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sábado, 17 de maio de 2014

> ORGASMO - PRAZER CULMINANTE


ORGASMO - O PRAZER CULMINANTE
Por Nicéas Romeo Zanchett 
             Numa sociedade onde o sexo está associado a grandes realizações e conquistas, a ausência do prazer nos jogos amorosos é, para muitos, motivo de frustração e vergonha.  Milhares de pessoas nem sabem o que é sentir um orgasmo. 
             Os homens chegam ao orgasmo mais facilmente que as mulheres, mas há disfunções como a ejaculação precoce ou excessivamente retardada que são um verdadeiro tormento para o "sexo forte". 
                 Embora boa parte das pessoas oculte oficialmente seus problemas sexuais, as queixas de insatisfação são muito frequentes nos consultórios médicos. 
                 Entre as mulheres também existe disfunções do gozo e se manifestam de várias formas. Há mulheres que só atingem o orgasmo ao som de uma música, ou com as pernas fechadas, fora da cama ou com penetração anal. A insatisfação sexual da mulher acaba se refletindo diretamente no seu comportamento. Quando ela atinge o orgasmo e leva uma vida sexual saudável, o nervosismo e irritação diminuem e a auto estima aumenta. É comum ouvirmos dizer: "aquela mulher é ranzinza e vive reclamando de tudo por que é mal amada". 
                 Casos de homens com inibição ejaculatória também não são raros. Quando a parceira reclama ele fica pulando de uma mulher para outra, sempre em busca de alguma que o complemente e não reclame das suas deficiências sexuais. Ao encontrar alguém com quem queira ter filhos, aí então o problema surge com mais clareza.
         Muitos homens com inibição ejaculatória no ato sexual com uma mulher, ao se masturbarem, atingem facilmente o orgasmo desejado. 
            Quando os parceiros estão envolvidos no mesmo processo, quando seus ritmos se equiparam e acontece aquele intercâmbio de sensações corporais, o orgasmo simplesmente acontece. O orgasmo simultâneo, entretanto, é mais raro. À medida em que o conhecimento de um pelo outro se aprofunda, seja na relação hétero ou homossexual,  surge uma maior afinidade destruindo muitas barreiras, inclusive sexuais e religiosas, e assim as duas pessoas entram numa comunicação corporal que ajuda encontrar o melhor momento para o gozo simultâneo. 
             Muitos homens ficam angustiados, preocupados em impressionar e mostrar sua boa performance, e uma das suas maiores preocupações é justamente o orgasmo simultâneo. Essa polêmica já virou folclore entre certos grupos de parceiros sexuais. Na cama, muitos homens com essa preocupação, quando sentem que vão gozar e que a mulher ainda não está preparada, para desviar seu foco daquele momento crucial, começam a pensar em outras coisas  como trabalho, futebol, ou qualquer outra forma que lhe ajude esperar por ela. Este tipo de distorção desvia todo o prazer espontâneo que ele poderia ter na relação.
Pintura de Romeo Zanchett 
               O bom sexo é indispensável na vida de um casal que escolheu essa forma de se relacionar afetivamente. O ser humano já nasce desamparado e o casamento, embora não tenha a importância que lhe é dado,  é a forma que nossa cultura inventou para atenuar este desamparo. E aqui não se deve confundir as coisas e achar que só o casamento hétero pode suprir esse desamparo. O amor não escolhe sexo e por isso sempre é válido e deve ser respeitado. 

