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sábado, 30 de março de 2013

A REPRESSÃO SEXUAL DA IGREJA


A REPRESSÃO SEXUAL DA IGREJA 
     Desde os primeiros anos do cristianismo ocidental, a mulher constitui, para o homem cristão, um obstáculo no caminho da santidade. Essa visão predadora não nos foi dada por Cristo; foi proposta por São Paulo, que pregava a nova religião numa sociedade de costumes particularmente corrompidos. No cristianismo, criado por Paulo de Tarso (ou Saulo de Tarso), o corpo humano é execrável e execrado, pois é a causa e atração que leva ao pecado.  Mas, por outro lado, a própria religião cristã diz tratar-se do templo que abriga a alma, nossa parte divina. 
     Historicamente a Igreja Católica Romana sempre desprezou o sexo e particularmente as mulheres. Santo Agostinho, o mais célebre do Padres da Igreja, numa perspectiva sobrenatural, os considerava incompatíveis com Deus e a Natureza. Essa atitude, profundamente arraigada, torna difícil a adaptação da Igreja à nova sociedade que, após ter reabilitado a sexualidade, a liberta e exalta.
A aspiração a uma revisão dos valores, a uma reabilitação dos princípios de prazer surgiu num Ocidente próspero. Foi engendrada pela própria prosperidade.  Entretanto, esse tema, tanto nas pesquisas como nas discussões, ainda é tratado com superficialidade por grande número de pais, professores  e responsáveis pela nossa sociedade. 
     Duas idéias governam os textos bíblicos que tratam da sexualidade: a primeira é que o sexo é um mistério que é preciso cercar de respeito; a segunda é que o casamento é a forma desejada por Deus para as relações sexuais. Entretanto, os judeus das origens aceitavam que os prazeres da vida fossem vividos plenamente.  No Antigo Testamento não existe nenhuma proibição às relações sexuais antes do casamento, como também, nenhum trecho da Bíblia rebaixa a mulher para exaltar o homem. Foi apenas depois do exílio que o povo judeu desenvolveu a ideia de que os prazeres, particularmente o prazer sexual, deveriam ser condenados. 
     A Igreja considera o corpo, especialmente da mulher, como instrumento privilegiado da tentação. A incessante exaltação do celibato por São Paulo, revela seus profundos problemas psicológicos em relação à sexualidade. Alguns religiosos, apaixonados por psicanálises, acreditam tratar-se de uma homossexualidade latente reprimida. São Paulo marca o ponto de transição entre a atitude sadia e positiva para o corpo, que caracterizava o Antigo Testamento e o próprio Jesus, e a atitude dualista e negativa que não parou de se expandir no Ocidente. Ele aconselhava os homens cristãos a seguirem seu exemplo e não se ligarem a nenhuma mulher. 
São Paulo
     A moral cristã foi, aos poucos, se edificando em volta da convicção de que a sexualidade devia ser evitada como o"mal essencial", à exceção do mínimo que considerava necessário para manter viva a raça humana. Dessa forma, a prática sexual passou a ser desculpável apenas para a procriação. Declarando que o ato sexual em si não era condenável e que condenável era apenas o prazer que dele tiravam os indivíduos,  a Igreja de Paulo considerava que tinha encontrado o ponto de equilíbrio.  
     Os moralistas escolásticos editaram um código que regulamenta a vida sexual nos menores detalhes. Dele, em nenhum momento o pecado é totalmente excluído, pois que a paixão necessária    para desencadear o ato criador constitui um pecado, mas a gradação desse pecado atinge o extremo. Para homens e mulheres  casados criou-se uma espécie de camisa que permite conceber com um contato reduzindo ao máximo  o contato entre os corpos.  Entretanto, as poluções noturnas involuntárias são classificadas como pecados. Fazer amor em sonhos, durante o sono, ainda é considerado um grave pecado que deve ser declarado no confessionário. Dessa forma, os princípios do prazer, que é o responsável pela atração entre os sexos, ficaram fortemente reprimidos. As energias assim poupadas incitaram o homem a ordenar o mundo segundo seu pensamento e a dominá-lo através de sua ação, fazendo da mulher sua escrava sexual. 
     Como uma válvula de escape, o cristianismo definiu  um ideal acessível  ao grande número fiéis, mantendo os pecadores em seu seio, concedendo-lhes todas as facilidades de absolvição. Segundo a moral da Igreja Católica, é o padre que abre aos fiéis a "porta do céu". Seja pelo batismo, seja pela absolvição em confissão, seja pela comunhão, pela missa, pela extrema-unção, (conferida mesmo ao pecador inconsciente). Pode o católico ser o maior pecador perante o Evangélio e à sociedade, e ao mesmo tempo ser ótimo membro da sua Igreja; sua conduta moral é neutralizada pelos atos rituais, sob a orientação  e garantia do clero. A sua autonomia espiritual é facilmente substituída pela heteronomia moral do padre. É na sombra dos confessionários que os padres escutam as consciências e, como policiais, interrogam aquilo que consideram pecados da carne. 
       Ora, essa infeliz mentalidade, visceralmente anti-cristã, destrói no homem o senso de responsabilidade e abre as portas ao descalabro social, ao crime e iniquidade. Dessa forma, vai a moral do clero criando um perigosíssimo "círculo vicioso" moral (ou imoral): pecado-confissão x pecado-confissão, sem nenhum esforço sincero ascensional da parte do pecador crônico.
     Num "clima espiritual", a Igreja não hesita em reinterpretar os mitos bíblicos em função de sua atitude anti-sexual.  Eva foi a pecadora que tentou Adão. Mas aos poucos essa explicação foi substituída por causa erótica. Em nossos dias, no espírito de todas as crianças ocidentais que frequentam o catecismo, a maçã que a primeira mulher e o primeiro homem comem juntos é a maçã do amor. Esse mito só fez reforçar a misoginia cristã.  Eva, é vista de forma desprezível e até odiosa por ser a sedutora. Ela foi a tentadora e permanece sendo a embaixadora do demônio que leva o homem a pecar.
     Seria ilusão acreditar que os problemas evocados hoje em dia no seio da Igreja foram descobertos recentemente. O problema do celibato dos padres, do controle de natalidade, das relações sexuais antes do casamento, da sexualidade fora do casamento foram todos colocados antes dos anos 40.  Também a separação entre a Igreja e a Ciência causou um grande abalo na autoridade religiosa e na disciplina por ela imposta. 
     Graças a alguns intelectuais católicos a atitude secular a respeito da sexualidade evoluiu. O ato que antes só tinha por objetivo a criação foi, aos poucos, dotado de um valor humano enriquecedor. Se o amor físico é dotado de valor quase espiritual, os padres são levados a interrogar-se sobre as relações de seu próprio estado com a sexualidade. O movimento de revolta contra o celibato clerical é de ordem filosófica e não apenas sociológica. Essa mudança nasceu da compreensão da realidade física que cada ser tem em seus instintos naturais que são os grandes construtores da humanidade. 
Nicéas Romeo Zanchett 

