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domingo, 29 de janeiro de 2012

A ÉTICA SEXUAL




Escultura de Romeo Zanchett


A ÉTICA SEXUAL

Cada indivíduo tem, conscientemente ou não, um determinado código de ética que norteia seu comportamento. Este código tem como âncora a própria consciência.

Quando uma mulher concorda em ir para a cama com alguém é porque está confiando neste seu novo parceiro. Ela está dando o que possui de mais precioso - o seu corpo - para sentir e proporcionar prazer. A intimidade de uma mulher é algo muito especial e seus hábitos sexuais íntimos traduzem um tipo de informação estritamente particular. A sua reputação é muito importante e ninguém tem o direito de destruí-la ou afetá-la, propalando imaturamente suas intimidades em conversas com amigos. Na verdade ninguém deve dar muita crença às histórias de sujeitos que falam suas proezas aos quatro ventos, pois o indivíduo que conta muita vantagem geralmente é um mentiroso. Quem realmente faz não conta nada. O homem que sabe respeitar as mulheres tem maiores possibilidades de ser bem sucedido com elas.

Embora as mulheres gostem de sexo tanto quanto os homens, existe uma diferença marcante entre os dois: a mulher pode ficar grávida e o homem não. Talvez por essa razão os homens tenham a tendência de encarar os assuntos sexuais de modo mais despreocupado.

Se, a despeito de todos os esforços mútuos para evitar a concepção, ela ficar grávida a responsabilidade é dos dois. Às vezes, no auge do entusiasmo, deixa-se de lado as precauções e os resultados podem ser desastrosos. A gravidez não desejada e não compartilhada em responsailidades pelos dois é uma tortura para a mulher. Para os casados, o filho não desejado pode ser um pêso capaz de gerar ressentimentos, de destruir uma união ou uma carreira. Para os solteiros a situação é ainda pior, a menos que o indivíduo seja um irresponsável. Não se trata apenas de ética, mas responsabilidade moral e financeira.

É muito comum ver um homem acompanhado paquerando outras mulheres. Não se trata simplesmente de menosprêzo à parceira que o acompanha, mas é também uma situação ridicula. É uma atitude que deixa transparecer um pobre garotão querendo afirmar-se sexualmente diante dos outros.

Existem homens que gostam de viver perigorigosamente, e apenas o temor de serem descobertos é que os excita. Paquerar as mulheres casadas pode ser a melhor forma de viver este lado emocional. Neste caso o lado ético é mais complicado e mais ambíguo. Prncipalmente para o indivíduo solteiro, com toda a liberdade e tempo disponível. É lamentável, mas muitos homens solteiros só sentem prazer seduzindo mulheres casadas. Muitas estão apenas procurando um pouco de afeição e de excitação e acabam tendo a vida emocional destruida por um irresponsável. Esses indivíduos não merecem o menor apreço, pois saem por aí destruindo, incoseqüentemente, casamentos após casamentos. Há uma multidão de garôtas adoráveis e carentes por aí. Elas tem muitas vantagens que devem ser consideradas. Podem dormir fora, sair para fins de semana e até arrumar seu apartamento que geralmente é uma "bagunça".

Não que eu queira aplaudir, mas o homem casado que paquera mulher casada tem mais chanse de encontrar um lado agradável no romance. Pode ser uma situação mais conveniente para ambos, que inclusive podem queixar-se mutuamente de seus problemas domésticos. Naturalmente que os desejos de uma mulher casada devem ser levados em conta. Se ela realmente lhe quer e você está disposto a ser um adúltero pelo menos o seja com espírito prático. Nunca misture sentimentos famíliares e tenha sempre em mente a facilidade com que os casamentos podem ser terminados. As pessoas mudam de sentimento em relação ao outro e muitas vezes o amor murcha dentro do casamento para florescer fora dele. Hoje muitos casais estão considerando a "infidelidade" como coisa comum, uma forma de provocar variedade sexual dentro do casamento. Não há como negar esta realidade, mas tudo deve ser limitado pela ética que cada um tem que ter. Quando uma mulher casada se dispõe à infidelidade é porque está em busca de algo que seu marido não lhe dá mais - excitação, romance, aventura. Mas é preciso que seja tratada apenas como uma mulher ou uma amante e nunca como uma segunda esposa. Enfim, se é desejo dos dois, façam tudo sem ferir os outros. Isto também é ética.