                     Muitos casamentos frustrados são mantidos pelo medo da solidão. As pessoas abrem mão de tudo e vão fazendo inúmeras concessões para manter uma relação já instável e fria. Vivem relações péssimas e procuram justificar a falta de tesão com frases feitas do tipo "casamento é assim mesmo", "nos mantemos juntos pelos nossos filhos". Ora, essas desculpas não enganam ninguém e muito menos a eles próprios. É preciso atentar para o fato de que qualquer relação amorosa que seja condicionada e rotineira, inevitavelmente, leva ao desinteresse sexual e o único motivo que justifica a união de duas pessoas é o amor e a emoção. Por outro lado, dizer que não há harmonia porque, na hora do sexo,  a mulher tem um ritmo mais lento do que o homem, na verdade, é uma forma de camuflar a verdadeira causa que talvez esteja no distanciamento do casal. Alguns homens vivem num mundo todo seu, totalmente indiferentes, e nem percebem que tem ao seu lado uma mulher e não um objeto que deve ser levado a alguma realização sexual prazerosa. Nessas condições, tanto para um como para o outro, sempre se faz sexo apenas para cumprir uma obrigação do casal. Ora, sexo se faz por tesão, paixão, amor e nunca por obrigação. 
           O sexo prazeroso não pode ser feito ás pressas. A relação deve começar com as preliminares, sem pressa, e deixar que a emoção e os carinhos encontrem o verdadeiro caminho para o prazer. Essa mistificação sobre a simultaneidade do ato sexual é mito e só não é totalmente infundada porque o clímax masculino, inevitavelmente, traz consigo a baixa na ereção, e nessa condição impossibilitam a mulher de alcançar o próprio clímax. Quando o sexo é feito sem pressa, com preliminares das duas partes, o nível de hormônios do casal sobe naturalmente e a mulher também consegue chegar ao clímax e geralmente antes do homem. 

                As curvas do prazer, tanto masculina quanto feminina, aparentemente desencontradas, se alinham quando os parceiros atingem um nível de entrosamento, identidade e afinidade como seres humanos e parceiros sexuais. Isso pode acontecer num dia ou depois de muitos meses e até anos de convivência.  
             A ocorrência do orgasmo tem tudo a ver com uma reação genital; começa com uma contração dos órgãos genitais - na mulher a contração uterina, e no homem a tensão na vesícula seminal, próstata e dutos deferentes - que, embora insensíveis por natureza, transmitem a sensação de que algo vai acontecer. 
             Os estudiosos Master e Johnson estabeleceram quatro fases para o ato sexual: a excitação, o platô, o orgasmo e a resolução (relaxamento). O orgasmo simultâneo ocorre quando os dois parceiros percorrem as fases de excitação e platô juntos e em igual tempo, caminhando para etapas subsequentes num só nível de prazer. Mas, na maioria das vezes, um acaba tendo orgasmo antes. A simples visão do companheiro entrando em clímax, pode ser muito excitante e a sua participação no orgasmo do outro também é um gatilho para se alcançar o próprio orgasmo.  Se o homem chegar primeiro ao orgasmo, a mulher pode se concentrar nas pulsações do seu pênis dentro da vagina e também na sensação do esperma sendo liberado. Da mesma maneira, um homem, quando sua parceira já teve orgasmo, pode se concentrar nas contrações espasmódicas dos músculos em volta da vagina comprimindo e relaxando, e, com movimentos do seu pênis, nesse momento, conseguir maior excitação e gozar também. 
                   As pessoas sem parceiro fixo podem ter mais dificuldades de ter prazer  a dois. Pessoas que estão sozinhas tendem a buscar o prazer através da masturbação. Isto é muito natural e saudável. As mulheres precisam de vínculos afetivos para uma maior realização. Já os homens, pela sua própria educação, não precisam de tais vínculos. A maioria atinge o orgasmo sem dificuldades nas relações descompromissadas. 
             No mundo em que vivemos, o sexo virou assunto da mídia. São poucos os que tem coragem de falar o que realmente sentem em relação à sua vida sexual, mas todos querem ter muitos orgasmos. Quem não consegue se frustra. 
              Os preconceitos e problemas culturais, que transmitem os tabus de geração para geração, identificando o sexo como coisa pervertida, se traduzem hoje num grande conflito.
             Muitas pessoas só se preocupam com a quantidade de relações e não consideram a qualidade da vida sexual e, consequentemente, do orgasmo. Este é um dos principais fatores determinantes para a falta de prazer. Somos o resultado de uma cultura judaico-cristã, onde o prazer sexual nunca foi permitido. Neste contexto, a grande virtude é abstinência e o sofrimento. Como sexo é puro prazer, pouquíssimas pessoas o vivem na sua plenitude. 
                 Os tabus religiosos tem trazido grandes problemas que, inclusive, afetam a saúde dos seus fiéis. O orgasmo solitário pode ser muito prazeroso e, ao mesmo tempo, uma forma de se autoconhecer. Com ele a pessoa pode aprender a sentir e controlar os impulsos sexuais. Por outro lado, existem formas atípicas de autoerotismo que podem até levar à morte. Um caso que, na época, foi muito discutido é o de um político inglês chamado Stephen Milligam, que acabou morrendo quando se masturbava e utilizava uma técnica de asfixia para prolongar o prazer. Este tipo de prática é mais comum do que se imagina. Há casos de homens que, antes  de usar esta técnica, deixam de reserva até um balão de oxigênio para usá-lo na eventualidade de ultrapassar os limites. 
               Sexo é muito bom e todos gostam, mas é preciso ter bom senso e cuidados, principalmente diante de tantas Doenças Sexualmente Transmissíveis -DST. 


