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domingo, 2 de outubro de 2011

O DESENVOLVIMENTO SEXUAL INFANTIL

O DESENVOLVIMENTO SEXUAL INFANTIL




O desenvolvimento da sensibilidade sexual, desde a primeira infância, vai determiar os inúmeros aspectos da conduta sexual do adulto.



Houve uma época em que as mães eram aconselhadas a não brincar nem afagar demasiadamente suas crianças para não "estragá-las".



Muitas pessoas imaginam que o desenvolvimento precoce da sexualidade das crianças é produto das seduções sofridas em casa ou da influência da rua, mas isto não é verdade. Pode acontecer, mas na maioria das vezes não é.



Por volta dos três a cinco anos a criança descobre que é na área genital que se encontra a sua maior fonte de sensações agradáveis. Todas as crianças, durante este período da vida, atravessam uma intensa excitação sexual. Nesta fase, como também mais tarde na puberdade, a excitação sexual passa a ter predominância sobre as outras funções em circunstâncias apropriadas, desde que o desenvolvimento da criança se tenha dado de um modo sadio. Tal como o adulto, ela experimenta tensões sexuais que levam-na a tocar-se para eliminar o estímulo, friccionando e apertando o órgão sexual. Nestes toques está o início de sua educação sexual e é através deles que a criança se prepara para receber amor. Trata-se da auto-satisfação sexual, também conhecida como tão temido onanismo infantil que, ao contrário do que se pensa, não é absolutamente perigoso. Desta época em diante, as atitudes sexuais vão sofrendo um gradativo processo de formação, no qual atravessam várias fases até tomarem forma de idéias e sentimentos mais especificamente reconhecidos como sexuais.



No curso de seu desenvolvimento, a criança vai descobrindo outros lugares em seu corpo que também lhe proporcionam prazer. Se o adulto tiver maturidade e deixar a criança em paz, a masturbação nunca terá conseqüências negativas, mas, pelo contrário, constituirá um período preparatório muito importante para a sexualidade do futuro adulto. Entretanto, quando é censurada, castigada ou ameaçada ela deixará de se tocar, mas o impulso que dá origem à excitação física não cessará. Neste caso, ou bem a criança irá continuar se masturbando angustiada, ou conseguirá dominar-se, mas sentirá angústia da mesma forma. A criança que tem medo de masturbar-se se torna nervosa, angustiada e difícil de ser educada.




O onanismo, em si, não é prejudicial se praticado sem problemas, ou seja, sem sentimento de culpa ou remorsos, e se, além disso, o curso da fantasia e excitação não é perturbado. A atribuição de conseqüências nocivas ao onanismo é resultado de fantasias e escrúpulos que desviam o curso da excitação. Ainda hoje as ideologias eclesiásticas procuram apresentá-lo como um vício a ser combatido. Quando é reprimido, o menino começa a combatê-lo, procura reprimir seu estímulo sexual natural que, entretanto, é mais forte que sua vontade consciente.




Tal como acontece com os adultos, os desejos sexuais da criança dirigem-se para quem ela pretende ser amada e saciada fisicamente. Essa outra pessoa faz parte do seu estreito círculo familiar que na maioria das vezes é o próprio pai ou a mãe. A menina passa a fantasiar e querer ter filhos com o pai, tomando o lugar da mãe. O menino quer substituir o pai e fazer com a mãe as coisas inquietantes e proibidas que passam pela sua cabeça. Isto acontece porque a criança tem, muitas vezes, uma imagem imprecisa do sexo. Surge então uma situação conflituosa, sobretudo porque o progenitor do mesmo sexo, que ao mesmo tempo é objeto de amor, deve ser eliminado como um rival pouco desejado. Se, além disso, os pais proíbem severamente seu onanismo, castigando seus jogos sexuais, a criança relaciona tais castigos com fantasias proibidas que fazem sua angústia crescer.



Os pais devem ter paciência e deixar esta fase passar naturalmente. Com o tempo a criança renuncia o desejo pelo pai ou pela mãe e se volta para outras pessoas, com as quais é possível, em princípio, ter relações normais.




A criança que na primeira infância experimentou uma demasiada sensação de medo, no futuro terá dificuldade para manter qualquer atividade sexual normal. Poderá tornar-se um adulto impotente ou uma mulher frígida. Por outro lado, mimar excessivamente a criança é tão prejudicial quanto dar-lhe uma educação severa porque agindo assim, forçosamente, a criança se apegará de forma demasiada aos pais. Por exemplo: quando se permite que a criança vá para a cama com os pais, suas fantasias sexuais aumentam consideravelmente. Muitas mães, que se desiludiram com o matrimônio, passam a dedicar todas as atenções e ternura aos filhos em busca de uma compensação pelo amor perdido. Procuram sempre estar perto deles, monopolizando todo seu amor. Essas crianças, em geral, ao crescerem se convertem em "filhinhos da mamãe" e, portanto, em adultos incapazes.