domingo, 24 de março de 2013

CASAMENTO NA TERCEIRA IDADE

                         CASAMENTO NA TERCEIRA IDADE 
Para amar e ser amado não existe idade. A terceira idade, também chamada de melhor idade, traz uma sensação de bem estar, de dever cumprido. É uma fase muito rica e merece ser vivida com toda a intensidade. 
Tanto a mulher quanto o homem na terceira idade podem ter uma vida amorosa e sexual até mais intensa que nos anos anteriores. Os filhos já estão liberados, as questões econômicas, salvo algumas exceções, já estão estabilizadas e a vida continua.  Principalmente para as mulheres, que por muito tempo permaneceram em casa cuidando os filhos, é chegada a hora de abusar das experiências de vida acumuladas ao longo dos anos e permitir-se viver intensamente o novo momento. 
Devido à mudanças fisiológicas, muitos idosos perdem o interesse pelo sexo e a chegada de um novo amor é garantia de espantar a solidão e reviver bons momentos felizes do passado. Os fatores  constitucionais e genéticos ou vínculos familiares e sociais contribuem para a boa qualidade de vida. 
Nas sociedades modernas, os casamentos tendem a acontecer cada vez mais tarde. Existe grande preocupação de primeiro se realizar economicamente para depois pensar em casamento. Mas também os índices de divórcio tendem a crescer antes dos 50 anos e na terceira idade. 
É na terceira idade que mais podemos verificar a síndrome do ninho abandonado. Os filhos já atingiram a adolescência ou se casaram e tiveram, por sua vez, seus filhos depois de deixarem a casa dos pais. É justamente este sentimento de abandono ou separação dolorosa que provoca a busca de um novo amor. É muito comum que nesta fase aconteça relações extraconjugais, conflitos ou estados depressivos, que acabam levando à separação do casal. 

