haveres eram destinados a servirem de dote para futuro casamento e fixação no lar. 
      Em 1861, na pequena cidade chinesa litorânea Arnavy, com 300.000 habitantes, havia nada menos que 3.600 bordéis. Abundavam, sobretudo em Cantão e Xangai, as casas "singson" ou prostíbulos com luz vermelha na porta. 
      Muitos imperadores chineses notabilizaram-se pela sua desenfreada paixão por mulheres. O veneziano Marco Polo, ao voltar de sua viagem, contou que o grande Imperador Kublah Khan  não só tinha 4 esposas legítimas como ainda possuía centenas de concubinas que anualmente mandava recrutar nos seus vastos domínios, a fim de o servirem por turnos de 5 cada vez, todas as noites. O Imperador Wu-Di, para facilitar a escolha, costumava percorrer os jardins do palácio em charrete puxada por uma cabra e, quando o animal espontaneamente parava em frente à porta de um alojamento de mulher, ele a elegia como a escolhida para aquela noite. Conta-se que todas as mulheres passaram a agradar a cabra do Imperador oferecendo-lhe alimentos, e, a partir de então quem passou a ficar indecisa foi a cabra... 
      Na cronografia das dinastias chinesas é comum encontrarmos figuras de imperadores devassos como, por exemplo, o Imperador Zhou, o malígno, que costumava dar festas com florestas de carnes e piscinas de vinho, nos quais os convidados de sexos opostos acabavam perseguindo-se nus como também, à  maneira de Nero, decidiu incendiar o palácio.

      Uma das provas do requinte e egoísmo sexual doas antigos homens chineses é o tradicional hábito de amarrar os pés das meninas desde os 7 anos para reduzir a sua superfície ao ponto de quase imobilizá-los e transformando assim as criaturas em bonecas que, no seu entender, ficavam graciosas e excitantes para o sexo.  Este costume é atribuído à bailarina Yiau Niang, chamada de "andorinha que voa", e cujos pés atados por faixa de seda, quando dançava sobre um lotus de ouro, faziam-na parecer áurea e atraente aos olhos do Imperador Li-Hen-Zen. 
       Ainda estamos longe de ver o fim das maldades e repressões sexuais contra as mulheres, mas, com a globalização  e as facilidades dos meios de comunicação, é certo que teremos grandes  progressos.
Nicéas Romeo Zanchett  