Muitas vezes, sem perceer, as mães excitam o filho dedicando-lhe excessivos cuidados corporais. O treino para a higiene representa um papel importante na educação sexual. É uma das fases mais difíceis, tanto para a criança como para a mãe.


É muito comum a mãe querer que o filho haja como adulto e, sem saber, pode perturbar profundamente sua evolução, forçando-o a um adestramento precoce, que não corresponde às suas necessidades naquele momento. Os orgãos de excreção, por exemplo, tem estreita relação com os de fecundação e nossa atitude para uns, muitas vezes, corresponde ao modo como encaramos os outros. Quem considera o funcionamento do intestino e da bexiga como algo desagradável ou nojento, tende a colocar as relações sexuais no mesmo plano, esquecendo-se de que neles se encontra o próprio mistério da vida e da preservação da espécie. Esta fase de treinamento corresponde ao que a psicologia diferencial ensina como sendo uma época em que o "poder de reter", "fechar-se" ou "soltar e deixar correr" representa um papel muito importante para a criança. Se ela é forçada à higiene com grande rigor, castigos e ameaças, pode acontecer que sua capacidade de se expandir mais tarde - numa relação heterossexual, por exemplo - venha a ser inibida. Muitas vezes a incapacidade para o orgasmo está relacionada com esta fase.


Através da influência que os pais exercem sobre a vida instintiva da criança, formam seu caráter e determinam seu futuro.


A felicidade depende da liberdade e ela precisa ser aprendidade desde a infância, quando somos moldados para a vida de adulto.


Nicéas Romeo Zanchett





sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O EROTISMO DOS SEIOS






O EROTISMO DOS SEIOS




A beleza dos seios é a característica mais desejada tanto pelos homens como pelas mulheres.



Desde o início dos tempos os homens tem olhado, medido, pintado, fotografado, esculpido e venerado os seios das mulheres.



A exibição do peito nú, cada vez mais freqüente nos dias atuais, talvez tenha descaracterizado o colo da mulher. Mas isto não deserotizou a beleza e nem a sensibildade dos seios femininos. Esta zona erógena, que carrega a imagem da própria maternidade, simboliza também a fertilidade e purificação. Essa relação de amor vem da infância quando o sugamos pela primeira vez. Desde então ficamos presos a eles pelo resto de nossas vidas. Talvez por essas razões despertam no homem um grande desejo.



Com a mulher não é diferente. Nos jogos amorosos ela encontra enorme prazer quando seus mamilos são tocados, beijados ou sugados pelo parceiro.



Seios são, sem a menor dúvida, os mais lindos e desejados ornamentos femininos. As mulheres vivem preocupadas com o seu tamanho e configuração, tal como os homens em relação ao seu pênis.



Durante a atividade sexual, os estímulos táteis transformam-se em estimulos sexuais potencialidados por importantes fatores secundários que são o envolvimento emocional e a intensidade daquele momento. O prazer que o homem sente no contato com o corpo da mulher é para ela o maior estímulo que ele pode lhe dar.



Alguns seios são totalmente insesíveis, mas a maioria são tão receptíveis que ao serem manipulados podem até levá-las ao orgasmo. Há casos de mulheres que tem orgasmos ao amamentarem seus bebês.



Em relação aos seios há uma coisa comum entre as mulheres: elas não gostam que sejam manipulados com rudeza. É uma região erógena extremamente sensível. Elas tem tanto medo de serem maltratadas nos seios como os homens de receber um pontapé nos testículos.



Talvez porque foram feitas para o amor maternal da amamentação elas sentem grande prazer nesta região do corpo. Todas adoram serem acariciadas, manipuladas e sugadas, mas tudo deve ser feito com a maior delizadeza.



Também é importante saber que durante o período de menstrução os seios de certas mulheres ficam tão sensíveis e delicados que elas não suportam qualquer tipo de carícia.