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domingo, 9 de março de 2014

> QUANDO NÃO HÁ MAIS DESEJO - Por Nicéas



QUANDO NÃO HÁ MAIS DESEJO
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                    A qualidade de vida das pessoas pode ser medida pela atividade sexual. Mas, mesmo assim, são inúmeros as que tem rotina de vida normal e só conhecem ou experimentam as delícias do amor sexual nas telas de TV e cinema. 
                     Teoricamente não é possível alguém não gostar de sexo, pois se trata do maior prazer físico que o ser humano pode experimentar. Entretanto, algumas pessoas passam a vida toda sem sentir o menor desejo sexual.  Muitas, que já tiveram vida sexual ativa, hoje engrossam as fileiras dos "sem sexo". Os obstáculos são muitos, mas a maioria, que tem parceiro fixo e não sente desejo, alega que é falta de prazer durante a relação. 
                     As pesquisas indicam que os que mais admitem problemas são as mulheres jovens e os homens mais velhos. Elas geralmente tem de enfrentar a ansiedade decorrente da pouca experiência. A tensão pode levar dor à relação sexual. Forma-se então um círculo vicioso. O sexo não prazeroso acaba em inapetência. Já os senhores entre 50 e 70 anos vivem uma angustia três vezes maior que os rapazes de 18 a 30 anos, resultante da dificuldade de conseguir e manter uma ereção. Os rapazes tem dificuldade pela inexperiência e os senhores pelo medo da impotência. Mesmo depois que surgiram as pílulas milagrosas para ereção, poucos podem usá-las com segurança. Com o passar dos anos e chegada de doenças típicas da velhice, aliadas a hábitos pouco saudáveis, - uso indiscriminado de medicamentos, tabaco, bebida alcoólica, má alimentação e vida sedentária-, fazem o vigor físico diminuir. A culpa também pode recair no stress, traumas com experiências sexuais mal sucedidas do passado, doenças sexualmente transmissíveis "DST", ejaculação precoce, orgasmos inatingíveis, ansiedade na hora do sexo, etc. Na verdade essas pessoas não rejeitam o ato sexual em si, mas tem problemas e dificuldades de excitação e daí, aos poucos, vão se habituando a uma vida sem sexo e o desejo desaparece. 
                   Por outro lado, o homem ou a mulher que está sozinho, em nossos dias, com  tantas doenças sexuais rondando por aí, sentem medo da contaminação e descartam as oportunidades que encontram.
                    O sexo bom e prazeroso não acontece quando vem acompanhado de medos. O homem de nosso tempo aprendeu gostar de sexo oral, mas esta modalidade é uma das mais difíceis de ser praticada pelas dificuldades de proteger-se. A camisinha pode proteger o pênis, mas a boca também é uma entrada de bactérias que podem ser perigosas. Portanto é preciso que haja confiança absoluta entre os parceiros para certas praticas sexuais. E aí o sexo vai se tornando cada dia mais escasso até cessar definitivamente. 
                      Para praticar um bom sexo é preciso, acima de tudo ter boa saúde. Quando a circulação sanguínea está dificultada por algum problema de saúde o sangue não circula direito, tanto para irrigar o cérebro como para tornar possível uma ereção. 
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Nicéas Romeo Zanchett 