sábado, 30 de março de 2013

A REPRESSÃO SEXUAL DA IGREJA


A REPRESSÃO SEXUAL DA IGREJA 
     Desde os primeiros anos do cristianismo ocidental, a mulher constitui, para o homem cristão, um obstáculo no caminho da santidade. Essa visão predadora não nos foi dada por Cristo; foi proposta por São Paulo, que pregava a nova religião numa sociedade de costumes particularmente corrompidos. No cristianismo, criado por Paulo de Tarso (ou Saulo de Tarso), o corpo humano é execrável e execrado, pois é a causa e atração que leva ao pecado.  Mas, por outro lado, a própria religião cristã diz tratar-se do templo que abriga a alma, nossa parte divina. 
     Historicamente a Igreja Católica Romana sempre desprezou o sexo e particularmente as mulheres. Santo Agostinho, o mais célebre do Padres da Igreja, numa perspectiva sobrenatural, os considerava incompatíveis com Deus e a Natureza. Essa atitude, profundamente arraigada, torna difícil a adaptação da Igreja à nova sociedade que, após ter reabilitado a sexualidade, a liberta e exalta.
A aspiração a uma revisão dos valores, a uma reabilitação dos princípios de prazer surgiu num Ocidente próspero. Foi engendrada pela própria prosperidade.  Entretanto, esse tema, tanto nas pesquisas como nas discussões, ainda é tratado com superficialidade por grande número de pais, professores  e responsáveis pela nossa sociedade. 
     Duas idéias governam os textos bíblicos que tratam da sexualidade: a primeira é que o sexo é um mistério que é preciso cercar de respeito; a segunda é que o casamento é a forma desejada por Deus para as relações sexuais. Entretanto, os judeus das origens aceitavam que os prazeres da vida fossem vividos plenamente.  No Antigo Testamento não existe nenhuma proibição às relações sexuais antes do casamento, como também, nenhum trecho da Bíblia rebaixa a mulher para exaltar o homem. Foi apenas depois do exílio que o povo judeu desenvolveu a ideia de que os prazeres, particularmente o prazer sexual, deveriam ser condenados. 
     A Igreja considera o corpo, especialmente da mulher, como instrumento privilegiado da tentação. A incessante exaltação do celibato por São Paulo, revela seus profundos problemas psicológicos em relação à sexualidade. Alguns religiosos, apaixonados por psicanálises, acreditam tratar-se de uma homossexualidade latente reprimida. São Paulo marca o ponto de transição entre a atitude sadia e positiva para o corpo, que caracterizava o Antigo Testamento e o próprio Jesus, e a atitude dualista e negativa que não parou de se expandir no Ocidente. Ele aconselhava os homens cristãos a seguirem seu exemplo e não se ligarem a nenhuma mulher. 
São Paulo
     A moral cristã foi, aos poucos, se edificando em volta da convicção de que a sexualidade devia ser evitada como o"mal essencial", à exceção do mínimo que considerava necessário para manter viva a raça humana. Dessa forma, a prática sexual passou a ser desculpável apenas para a procriação. Declarando que o ato sexual em si não era condenável e que condenável era apenas o prazer que dele tiravam os indivíduos,  a Igreja de Paulo considerava que tinha encontrado o ponto de equilíbrio.  
     Os moralistas escolásticos editaram um código que regulamenta a vida sexual nos menores detalhes. Dele, em nenhum momento o pecado é totalmente excluído, pois que a paixão necessária    para desencadear o ato criador constitui um pecado, mas a gradação desse pecado atinge o extremo. Para homens e mulheres  casados criou-se uma espécie de camisa que permite conceber com um contato reduzindo ao máximo  o contato entre os corpos.  Entretanto, as poluções noturnas involuntárias são classificadas como pecados. Fazer amor em sonhos, durante o sono, ainda é considerado um grave pecado que deve ser declarado no confessionário. Dessa forma, os princípios do prazer, que é o responsável pela atração entre os sexos, ficaram fortemente reprimidos. As energias assim poupadas incitaram o homem a ordenar o mundo segundo seu pensamento e a dominá-lo através de sua ação, fazendo da mulher sua escrava sexual. 
     Como uma válvula de escape, o cristianismo definiu  um ideal acessível  ao grande número fiéis, mantendo os pecadores em seu seio, concedendo-lhes todas as facilidades de absolvição. Segundo a moral da Igreja Católica, é o padre que abre aos fiéis a "porta do céu". Seja pelo batismo, seja pela absolvição em confissão, seja pela comunhão, pela missa, pela extrema-unção, (conferida mesmo ao pecador inconsciente). Pode o católico ser o maior pecador perante o Evangélio e à sociedade, e ao mesmo tempo ser ótimo membro da sua Igreja; sua conduta moral é neutralizada pelos atos rituais, sob a orientação  e garantia do clero. A sua autonomia espiritual é facilmente substituída pela heteronomia moral do padre. É na sombra dos confessionários que os padres escutam as consciências e, como policiais, interrogam aquilo que consideram pecados da carne. 
       Ora, essa infeliz mentalidade, visceralmente anti-cristã, destrói no homem o senso de responsabilidade e abre as portas ao descalabro social, ao crime e iniquidade. Dessa forma, vai a moral do clero criando um perigosíssimo "círculo vicioso" moral (ou imoral): pecado-confissão x pecado-confissão, sem nenhum esforço sincero ascensional da parte do pecador crônico.
     Num "clima espiritual", a Igreja não hesita em reinterpretar os mitos bíblicos em função de sua atitude anti-sexual.  Eva foi a pecadora que tentou Adão. Mas aos poucos essa explicação foi substituída por causa erótica. Em nossos dias, no espírito de todas as crianças ocidentais que frequentam o catecismo, a maçã que a primeira mulher e o primeiro homem comem juntos é a maçã do amor. Esse mito só fez reforçar a misoginia cristã.  Eva, é vista de forma desprezível e até odiosa por ser a sedutora. Ela foi a tentadora e permanece sendo a embaixadora do demônio que leva o homem a pecar.
     Seria ilusão acreditar que os problemas evocados hoje em dia no seio da Igreja foram descobertos recentemente. O problema do celibato dos padres, do controle de natalidade, das relações sexuais antes do casamento, da sexualidade fora do casamento foram todos colocados antes dos anos 40.  Também a separação entre a Igreja e a Ciência causou um grande abalo na autoridade religiosa e na disciplina por ela imposta. 
     Graças a alguns intelectuais católicos a atitude secular a respeito da sexualidade evoluiu. O ato que antes só tinha por objetivo a criação foi, aos poucos, dotado de um valor humano enriquecedor. Se o amor físico é dotado de valor quase espiritual, os padres são levados a interrogar-se sobre as relações de seu próprio estado com a sexualidade. O movimento de revolta contra o celibato clerical é de ordem filosófica e não apenas sociológica. Essa mudança nasceu da compreensão da realidade física que cada ser tem em seus instintos naturais que são os grandes construtores da humanidade. 
Nicéas Romeo Zanchett 

