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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
O SEXO E A GRAVIDEZ
EJACULAÇÃO PRECOCE
O fenômeno da ejaculação precoce não tem nenhuma relação com o orgasmo feminino. Esta disfunção sexual masculina se caracteriza pela emissão de esperma antes do momento desejado durante o coito.
Em relação à velocidade da emissão do sêmem, a ejaculação pode ser superprematura (antes mesmo da penetração), prematura simples (entre 10 segundos e dois minutos após o início do coito) e instável (dependente da circunstância psicológica do indivíduo). De modo geral, este problema transforma a relação sexual em verdadeira angústia, eliminando a situação do prazer. A medicina não identificou nenhuma doença física responsável pelo fenômeno. As pesquisas indicam que a ansiedade, o temor de um mau desempenho e o medo de fracaçar com a mulher podem gerar o mal. Também pode ser resultado de um verdadeiro condicionamento do indivíduo: homens que desempenham a atividade sexual sob pressão ou em situações de pressa e estresse. Não há um tratamento específico, já que as origens do mal podem ser várias. Somente o andrologista pode detectar a raíz do problema e prescrever desde manobras de compressão do pênis durante o ato sexual, autocontrole para ser praticado com masturbação, a drogas que equilibram os estados de ansiedade. Contrariamente ao que se divulga, a ejaculação precoce não é devida à hipersensibilidade da glande. Por isso, de nada adianta besuntá-la com pomadas, ungüentos ou géis analgésicos. Esses produtos acabam tendo efeito indesejado, pois ao anestesiarem a mucosa altamente erógena da glande, transformam o sexo num vai e vem mecânico sem nenhuma qualidade erótica.
Muitos homens chegam ao absurdo de culpar a companheira por seu problema. Isto pode desequilibrar totalmente o relacionamento e causar enorme infelicidade ao casal. Na verdade a mulher é a mais prejudicada, uma vez que não conseguirá obter nenhum prazer com a rápida relação.
Não se deve, de forma alguma, guiar-se por propagandas que prometem verdadeiros milagres. O que pode mesmo resolver o problema é a orientação de um bom profissional - o andrologista.
Nicéas Romeo Zanchett
LEIA TAMBÉM > http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com
AMOR E ÓDIO
Escultura de Romeo Zanchett
domingo, 10 de julho de 2011
PRIAPISMO - EREÇÃO PROLONGADA
PRIAPISMO - EREÇÃO PROLONGADA O priapismo é uma ereção intensa, prolongada e persistente que independe de excitação. Pode perdurar por mais de 4 horas e muitas vezes é acompanhada de dor. Ela pode ser desencadeada ou não pela atividade sexual. O pênis se torna ereto sem a participação da grande (cabeça do pênis) e dos corpos esponjosos que envolvem a uretra. Trata-se, portanto, de uma ereção exclusivamente dos corpos cavernosos.
As causas do priapismo são pouco compreendidas, mas envolvem complexos fatores neurológicos e vasculares.
Por incrível que pareça, ela acomete homens que, normalmente, têm dificuldades em conseguir um pouco de ereção. É muito comum que, nos primeiros instantes, o homem sinta-se orgulhoso de seu estado, pois pode transar duas, três, quatro vezes seguidas sem esforço. Quando isto acontece, devido à irritação provocada pela fricção, a ereção torna-se mais intensa a cada investida. Depois da quarta ou quinta vez, ele percebe que está com um grande problema. A ejaculação torna-se impossível, pois não há mais o que ejacular. O êxtase do orgasmo é substituido pela dor e o simples pensamento de mais uma cópula torna-se insuportável. Depois de 6 horas, se não revertida, pode levar a um quadro de impotência sexual pelo resto da vida. Quando o homem desconhece o assunto, muitas vezes, procura resolvê-lo copulando ou masturbando-se seguidamente. Só quando percebe que nada soluciona é que procura um médico.
Em geral o priapismo é sintoma de uma séria doença que afeta todo o corpo e que resulta da irritação da medula espinal e dos nervos que controlam a ereção. Às vezes, pode ser provocado por anormalidades dos vasos sangüíneos relacionados ao pênis. Também pode ser causado por medicamentos usados de forma errada; o uso de injeções penianas de drogas vasoativas (para provocar ereção), ou até com o uso abusivo de medicamentos via oral para ereção. Os mais comuns são os de tratamento de disfunção erétil. Há casos de priapismo causados por picadas de aranha "armadeira".
O priapismo pode se apresentar de duas formas: o de baixo fluxo (venoclusivo), que é mais freqüente e esta associado à dificuldade do retorno venoso. Este é doloroso porque dificulta a oxigenação do pênis. Já o priapismo de alto fluxo (arterial) é menos freqüente e indolor. Geralmente é causado por trauma peniano.
O tratamento pode ser feito de diversas formas. Cada caso é detalhadamente analisado pelo médico que diagosticará e fará o que melhor convier. Pode ser com drenagem do corpo cavernso; aspiração e lavagem do corpo cavernoso; injeção de drogas vasoativas (vasoconstritores) e aspiração do corpo cavernoso. Há casos em que é necessário a intervenção cirúrgica a fim de criar comunicações entre o corpo esponjoso e o cavernoso.