Nós, seres humanos, nascemos para viver juntos e este é um condicionamento biopsicossocial. A nossa sociedade sempre buscou fórmulas para regulamentar e facilitar a vida dos casais. Havendo um acordo prévio quanto ao regime da união, principalmente em relação às responsabilidades financeiras, é possível enfrentar a separação sem muita dor e sem maiores complicações. 
É interessante observar que um número crescente de homens e mulheres separados preferem namorar a se casar. A principal causa é a eventual convivência com filhos dos casamentos anteriores ou as diferenças individuais de cada um. Na idade madura, onde hábitos particulares   estão muito arraigados se torna mais difícil viver juntos, sobre o mesmo teto. Freud dizia que um segundo casamento tem possibilidades de trazer mais facilidade do que o primeiro porque os cônjuges estão mais tolerantes. Mas cada um tem, digamos, suas manias pessoais que nem sempre são compreendidas ou toleradas pelo outro. Entretanto, a psicanálise, através da experiência clínica adquirida ao longo do tempo, nos ensina que um novo casamento leva a uma melhor qualidade de vida e permite um relacionamento mais profundo do casal do que quando existe apenas o namoro. O simples namoro dificulta a convivência mais demorada e descontraída, devido aos encontros e separações reiteradas. Na questão sexual, as trocas libidinosas e a comunicação de inconscientes é mais saudável e traz maior estabilidade  nos casais que vivem juntos. Uma boa opção é viver juntos e dormir em quartos separados.  É uma forma de manter certa individualidade e evitar os conflitos comuns entre casais que não tem essa possibilidade.  
Outra questão é o casamento entre pessoas com grande diferença de idade. A sociedade sempre tolerou que um senhor na terceira idade possa se casar com uma jovem, mas cria obstáculos quando é uma senhora da terceira idade e um jovem rapaz. Sempre surgem aquelas piadinhas de mau gosto dando a entender que é apenas interesse financeiro por parte do mais jovem. Mas é fundamental não dar valor exagerado a esses comentários preconceituosos. Afinal, o importante é que cada um busque a sua felicidade.
Em relação à cultura ocidental, provém de Platão as duas linhas principais de conceituação do amor e do sexo. A primeira faz da espiritualidade sua meta e propõe a sublimação dos impulsos físicos; a segunda exalta a sensualidade e sensibilidade como válidas em si e por si mesmas. Na verdade, são duas faces do mesmo Eros, que o ocidente frequentemente contrapõe, às vezes antagoniza, ora procura conciliar e combinar. Mesmo não encontrando uma conceituação precisa para esse sentimento, quem prova concorda com o filósofo Pascal: "o coração tem razões que a razão não conhece". 
Em nossos dias o universo do amor e do sexo se revoluciona, se desnuda, se questiona se amplia cada vez mais rapidamente. As profundas e generalizadas mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais atuam na acelerada corrosão de valores pré-estabelecidos e preconceitos. 
Do ponto de vista puramente físico, já caiu por terra o tabu de que uma pessoa jovem não possa amar e até se apaixonar por alguém com muito mais idade.   Por traz disso há muito mais do que liberdade sexual. A verdade é que os jovens de hoje estão com "outra cabeça". São mais abertos e espontâneos; não entram em competição com a parceira e as relações são baseadas em trocas de vivência, independente dos sentimentos; estão com mais capacidade de entrega e sem medo de perder ou criar laços indesejáveis. 
Nicéas Romeo Zanchett 
http://maximas-grandespensadoresuniversais.blogspot.com.br






sábado, 2 de março de 2013

O EFEITO DAS DROGAS SOBRE O SEXO

                           O EFEITO DAS DROGAS SOBRE O SEXO

A saúde do corpo e a emoção são os principais responsáveis pelo bom desempenho sexual. O afeto pela parceira facilita o desejo que é indispensável para a ereção. A ereção é desencadeada pelos neurotransmissores, substâncias que dependem de estímulos neurológicos. A parte física funciona melhor quando existe uma ligação afetiva com a mulher. Portanto, quanto maior o estímulo emocional, melhor será a ereção.
Tanto a saúde do corpo como o afeto pela parceira ficam prejudicados quando se faz uso de drogas. 

CIGARRO - O cigarro diminui  o calibre das artérias, afetando os pequenos vasos que irrigam o pênis. Experiências feitas por cientistas constataram que uma injeção de nicotina aplicada na veia  inibe diretamente o mecanismo de ereção. 