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sábado, 24 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A DEPENDÊNCIA AFETIVA CAUSA ESTRESSE

A DEPENDÊNCIA AFETIVA CAUSA ESTRESSE
    A dependência afetiva é um desequilíbrio emocional que acomete pessoas com autodesprezo, ressentimentos e estresse.
   O problema costumava ser identificado apenas em parentes próximos de alcoólatras e dependentes químicos. Entretanto, estudos recentes e mais aprofundados revelaram que este tipo de desequilíbrio emocional também atinge pessoas que não têm casos de vícios em família.
    O dependente afetivo vive apenas para agradar outras pessoas e nunca acha que está fazendo o suficiente. Eles têm dificuldade para vivenciar níveis de autoestima, de estabelecer limites, reconhecer suas necessidades e se expressar. São pessoas que se sentem fracassadas, com vergonha de si mesmas e muito medo de se relacionarem emocionalmente.
    Tudo começa na infância e não é detectado porque muitos pais acreditam que os conflitos infantis não merecem crédito. Outros protegem os filhos evitando que enfrentem as consequências do próprio comportamento.
             A dependência afetiva pode até ser considerada culturalmente aceitável, mas costuma trazer muito sofrimento à criança que terá dificuldade para orientar seu comportamento quando for adulta.
     O tratamento envolve uma completa revisão do passado que deve ser feita no divã psicanalítico. O objetivo é identificar experiências abusivas na infância para encontrar o trauma que originou este sentimento continuado de humilhação. Conhecer a própria história afetiva é um passo vital no processo de recuperação da autoestima.
Nicéas Romeo Zanchett
http://amoresexo-arte.blogspot.com/

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

AMOR PROIBIDO - INTERRACIAL E INTERRELIGIOSO





AMOR PROIBIDO - INTERRACIAL E INTERRELIGIOSO



      A paixão é um processo irracional. Se fôssemos absolutamente racionais, nunca nos apaixonaríamos.
   Os opostos se atraem. Ao apaixonar-se o indivíduo pode estar buscando inconscientemente características das quais precisa.
    Os relacionamentos como inter-raciais e inter-religiosos, tal como os casos extraconjugais, são atrativos e interessantes no começo, mas são de difícil manutenção. Com o tempo, manter o segredo é mais estressante e trabalhoso do que divertido. Os casais se submetem a esse tipo de relacionamento não porque tenham atração pelo segredo, mas simplesmente porque não querem contar para os amigos e familiares. No entanto, as desvantagens só serão percebidas depois. São verdadeiros casos de Romeu e Julieta modernos.
     Desde os primeiros momentos, a diferença pode gerar estresse, mas isso não é necessariamente ruim. O que resta saber é se o casal vai ter força para passar por esse momento e se essa relação vai se tornar madura ou não. À medida em que se vai entrando em contato mais íntimo com o ser amado, passa-se a vê-lo por inteiro, sem as naturais fantasias da paixão. É nessa hora que perde a graça e muitas paixões acabam sem explicações.
     Quando há o rompimento e um dos dois continua apaixonado, sente que seu mundo caiu, fica extremamente infeliz e não encontra justificativa e nem uma tábua de salvação. Por outro lado, a expectativa de uma dor insuportável pode ajudar a amenizar a angústia real. O cenário terrível imaginado, perto de uma realidade menor, diminui o impacto do sofrimento.



Nicéas Romeo Zanchett



domingo, 11 de setembro de 2011

MULHER MADURA COM HOMEM JOVEM







MULHER MADURA COM HOMEM JOVEM
Homens mais velhos sempre se relacionaram com mulheres jovens sem maiores transtornos. Mas, o que hoje estamos vendo são mulheres maduras com homens jovens. Já não é mais novidade encontrar casais formados por uma mulher acima de cinqüenta anos com jovem na faixa dos trinta. Não se trata de mulheres moderninhas, sem nenhuma vergonha, mas sim de casais que se curtem e formam uma bela dupla de amantes.
Falar desse assunto, para muitos, pode parecer ridículo, mas é preciso tratá-lo com todo o respeito e seriedade que merece. Ele está aí, nas praias, nas ruas, nos bares, nos teatros e cinemas, como também entre quatro paredes.
Do ponto de vista puramente físico, está caindo por terra o velho tabu de que mulher só sente prazer quando ama ou quando pensa que ama, independente das qualidades estéticas de seu parceiro. É claro que todos, homens e mulheres, preferem fazer amor com quem ama, seja o parceiro feio ou bonito. Mas daí a dizer que a mulher não sente atração visual é coisa de quem não presta atenção nos olhares e suas conversas com as amigas. Elas são seletivas e detalhistas. Cada uma tem suas próprias preferências: boca, olhos, mãos, peito, bunda,pernas etc.
Por tás disso há muito mais do que liberdade sexual. Ao que tudo indica, muitos homens jovens estão com outra cabeça. Geralmente são mais abertos e espontâneos. Não entram em competição com a parceira e as relações são baseadas em trocas de vivências, independente dos sentimentos. Eles parecem estar com maior capacidade de entrega. Estão mais presentes e sem o velho medo de perder ou criar laços indesejáveis. Por estarem menos presos a pradrões estereotipados, no relacionamento como um todo, conseguem usufruir o que a mulher madura tem de melhor para oferecer: carinho, companheirismo, presença, senso de humor e experiência erótica.
Quando se trata do relacionamento, sério ou não, de um homem mais velho com uma gatinha é facilmente aceito. No entanto, quando alguém encontra um casal formado por uma senhora com um jovem rapaz leva logo para o lado da brincadeira. Os parceiros transformam-se em alvo de comentários maldosos e chacotas de mau gosto.
A mulher madura e recentemente separada, muitas vezes saiu de um relacionamento infeliz e desgastado e, ao se sentir livre, busca sua autoconstrução sentimental. De imediato o que elas querem é companhia. Depois, com o passar do tempo vão ao encontro de algo mais profundo que complemente suas vidas. Nessa busca, o novo relacionamento não é selecionado por faixa etária.