Sua ocorrência é baixa, mas sempre é uma emergência médica e o recomendado é procurar atendimento imediatamente.
O nome priapismo vem da mitologia grega. Priapo era um deus da fertilidade, filho de Afrodite, conhecido pelo seu longo e ereto falo.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com
segunda-feira, 4 de julho de 2011
SEXO SEM PRAZER E AMOR SEM SEXO

domingo, 3 de julho de 2011
O CIÚME E SUAS VÍTIMAS

O parceiro ciumento é abusivo e pode destruir o amor e a confiança da outra pessoa. Torna-se muito difícil estar num relacionamento no qual tenha que se manter sempre na defensiva e constantemente culpado por tudo o que acontece à sua volta. Tudo é muito cansativo e nenhuma explicação parece satisfazer o ciumento. Esse permanente estado de atenção gera stress e muitas vezes o ciumento se torna dependente dos esforços que seu parceiro faz para não provocar suas suspeitas. A vítima do ciumento também pode ficar dependente das incessantes exigências que ele faz. Um relacionamento assim, geralmente não tem futuro, pois o ciumento não muda, a não ser diante de um ultimato. Ele precisa de terapia para se livrar das ansiedades que motivam seus ciúmes exagerados, mas dificilmente reconhece a realidade para buscar ajuda.
O ciumento costuma acusar seu parceiro de infidelidade, geralmente em momentos inoportunos, quando este têm dificuldade de provar o contrário. Cobra explicações sobre fatos passados e procura provocar incêndio onde nem há fogo. Constantemente atacando, desvia a atenção quanto à sua própria conduta. Isolam o objeto amado de amigos e parentes, mostrando-se sempre preocupado em acusá-lo para receber garantia de fidelidade. Essa insegurança enfraquece o relacionamento e diminui sua própria imagem diante do parceiro.
A tendência do ciúme doentio tem origem na infância. Quem teve na sua historia pessoal experiências de abandono é mais susceptível a sentir ciúme. Mas só precisa de ajuda terapêutica quem faz uma construção fantasiosa da realidade que está gerando seu ciúme. Com terapia específica o ciumento consegue mudar seu modo de pensar percebendo quanto a fantasia o está prejudicando.
Sentir ciume de vez em quando é normal. No entanto, quando a pessoa guarda o sentimento começa a imaginar situações e fazer perguntas capciosas para pegar o outro em falso. O ciumento crônico distorce a realidade e acredita em suas fantasias. Para ele, tudo prova que está sendo enganado ou rejeitado. Portanto, ter ciúme é sempre perigoso.
Ao contrário do que muitos pensam, o ciúme não é prova cabal de amor, mas de insegurança e falta de confiança no parceiro por quem está apaixonado.
A fronteira entre o saudável e o patológico é muito tênue. Não se pode classificar todo o ciúme como patológico. É preciso uma análise detalhada, feita por um especialista experiente, para classificar uma conduta como tal. Caso contrário, ninguém mais poderia ter ciúme que, quando saudável, é parte integrante do amor. O que torna o ciúme um sentimento patológico é sua intensidade e freqüência, podendo tornar-se até delirante. Nesse caso é comum gerar taquicardia, frieza nas mãos e nos pés, contraturas musculares, etc. São sintomas semelhantes ao pânico. Com a freqüência das crises de ciúme, podem surgir dores musculares e nas articulações, sintomas alérgicos e insônia crônica, que tornam o ciumento um forte candidato ao infarto.
Se você é um ciumento patológico e quer se livrar desse sentimento, comece por desconfiar, em primeiro lugar, de si mesmo. Procure preencher seu tempo livre com atividades tipo ginástica, cursos, leituras, passeios, etc. Seja você mesmo e não queira se mostrar como uma pessoa aberta e segura. Isso evitará que a sua ansiedade aumente e que as brigas, pela tentativa de culpabilizar o parceiro, se intensifiquem.
Se você é a vítima de ciumento saiba que a melhor maneira de lidar com ele é não deixá-lo com dúvidas. Responda suas perguntas de forma direta e sem meias palavras. A indiferença só o estimula. Se ele tenta esticar a conversa, procure encerrar o assunto. A melhor estratégia para esfriar a cabeça é adiar a conversa para um momento mais oportuno, quando os dois estiverem calmos. Para elevar sua auto-estima, faça uma lista de suas qualidades e leia para você mesma todos os dias.
É muito difícil abandonar velhos hábitos e estabelecer um novo relacionamento baseado em confiança e interesse comuns. Geralmente as pessoas que estão num relacionamento como esse terminam perdendo a espernça de conter a incessante ansiedade e acabam se separando. Lembre-se sempre de que um amor verdadeiro é, acima de tudo, baseado na confiança mútua. Quando esta confiança deixa de existir o melhor caminho é a separação, pois o ciúme pode se tornar destruidor e perigoso.
terça-feira, 28 de junho de 2011
CELIBATO CLERICAL - ABSTINÊNCIA SEXUAL