Uma amizade é motivo suficiente para desencorajar alguém de perseguir a mulher ou a namoradinha de outro. No mínimo, o caso será difícil de manter em segredo. Além disso poderá destruir uma bela amizade e deixar um saldo de ressentimentos, suspeitas e falatórios.

As razões para ficar longe da mulher de um cliente são mais sutis. Se o indivíduo que tem relações com a sua empresa descobre que você está transando com a sua mulher, há o risco dele destruir sua reputação profissional por pura vingança. Pior ainda é quando os envolvidos trabalham na mesma empresa. Fica muito difícil esconder o caso, e o pobre marido acaba constantemente surpreendendo embaraçosos comentários a respeito de sua mulher. Portanto além de ser ético é importante ter muito cuidado.

"Eu te amo" é uma frase que traduz um sentimento muito profundo. Não é necessário mentir para alguém a fim de ter sucesso na conquista. Em nossos dias, a sociedade é muito mais livre e tudo deve ser feito com sinceridade. Certamente a mulher desejada também deseja e quer ser amada. Se ela estiver um pouco hesitante deve-se ter paciência e persistência, mas nunca tentar conquistá-la com insinceras palavras de amor. Todos nós desejamos amor, e as mulheres são particularmente vulneráveis à expressão "eu te amo". É uma imperdoavel falta de ética mentir apenas para levá-la à cama.

Nicéas Romeo Zanchett

domingo, 8 de janeiro de 2012

A TRAIÇÃO VIRTUAL











A TRAIÇÃO VIRTUAL



Entre as grandes transformações trazidas pelo mundo da internet, talvez as mais surpeendentes sejam as ocorridas no comportamento sexual dos casais. Seu uso já se tronou um dos assuntos inescapáveis da vida moderna.



A internet criou uma nova maneira de ser infiel. Com ela, ainda que momentaneamente, nos sentimos liberados dos freios que sempre nos limitaram entre os desejos inconfessáveis e a realidade sexual imposta pela sociedade. O acesso ilimitado de contatos com parceiros reais ou virtuais mexe com nossas fantasias e imaginação.



A facilidade de acesso instantâneo a informações e contatos, praticamente sem limites, trouxe à tona uma torrente de desejos que, mesmo depois de décadas da revolução sexual, ainda causam muita surpresa. O conforto, o anonimato e a privacidade proporcionada pela internet são poderosas ferramentas de indução à quebra de barreiras. Diante do computador podemos ser quem quizermos e falarmos o que der vontade sem o risco de passarmos pelos costumeiros julgamentos que o contado frente a frente proporciona. A possibilidade de criarmos um personagem imaginário alimenta o sentimento erótico de qualquer um. Para paquerar pessoalmente é preciso decifrar muitos sinais, vencer a timidez e ainda se assegurar de que ninguém vai descobrir nada. No ciberespaço o contato é rápido, seguro e fácil. A paquera passa a ocorrer na sala de casa.



Muitos vão para a internet por curiosidade, em busca de informações sobre as diversas variantes sexuais criadas pelo homem e acabam descobrindo o mundo virtual do sexo. Clicando de um link para outro vão encontrando parceiros com os mesmo desejos. Aí tudo começa a ficar difícil de controlar e logo os bate-papos nas redes sociais vão se intensificando e criando uma intimidade que cada vez mais se parece real.