domingo, 24 de março de 2013

CASAMENTO NA TERCEIRA IDADE

                         CASAMENTO NA TERCEIRA IDADE 
Para amar e ser amado não existe idade. A terceira idade, também chamada de melhor idade, traz uma sensação de bem estar, de dever cumprido. É uma fase muito rica e merece ser vivida com toda a intensidade. 
Tanto a mulher quanto o homem na terceira idade podem ter uma vida amorosa e sexual até mais intensa que nos anos anteriores. Os filhos já estão liberados, as questões econômicas, salvo algumas exceções, já estão estabilizadas e a vida continua.  Principalmente para as mulheres, que por muito tempo permaneceram em casa cuidando os filhos, é chegada a hora de abusar das experiências de vida acumuladas ao longo dos anos e permitir-se viver intensamente o novo momento. 
Devido à mudanças fisiológicas, muitos idosos perdem o interesse pelo sexo e a chegada de um novo amor é garantia de espantar a solidão e reviver bons momentos felizes do passado. Os fatores  constitucionais e genéticos ou vínculos familiares e sociais contribuem para a boa qualidade de vida. 
Nas sociedades modernas, os casamentos tendem a acontecer cada vez mais tarde. Existe grande preocupação de primeiro se realizar economicamente para depois pensar em casamento. Mas também os índices de divórcio tendem a crescer antes dos 50 anos e na terceira idade. 
É na terceira idade que mais podemos verificar a síndrome do ninho abandonado. Os filhos já atingiram a adolescência ou se casaram e tiveram, por sua vez, seus filhos depois de deixarem a casa dos pais. É justamente este sentimento de abandono ou separação dolorosa que provoca a busca de um novo amor. É muito comum que nesta fase aconteça relações extraconjugais, conflitos ou estados depressivos, que acabam levando à separação do casal. 

Nós, seres humanos, nascemos para viver juntos e este é um condicionamento biopsicossocial. A nossa sociedade sempre buscou fórmulas para regulamentar e facilitar a vida dos casais. Havendo um acordo prévio quanto ao regime da união, principalmente em relação às responsabilidades financeiras, é possível enfrentar a separação sem muita dor e sem maiores complicações. 
É interessante observar que um número crescente de homens e mulheres separados preferem namorar a se casar. A principal causa é a eventual convivência com filhos dos casamentos anteriores ou as diferenças individuais de cada um. Na idade madura, onde hábitos particulares   estão muito arraigados se torna mais difícil viver juntos, sobre o mesmo teto. Freud dizia que um segundo casamento tem possibilidades de trazer mais facilidade do que o primeiro porque os cônjuges estão mais tolerantes. Mas cada um tem, digamos, suas manias pessoais que nem sempre são compreendidas ou toleradas pelo outro. Entretanto, a psicanálise, através da experiência clínica adquirida ao longo do tempo, nos ensina que um novo casamento leva a uma melhor qualidade de vida e permite um relacionamento mais profundo do casal do que quando existe apenas o namoro. O simples namoro dificulta a convivência mais demorada e descontraída, devido aos encontros e separações reiteradas. Na questão sexual, as trocas libidinosas e a comunicação de inconscientes é mais saudável e traz maior estabilidade  nos casais que vivem juntos. Uma boa opção é viver juntos e dormir em quartos separados.  É uma forma de manter certa individualidade e evitar os conflitos comuns entre casais que não tem essa possibilidade.  
Outra questão é o casamento entre pessoas com grande diferença de idade. A sociedade sempre tolerou que um senhor na terceira idade possa se casar com uma jovem, mas cria obstáculos quando é uma senhora da terceira idade e um jovem rapaz. Sempre surgem aquelas piadinhas de mau gosto dando a entender que é apenas interesse financeiro por parte do mais jovem. Mas é fundamental não dar valor exagerado a esses comentários preconceituosos. Afinal, o importante é que cada um busque a sua felicidade.
Em relação à cultura ocidental, provém de Platão as duas linhas principais de conceituação do amor e do sexo. A primeira faz da espiritualidade sua meta e propõe a sublimação dos impulsos físicos; a segunda exalta a sensualidade e sensibilidade como válidas em si e por si mesmas. Na verdade, são duas faces do mesmo Eros, que o ocidente frequentemente contrapõe, às vezes antagoniza, ora procura conciliar e combinar. Mesmo não encontrando uma conceituação precisa para esse sentimento, quem prova concorda com o filósofo Pascal: "o coração tem razões que a razão não conhece". 
Em nossos dias o universo do amor e do sexo se revoluciona, se desnuda, se questiona se amplia cada vez mais rapidamente. As profundas e generalizadas mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais atuam na acelerada corrosão de valores pré-estabelecidos e preconceitos. 
Do ponto de vista puramente físico, já caiu por terra o tabu de que uma pessoa jovem não possa amar e até se apaixonar por alguém com muito mais idade.   Por traz disso há muito mais do que liberdade sexual. A verdade é que os jovens de hoje estão com "outra cabeça". São mais abertos e espontâneos; não entram em competição com a parceira e as relações são baseadas em trocas de vivência, independente dos sentimentos; estão com mais capacidade de entrega e sem medo de perder ou criar laços indesejáveis. 
Nicéas Romeo Zanchett 
http://maximas-grandespensadoresuniversais.blogspot.com.br