ÀLCOOL - A bebida alcoólica age diretamente sobre o sistema nervoso central. A primeira dose relaxa, mas prejudica os reflexos. O aumento da concentração de álcool no sangue interfere na sensibilidade. Beber em excesso provoca diminuição da libido e da capacidade de ereção, além de alterar a ejaculação e retardar o orgasmo. 

DEPRESSÃO - As pessoas deprimidas costumam usar drogas químicas -"remédios", para trarar a depressão. Geralmente o fazem sem orientação médica, e isso é muito grave.
O sintoma mais comum de quem está deprimido é a perda do interesse sexual e o comprometimento da ereção. O uso de antidepressivo também inibe a sexualidade. O primeiro passo é procurar um médico para tratar a depressão e depois pensar no tratamento para recuperar o bom desempenho sexual.


DROGAS - (maconha) - influi na redução dos níveis de testosterona e pode afetar seriamente a libido; (cocaína) seu uso crônico causa danos à musculatura do pênis causando disfunção erétil e distúrbios na ejaculação. O (ecstasy), alucinógeno muito usado nas baladas, num primeiro momento funciona como um excitante sexual. Seu uso contínuo provoca perda de motivação geral, comprometendo o desempenho sexual.

Além das drogas, o estresse e a ansiedade prejudicam seriamente a sexualidade.

ESTRESSE - O estresse é a doença da modernidade. A vida intensa de nossos dias gera inúmeros momentos estressantes. Isso, sem sombra de dúvida, vai se refletir na sexualidade. Conflitos profissionais, dificuldades financeiras e problemas familiares são fatores que comprometem seriamente a libido masculina. Em situações de grande estresse o homem não sente desejo e perde o interesse sexual. A situação pode durar longos períodos e, não havendo solução, tende a agravar-se. 
 ANSIEDADE - A ejaculação precoce não é um problema físico. Todas as causas estão ligadas ao emocional, e a ansiedade costuma aparecer em primeiro lugar. Trata-se da disfunção sexual mais comum entre homens jovens. Não é raro que a ejaculação precoce acabe provocando a ausência total de ereção.
O tratamento terapêutico é o mais indicado e eficaz.

Muitos homens só procuram o médico quando estão com algum problema sexual. Quando o sexo não vai bem, é sinal de que algo está errado na parte física ou emocional. A falha da ereção pode ser um aviso de que outras artérias estão sendo atingidas. É muito comum a disfunção erétil apontar que o homem tem um problmea circulatório. Assim, a obstrução que aparece nos vasos do pênis pode existir também nas coronárias.
Nicéas Romeo Zanchett
http://amoresexo-volume1.blogspot.com.br
   

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A VIDA DEPOIS DA SEPARAÇÃO

                                 A VIDA DEPOIS DA SEPARAÇÃO
             Os motivos porque os casais se separam são muito diversificados. O processo de ruptura costuma ser doloroso, mas é mais saudável encerrar um relacionamento que está falido do que viver em atritos diante dos filhos e amigos.    
              O casamento tem três componentes básicos: os funcionais, os psicológicos e os emocionais. Na hora da separação, é preciso cortar esses laços.  
              Laços funcionais: São laços que se criam quando um casal passa muito tempo junto, mas não há amor. Geralmente esses laços são mais fáceis de serem desfeitos.
              Laços psicológicos: Isso geralmente acontece quando um dos parceiros acredita que tem a companhia perfeita, enquanto o outro não se sente satisfeito com a relação. Na hora da separação o primeiro sofre mais e pode ter sérios problemas psicológicos. 
              Laços emocionais: Esses aços são os mais difíceis de serem desfeitos. Dizem respeito aos filhos e à vida que, mesmo com dificuldades, levam juntos. 
              Depois de constatado que o relacionamento chegou ao fim, o casal deve concentrar-se na questão da custódia dos filhos e de bens a serem divididos. O ideal é que se mantenha a cabeça fria e que tudo seja resolvido previamente. Assim não haverá grandes conflitos que, na prática prejudicam psicologicamente os filhos.  

               A saída de um casamento fica mais fácil quando se faz  um planejamento sobre como será a vida que cada um terá a partir daquele momento. Nesse roteiro planejado, os filhos nunca devem ser esquecidos. Eles continuarão a fazer parte da vida dos dois. O primeiro passo é cada um concentrar-se no seu desenvolvimento pessoal e procurar alternativas para expandir seus horizontes, seja na área profissional, seja na pessoal. 
               Os sentimentos de mágoa, de culpa e de fracasso pessoal constituem os piores obstáculos à separação. Uma estratégia, que pode ajudar, é aprender a insensibilizar-se em relação ao medo da mudança, da raiva e da sensação de perda.  

