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domingo, 3 de abril de 2011

PORQUE OS HOMENS SE CASAM

PORQUE OS HOMENS SE CASAM
           Até que a morte nos separe pode ser tempo demais para alguns e pouco para outros. O amor entre o casal é a medida de tudo. Mesmo em nossos dias, com tanta liberdade sexual, uma força poderosa continua induzindo os homens a abandonar a vida bela, livre e sem obrigações, para viver atado a uma mulher pelo resto da sua existência. Também já se disse que no fundo, mesmo não sendo homossexual, homem gosta mais de homem. O fenômeno é explicado pelos psicólogos sob o nome de "isofilia", isto é, amizade ao semelhante. É que os homens preferem a companhia masculina para o bate-papo e o aperitivo com seus amigos. Homem ao lado de homem se descontrai mais, conta piadas picantes, discute futebol, política, literatura e ainda faz confissões sem meias palavras. Esses assuntos nem sempre são do agrado das mulheres, mas com os amigos ele se sente à vontade. A certa altura da vida o homem tem necessidade de mudanças e começa se sentir incompleto. Precisa ser melhor compreendido, admirado e amado. As palavras tomam novo sentido e adquirem uma necessidade tátil, palpável e apalpavel. As frases só são completas quando sublinhadas com gesto carinhoso, com afago das faces e dos cabelos. E, evidentemente, uma conversa dêsse tidpo ele não poderia ter nem com seu melhor amigo. Casal simplesmente para proteger um frágil ser feminino ou para exercer o manto patriarcal masculino não são as únicas razões que o levam a formar a dupla marido e mulher. Do golpe dobaú ao complexo de Édipo, existe uma infinidade de caminhos e motivos. Um jóvem tímido e imaturo casa-se para encontrar um sentimento maternal de segurança. Nesta circunstância, não será incomum ele ter ciúmes dos próprios filhos. Outros, um pouco mais idosos, principalmente os viuvos de um casamento feliz, desejam o conforto môrno do lar: a comidinha caseira, os programas de TV a dois, a roupa limpinha e bem cuidada, etc. Outros ainda, procuram a comodidade, aliando numa só pessoa a espôsa, a cozinheira, a confidente, a arrumadeira, a enfermeira e a amante. Não se pode afirmar que foi um casamento por amor, mas nem por isso dexará de ser uma união feliz. Se a mulher aceita e colabora num casamento desta espécie, terá a constante e fiel gratidão do marido bem tratado. Independente das razões que levam um homem ao "altar", o sucesso de um casamento dependerá sempre da possibilidade de se encontrar na vida em comum, na guerra quente ou fria do matrimônio, um ponto de contato afetivo, uma certa compreenção mútua. Deixando de fora as questões econômicas, que muitas vezes dificultam o casamento, podemos dizer que a felicidade conjugal não depende só de afinidades intelectuais. Antes de tudo resulta da amizade e da afinidade sexual de dois sêres que aprenderam a se complementar mutuamente. O pintor surrealista espanhol Salvador Dalí é um exemplo de amor incondicional. Ele nunca conseguiu esquecer seu primeiro amor. Em um de seus muitos depoimentos sobre sua vida amorosa, disse: "Gala me salvou, sem ela eu estaria perdido. Gala me defendeu da loucura. Se ela está longe de mim, sinto que me observa e movimento-me com um teleguiado. Nunca fui ciumento. Ao contrário, gosto quando vejo minha mulher assediada por jovens bonitos. O poeta espanhol Miguel Unamuno, uma vez me disse: "Amor é sinônimo de identificação." Certo ou errado, estou com Unamuno. Conheci Gala em 1929. Naquela época fazia tudo para comportar-me da maneira mais louca e extravagante possível. Sofria da alucinações terríveis; era sacudido por risos convulsos intermináveis; tôdas as noites, sonhava com uma coruja. Gala teve a pior impressão de mim. Eu vestia calças com vincos irrepreensíveis, camisa de seda e uma pulseira de pérolas falsas. Gala comparou-me a um dançarino profissional de tango. Em 1947, entretanto, eu era compeão de Charleston. Gala me ensinou tudo, inclusive a amar. Antes e depois dela não conheci outra mulher. O mérito desta fidelidade não é meu. Quando uma mulher me excita não penso em tocá-la, contento-me em olhá-la. Gostaria de casar mais de uma vez com Gala. O nosso casamento foi realizado no rito católico, agora poderíamos repetí-lo na igreja Ortodoxa. Deviamos desposar de nôvo, todos os dias, a mulher amada." Diante dessa declaração tão apaixonada podemos afirmar que a alma gêmea existe. Nicéas Romeo Zanchett

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A MONOGAMIA PODE SER MARAVILHOSA