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

> AS MULHERES QUE PROCURAM UM AMOR VERDADEIRO

Catherine Zeta Jones 

Grace Kelly

AS MULHERES QUE PROCURAM UM AMOR VERDADEIRO
 
                Geralmente as pessoas imaginam que uma mulher bonita e sensual não tem dificuldade de encontrar um amor para sua vida. Na verdade, diante de uma beleza exuberante, a maioria dos homens se sentem inferiorizados, rebaixados, perdem a coragem e ficam sem saber como agir. Muitos homens , mesmo sem nenhuma tentativa de abordagem, sentem-se rejeitados, insignificantes e com medo de não serem bem sucedidos. Imaginam que aquela linda mulher é um ser intocável,  uma espécie de deusa que está muito aquém de suas possibilidades.  Não sabem como começar uma conversa e reagem com verdadeira servilidade diante de uma mulher muito bonita. Quando cria alguma coragem e se aproxima da "deusa", imagina que ela o está escutando apenas por educação ou porque quer alguma outra coisa além de sua simples companhia. Pensando assim, procura alguma desculpa para dar por encerrada uma boa conversa e afasta-se. 
 Sofia Loren
Catherine Deneuve

                Para elas os homens interessantes, que povoam suas fantasias e sonhos, parecem estarem sempre com outras mulheres menos atraentes. Pode acreditar, isto é mais comum do que se imagina. 
                  Para mulheres muito bonitas, seus atributos que deveriam atrair se transformam numa verdadeira blindagem diante dos homens que lhe interessam. Vários experimentos conduzidos por cientistas sociais mostram que as mulheres extremamente lindas, com raríssimas exceções, sempre tem essa espécie de dificuldade. 
Catherine Zeta Jones
                   O homem é por natureza orgulhoso e tem muita dificuldade em lidar com um "não" da mulher desejada. Um sentimento de inferioridade, receio de concorrência e a antevisão de ser rejeitado faz com que a maioria deles desista de conquistar a linda mulher que todos admiram. Aquele que se aproxima já está de antemão preparado para receber uma rejeição e por isso muitas vezes nem toma uma iniciativa. 
Brigite Bardot


                   O fato de uma mulher ser muito bonita e sensual não quer dizer que está ali apenas para ser vista e apreciada. A maioria delas quer um relacionamento sério, mas sua beleza impede a iniciativa dos homens bem intencionados. Diante disso sobra a oportunidade para os playboys bonitinhos, uma espécie de "Don Juans modernos" que querem apenas levá-la para a cama e, o que é pior, sem nenhum compromisso. Para esses indivíduos, conquistar mais uma mulher bonita é como ganhar mais um troféu para sua coleção. 
                   Se este for seu caso, não fique ai parada, esperando a iniciativa do seu eleito e vá à luta. Aproxime-se dele e mostre claramente suas intenções. Provavelmente ele também está sonhando com você, mas não tem coragem para se aproximar. 
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Nicéas Romeo Zanchett .
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> OS FILHOS DO DIVÓRCIO


OS FILHOS DO DIVÓRCIO
Nicéas Romeo Zanchett 
                     O casamento era aquela instituição concebida para desafiar o tempo e o amor era uma aventura que se desenvolvia além dele. A paixão viveria até a morte, lenta ou rápida. Todos, mesmo teoricamente, sabiam disso e aceitavam essas condições antes de casar. 
                     A visão da relação amorosa durável e triunfante vem mudando a cada dia. As pessoas estão se unindo já pensando em como ficarão depois que a paixão acabar e estiverem separados. E, naturalmente, os bens matriais, que porventura adquirirem, é o primeiro item da lista de prioridades. Talvez fosse interessante que, ao casar, pensassem também nos filhos que virão e como será a vida deles no caso de uma separação. 
                    É inegável que as formas da vida moderna estão promovendo um aumento generalizado na fragilidade dos casamentos. É até mesmo possível que um índice relativamente alto de divórcios seja uma concomitante inevitável das modernas condições sociais em que os casais se vêem. 
                    Nos casamentos que acontecem mais por necessidade emocional do que por razões econômicas o risco de separação é provavelmente bem maior. Com o passar do tempo, o que dava prazer emocionalmente, pode tornar-se significativamente menos satisfatório e as razões para continuarem juntos tendem a parecer cada vez menores.  Nessa situação, quando a atração romântica começa a evaporar e o amor não está mais presente, os parceiros passam a cultivar seus próprios egos de forma impressionante. 