                  As conversas entre o casal que está em fase de separação costumam ser sempre agressivas. Nesse momento é importante que ambos deixem as armas no chão e procurem manter um diálogo de bom nível e respeito mútuo. Trata-se de um momento difícil para os dois. O sentimento de raiva e vontade de lesar um ao outro não é um bom conselheiro, principalmente quando há filhos envolvidos. A melhor atitude é conversar francamente com os filhos para evitar que seus sentimentos não os contamimem. Quando um demonstra raiva pelo outro, os filhos percebem e tendem a tomar partido. Isso pode causar severos danos emocionais. Eles não devem jamais serem utilizados como "massa de manobra". Seria o pior dos mundos. 
                 A divisão de bens e objetos é provavelmente a etapa mais expressiva da separação. É muito dolorido limpar os armários separando as coisas que eram usufruídas em conjunto. Esse processo pode causar ressentimentos, mas não deve nunca ser adiado. Quando alguns objetos de um continuam na posse do outro é porque não houve uma separação completa. 

               Toda a separação tem um momento de revolta e inconformismo. Isso é natural, mas precisa ser encarado de frente. Assumir a própria tristeza  é o primeiro passo para livrar-se dos ressentimentos e da raiva. Lembre-se que você é humano e que precisa tocar a vida para frente. A existência de filhos é mais uma motivação. Eles continuarão a contar com seu carinho.   
                Um caminho para se recompor é passar algum tempo sozinho - em casa ou fora. Esse período pode trazer bons sentimentos como de liberdade, alívio e entrada em uma nova fase. Pode até ajudar para um futuro relacionamento com menos influências sobre a carência afetiva.  
                O segredo para quem quer buscar um novo relacionamento é não ter pressa. Não queira alguém apenas para preencher o espaço vazio dexado pelo antigo parceiro. Há casos em que a retomada de uma identidade pessoal  ou social chegam a durar dez anos, principalmente quando o relacionamento anterior era bem estruturado.  
                 Muitos separados precisam de ajuda psicológica. Se houver dificuldade para lidar com a separação, é importante que se busque ajuda, seja de amigos para desabafo, seja de profissionais habilitados - psicólogos. 
                 Lembre-se que a vida continua e pode até ser melhor. Depende de cada um saber encontrar o melhor caminho. 
Nicéas Romeo Zanchett 
LEIA TAMBÉM >> CONTOS E FÁBULAS DO ROMEO

domingo, 17 de fevereiro de 2013

SER GAY NÃO É UMA OPÇÃO

                                     
                             
                              SER GAY NÃO É UMA OPÇÃO
O desejo por pessoas do mesmo sexo não é uma opção, e também não é uma doença, como já se pensou no passado não muito remoto.
A homossexualidade teve sua condenação porque toda a manifestação sexual sem fins reprodutivos sempre foi, e ainda é, severamente censurada. A religião sempre exerceu grande papel castrador no negativismo sexual.
Ainda que nossa sociedade  já tenha evoluído, quando falamos sobre homossexualidade, ela se apresenta homofóbica e tende a julgar os gays como promíscuos.
Deveriamos começar a educar as crianças para aprender a respeitar a diversidade sexual. Cada um deveria fazer um mergulho dentro de si e rever conceitos e medos para tentar entender o outro. O amor nunca deveria incomodar, mas as pessoas insistem em sempre opinar e interferir negativamente. A hipocrisia, a mentira e a falta de respeito pelo próximo são mais poderosos.

Já na pré-puberdade, meninos e meninas percebem que o "normal" seria interessar-se pelo sexo oposto, mas muitos se veem diferentes e ficam infelizes, sem saber ao certo o que está acontecendo. É uma fase da vida em que o corpo sofre grandes transfomações e muitos se sentem sozinhos e regeitados, sem forças para enfrentar a avalanche de preconceitos. Os pais deveriam aprender a ouvir os filhos e estarem sempre por perto para ajudá-los nessa difícil caminhada. Deveriam olhar para eles como indivíduos singulares que vivem numa sociedade  em permanente evolução e transformação. Não deveriam sentir medo de que seu filho se torne gay só porque é amigo de gays. Alguém pode até se espelhar  no outro para contar sua verdadeira orientação sexual, mas isso é algo que no seu intimo sempre existiu.