Ilustração: Romeo Zanchett
A MONOGAMIA PODE SER MARAVILHOSA
Um estudo conduzido pela equipe de geneticista sueco Hasse Walum, do Karolinska Institute, Estocolmo, concluiu que as pessoas monogâmicas tem mais possibilidades de serem felizes. Ao acompanhar 552 pessoas em relacionamentos bem estabelecidos, descobriu-se que, quanto menos cópias o homem tem de um gene específico, batizado de RS3334, maior a propensão de viver uma vida satisfatória com a monogamia. O gene funciona da mesma maneira que temos de confiar uns nos outros: quanto menos cópias, mais confiantes e, quanto mais cópias, mais desconfiados somos. Mas não faz sentido limitar a discussão ao plano biológico. Evolutivamente, se nosso objetivo fosse apenas espalhar material genético, seriamos todos poligamos. Boa parte das sociedades não aceita o comportamento poligâmico e a monogamia se tornou uma importante ferramenta de organização social. É bem verdade que nós, seres humanos, até desejamos a poligamia, mas optamos pela monogamia em prol de um objetivo maior, como a constituição de uma família.
Quando duas pessoas se amam a monogamia pode ser deliciosa se pelo menos uma das partes estiver sempre ligada em aumentar a intimidade.
Basta soltar a imaginação e deixar de lado os preconceitos para que o sexo seja sempre uma emoção nova e maravilhosa.
Depois de muitos anos de vida conjugal é muito natural que o casal se deixe tomar pela monotonia. Isto geralmente acontece por falta de criatividade ou até por pouca informação. É preciso embarcar em novas experiências.
Quando se fala em incrementar a vida sexual, a primeira coisa em que as pessoas pensam é tentar novas posições ou fazer amor em lugares insólitos.
Casais com longa experiência já sabem até o tempo de duração de suas relações e variar este tempo pode ser um bom começo.
Quando apenas um dos dois está com tesão, a famosa "rapidinha" pode ser uma ótima opção. É um tipo de relação básica que sempre tem seu lugar. Alivia a tensão física e satisfaz o companheiro ou compaheira com muita espontaneidade. Essa "rapidinha" pode ser num lugar pouco comum como a banheira, a cozinha, o quarto de visitas, a garagem, o jardim e aí por diante. A criatividade é o limite.
Numa relação de 20 a 30 minutos já é possivel que os dois atinjam o orgasmo. Para isso é necessário maior aconchego e conforto, como uma boa cama, à noite ou pela manhã. Para sair da monotonia não se pode tratar o sexo de forma automática e rotineira. É preciso variar sempre. Se o casal estiver bem à vontade e com tempo, a boa relação pode durar até mais de uma hora.
Tudo pode começar com um banho juntos, com troca de carícias sob o chuveiro. Um simples sabonete pode ajudar muito. Depois comece um ritual lento e extremamente erótico com massagem, música, luz de vela e tudo mais que sua imaginação parmitir. É uma volta ao início do casamento que o tempo deixou no esquecimento.
Uma idéia mais ousada é romper com os preconceitos e embarcar numa relação com filmes eróticos, acessórios de sexshop, fantasias contidas, comidas exóticas, gêlo e todas as posições que a criatividade de sua mente gerar.
Muitos casais, mesmo vivendo juntos a muitos anos, ainda não tiveram a coragem de se perguntar sobre suas preferências sexuais. Ora, a melhor maneira de descobrir é perguntando. É bem provável que a resposta seja dada com muito prazer. Mas se sua cara-metade for tímido (a) ou inibido (a) para tocar nesse assunto, procure um jeitinho... leiam meus artigos juntos. É uma forma de quebrar o gêlo para depois ir mais a fundo na intimidade individual. Você pode dizer: Esta noite eu gostaria de fazer alguma coisa a mais que você gosta ou que a muito tempo não fazemos. Quando uma mulher demonstra a sua curiosidade em relação ao sexo, o homem se sente mais à vontade para se abrir.
Sempre se disse que os livros, videos e revistas eróticas são coisas da preferência de homens solteiros, mas isto não é toda a verdade. É muito grande o número de casais que vem apimentando sua vida sexual com esse tipo de material. As pesquisas indicam que mais da metade de videos para adultos são alugados para casais. Um estudo recente com homens e mulheres comprovou que nós humanos, principalmente os homens, respondemos com mais facilidade ao erotismo visual.
Os vídeos eróticos são um tema muito controvertido. O problema é que existe uma grande produção de péssima qualidade e mau gosto. Tanto o enredo como a produção são pobres, massantes, sem graça e, geralmente, não são nenhum pouco eróticos. Muitos, principalmente as mulheres, os detestam por serem extremamente grosseiros. Enquanto a qualidade não melhora, pode-se garimpar bons vídeos sensuais nas locadoras, como por exemplo "Lua de Fel" dirigido por Roan Polanski ou o clássico "Instinto Selvagem" com Sharon Stone. Procurando bem você irá encontrar.
Um dos maiores problemas dos casais é o receio de aceitar novidades na hora de fazer amor. Se seu parceiro gosta de um determinado jeito de transar que não lhe prejudica, por que não tentar? Muitas vezes o que separa aquilo que gosta do que não gosta é uma linha quase imperceptível. A maioria das preferências sexuais são resultado de uma complexa combinação de condicionamentos fisiológicos, religiosos e sociais. Isto acaba dificultando sua mudança.
A relação sexual prazerosa exige paciência, entendimento entre o casal, troca de confidências e fantasias. O jogo sexual pode estar escondendo histórias de amor platônico, anos seguidos de masturbação solitária, etc. São intimidades que se precisa conhecer para que o prazer aconteça. Com o amadurecimento da relação e o engajamento entre o casal, as posições capazes de produzir muito prazer serão cada vez mais variadas e criativas. Mas que ninguém pense em sempre atingir a plenitide do prazer. Nem sempre os dois estão harmonicamente preparados. O amor é uma arte e quanto maior dedicação à sua prática, mais chances de sentir prazer e dar prazer ao outro.
Nicéas Romeo Zanchett