                    Quando as relações de um casal vão mal nem sempre isto se deve exclusivamente a problemas de sexo. O mais provável é que as más relações, oriundas de diversos fatores, se reflitam também na área sexual. É raro casais se darem perfeitamente em todas as áreas, mas o sexo continua sendo um fator determinante para a relação. 
                   Vivemos numa sociedade em que cerca da metade dos casamentos serão desfeitos. Isto sugere um grave alerta para os possíveis problemas das crianças. A situação levanta outra questão que é o grande comprometimento da saúde mental dos filhos do divórcio. Muitos se tornam joguetes de ódio e de ressentimentos. 
                   As "varas de família" estão lotadas de brigas pela guarda dos filhos. A maioria  dos casais que se divorciam procura, consciente ou inconscientemente, uma oportunidade para castigar o outro, fazendo-o sofrer. Não importa como se sentirão os filhos, vencer é uma questão de honra, tanto para o pai como para a mãe. Pela maneira como certas mães e pais reivindicam a posse deles, deixa evidente que a criança não é o principal alvo de interesse. A principal finalidade é mesmo castigar o ex parceiro e conseguir dele as maiores vantagens  financeiras possíveis. O ex-marido precisa pagar para garantir o convívio com os filhos.  
                    

                    Mães manipuladoras são tipos muito comuns. São mulheres imaturas, que nunca admitem culpa, ficam ressentidas, sentindo-se desprezadas ou abandonadas. O pensamento equilibrado é substituído pelo ódio. E, em seu desespero, ela procura ganhar a simpatia dos filhos falseando a verdade. Sua ambição e ódio não lhe permitem visionar que eles crescerão e então, inevitavelmente, ela cairá no descrédito de filhos adultos. 
                    Um dos principais problemas dos filhos é o afastamento do pai ou da mãe, fruto de arranjos típicos de visitações quinzenais nos fins de semana e na metade dos períodos de férias. 
                    A maior participação dos pais na vida dos filhos vem pressionando as mudanças no sistema jurídico. A busca para saber quem é o mais capaz dos genitores tem sido uma prática cada vez mais comum na justiça. 
                   Um novo perfil de família está surgindo. A guarda compartilhada parece ser a forma mais benéfica para os filhos de pais divorciados e é a tendência nas varas de família. A guarda dos filhos não é apenas da mãe ou do pai, mas compartilhadas entre o casal. Entretanto, para que isso possa acontecer, é preciso que os novos divorciados sejam emocionalmente maduros, economicamente independentes e tentem fazer o bem das crianças. 
                   A situação jurídica da guarda compartilhada tem duas vertentes. Na primeira delas, a criança passa um tempo com o pai e outro com a mãe, desde que haja proximidade da casa deles e do colégio. Na outra, há uma ampla convivência, sem visitas rígidas, e os pais tomam juntos as decisões. 
                    Para felicidade das crianças, muitos pais são diferentes e as mães compreendem que a convivência com o pai é fundamental para o equilíbrio emocional dos filhos. 
                    A nossa  constituição estabelece ser o sustento dos filhos uma obrigação não só do pai como também da mãe. Felizmente o padrão de mulher que só pensa no dinheiro da pensão e usa os filhos como joguetes  de uma insana vingança contra o ex-marido está em extinção. 
            Quando a mãe, no momento da separação, não está trabalhando, os novos juízes costumam determinar uma pensão só por um ano, até que ela passe a sustentar a si e aos filhos. Há sempre um consenso no qual a maioria dos menores fica com a mãe, mas o número de pais com guarda está aumentando. Sempre que esta situação for melhor para a criança, o juiz tende a dar a guarda ao pai, mas os cuidados psicológicos nunca podem ser esquecidos. Existem "pais e "pais".  Partindo dessa premissa, o pai candidato à guarda dos filhos, deve antes passar por um rigoroso exame psicológico. Muitos, aparentemente "normais", tem sérios problemas psiquiátricos e até dependência de álcool e outras drogas e, nessas condições, quem sofrerá as consequências será sempre a criança. 
                   