Às vezes o próprio homossexual é homofóbico. Isto geralmente acontece pela dificuldade que temos de extinguir anos de negativismo. Muitos, pelo medo de perder o amor e respeito das pessoas, acabam tendo uma vida dupla. Mas, ainda que haja grande medo da revelação, viver dessa forma é viver uma mentira que não faz bem a ninguém. A coragem de contar que é gay mostra que não aceita viver mentindo.  As reações dependem do ambiente, da história de vida e de como a própria pessoa se aceitou.
Existe grande dificuldade para escolher o melhor momento da revelação. Na maioria das vezes a própria pessoa precisa de um tempo para se auto-aceitar. Os pais, mesmo que tenham bom nível cultural,  também podem não conseguir aceitar tudo de uma hora para outra. Muitos se chocam com a revelação, e passam por um momento de grande desgaste emocional. Eles precisarão aprender com os filhos o que acontece com eles. É muito natural que os pais tenham seu sonho de ser avós e uma revelação repentina como essa representa a perda definitiva das projeções que fizeram durante anos a fio. É preciso paciência pois o processo de assimilação pode demorar muito tempo. Mas, sempre, a melhor maneira  de fazer isso é despir-se de conceitos pré-estabelecidos e ir em frente sem medo.

Muitos pais se sentem culpados imaginando que fracassaram na educação. É comum ouvir a pergunta: onde foi que erramos?  Ora, não há culpados, como também não há erros. Ninguém escolhe ser gay. Trata-se de uma formação hormonal diferente, cujas origens remontam à formação que cada um teve ainda no útero. Portanto, não é lógico procurar culpados.
Muitos pais assimilam a orientação sexual dos filhos, mas se preocupam com o preconceito social que possam vir a sofrer, já que ser minoria, numa sociedade cheia de mentiras e hipocrisia, é se sentir marginalizado.  Outros optam por negar tal condição como uma forma de proteger-se das mudanças. Há também aqueles que entram em pânico e vão logo procurar apoio psicoterápico. Nesse caso a psicologia é direcionada para auxiliar no caminho para auto-estima e a auto-afirmação. 
É importante que os pais saibam que a orientação sexual de seus filhos não é uma forma de afrontá-los. Que nunca existem culpados e que ninguém fez nada de errado. Precisam perceber que seus filhos continuam sendo os mesmos, que nada mudou em relação ao seu amor. Só agindo assim é que conseguirão continuar participando da vida deles. Nunca se deve esquecer que o amor é a mais poderosa arma que existe. Sempre sai vencerdor.
Nicéas Romeo Zanchett
http://aprendaconquistarasmulheres.blogspot.com.br