Para a maioria das pessoas é muito difícil dividir uma parte significativa da vida emocional com algum estranho, criando vínculo que exclua o marido ou a mulher. Mas esse costuma ser o primeiro passo para a traição virtual. O fato de se sentir fazendo algo errado é um indicador de que a pessoa se sente uma traidora. O sentimento de segredo é um grande afrodisíaco que alimeta a fantasia da sexualidade em quem está traindo. Embora nunca se toquem, as conversas diárias criam um clima de intimidade muito próximo do real. O clima vai se tornando cada vez mais sério e a pessoa se sente seduzida e desejada, coisa que muitas vezes não acontece na vida real. Quando as conversas se tornam regulares, fica-se contando as horas para o novo encontro. É como uma adolescente que espera ansiosa pelo namorado naquele determinado horário. Se ele não vem o sentimento de frustração é o mesmo que ocorre quando o outro lado não está online. Falar que não há um contato direto e muito menos uma relação sexual é sempre uma boa desculpa. No entanto, para a pessoa que se sente traída, isto não justifica a troca de informações que muitas vezes são partes da intimidade do casal. A infidelidade, mesmo que seja branda como a virtual, sempre abre feridas no coração e cria desconfiança difícil de ser revertida.


Evidentemente que não é a internet que estraga os relacionamentos, mas ela ajuda potencializar o clima de suspeita e desconfiança que pode transformar um casamento num verdadeiro inferno. Os efeitos sobre a vida do casal são imprevisíveis e podem tomar proporções gigantescas. Por isso é preciso tomar muito cuidado. Às vezes uma simples brancadeira pode magorar profundamente a pessoa que realmente amamos. Quando o parceiro é ciumento e vê todo aquele movimento de sedução fica "mexido". Ao ler no Orkut, Facebook ou outras redes as mensagens carinhosas que seu parceiro recebe, entra em pânico. Então começam as investigações que passam a ser uma tarefa diária: ler todas as mensagens do parceiro.

As razões do crescimento desse tipo de vínculo entre adultos comprometidos têm a mesma matriz: o prazer de exercitar o poder de sedução e conquista, aspectos que compreensivamente desaparecem com o casamento.

É impossível saber com certeza quantos casos virtuais redundam em sexo real. Mas os estudos divulgados pela revista americana Psychology Today indicam que, nos Estados Unidos, 60% dos casos de relacionamentos virtuais contínuos acabam na cama. Talvez seja por essa razão que, mesmo inconscientemente, a maioria esconde essa relação do cônjuge. No fundo eles sabem que sempre há uma tensão sexual ocorrendo, cujo final é incerto.

Um levantamento da Yankelovich Partners inc mostra que 60% das páginas visitadas na internet têm algum conteúdo sexual. A palavra sex é a mais pesquisada nos sites de busca de todo o mundo.

Se o casal tem um relacionamento sincero e gosta deste tipo de diversão o ideal é o compartilhamento da brincadeira. A senha é a chave de tudo e também deve ser partilhada. É como a senha da conta bancária de um casal maduro, que tem mútua confiança. Esta é a melhor forma de amenizar e até evitar conflitos. Tudo passa a ser uma brincadeira que desenvolvem juntos.

Nos casos de separação, que hoje ocorrem com muito mais freqüência, as mensagens virtuais como e-mails e mensagens de Messenger e outros são comuns serem apresentados como prova. Juridicamente este procedimento recebeu o nome de "quase adultério". Mas este tipo de informação só é admitido em juízo quando um dos envolvidos autoriza a violação do computador de casa. É o caso de quando se acessa o computador doméstico e descobre mensagens gravadas e sem nenhuma proteção de senha. Nesse caso a prova é válida, legal e aceita pela justiça. Entretanto, para configurar o adultério é necessário provar a conjunção carnal. A simples figura jurídica do "quase adultério" significa apenas que há uma situação amorosa envolvida, mas não é adultério. Hoje, em 90% das separações são apresentadas provas desse tipo ou semelhantes.

Nicéas Romeo Zanchett