                      Por outro lado, hoje vemos pais altamente participantes. Em razão disso a ótica da lei está mudando. O principal critério é a maior disponibilidade para o filho, o laço afetivo mais profundo é, principalmente, o que realmente for o melhor para a criança. O pai pode também obter a guarda em caso de mãe negligente, que vive fora de casa e deixa os filhos sozinhos;  mãe que usa a pensão alimentícia dos filhos em benefício próprio e não das crianças; mãe emocionalmente prejudicial à criança. 
                  Outra questão que tem surgido nas varas de família é em relação ao direito de visitação dos avós que estão brigados com os pais e são impedidos de ver os netos. E, quando os avós são melhores do que o pai e a mãe para as crianças, o juiz pode dar a guarda para eles. Em muitos casos até padrastos tem conseguido na justiça a visitação obrigatória de netos de criação e enteados. 
                       A partir de 12 anos, quando por lei a criança é considerada adolescente, ela também pode ser ouvida pára dizer com quem prefere ficar, desde que seja referendada pelo juiz. Neste caso a decisão é auxiliada pela avaliação de uma equipe de psicólogos e assistentes sociais. Muitas vezes o filho quer ficar com o pai porque ele é relaxado, deixa-o faltar às aulas, ficar o tempo todo diante do computador ou da TV e ir dormir na hora que quiser. A investigação analisa o motivo de cada escolha para buscar o melhor. 
                       Por tudo isso, antes de casar, pense também nos filhos que terão e como ficarão no caso de uma separação. Agindo assim você não irá contribuir para o aumento no número de desajustados do mundo. 
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Nicéas Romeo Zanchett 
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domingo, 8 de dezembro de 2013