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ATRAÇÃO SEXUAL

                                                            Desenho de Romeo Zanchett
                                       ATRAÇÃO SEXUAL
A atração sexual entre pessoas, sejam elas do mesmo sexo ou do sexo oposto, depende principalmente do visual e do odor, mas também do que sentem ou pensam um do outro.
Com muita freqüência, ambos os sexos confundem o que cada um acha  que o outro tem de atrativo. Os homens costumam achar que as mulheres  gostam de braços e ombros musculosos, além de um pênis grande. Mas quando essa mesma pergunta é feita  para as mulheres, quatro entre dez dizem que nádegas sexy e bem feitas são a parte mais atraente de um homem, seguidas de um ventre magro e liso e de olhos bonitos. Para a maioria delas, o tamanho do pênis  é um detalhe menos importante.  Quanto a braços musculosos elas nem sequer falam a respeito.
Além do visual, há toda uma outra linguagem de atração da qual mal temos idéia. O odor ocupa um papel importante para ambos os sexos. Eles são portadores de importantes mensagens químicas que são absorvidas e imediatamente transmitidas ao cérebro. Quando não agrada, o possível relacionamento fica de antemão comprometido e dificilmente irá adiante.
As pessoas costumam usar perfumes com o objetivo de atrair pelo odor. A indústria de cosméticos está sempre à procura de uma fórmula mágica para atrair o sexo oposto. Muitos dos estudos e pesquisas são baseados no comportamento dos animais.  Em aguns animais, o odor é um atrativo sexual muito desenvolvido. As mariposas produzem  odores capazes de atrair machos a quase dois quilômetros de distância.  Os gatos também produzem substâncias altamente atrativas para o sexo oposto. Tais substâncias entram na composição de perfumes para aumentar a atração sexual entre humanos, mas não há evidência positiva de seu resultado para garantir que funcionam com a mesma eficiência entre as pessoas.
Os macacos também produzem esse tipo de sinal. Quando estão sexualmente receptivas, algumas fêmeas secretam substâncias em seu fluído vaginal.  Elas são moléculas de estrutura química muito simples e tem o nome de "copulinas". 
As mulheres aparentemente produzem substâncias similares nas suas secreções vaginais. Os especialistas concluiram que isso significa que elas estão mais receptivas  para o sexo em determinados períodos. Partindo dessas pesquisas foram produzidos alguns aromas para serem utilizados pelas mulheres com o objetivo de atrair os homens. Mas é preciso considerar que a mulher vai atrair artificialmente qualquer homem e nem sempre é o que ela deseja.
Os milhões de gastos pela indústria de cosmético em perfumes e loções são, provavelmente, bastante incidentais para a questão de quem se aproxima  de quem e como.
Alguns biólogos  acham que os homens estão geneticamente programados para uma ampla variedade de mulheres atraentes e gostariam de levá-las para a cama; que sua missão ancestral em relação à espécie  é espalhar seus genes. Quanto às mulheres, por tradição ancestral, parecem desejar um parceiro que protegerá suas crianças recem-nascidas, alguém responsável e competente.  Portanto, para elas,  a atração sexual tende a ser mais do que uma simples questão de nádegas durinhas e barriga lisa. Talvez tenha muito mais com o fato de um homem ser gentil, atencioso e dedicado, tanto quanto forte e confiável.
Mais do que atrair para o sexo o relacionamento pressupõe uma partilha de vida porque o sexo é apenas uma parcela do relacionamento entre duas pessoas. É daí que vem a idéia de companheirismo, cumplicidade e amor fraterno que unem pessoas nos mesmos objetivos formando almas gêmeas.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br

domingo, 20 de janeiro de 2013

O SONHO DE SER MULHER

                                              O SONHO DE SER MULHER 
A identidade diz que ela nasceu homem, mas o coração só reconhece a mulher que existe naquele belo corpo feminino.
"A anatomia dita o destino". Esta frase de Freud é uma verdade incontestável. Com ela o velho sábio queria nos explicar que todos nós, homens e mulheres, somos dependentes de nossa fisiologia; que tendências e propensões inatas tinham efeito sobre nosso comportamento e que essas propriedades eram diferentes em cada um dos dois sexos. 
Já na puberdade afloram os traços femininos e ela passa a se identificar intimamente como menina. É um momento muito difícil, tanto para ela como para os pais. A mãe, a princípio pode não aceitar, mas acaba sendo vencida pelo amor maternal e o sentimento feminino que nunca lhe nega a realidade. O pai não aceita, prefere ignorá-la ou até mesmo considerá-la como um filho que morreu. 
O tempo passa e aquela menina se torna uma bela mulher. A identidade não mudou, mas é hora de enfrentar a vida como ela é. 
Os primeiros constrangimentos  começam na pré-escola. Os colegas a olham com desconfiança e quando o estudo é sobre biologia - especialmente na questão da sexualidade - tudo fica extremamente difícil. Muitas nem conseguem assistir a aula e fogem assustadas para casa. Ela sabe que é diferente, mas não entende o motivo. Para ela seu sexo parece uma aberração. Não consegue entender porque uma mulher pode possuir um pênis. Mas é chegado o momento de decisão que determinará seu futuro. 
Quando os pais não toleram, a filha acaba fugindo para as ruas e aí começa o grande sofrimento. Sem um teto para abrigo e uma mesa farta, o que lhe resta e viver como mendiga, cobrindo-se com jornais, papelões e catando alimento nas lixeiras em fente as lanchonetes. Na hora da higiene, sente falta do chuveiro quente de casa que é substituido pelo chafaris da praça ou alguma bica disponível. Voltar aos estudos é um sonho muito distante. O próximo passo é a prostituição e as drogas.
Mas existe também as meninas transexuais nascidas em famílias abastadas e liberais, cujos pais tem formação suficiente para entender o problema hormonal da filha e lhe dão todo o apoio.  Essas meninas, mesmo sendo portadoras de um pênis, crescem lindas, estudam normalmente com suas colegas de classe e chegam à faculdade. O segredo é só seu, vive seu enigma sexual e todos imaginam que trata-se de uma menina ainda virgem, que de certa forma é verdade. Da faculdade saem formadas arquitetas, médicas, advogadas, professoras, artistas. Muitas, com o apoio da família, já fizeram a operação para mudança de sexo, mas a identidade continua sendo a grande barreira a ser vencida. 