Todas as mulheres gostam de um jantar à luz de velas num bom restaurante, receber flores e outros mimos, mas as mulheres maduras dão especial atenção a estes prazeres. A maioria dos jovens acha que isso é caretice chata e perda de tempo. No entanto, os rapazes com cabeça aberta são românticos, mais maduros e sentem o maior prazer em compartilhar esses momentos íntimos com sua parceira.
Se você está sozinha ou à procura de sua cara-metade, comece a prestar mais atenção aos garotões disponíveis que estão lhe observando. Talvez ali esteja o prazer e a felicidade que você procura.
Nicéas Romeo Zanchett
http://selecaodehistoriasinfantis.blogspot.com/

domingo, 4 de setembro de 2011

VAGINISMO


VAGINISMO
O vaginismo é uma incapacitação para fazer sexo que ocorre com muitas mulheres. É causada por uma contração involuntária dos músculos da vagina que ficam tão tensos que a penetração do pênis se torna impossível. Na maioria das vezes os motivos são psicológicos. Talvez devido a repressões, à idéia de que sexo é sujo, medo patológico da gravidez, situações traumáticas de abuso sexual ou estupro, entre outras razões. Também pode ter origens orgânicas como desequilibrios hormonais, nódulos dolorosos ou infecções nas genitais e até no uso de medicações com efeitos colaterais que causam a diminuição da lubrificação natural da vagina.
A característica principal é uma contração involuntária da MAP - musculatura do assoalho pélvico. Ela sempre vem da associação de medo e dor, numa espécie de círculo vicioso, normalmente inconsciente, que faz a mulher contrair fortemente a MAP em momentos relacionados ao sexo. Isto ocorre também quando há excitação sexual ou quando o parceiro tenta se aproximar.
Trata-se de uma disfunção que, geralmente, acomete mulheres de nível intelectual elevado e de boa situação econômica.
O tratamento não é difícil quando o objetivo á apenas tratar a paciente para possibilitar a penetração. Na maioria das vezes a mulher não procura ajuda especificamente para isso e geralmente é o ginecologista que descobre quando ela mostra dificuldade em realizar o exame. O médico pode então encaminhar a paciente para um Terapeuta Sexual que avaliará a necessidade de alguma medicação e a preparará emocionalmente para o tratamento de dessensibilização - técnica indicada para essa disfunção. Em casos mais graves é importante que a paciente seja submetida à Psicoterapia de Orientação Analítica.
O problema não tem nada a ver com masturbação e orgasmo. É muito comum que as mulheres acometidas pelo vaginismo dêem preferência à masturbação, sempre sem penetração, para atingir o orgasmo.
É fundamental que a mulher procure seu médico ginecologista para idetificar o tipo e grau do vaginismo e então tratá-lo imediatamente.
Exercícios de conscientização da região genital e da redescoberta do prazer sexual são muito importantes para o tratamento. Existem também exercícios específicos de contração e relaxamento da MAP que são importantes tanto para a conscientização da região genital, quanto para a coordenação motora local. Também a massagem perineal é muito útil nos trabalhos de dessensibilização e elasticidade da entrada vaginal.
O homem precisa ter a consciência de que se trata de um grande sofrimento para a mulher e nunca forçar a penetração que pode ser uma verdadeira tortura. Mesmo desejando o contato sexual ela não tem controle de suas reações físicas de regeição. Muitas vezes elas escondem o problema com medo da reação do parceiro. É um sofrimento intenso que pode causar pânico, suor excessivo, náuseas e até falta de ar quando tenta enfrentar o medo para não contrariar o parceiro.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com