A MASTURBAÇÃO TAMBÉM É FONTE DE PRAZER


A MASTURBAÇÃO TAMBÉM É FONTE DE PRAZER 
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                    A masturbação é uma prática solitária que muitas vezes acontece por absoluta falta de parceiro. Mas também existem homens e mulheres que preferem a masturbação ao sexo com parceiro. Algumas mulheres que tem dificuldade de chegar ao orgasmo com o parceiro busca na masturbação o prazer desejado. 
                Recentemente muitos autores de sexologia envolviam a masturbação com um verdadeiro manto de perigos e danos, tanto ao corpo quando à mente. Isso aconteceu muito pela influência religiosa, que coibia as práticas sexuais desvinculadas da finalidade reprodutiva. Como sabemos, as religiões usam muitos artifícios para dominar o intelecto de seus seguidores e a sexualidade, até hoje, é vista como prejudicial por muitos líderes religiosos que não conseguiram evoluir com a ciência. Essa ignorância tem trazido muito sofrimento e frustração às pessoas. 
              Primeiramente é preciso deixar bem claro que, independente da idade, homens e mulheres se masturbam. Muitos pensam que essa é uma prática apenas de adolescentes, mas não é verdade. Mesmo os adultos idosos se masturbam e só deixam de fazê-lo quando a sua sexualidade decai pela sua condição física, o que é absolutamente natural. O próprio "Relatório Kinsey" (a bíblia do sexo dos anos 50), revelou num estudo que 94% dos homens entrevistados admitiram se masturbar regularmente. 
             Nada no mundo imaginário pode ser controlado ou eliminado. A fantasia é parte inseparável da sexualidade humana. Ela ajuda o imaginário das pessoas a viver decentemente e, em muitos casos, evita violência contra mulheres indefesas. Hoje, a masturbação já está sendo considerada e até recomendado por médicos e psicólogos como forma, também, de diminuir o stress e a ansiedade. 
                A psicologia já confirmou que masturbar-se é um ato que exercemos desde bebês.  Bebês de cinco, seis meses, que já tenham alguma coordenação motora, manipulam  os genitais.   É óbvio que essa masturbação não tem fins semelhantes à masturbação de um adolescente ou adulto. Mas, independente do conhecimento da função, os órgãos genitais constituem áreas erógenas e, portanto, proporcionam prazer. A masturbação vai se tornar uma atividade intensificada a partir de três, quatro anos de idade. Nesse primeiro estágio, a masturbação é simplesmente a manipulação do órgão de prazer. Mas, ainda hoje, na maioria dos casos, a criança é imediatamente  proibida pelos pais, porque essa região é vivida  como algo absolutamente proibido, sujo, impróprio e desqualificado para manipulação e investimento afetivo. O conhecimento do próprio corpo, dos nossos limites e do prazer são fundamentais para uma vida sexual satisfatória. Tudo isso surge com a masturbação. Portanto, carregar de preconceitos esta busca de satisfação é um equívoco. Não existe mais dúvida de que se trata de um exercício saudável da sexualidade. 
                Quando uma criança é proibida  de manipular seus genitais, essa proibição não se dá em função dela mesma, mas sim da imaginação do adulto que está proibindo a criança que existe dentro dele mesmo de mexer nos próprios genitais, visto que na infância também foi proibido. Esse adulto, na verdade, carrega a culpa de uma prática que é absolutamente natural, sadia e inofensiva. A psicologia, em seus profundos estudos, tem mostrado que não há dificuldades ou proibições da vida sexual adulta que não tenham origem na infância. 
                Por volta do final do quinto ou sexto ano de vida, a criança começa a moralizar o mundo. Ao fazer isso ela vai lançar mão das proibições originárias da masturbação infantil e dar a elas uma interpretação moral. A partir daí, pode ocorrer desde o aumento excessivo da masturbação, até o abandono total, dependendo de como a criança vivenciou o seu meio familiar e, principalmente, viveu na sua imaginação a vida sexual permitida pela família. É justamente essa vivência que terá consequências para o adulto, quando a masturbação pode se tornar uma alternativa casual ou um processo complementar na vida sexual e, em muitos casos, até uma atividade doentia. Nos neuróticos  vai acarretar um exagerado sentimento de culpa; nos perversos pode se tornar a única forma de atividade sexual; e, nos psicóticos, a masturbação é igual à da criança: absolutamente isenta de proibição, podendo ocorrer em qualquer ambiente ou situação. 
                  Muitas vezes, a masturbação é abolida da vida adulta como se fosse algo dispensável e depreciativo. É mais comum do que se pensa encontrar mulheres que nunca conseguiram se masturbar ou, quando se masturbam , são acompanhadas de profundos sentimentos de culpa. Esse sentimento negativo faz com que muitas abandonem completamente sua sexualidade. Para elas simplesmente não há vida sexual, nem masturbatória, nem genital.  Já outras fazem dela uma verdadeira vergonha. São poucas as mulheres, por exemplo, que quando não conseguem encontrar satisfação numa relação sexual, se masturbam na frente do companheiro. Para elas isso seria uma grande afronta  ao parceiro, porque, na verdade, vêem o ato sexual como uma afronta a elas mesmas. Ora, é normal e adequado que ela busque uma forma alternativa, como a masturbação, se a satisfação não foi obtida no ato sexual. Muitos homens são machistas, só se preocupam com próprio gozo e não estão nem aí para os sentimentos da parceiro que lhe deu prazer.  

                  A masturbação é parte integrante da sexualidade . Não há porque  fazer dela algo diferente na vida sexual normal de uma pessoa, onde é importante o beijo, o abraço, os toques, o de olhar o parceiro, o ser olhado e, inclusive, o manipular dos genitais. Não há porque ter medo do prazer, de experimentar o prazer só seu - uma alternativa sadia e tão natural quanto o beijo. É preciso ficar bem claro que sexo não é apenas penetração.
                    As mulheres são privilegiadas. Na verdade, elas não precisam do homem para obter o prazer que desejam. Afinal de contas, um homem tem apenas uma zona erógena sexual principal, um só órgão sexual, ao passo que a mulher tem duas: a vagina, o órgão genital propriamente dito, e o clitóris, análogo ao órgão masculino." 
                   Não há estatísticas precisas à respeito, mas, ao que tudo indica, os meninos (homens) se masturbam mais do que as meninas (mulheres). Em geral a masturbação feminina é mais carregada de culpa, mas isso também está mudando; elas estão aprendendo conhecer melhor o próprio corpo e isso é muito bom.  
Nicéas Romeo Zanchett 
EDUCAR É O MELHOR CAMINHO 
Nicéas Romeo Zanchett