Na idade adulta, além das dificuldades para vencer numa profissão digna, a mulher que nasceu homem enfrenta uma luta ainda maior: provar que é mulher e mudar a identidade (RG). A justiça é o símbolo da lentidão que todos conhecem. É preciso não esmorecer, afinal esta é talvez a última barreira para ser plenamente feliz e realizada. 
Na questão amorosa tudo pode acontecer.  Os homens, na sua grande maioria, nem sob tortura confessarão, mas gostariam de sair com um travesti ou transxesual. E não é raro acontecer que se apaixonem perdidamente. Mas a menina que nasceu menino quer ser mulher e quer ser tratada como tal. Ela é do "sexo frágil" e tem os mesmos sonhos de toda a menina: algum dia, casar vestida de véu e grinalda, mesmo que não seja numa igreja, com um príncipe que vai lhe proteger pelo resto da vida. 

Os estudos sobre o papel dos hormônios do sexo indicam que eles não apenas determinam  e diferenciação dos órgãos sexuais (masculino ou feminino), mas também programam o cérebro durante o desenvolvimento do feto, para que o futuro ser venha demonstrar um comportamento masculino ou feminino, independente da formação do seu orgão sexual. 
Os principais hormônios do sexo são segregados nos testículos do homem (testosterona) ou nos ovários  da mulher (progesterona e estrógeno). As glândulas suprarenais também segregam hormônios do sexo, inclusive pequenas quantidades de testosterona e androstenedione - outro hormônio masculino-, bem como uma série de outros hormônios importantes como cortisol, cortisona e adrenalina. 
Quando mais os estudiosos avançam seus conhecimentos sobre as influências dos hormônios na vida, mais claro fica sua complexidade. 
A verdade é que ambos os sexos produzem também hormônios do sexo oposto. Assim como o poderoso "beta-estradiol 17" - hormônio tipicamente feminino - pode ser encontrado na corrente sangüínea dos homens, também a testosterona - hormônio tipicamente masculino - pode ser encontrado na corrente sangüínea das mulheres. O que determina o comportamento de homem não é a ausência de estrógeno, mas sim, o elevado nível de testosterona que anula os efeitos dos hormônios femininos. Da mesma forma o comportamento tipicamente feminino é devido à prevalência de progesterona e estrógeno que anulam a quantidade de testosterona presente naquele ser. 
Tanto nos homens como nas mulheres é a testosterona que parece ser o hormônio que têm maior influência sobre o instinto sexual. Pode até parecer absurdo que seja um hormônio masculino o responsável pelo instinto sexual das mulheres, mas a verdade é que várias pesquisas levam a essa conclusão.

Por muito tempo se pensou que o comportamento sexual tivesse razões meramente genéticas. Isto é, o macho age como macho porque é geneticamente um macho. Os estudos dos hormônios indicam que não é bem por aí. 
A importância dos hormônios do sexo não se limita ao período em que o ser atinge a puberdade. As pesquisas demonstram que os hormônios sexuais estão presentes no corpo desde o período de desenvolvimento pré-natal. As quantidades nas quais eles aparecem no útero são fundamentais não apenas para a diferenciação do sexo - isto é, para produzir um menino ou menina -, mas também para a diferenciação dos tecidos do sistema nervoso, que regulará o comportamento masculino ou feminino na vida adulta.  São exatamente essas quantidades que, quando estão em desequilíbrio, irão produzir um homem com comportamento feminino ou uma mulher com comportamento masculino. Diante desse fato, fica bem claro que o comportamento sexual de cada um é herança hormonal que vem desde a concepção e desenvolvimento no útero da mãe. Portanto, nenhum pai ou mãe tem direito de maltratar ou rejeitar o filho por essa razão. A criança  que nasce bem feminina, mas com um pênis é a maior vítima do desequlíbrio hormanal e precisa de todo o apoio - dos pais e da sociedade - para superar as dificuldades e ser feliz. 
O avanço da ciência neste campo taz consigo profundas mudanças na vida das pessoas. A química do sexo é muito poderosa e pode alterar a forma de vida sexual de qualquer um.
Nicéas Romeo Zanchett 
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