sábado, 2 de março de 2013

O EFEITO DAS DROGAS SOBRE O SEXO

                           O EFEITO DAS DROGAS SOBRE O SEXO

A saúde do corpo e a emoção são os principais responsáveis pelo bom desempenho sexual. O afeto pela parceira facilita o desejo que é indispensável para a ereção. A ereção é desencadeada pelos neurotransmissores, substâncias que dependem de estímulos neurológicos. A parte física funciona melhor quando existe uma ligação afetiva com a mulher. Portanto, quanto maior o estímulo emocional, melhor será a ereção.
Tanto a saúde do corpo como o afeto pela parceira ficam prejudicados quando se faz uso de drogas. 

CIGARRO - O cigarro diminui  o calibre das artérias, afetando os pequenos vasos que irrigam o pênis. Experiências feitas por cientistas constataram que uma injeção de nicotina aplicada na veia  inibe diretamente o mecanismo de ereção. 

ÀLCOOL - A bebida alcoólica age diretamente sobre o sistema nervoso central. A primeira dose relaxa, mas prejudica os reflexos. O aumento da concentração de álcool no sangue interfere na sensibilidade. Beber em excesso provoca diminuição da libido e da capacidade de ereção, além de alterar a ejaculação e retardar o orgasmo. 

DEPRESSÃO - As pessoas deprimidas costumam usar drogas químicas -"remédios", para trarar a depressão. Geralmente o fazem sem orientação médica, e isso é muito grave.
O sintoma mais comum de quem está deprimido é a perda do interesse sexual e o comprometimento da ereção. O uso de antidepressivo também inibe a sexualidade. O primeiro passo é procurar um médico para tratar a depressão e depois pensar no tratamento para recuperar o bom desempenho sexual.


DROGAS - (maconha) - influi na redução dos níveis de testosterona e pode afetar seriamente a libido; (cocaína) seu uso crônico causa danos à musculatura do pênis causando disfunção erétil e distúrbios na ejaculação. O (ecstasy), alucinógeno muito usado nas baladas, num primeiro momento funciona como um excitante sexual. Seu uso contínuo provoca perda de motivação geral, comprometendo o desempenho sexual.

Além das drogas, o estresse e a ansiedade prejudicam seriamente a sexualidade.

ESTRESSE - O estresse é a doença da modernidade. A vida intensa de nossos dias gera inúmeros momentos estressantes. Isso, sem sombra de dúvida, vai se refletir na sexualidade. Conflitos profissionais, dificuldades financeiras e problemas familiares são fatores que comprometem seriamente a libido masculina. Em situações de grande estresse o homem não sente desejo e perde o interesse sexual. A situação pode durar longos períodos e, não havendo solução, tende a agravar-se. 
 ANSIEDADE - A ejaculação precoce não é um problema físico. Todas as causas estão ligadas ao emocional, e a ansiedade costuma aparecer em primeiro lugar. Trata-se da disfunção sexual mais comum entre homens jovens. Não é raro que a ejaculação precoce acabe provocando a ausência total de ereção.
O tratamento terapêutico é o mais indicado e eficaz.

Muitos homens só procuram o médico quando estão com algum problema sexual. Quando o sexo não vai bem, é sinal de que algo está errado na parte física ou emocional. A falha da ereção pode ser um aviso de que outras artérias estão sendo atingidas. É muito comum a disfunção erétil apontar que o homem tem um problmea circulatório. Assim, a obstrução que aparece nos vasos do pênis pode existir também nas coronárias.
Nicéas Romeo Zanchett
http://amoresexo-volume1.blogspot.com.br